Notas iniciais
Olá meninas do meu big heart ♥ Quero agradecer os vossos comentários, apesar de achar que tem muita gente que não deu conta do poste, mas foi feito bem cedo e tals... mas estou feliz à mesma, vocês me animam. Por isso um novo capítulo para vocês! Ele vai ser muito bom, temos uma revelação que acho que será um ponto importante e marcar a confiança no casal... e aviso que começam as chamadas anónimas. hahaha quem será???? P.S. dedico esse capítulo à linda Gigi! ♥ Boa leitura

Ao cair da noite dei uma ajuda a Kate na cozinha para preparar alguma coisa de gostoso para nós, já que nosso dia havia sido tudo em cheio e divertido. Acho que nunca me diverti tanto assim como na vez que fui com os meus pais para Mali, presente do tio Josh, tinha eu apenas uns 10 anos.

— Está sendo tudo maravilhoso! — digo pegando um pyrex de vidro com salada de milho, cenoura ralada e rucula.

— Pode crer, nunca me ri tanto como hoje! — confirma abrindo a porta do forno e tirar a cheirosa lasanha à bolinhesa.

— Hum, que cheiro gostoso! — diz Elliot entrando na cozinha querendo traçar alguma coisa do que comer. — Posso levar? — pergunta olhando para mim, depois Kate.

Minha amiga nada lhe responde, apenas fazem troca de olhares e ela lhe indica umas luvas para ele pegar e levar a lasenha para a mesa. Sigo desde logo atrás dele levando a salada e encontro Christian sentado na sacada da janela olhando para o exterior muito em silêncio. Quando deixo o pyrex na mesa vou até ele, tocando somente de leve no seu ombro, pois não o quero tirar forçosamente dos seus pensamentos silenciosos. Ele me vira os seus olhos cinza de popila dilatada e indica para eu sentar com ele, ao qual aceito sentando com as costas encostadas ao seu peito observando o exterior escuro e nevando. É até interessante ver como pequenos flocos de neve podem formar grandes mantos brancos por esses caminhos fora.

Desde que chegaramos não havia visto caseiro algum, mas Kate me avisou que talvez os rapazes os tivessem dispensado, para ficamos todos mais à vontade. Sorte deles a gente saber cozinhar.

— Gosto daqui, é sempre muito calmo. — comenta baixo num sussurro abraçando minha cintura com suavidade. — Espero que possamos vir muitas vezes aqui, amor! Quero lhe mostrar o mundo.

Viro a cabeça ligeiramente para encarar o seu rosto, os seus olhos estavam expostos em mim. Tive logo vontade de acariciar o seu rosto com a ponta dos meus dedos e ele o virou os tocando com os lábios.

— Também gosto daqui... — asseguro com um sorriso sincero nos lábios. — Não espero outra coisa de você, Chris! — e encosto novamente a minha cabeça contra o seu peito.

Podiamos ficar assim o resto da noite que nem me ia importar, me sentia bem e segura ao seu lado. Realmente como nunca me senti em tanto tempo de relutância em me entregar a alguém. Que na verdade precisou de lutar para me ter, mas que todos os sacreficios valeram muito a pena. Estou feliz por ele não ter desistido facilmente de mim.

— HELLO? Casalinho? — escuto nos chamarem e suspiro tratando de levantar, embora com a preguiça patente em mim. — Vamos comer ou a comida esfria! — avisa Kate ostentando pouses de mamãe.

Na mesa, Christian pega no meu prato o servindo. Elliot abre a garrafa do vinho fazendo a gentileza de nos servir, bem de forma exagerada, porque ele gosta de copo cheio e eu somente gosto de tomar uns três ou quatro golinhos na refeição.

— Está bom, Lelliot! — anuncio tirando o copo e beber um gole me virando para o meu Chris que vendo meus lábios molhados pelo saboroso vinho vem me beijando.

Entre degustação de uma deliciosa lasanha e risadas incontroladas por conta de uma história que Kate começa a falar, um celular começa a tocar e quando percebo que o toque é o do meu, me levanto para ir ver quem é. Aproximo da mesa de centro e o pego entre os dedos vendo número restrito piscando. Mas é um fato de que não tenho por hábito atender chamadas de números estranhos. Olho sem dar nas vistas por cima do ombro e ninguém estava olhando, então que decido afastar, indo para o quarto e atender a ligação deduzindo sempre que podia ser alguma coisa de urgente.

— Alô? — falo, mas só escuto um suspiro no outro lado da linha, um suspiro pesado e som de líquido de garrafa sendo agitando. Meu coração fica apertado. — Alô? — repito. — Está ai alguém? Então que fale, não tem graça ligarem e não abrirem boca. — aviso mostrando rudez, pois odeio, odeio mesmo fazer figura de ursa.

Christian aparece na porta me olhando com um olhar preocupado perguntando com gestos o que está havendo, mas é um fato de que nem mesmo eu sei.

— Está ai alguém? Vou desligar! — alerto, pois sou educada e como ninguém se prenuncia, desligo a ligação atirando o celular para a cama e passo as mãos nos cabelos pensativa.

— Amor o que foi? — ele pergunta me abraçando pela cintura, apertá-la contra ele, erguer meu rosto entre seus polegares. — Sabe que pode falar comigo. — assinto com a cabeça que sim. — Então? — suspiro e me solto do seu abraço mais que desejosos e confortantes.

— Não sei... — digo lhe dando as costas andando de um lado para o outro pelo quarto. — Ligam e não falam absolutamente nada...

— Você quer que fale com Taylor para rastrear o contato? É que assim termina logo esse anonimato. — ele se oferece vindo até mim novamente, mas me afasto.

— Não, deixe para lá!

— Como deixo para lá se isso te deixou tensa, Ana? — ele pergunta me segurando a mão, obrigando assim a parar e encará-lo. — Amor, por favor, deixe de teimosia! — reviro os olhos. — Anastacia! — repreende.

— Faremos assim se voltar a ligar e ninguém falar, você pede a Taylor e não se fala mais no assunto!

Ele se rende soltando minha mão e agradeço mentalmente pela sua derradeira liberdade de considerações sobre minhas vontades. Voltamos para a sala. Elliot e Kate em maior pegação, um no colo do outro.

— Foi mal, gente! — lastima Lelliot batendo na coxa de Kate para pular fora. — Está tudo bem? — pergunta.

— Sim. — simplesmente respondo breve sem entrar com largas conversas.

O resto do jantar acaba sendo mais silencioso, até o casal decidir deixar para ir para a safadeza. Fico somente eu e Christian. Mas não muito tempo, pois tomo a decisão de levantar a mesa. Ele me ajuda com os pratos. Sem troca de palavras, não sei se está pensando, não sei se ficou chateado com alguma atitude minha, mas é um fato de que não quero que se preocupe demais comigo. Pode somente ser uma brincadeira de garotos, tantas vezes me aconteceu. Só que o som de líquido na garrafa não me sai da cabeça, o suspiro pesado então pior ainda.

— Deixe estar eu lavo a louça! — indico o impedindo de pegar a esponja. — Pegue a toalha e a vá sacudir na varanda!

Ele faz o que lhe peço sem contestar, isso me deixou ainda mais curiosa sobre o que a sua cabeça estaria ou não pensando. Então quando terminei de lavar a louça, secar as mãos e guardar a toalha que me ofereçera para arrumar na gaveta me viro para ele de mãos nos quadris.

— O que se passa, Christian? Durante o resto do jantar não falou mais nenhuma palavra! — ele fica em silêncio. — Vai me falar o que está havendo? É por causa da chamada de à pouco? É que já falei... — mas me interrompe.

— Não tem nada haver com a chamada, Ana. — suspiro em alivio ao perceber que não era esse o problema. — É que estou fervelhando numa coisa que lhe devo contar, porque sinto que posso, devo e se não o fizer não me vou sentir bem em guardar esse segredo comigo por muito mais tempo.

O que teria ele de tão valioso para compartilhar comigo que não se sente bem a esse ponto de guardar mais como segredo?

— Christian você sabe que pode partilhar comigo tudo, somos um time, lembra? — faço uma comparação boba. Ele sorri lascivo para mim, ainda assim um sorriso finalmente. — Amor... — vou até ele beijando seus lábios ao de leve, o abraço forte.

— Vem, vamos sentar junto da lareira... — pede me guiando com ele.

Sento de frente para a lareira, Christian manteve os olhos postos no fogo sentado ao meu lado e suspiro.

— Nunca lhe contei como foi a minha vida antes dos meus pais me acharem... — começa e fico concentrada o olhando. Ele mantinha o olhar na chama ardente, transformando os seus olhos cinza em duas bolas incandescentes de fogo. — a minha vida foi cruel, Ana. E quando digo cruel é realmente algo que não lhe passa na cabeça. — pendo a nuca perdendo meu sorriso. — A minha mãe era uma prostistuta, ela vendia o próprio corpo para sustentar a merda da droga e ainda era explorada por um cafetão tarado e agressivo.

Imagino logo um garoto mínimo no meio desse mundo horrível e me assusto com as imagens que vem ao meu pensamento. De longe imaginei que essa teria sido sua vida.

— Quando eu comecei a crescer é que dei conta das coisas erradas da nossa vida, foi então que mesmo sendo um fedelho, tentei chamar atenção da minha mãe para fugirmos dessa droga de vida, só que ela já estava tão viciada no crack, que era tarde para sair vivo dessa merda toda.

Engulo em seco as suas palavras e meu coração se aperta fortemente, o queria abraçar, queria dizer que já passou, mas estava abalada demais com essa história. Uma cruel história.

— Um dia levei porrada do cafetão de merda dela, ele me espancou tanto que mal sentia meu corpo, pois já estava de tal modo anestesiado pela dor diária que aquilo foi só mais uma agressão animal. Andei por dias todo roxo, sendo queimado com pirisca de cigarro, porque ele cismava em fazer do meu corpo seu próprio cinzeiro humano. Era divertido e prazeroso para ele, sabe?

Faço uma expressão de horror com a animalidade desse homem tão covarde e é ai que lembro de ter passado minhas mãos em suas feridas, suas marcas de maus tratos na infância. Os meus olhos logo se enchem de um marejado involuntário e sem controle de lágrimas.

— Como vê a minha infância foi cruel, diferente da de Elliot ou Mia. — uma lágrima escorre do meu rosto passando lenta lado ao meu nariz, caindo salgada no lábio inferior. — A minha mãe morreu de overdose, só que eu não sabia, somente achei que estivesse domindo... irónico, não? Estava a demasiados dias a dormir!

— Você esteve com sua mãe morta por dias??? — pergunto com escândalo do tamanho horror que ele devia ter passado.

— É, eu estive, Ana... eu era uma criança e crianças são inocentes! Eu pelo menos era. — passo acariciar o seu rosto com ternura. — Foi nesse dia que conheci Grace, a minha mãe! — sorrio lembrando da figura tão doce e maternal dela. — Ela me salvou desse mundo de droga e prostituição, Ana. Ela me deu uma familia, amor que nunca tive, carinho, comida que nem sei quanto tempo andei passando fome e irmãos. — levo a outra mão ao seu rosto a deixando de polegares mexendo junto aos lábios dele. — Só que o meu passado foi mais forte do que eu e durante alguns anos me tornei um garoto solitário e agressivo. — a minha expressão ativa a ruga de preocupação no topo da cabeça. — Na escola criei muitos conflitos, bati em alguns dos meus colegas, porque simplesmente não sei, eu me sentia bem nesse mundo de rebelião e confusão. Fui expulso de vários colégios... Minha mãe andou em desespero para entender o que estava havendo comigo. Tentou conversar, mas nossas conversas nunca surtiram efeito, foi então que buscou ajuda de um profissional... o Dr. Flynn! — pendo a nuca confusa.

— Quem é o Dr. Flynn? — pergunto sem indescrição.

— O meu terapeuta! — responde. — A mesma pessoa que me segue até aos dias de hoje, até porque os meus pesadelos do passado nunca me largaram, Ana. — olho ele com tristeza. Não o imaginava tão quebrado por dentro, não dessa forma tão traumática. — Mas desde que você entrou na minha vida, os pesadelos começaram a fugir, não de todo, mas não são tão dominantes nas minhas noites. — sorrio me alegrando com isso. — Mas é um fato de que eles vivem comigo, escondidos, mas vivem!

— Posso perguntar uma coisa? — pergunto tendo até medo de tocar no assunto que me deixa mais irritada, mas eu quero entender até que ponto aquela mulher teve coragem de ferir tanto o meu Chris. Ele assente que sim com a cabeça. — Um dia você me falou que conheceu Elena... — ele assente, continuo. — Ela apareceu nessa sua fase rebelde?

— Sim, já te disse que tinha 8 anos quando a conheci, ela era muito amiga da minha familia, da minha mãe principalmente. — fecho os olhos. Só eu sei o quanto me custa ouvi-lo falar dela, mas é um fato de que fui eu quem puxou pelo assunto. — Ela foi um grande opoio para mim nessa fase, me deu aula de etiqueta, me ensinou a tocar piano. Fomos nos tornando mais amigos ao longo do tempo... Há medida que fui crescendo criamos laços fortes, até que aos 15 anos nos beijamos e eu desejei ela, sabe? — viro o rosto sentindo odeio daquela vagabunda. — Mas somente quase a completar os meus quase 16 anos me entreguei, ela me fez conhecer um mundo diferenciado, mais sádico e me tornei seu submisso. Foi assim durante alguns anos, até o marido descobrir que ela o traia comigo.

— A sério? — o meu espanto saiu involuntário.

— Sim, Elena se divorciou e eu decidi dar um ponto na nossa relação. Já estava crescido, havia abandonado a faculdade e criei a Grey Enterprises Holdings do zero. Sai de casa aos 18 anos, era muito novo, sabe? Queria ser independente e foi então que me senti capaz de deixar o submisso adormecido e me transformei no dominador implacável.

— Obssessivo, controlador e sádico! — menciono revirando os olhos.

— Exatamente, Anastacia! — confirma. — Essa é a minha história...

— Amor, isso acabou eu estou aqui para dar toda ajuda necessária! — digo o abraçando. — Vou estar ao seu lado sempre, porque eu te amo. — e a minha declaração saiu muito sem pensar, mas é um fato de que me sinto bem na sua companhia, me sinto apaixonada de verdade como nunca estive.

— Eu também gosto muito de você, Ana! De verdade, me sinto apaixonar cada dia mais... algo que nunca imaginei ser possivel, pois sempre me vi um fodido em sombras.

— Mas não é mais... — sublinho. — Você é bom, é meu Christian Grey e eu sou a sua luz! — o beijo nesse instante deixando minhas lágrimas saltarem sem permissão. Ele me abraça forte.

Notas finais
Gostaram? O que tem a declarar? Dêem a vossa opinião gente... comentem. apelo aos 120 acompanhantes da história para deixarem comentário... não preciso de grandes palavras, só de saber o que estão achando... tudo vale, gente. COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ RECOMENDEM ♥ Até ao próximo capítulo