Start again a new chance for Love
56 Capítulo 56
Notas iniciais
Anastacia pende a nuca me olhando intrigada e os meus pensamentos voam um pouco. Obviamente que não havia ficado indiferente à sua conversa com o pai no celular mais cedo, que em certa parte estava desejando realizar uma outra estreia. Nada mais justo, quando ela já conhece minha familia.
— Claro que sim... — afirma se aninhando melhor em meus braços ao qual tento deixá-la mais confortável ainda.
— Sabe... — falo sem saber exatamente como começar. — Você já conhece minha familia e pensei que sei lá, pudesse conhecer os seus pais, mas só se você se sentir confortável em que os conheça, claro!
— Você quer mesmo conhecer meus pais? — assinto que sim com a cabeça. — Bom, a minha mãe tenho a certeza que vai delirar quando te conhecer. — e sorrio com isso, ficando até convencido. — Já meu pai, só lhe peço para ser cauteloso, porque o senhor Raymond Steele sabe bem como deixar uma pessoa constrangida.
— Então está com receio do seu pai? Não se preocupe, terei todos os motivos do mundo para conseguir conquistar a sua confiança, pode deixar! — a tranquilizo e Ana me revida com um selinho breve nos lábios em agradecimento.
— Tem outra coisa que adoraria muito voltar a fazer com você! — fico intrigado.
Anastacia é realmente impressionante até no modo como muda de assunto repentinamente.
— E o que é?
— Adoraria viajar, mas dessa vez gostaria que fossemos a Londres! Uma coisa muito romântica, sabe? — balanço a nuca percebendo onde quer chegar. — Tirar muitas fotos junto ao Tower Bridge, já que é super interessante a paisagem sobre o rio Tamisa... hum... — faz um ar pensativo. — Também, London Eye, puder andar naquela roda gigante, sabe? Ai nossa que sensação... Fazer um brinde à meia noite junto do Big Ben! — o meu sorriso só se rasga ainda mais. — Tomar o meu chá favorito no The Langham!
— Vejo que já tem todo um roteiro pensado... — comento gostando imenso do entusiasmo de Ana. Gosto de vê-la assim. — Faremos tudo o que desejar meu amor, quando quiser é só me falar que irei pedir a Taylor para providênciar tudo!
— Sério? Assim? Nossa, então para breve! Me surpreenda sr. Grey!
~*~
A manhã reina com a entrada triunfal dos raios de sol aquecendo o ambiente do quarto. A conversa do serão da noite passada havia sido tão boa que agora me via obrigado acordar por conta do vibrar do iPhone sobre o criado mudo. Algumas vezes rezei para que Anastacia não acordasse, já que parecia tão tranquila no seu sono, somente a cobri melhor antes de atender a ligação que percebi ser de Taylor.
— Taylor! — cumprimento ao atender enquanto subo os degraus até ao convés superior. — Descobriu alguma coisa?
— Sim, senhor! Alguns fatos relativamente importantes que acho que devia ver por si mesmo... — diz ele me deixando de fato bem intrigado.
— Não tem como eu ir até ao Escala no momento, mas me diga o que descobriu!
— Muito bem... — cede soando um pigarro ligeiro. — O tal médico, Dr. Robert se não estou em erro que a senhorita Williams tem sido acompanhada, recebeu recentemente um valor avultado na conta bancária. — estreito o olhar. — Algo como uns cerca de 50 mil dólares!
— Tanto? Mas não como Leila ter forma de pagar esse valor todo! — na verdade nada está encaixado direito nessa história. — Que mais descobriu?
Afinal Taylor sempre faz uns ótimos trabalhos de investigação quando trabalha em missões como essa, quase que secretas, nunca falha.
— Fiz um rastreamento de chamadas telefónicas e parece que a srta. Williams é alvo de recorrente contato de um contato pré-pago. — cerro o punho o chocando contra a parede do Grace não gostando disso. Pois era uma pista que não me levaria a nenhum culpado, então era como se voltasse à estaca zero. — Mas tem mais... antes de regressar a Seattle, ela esteve trabalhando numa agência de modelos em New York!
— O que isso tem de relevante?
— Já vai perceber senhor! — afirma. — Essa agência é usada como disfarce para umas festas de sexo e bar de alterne à noite principalmente durante o final de semana! — pendo a nuca não entendo o propósito das suas conclusões. — Relativamente a última informação que tenho, a srta. Williams, foi vista pela última vez à cerca de 1 mês, mas vai se surpreender quando lhe contar por quem esteve acompanhada e que o senhor conhece relativamente muito bem.
O meu olhar se estreita ainda mais, não gosto de ignimas que Taylor por vezes faz só para me deixar a pensar, mas tem um fato de que não presisto de muitas amizades, e das poucas que tenho, ou tive, sempre foram ou membros da minha familia, ou Elena Lincoln. Não, não pode ser. Ela não podia fazer uma coisa como essa. E qual o propósito? O que ela ganha com isso?
— Elena Lincoln! — digo com uma voz fria.
— Exatamente! — confirma ele no outro lado da linha. — Existem diversos registos de hospedagem num dos mais luxuosos hóteis de New York no nome da senhora Lincoln, precisamente! E pelo que consegui apurar, foram cerca de mês e meio fora de Seattle!
— Obrigado Taylor, qualquer nova informação me contate!
Desligando a ligação pouso o celular sobre a superficie plana olhando incrédulo para o exterior. A minha cabeça ainda estava tentando descodificar essa informação toda. Só que pensando bem, Elena era a única pessoa capaz de financiar uma merda como essa. E obviamente que sempre fora uma excelente aliciante. Já que fora por sua sugestão que conheci Leila e a contratei como minha submissa na época.
— Claro, como não percebi antes! — murmuro para mim mesmo.
— Amor?
Quando escuto Anastacia me chamar e sorrio para ela quando a vejo vir de chapéu de palha na cabeça, uma camisa soltinha, com um sutiã de biquini à mostra azul que lhe fica a matar, um shortinho curto.
— Você está afim de tomar uns banhos de sol? Talvez aventurar em um mergulho? — pergunta convidativa.
— Mas você não está...? — e o meu olhar desce para o seu shortinho.
— Sim, veio essa manhã, aliás tenho que pedir desculpa é que os lençóis estão com sangue... — lamenta, mas não dou importância somente e detendo em meus braços e deixar um selinho.
— Isso quer dizer que só eu vou mergulhar! — digo convencido de que seria divertido sair das águas todo molhado e cair de boca nela para refrescar.
— É, parece que vou molhar apenas os pés... — diz com um bico nos lábios desiludido. — Vamos? — assinto que sim acompanhando para o exterior.
O Grace agora estava fluante sobre as águas mais cristalinas, provavelmente a duas milhas do embarcadouro da mansão Grey. Anastacia me deu a mão para descer e estendeu a toalha azul que estava dentro do armário.
"Claro dona Grace sempre pensa em tudo o que preciso" penso a seguindo logo atrás. A minha morena logo se instalando larga a camiseta solta para exibir o biquini que realça na perfeição a tonalidade pálida da sua pele e coloca uns óculos de sol no rosto.
— Está me olhando? Trate de se despedir dessas roupas e pule fora! — ordena mandona e logo as mãos ao quadril a olhando. — Nem vem com esse ar, não! Você é macho, sim, mas quem manda sou eu! — sublinha cheia de si pegando o protetor e esfregar nos braços.
— Você está me saindo melhor que a encomenda! — digo em deboche libertando a T-shirt.
~*~
Pov. Narrador
Com tudo planeado para o final da tarde, Elena mal via a hora de colocar Christian na boca do trombone e destruir de uma vez por toda a sua reputação de CEO excepcional no mundo dos negócios. Já que era a única boa noticia que esperava depois das péssimas oferecidas pelo médico mais cedo a deixando bem desgostosa depois de descobrir que a sua maior arma está começando a trai-la. É a vilã está decadente de uma doença degenerativa que rouba a sua beleza mais preciosa a envelhecendo precocemente.
Claro que Leila teria que fazer tudo direitinho e isso inclui não poupar em palavras, porque quero só ver aquele meu menino vir correr para mim, querendo auxilio. Eu sei que Anastacia não vai dar o que ele precisa, mas eu sim. Eu darei tudo, para ele. O meu amor, o meu dinheiro e uma chance para apagar esse mal entendido.
— Sra. Lincoln tem um senhor que quer falar consigo! — informa a enfermeira que entra no quatro. — Quer que eu mande entrar?
— Quem é? — questiona ela pegando um mini espelho de viagem e dar uma olhada em seu rosto completamente num estado deprimente.
— Marc Stuart! — diz ela.
— Mande entrar então criatura! — a loira se excede sem grosseira com todo o mundo.
Instantes depois a umas batidas ligeiras na porta um homem atraente com uma idade compreendida nos 40 anos, entra com um ramo de rosas perfumadas.
— Nossa julguei que estivesse melhor! — debocha dela.
— Idiota! — reclama sem humor pegando as flores à força do homem e gritar para chamar a enfermeira que apressa a vir para auxiliá-la. — Leve as flores, não gosto delas! — afirma e a moça as leva do quarto os deixando a sós.
— Você me chamou com tanta urgência ontem que pensei que fosse morrer, sabe? — novamente ele continua com o deboche, só para deixar a loira na sua frente ainda mais irritada e impaciente. — Mas idem, o que quer de mim exatamente?
— Stuart, vou precisar que faça uma transação de 1 milhão de dólares para a conta de alguém! — ele arqueia ambas as sobrancelhas curioso. — E quero que prepare os papéis para a oferta de um imóvel! Também para a mesma pessoa!
— Não sabia que estava tão caridosa com os seus amigos, mas espera... você não tem amigo, não é?
— Você não cansa de ser idiota e cretino? Faça somente o que estou mandando e não faça perguntas, por favor! — ela fala sem paciência. — Ouça com atenção! — ele se coloca só de ouvidos. — A pessoa com a qual vai se encontrar mais tarde é a srta Leila Williams!
— Mas essa não é a antiga submissa de Christian Grey? — ela revira os olhos. — Tudo bem, sem perguntas! — isso anima a loira. — Preciso do contato dela para que possa me encontrá-la.
Elena puxa por um pequeno caderno de notas do lado da cama e geme qualquer coisa, já que ainda está com dor e os médicos ainda não sabem se vão realizar o procedimento cirurgico que exigira para recuperar o rosto no jeito mais recomposto, já que ficara realmente bem mal tratada pelas mãos de Anastacia. Então arranca uma folha escrevendo algo primeiro e estende na direção dele.
— Ligue para esse contato, ou a encontre nesse endereço ai! — indica ela.
— Tudo bem! — encolhe os ombros o homem. — Desejo as melhoras, Elena... isto se tiver como recuperar! — a mulher fica uma fera com esse comentário final e lhe lança com um travesseiro.
— SEU IMBECIL! CRETINO E FILHO DA PUTA!
~*~
Pov. Anastacia
Apesar de me sentir divertida olhando ele mergulhar nessas águas tão claras, sentia que ele estava me escondendo alguma coisa, algo que consigo perceber em seu olhar ligeiramente alterado. Então quando ele sobe as escadas de segurança aproveito a ocasião para terminar de uma vez por todas a minha intriga e o questiono a respeito.
— O que se passa, Christian? Você está estranho desde que acordei e o encontrei na sala! Aconteceu alguma coisa?
— Nada demais amor... — diz ele pegando a toalha e a passar no corpo para o enxugar, mas isso não me convenceu, não de todo.
— Christian Grey eu te conheço e sei que está mentindo! Saiba que é a coisa mais feia! — afirmo sem tentar verter humor na minha voz. — Então por favor, sejamos sinceros um com o outro!
Chris respira fundo e senta sobre a toalha que estende nesse instante. Os seus olhos ficam postos em mim e fico apreensiva. Só espero que não sejam más noticias, pois hoje estou num mau dia se vem alguma coisa para pegar no meu pé. Por minha vez faço uma expressão de quem espera respostas, até cruzo a perna, apesar de me sentir meio desconfortável com o absorvente. Err, como odeio estar menstruando nesses momentos.
— Lembra que falei que ia pedir a Taylor para investigar a história de Leila? Então, ele descobriu algumas informações muito relativamente! Aliás até já sei quem está por de trás de Leila e certamente você vai pirar quando descobrir o que peço que seja prodente e me deixe cuidar disso direitinho!
— Nem precisa falar nada, imagino que seja aquela velha, mocreia e pedófila! — fico logo com uma raiva crescendo dentro de mim. — Err, essa mulher não nos deixa a vida tranquila! Ela é louca e obcecada por você! — bufo irritada, porque essa mulher sempre consegue arruinar o meu dia.
E levanto dando as costas para Christian.
— Amor onde vai? — ele pergunta me segurando pela mão impedindo de dar mais um passo em direção ao interior.
— Nós vamos voltar para terra, porque eu vou dar uma lição nessa velha! — digo libertando a minha mão sua. — E nem me tente impedir!
— Ana, não! — ele protesta o contrário. Estaria ele ainda querendo defender aquela cretina e mau caráter? — Eu tenho um plano, mas primeiro me deixe testar Leila, vou conseguir a tal armadilha e depois cuidamos de Elena, ok?
A prosposta dele era um pouco tentadora, mas não tenho sangue de barata para ficar fazendo figura de boa menina, enquanto aquela lá está tendo mil e um planos para nos destruir.
— Tudo bem, vou ceder, mas só porque tal como você tenho vontade de desmascarar essas duas! — ele sorri brando e me deixa um selinho breve nos lábios.
~*~
Voltando para terra firme, desço na frente de Christian, já que ele vai ocupado falando no celular, provavelmente dando novas instruções a Taylor.
— Se apresse! — alerto impaciente, pois estou com uma sede incontrolada de descoberta e não aguento nem mais um minuto em continuar quieta esperando tudo acontecer.
— Um momento, amor... — pede ele afastando o aparelho do ouvido. — Como vinha falando, Dra. Greene vou precisar dos seus serviços para dentro de 1 hora, acha que tem como ir até ao Escala? — reviro os olhos batendo perna na frente.
Contudo, ao atravessar o vasto caminho para a parte da frente da mansão surgue a mãe de Chris, oh não Grace e vem logo abrindo um sorriso animado com a nossa presença. Ela sempre é uma mulher calorosa, só que hoje não é um bom dia.
— Anastacia! Christian! — cumprimenta me dando um abraço e faz exatamente a mesma coisa no meu namorado que larga o celular definitivamente. — Onde vão? Por favor fiquem, a Dorotheya está preparando um delicioso almoço! — a oferta dela cai em péssima hora.
Christian começa a coçar a nuca quando viro a minha atenção a ele. Grace ainda nos estranha e cruza os braços esperando uma boa explicação, só que somos salvos pela chegada de Carrick.
— Grace deixe os pombinhos namorando! — fala o pai de Chris o que me liberta de uma negação completa, apesar de adorar a companhia deles e ficaria se não fosse o assunto muito importante que temos em mãos para resolver. — Tenho a certeza que estão cheios de planos!
— É verdade, estamos indo para um almoço importante na casa dos pais de Ana! — ele mente e faço uma expressão confusa, com o modo de como ele simplesmente consegue ser tão natural com uma mentira. O que me leva a pensar que ele possa ter naturalidade para outras coisas mais.
— Que pena, mas pelo menos façam a gentileza de jantar logo mais! Quero tanto estar com a minha familia reunida! — diz Grace pegando minhas mãos.
— Tudo bem, mãe... se puder eu aviso, pode ser?
— Não tenho outra chance se não aceitar. — ela não fica muito convencida. — Mas vão lá, não os quero prender por muito mais tempo e por favor tome bem conta da sua namorada, filho! Ela parece ser uma menina de ouro!
— Não mãe, a Anastacia é uma muito mais que isso! — e me deixa um selinho pegando pela mão para partirmos rumo ao carro escuro que nos aguarda.
Taylor nos aguardava com a porta aberta e cumprimenta nós dois com seu tom formal que me leva a pensar se ele seria assim sempre ou se era por simplesmente trabalhar para Christian. Assim sendo, após nos instalarmos, ele logo entrou no seu lugar dando a partida. Encostei a nuca no ombro de Chris, mas com os meus olhos oscilando.
— Vai chamá-la para o Escala? Não gosto nada da ideia de vê-la perto de você! — faço um bico com ciúme.
A verdade é que a presença da tal de Leila na vida de Christian é um incomodo em tanto, não gosto sequer de pensar que ela possa aludir ao toque. Tocar no meu homem e pior mesmo é querer atacá-la antes de lhe arrancar a verdade. Odeio me sentir inferior nessas horas.
— Oh amor, é simplesmente para apanhá-la e obrigá-la a se confessar! — adverte me dando as óbvias razões que apesar de as conhecer, me deixam insegura ainda assim. — A Dra. Greene estará lá e você vai conhecê-la, é uma ótima ginecologista.
— Sei... por acaso não está insinuando nada, não? — pergunto em deboche franzindo ligeiramente um olho.
— Nada, baby!
~*~
No Escala começo andando de um lado para o outro dentro do escritório impaciente e Christian aparece com o iPhone nas mãos sorrindo. Vou até ele ansiosa para saber novidades. É ai que olho a mensagem no seu aparelho e percebo que a maldita daquela vadia havia mordido a isca. Ela viria de fato. "CONTROLA CORAÇÃO" o meu subconsciente apela.
— Perfeito, quero assistir!
Não confio naquela lá para ficar aqui quieta e deixá-la sozinha com o meu Christian. Jamais vou dar esse gostinho a essa vadia de quinta que estou com tanta vontade de lhe puxar os cabelos até ao chão. Há se estou e tapeá-la até cair redonda assim como fiz com aquela nojenta da Elena.
— É melhor não, Ana! Eu tenho que ficar sozinho com ela, terá que ser algo muito convicente!
— Nem pensar! Não aceito! — protesto cruzando os braços como uma criança mimada. — Não acha que vou ser donzela e sentar nesse sofá enquanto aquela songa monga fica com você! Christian eu estou capaz de arrancar os cabelos daquela lá!
Ele encolhe os ombros e vem até mim, pousando suas mãos sobre os pontos fixos dos meus ombros, olhos nos meus. Pendo a nuca para um lado, e ele para o outro completamente oposto ainda me encarando. "DÊ UM VOTO DE CONFIANÇA" o meu subconsciente pede. A minha deusa parecia meio indecisa.
— Tudo bem, mas me prometa que se vai controlar, ok? Pelo menos até arrancar a verdade dela! Posso realmente confiar no seu instinto?
— Pode! — tranquilizo.
Assim sendo acompanho Christian de volta para a sala meio que ansiosa para voltar a encontrar aquele rosto de falsine daquela tal de Leila. "Err, nome de puta, isso sim" penso rodendo de raiva por dentro, mas tal como Christian me pedira eu necessito de me acalmar, oh nosso plano vai por água a baixo.
— Vou pegar chá, pode ser que alivie! — digo indo para a cozinha, sendo que não tem como ficar quieta numa hora como essa.
Instantes depois a colocar água da chaleira na fervura, escuto o som das portas do elevador e coloco a cabeça de fora, mas encontro uma outra mulher, mais madura, loira e com uns olhos tão claros que pareciam safiras esculpidas a pensar na sua fisionomia e deduzo ser a tal Dra. Greene do qual ele havia falado. E volto com atenção ao que estou fazendo, pegando assim xicaras e pires e servi-los numa bandeja com biscoitos.
— Tenho a certeza que irá ser uma consulta cara tendo em conta que é marcada em última hora e no domingo, mas acredite será bem compensada, doutora! — fala Christian quando entro na sala com a bandeja. — Dra. Greene ainda não tive oportunidade de lhe apresentar a minha namorada... — apressa ele a me apresentar. — Essa é Anastacia Steele! — a senhora estende a mão que retira da luva muito simpática.
— Olá, Anastacia! — cumprimenta ela ao qual retribuo com um sorriso e segurando sua mão com delicadeza.
— São servidos com chá? — pergunto assim que libero a sua mão. — Acabei de prividênciar! — digo me agachando para pegar uma xicara e servi-la com uma quantidade básica.
A Dra. Greene agradece recebendo a xicara. Ela realmente me parecia extremamente elegante, bonita. Loira tal como todas as mulheres que conheci na vida de Christian, tirando Leila é claro que é morena assim como eu. Só que ele fora o próprio a mencionar que não tem preferência por loiras. Momentos depois a uma saudável tomada de chá, as portas do elevador abrem revelando a pessoa que mais desprezo no momento. Os olhos de Leila meio que se arregalam ao ver nós três a esperando. Chris se atencipa chegando mais próximo dela o que me deixou apreensiva.
— Foi para isso me chamou aqui meu senhor? — pergunta ela ainda incrédula e dando uns passos para trás.
— Leila vamos conversar! — pede ele nunca parando de andar até ela.
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