Start again a new chance for Love
58 Capítulo 58
Notas iniciais
Pov. Christian
A minha manhã de segunda não podia estar correndo melhor, afinal a reunião com os alemães havia sido muito produtiva e estava pronto assinar mais um fecho de contrato. Contudo, apesar de a produtividade dos negócios estar em alta, não consegia parar de pensar no fato de que Anastacia não havia respondio a minha mensagem matinal. Contudo, ia somente tentar ligar para ela no horário de almoço, pois sei o quanto não gosta de que lhe liguei no horário de trabalho, ainda mais com aquele imbecil podendo ficar escutando a nossa conversa. "Não, nem pensar" penso balançando a caneta com as iniciais da minha empresa gravadas em cinza metalizado ainda rodando na minha cadeira e virando para observar a panorâmica da cidade de Seattle. Entrento a isso escuto umas batidas na minha porta e viro instintivamente para olhar.
— Sim? — dou permissão a quem me interrompe o meu desvaneio.
Ai se revela Andrea com mais uns documentos numa pasta cinza para mim, certamente mais papelada necessitando da minha rubrica e anotação.
— Sr. Grey tem esses documentos para dar uma olhada e depois tem esse documento especial aqui que chegou por fax agora à pouco que creio ser importante e devia ler! — pego a pasta com a pilha de papel e passo os dedos sobre a barba rala observando. — Quer que providencie alguma coisa? Um café?
— Não, pode ir Andrea! — digo e ela assente afastando calmamente e bem profissional para a porta ao qual acaba abandonando a minha sala sem cerimónias.
Por um tempo fiquei analisando aquele documento que Andrea falara que chegara essa manhã por fax, quando leio o conteúdo percebo que era uma nota relativamente aos valores da minha empresa, melhor um desfalque relativamente elevado e que ninguém me informara, mas que vinha sendo cada vez maior de mês para mês. Simplesmente quem cuidava da contabilidade era a diretora financeira da GEH, a também conhecida namorada da vice-presidente, a srta. Ross Bailey. Insatisfeito com esses resultados e por ninguém me informar disso a curto prazo, carrego no comunicador para chamar Andrea de volta à minha sala. A minha secretária logo aparece após dois toques ligeiros na porta.
— Sr. Grey! — fala dando um passo no interior do meu escritório.
— Mande chamar a diretora financeira e a vice presidente até à minha sala de reuniões imediatamente! — ela assente. — Pode ir! — ela vira as costas saindo.
Antes de abandonar a minha sala para ir para essa reunião de emergência ainda dou uma olhada no celular e nada, Anastacia nem uma resposta, nem no e-mail como habitualmente me habituara. Encolho os ombros e levanto ajeitando o palitó enquanto caminho para a sala de reuniões no andar superior.
Uma vez chegando na sala, ambas as senhoritas estavam me aguardando atentas na mesa de reuniões. Sem cortesias vou entrando e tomo o meu lugar de distaque no centro da mesa e olho de uma para a outra. A srta. Bailey estreita o olhar não adivinhando qual o teor da reunião, mas acabo com a tortura.
— Gostaria de saber porque ninguém me comunicou que a empresa estava sendo lesada! — quebro o silêncio sobrepondo os braços sobre a larga mesa de mogno. — Então, o que as senhoritas tem a dizer relativamente a esse assunto? — percebo que Ross olha para Fay.
— Melhor contar de vez, Ross! — Fay indica e franzo o olhar. — Sr. Grey! — a minha atenção cai totalmente nela e na sua suposta explicação. — Há três meses para cá que tem havido um movimento nas contas da sua filial bastante elevado!
— Como assim? Que filial? — tento saber, não estava entendendo nada.
Ross indireita na cadeira cruzando os braços sobre o peito não proferindo uma palavra qe seja, o que me leva a pensar que está sabendo de tudo à muito tempo e como vice-presidente nem tivera coragem de me alertar para esses fatos. Realmente começo achar que não posso confiar em ninguém.
— A cadeia de salões de beleza, Esclava! — diz e o meu primeiro pensamento recai em Elena e sua possivel traição ao nossos negócios enquanto ainda mantinhamos nossa sociedade, agora arruinada é claro. — Sei que a sociedade do senhor com essa filial terminou tem realtivamente 1 mês, mas os valores ainda são muito elevados!
— Estamos a falar de quanto exatamente srta. Deluise? — se Elena realmente me havia roubado eu queria saber o valor exato, para que a fizesse pagar com juros.
— Milhares, provavelmente quase um milhão, não posso dar uma certeza já, tendo em conta que teriamos que se usar planilhas para efetuar muitos calculos para conceber os valores reais.
— Então providêncie tudo o quanto antes, coloque os seus melhores profissionais trabalhando nessa causa e quanto a você... — a minha atenção vai para Ross. — Porque não me contou nada? Acha que como vice pode simplesmente pegar nesses assuntos e guardá-los para si? Lembre que preciso confiar nas pessoas com quem trabalho!
— Sr. Grey acredite eu soube que o senhor estava bem empenhado para terminar mais três grandes contratos que não o quis de modo algum incomodar com esse assunto! Achei que conseguia contornar a situação atempadamente. — a corto.
— Esteja ou não ocupado, quero sempre ser informado, ok? Esta empresa como qualquer outra é muito importante para mim! — digo me levantando com as mãos apoiadas no tampo da mesa. — E por isso quero que seja feita uma auditoria às contas da GEH, para que nada mais como isso possa acontecer, entendido? — olho uma e a outra, percebo até que se entreolham.
— Com certeza! — informa Fay. — Vou avançar com o pedido de imediato!
— Lembrem, quero resultados rápidos, não quero correr o risco de que essa história acabe vazando para a comunicação social e que na sequência disso, haja algum inconveniente aqui dentro! — elas assentem. — Podem ir! — aceno com a mão e ambas levantam dos respetivos lugares.
Assim terminada a reunião dou uma olhada no meu relógio de pulso Omega, vejo que passava do meio dia e como deixara o iPhone no escritório retorno lá, só que no caminho cruzo com Elliot e reviro os olhos não querendo nem imaginar qual seria a nova novidade agora, já que o seu último encontro por aqui resultara quase que em anedota quando me veio pedir emprego.
— Hey mano vai almoçar? — pergunta ele ajeitando um palitó que estranhei, já que não é dado a formalidades e o conheço exatamente por usar bermuda pelo joelho e tênis All Star.
— Hoje estou pensando em ficar por aqui, a não ser que Ana me chame, o que será quase que impossível... — a última parte sai mais para mim em sussurro. — Mas o que faz aqui e que roupa é essa, Lelliot? — cruzo os braços assim que me viro na sua frente.
— Ué? Acha que estou mal? — ele apalpa o palitó algumas vezes se atrapalhando um pouco. — Acha que ela não vai gostar? Estou ruim?
Dou de ombros e libertando os braços passando a mão nas costas do meu irmão, o guiando para o interior do meu escritório antes de começar falando demais na frente dos meus funcionários e detesto que eles sejam destabilizado por inconveniências, já que são pagos para realizar seu serviço. Assim sendo, sento com ele no sofá cruzando a perna formalmente e Elliot começa falando sem parar quase como uma grafenóla e dou uma olhada na hora algumas vezes o que irrita.
— Cara dá para me escutar? É sério, falei que tive uma briga com o pai! — a minha atenção é roubada e olho ele.
— O quê? O que você falou? — sou pego de surpresa com essa história de briga, sendo que não estava sabendo de relativamente nada.
— Pela milésima vez tive uma briga com o Dr. Carrick Grey! — diz ele. — Digamos que não levo jeito algum para trabalhar com nosso pai e por favor, me ajuda, cara!
— O que quer que eu faça, Lelliot? — pergunta não sabendo como o poderia ajudá-lo.
— Cara me oferece um emprego aqui, acaba de uma vez com a minha tortura!
Mas eis que começo a ter uma ideia de como poderia simplesmente acabar com a tortura do meu irmão, mas ele teria que ser responsável e teria que levar a sério o trabalho que lhe ia propor. Até porque além de ter pessoas de contabilidade ligadas ao caso do desfalque, queria pessoas responsáveis também ligadas à parte judicial. E Elliot era talvez o candidato certo para ocupar esse cargo, já que era formado em direito e apesar de bancar o folgado, sei que sabe empenhar corretamente as leis. Outro ponto positivo nisso é que confio nele. Algo que anda escasso por aqui, principalmente agora que fiquei sabendo que os meus funcionários que deviam ser legais me andavam escondendo.
— Acho que posso quebrar o seu galho, sim! — afirmo roçando o dedo sobre a barba rala. — Mas você não pode vir com brincadeira, já que será um cargo importante e vou confiar nas suas capacidades. Mas ao mínimo deslize conhece o caminho da rua! — alerto, pois não gosto de falhas, muito menos se elas forem realmente graves.
— Ainda nem sei o que vou fazer e já vem escolachando, irmão? Puxa, isso é que é voto de confiança, não? — faz um drama de mulherzinha e reviro os olhos.
— Aqui dentro não tem grau de parentesco, Lelliot! Aqui é sr. Grey e sou seu chefe de qualquer modo, então trate de bancar o ajuizado e por favor não me faça arrepender da decisão que estou tomando.
Por vezes é necessário colocar os pontos nos "is" antes de sobrarem dúvidas e no caso com Elliot é melhor prevenir que remediar e depois nem quero escutar xingos do meu pai, que sei que será a primeira pessoa a repreender. Só que tem um fato que eu é que mando nessa empresa, tomo as decisões e se eu quiser, eu contrato até a pessoa mais miserável, desde que ache que elas seram produtivas. Aqui na GEH produtividade é crescimento ao mais alto nível.
— E o que farei exatamente, Sr. Grey? — o apelido sai muito em deboche e sorrio sarcástico a isso.
— Você vai auxiliar num caso que está sendo investigado pelo departamento financeiro da GEH, com os seus conhecimentos de ação judicial! Recorrer às leis, procurar averiguar como agir, qual a penalização... esses processos todos que você está familiarizado e que não vou sequer começar enunciando.
— Você está falando sério? — a sua pergunta meio que sai com humor, agora a minha dúvida é se ele será realmente capaz ou não. Só espero que não me faça arrepender. — Tudo bem, vou voltar ao direito, não é mesmo? Melhor que trabalhar no escritório do Dr. Grey, acho que dou conta!
— Ótimo, você começa amanhã! — informo.
— Amanhã??? — ele arregala os olhos com a minha apressada contratação.
— Algum problema nisso? — pergunto e ele balança a cabeça negando. — Bom, esteja na GEH pelo menos dentro do horário, não me faça arrepender e por favor, deixe as secretárias em paz! Conheço perfeitamente o seu histórico de sedutor nato! — alerto, porque sei exatamente como o meu irmão é em relação ao sexo oposto.
— Tranquilo, vou ser o funcionário mais responsável, vai ver só! — informa ele todo convencido de que ia alcançar a meta. — Até vou virar o funcionário do mês!
— Estou pagando para ver!
~*~
Pov. Anastacia
Hoje decidira ficar em meu apartamento, desfrutar dessa deliciosa cama que apesar de quente e gostosa, já que me faz sonhar, era onde me sentia mais confortável. O meu periodo menstrual hoje em particular está bem abondante, já para não falar que estou cheia de dores de ovários. Nem conseguira sequer levantar e ir na cozinha. Precisei que Kate me fizesse essa gentileza e me viesse trazer uma analgésico antes de sair para o trabalho. Contudo, nas diversas vezes que tentei pegar no sono o meu celular não parou de bipar em cima do criado mudo, só para me alertar da mensagem de Christian. Eu sei que sempre lhe respondo, mas estou num mau dia, não me apetece falar com ninguém, só quero dormir para ver se a dor vai embora. Porém, quando pego o travesseiro para deitar de bruços o celular começa tocando e reviro os olhos evitando rebolar na cama para o pegar. Simplesmente estendo o braço com alguma dificuldade, já que o aparelho está longe e o puxo para olhar piscando na tela "CHRISTIAN". Atendo ou ele não vai parar com a insistência.
— Alô... — falo num fio de voz.
— Ana está tudo bem? Você não me respondeu à mensagem. — a sua voz inspira preocupação.
— Eu vi, mas não respondi porque estou indisposta... não é nada contra você, estou tentando dormir. — digo fechando os olhos com o aparelho no ouvido.
— Como assim tentando dormir? Você não foi trabalhar? — começa o interrogatório. Eis o motivo de que queria ficar desligada do mundo nessa hora. — Está doente?
— Estou cheia de dores, naquele dia péssimo e por favor não se preocupe já tomei analgésico e logo isso irá aliviar. — tranquilizo, apesar de ter menos certezas sobre isso, já que tomara o remédio a mais de 2 horas. — Amanhã já volto para a SIP!
— Por um momento pensei que tinha acontecido alguma coisa de grave! — comenta. — Mas tem certeza, quer que eu chame um médico? De repente pode precisar de tomar outra coisa... dói muito? — reviro os olhos com o excesso de preocupação. — É, talvez seja melhor eu ir até ai só para vê-la! Ana não desliga! — coloco em viva voz e deixo o celular sobre os lençóis.
Christian parece ficar mexendo em algo, pois cria barulho e só então uns precisos 5 segundos volto a escutar a sua voz.
— Amor?
— Estou aqui, como vê, viva! — falo irónica. — E nem precisa de chamar médico, isso é normal nas mulheres! — explico tendo a séria dúvida de que ele desconhecia sobre essa condição feminina. — Está na cara que vocês homens não entendem nada. — ele ri baixo que bem escuto. — Por favor não venha, já sei que vai me tratar igual inválida e não estou inválida coisa alguma, não é doença menstruar cada 5 dias no mês!
— Deixe de ser teimosa! — repreende com aquela voz masculina e grave. — Você deve estar sem comer, aposto! — reviro os olhos de novo. — Vou levar alguma coisa do que possa se alimentar, não quero que fique de estômago vazio tomando essas drogas!
— Deixe de ser chato!
— Você está impossivel srta. Steele! — repreende de novo. — Mas fique sabendo que gosto de desafio, então não me tome por fraco, porque vou mesmo contra sua vontade! — anuncia cheio de animação.
— E o que lhe leva a pensar que irei abrir a porta? — suponho. — Não pensou nisso, não? — o meu sorriso presunçoso se forma nos lábios, mas uma pontada de dor abaixo do umbigo me faz gemer em dor.
— Sem chance, irei passar na redação onde sua amiga está trabalhando e trarei a chave!
Maldita, Kate bem que podia esquecer as chaves em casa por vezes, não? Agora ele vai pegá-las com ela, vai vir para ai. E estou sem paciência para namorado que banca de babysitter. "VOCÊ ESTÁ IMPOSSIVEL MESMO, NÃO É STEELE! ELE TODO SIMPÁTICO QUERENDO VIR CUIDAR DA NAMORADA, E VOCÊ TODA CHEIA DE TPM" o meu subconsciente acusa e faço uma careta para ser do contra.
— Que droga! — reclamo e abaixo os meus próximos xingos com o travesseiro.
— Estarei ai em 20 minutos, por isso se acalme que estou indo! Até já, baby!
Desligo a ligação e puxo os lençóis para me cobrir totalmente. Só queria que ele não viesse, não me visse nesse estado deprimente, porque sei que estou horrivel e chata. Oh sim, muito e pessimamente chata. Diria impossivel, porque não posso fazer nada do que gosto, isso implica fazer amor com o meu homem. Err, odeio isso, odeio essa coisa que dizem que é importante nas mulheres, mas que só me lasca, me faz trocar absorvente a cada 10 minutos. "É steele ser mulher não é mole" penso abafando o rosto contra o travesseiro.
~*~
Estava tão tranquila nesses lençóis quanto escutei o som de uma porta batendo. Dou um bocejo meio sonolenta e levanto da cama para ver quem seria, quando obviamente sabia que só podia ser ele. Pego o roube antes de sair, pois não lhe queria mostrar a miséria do pijama sujo com sangue. E quando vou até à sala encontro Christian na cozinha. O cheiro a comida estava ativo e isso meio que me deixou enjoada. Err, periodo mentrual me deixa sem apetite.
— Oi amor! — ele me cumprimenta assim que me vê e vem para me beijar, mas desvio, pois vem com cheiro ativo de cebola. — O que foi? — pergunta me estranhando.
— Estou mal disposta, não vou comer, não!
— Vai sim, você não pode ficar sem se alimentar, amor!
Tem vezes que fico com sérias dúvidas se Christian e minha mãe não tem qualquer tipo de ligação, é que tanto um quanto o outro se parecem muito.
— Me obrigue! — faço birra sendo binrrenta. — Não vou comer, só quero minha cama, pode ser? — ele nega com a nuca. — DROGA! — resmungo batendo perna de volta ao quarto e me jogo na cama assim que entro nele.
Christian uma vez mais vem atrás de mim, pois o som do seu sapato de grife choca repetidamente contra o chão. O ignoro, sabendo que não o temo e quando coloco uma coisa na cabeça é complicado me convencerem do contrário.
— Tem certeza que não quer que chame um médico? Não gosto nem um pouco do seu estado, baby! — fala em preocupação. Uma desnecessária é certo, mas que ele não sabe. — Está mais pálida que o normal, não se quer alimentar, eu só tenho motivos para me preocupar e não diga que é exagero!
Começo a cantarolar interiormente, pois não estou nada afim de escutar sua conversa de babysitter, pois é enjoativa. E para isso já tenho Kate, minha mãe, por vezes Mia no telefone falando bobeira. E por falar em Mia sei que ela logo vai aparecer ai, já que ontem me prometeu dar um pulo ai.
— Você realmente não sabe o que é ser mulher, não é? — digo quase irónica. — Aposto que ser homem é bem mais fácil... em primeiro não tem essa droga todo o mês e depois não ficam mau humorados como a gente!
— Anastacia! — chama a minha atenção.
— Está tudo bem, amanhã já estarei bem melhor e vai ver só eu irei andando, dançando e comendo tudo o quanto é gostoso... incluindo você!
Ele não é convecido pelo meu argumento, pois se mantêm quieto me olhando. E suspiro acenando para que se deite comigo, já que queria apenas um pouco de cafuné, já que estou carente. É, essa droga me deixa carente para caralho.
— Vem logo, estou carente! — peço pidona. — Não me deixa assim...
— Só se você comer alguma coisa, Ana!
— Chato! — resmungo. — Está bom, pode ser algo leve, sim? Não quero comida pesada, estou com o estômago às voltas!
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