Notas iniciais
Olá gente ♥ Voltei mais cedo porque uma linda leitora fez uma diva recomendação e isso me motivou muito a minha atencipação. Mas os vossos comentários também, você são incriveis e me alegram muito :) Por isso esse capítulo o dedico a SuMendrone ♥ e também a todas as meninas que estão esperando ver nossa Aninha brilhando. Sem delongas eis o capítulo 33 para vocês se deliciarem um pouco. Boa leitura

Acordo momentaneamente por conta de um despertador biológico e semicerro os olhos procurando saber que horas seriam e me pego olhando o relógio piscando 7:00 da manhã, suspiro face a isso. Anastacia continuava dormindo tranquila e aninhada a mim, sua coxa sobre meu quadril, seus braços sobre meu pescoço e me deixei assim somente uns segundos, deslumbrado o quanto ela perfeita dormindo, tão inocente, tão doce e delicada. Contudo, apesar de me sentir muito bem ao seu lado, nessa cama gostosa e quente, precisava levantar, tinha que ir embora, me trocar e ir para a empresa, apesar de desejar passar mais tempo na sua companhia. Mas é um fato de que o dinheiro não vem do ar e precisamos fazer sacreficios por vezes. A GEH necessita de minha presença para tomar decisões complicadas e rentáveis.

Tentando e porque me parecia até pecado acordá-la se movesse meu corpo de forma brusca, tentei usar a sensibilidade máxima para retirar seus braços e coxa de cima de mim, deslizar calmamente para fora da cama. A visão que fiquei de Ana foi a melhor possível. E mordi o canto do lábio vendo seu corpo tão poderoso e pronto para mim. Agachei para pegar a camisinha gozada e quando me coloquei de pé, ela havia mudado de posição me deixando a pensar se a teria acordado. "OH DROGA" penso me querendo xingar interiormente, pois quero que descanse ao máximo, ela precisa se restabelecer depois dessa intensa noite.

Porque a minha roupa estava na sala, junto com a sua, precisei me preparar para sair e pegá-la, mas não o faria sem levar algo que não me deixe exposto, afinal não sei se Kate já estará acordada e zanzando pela sala. Antes de sair, pego um roube de Ana, que tem um cheiro delicioso a único e aproximo da sua nuca deixando um beijo nos seus cabelos, que me surpreende em seguida me segurando contra ela, me fazendo cair na cama rendido ao seu charme de sedução.

— Oh baby... não sabia que estava fingindo... — digo surpreendido a olhando nos olhos, encarar esse sorriso sapeco de criança travessa. — Isso foi até maldade, sabe? — ela faz um bico delicioso que mordo com vontade, abrindo sua boca com a minha num movimento breve e quente.

As suas mãos enterram nos meus cabelos me puxando mais para si, meu temperamento sexual sobe em alerta máximo, mas não, eu não posso deixar que ela me vença sempre, o que é isso?

— Não vá... — pede ela entre meus lábios roubando um selinho. — Quero que fique um pouco mais, está tão gostoso nesse roube... — sorrio torto lembrando que o roube era dela.

— Adoraria ficar mais baby, por mim não saia, mas tenho reuniões inadiáveis e você logo vai para a SIP para minha desilusão.

Quando menciono SIP, ela revira os olhos e me faz ficar intrigado se aquele merdas irias realmente ficar quieto ou não depois do meu aviso sangrento do nosso último encontro.

— Então pelo menos me deixe preparar o café da manhã para nós! — pede num jeito suplicante que é até um pecado negar. — 2 minutos que tenciono roubar antes de voltar a vestir a pele de CEO!

— 2 minutos, então! — concordo.

Ela levanta da cama com a minha ajuda, pois lhe ofereço a mão de forma gentil, me deixo encará-la andar em cima da cama totalmente desnuda e tão sensual que me faz até babar, uma baba mínima, porque tenho que me controlar. Ana pega um roube rosa do closet e vem abrindo a porta do quarto, ao qual saio logo atrás.

— Enquanto preparo o café da manhã, você se arruma... use meu banheiro! — indica. — Pode tomar banho, use a toalha lavada que está dentro do armário. — indica parando somente na ombreira da porta da cozinha.

— Mais alguma indicação, senhorita? — questiono em tom brincalhão.

— É só... — conclui, mas ela não para ai, já que coloca a cabeça de fora de jeito safado. — Não molhe o chão e trate de lavar bem aquele lugarzinho que eu cá sei.

Abro a boca num "O" largo para a sua safadeza matinal e jogo um travesseiro do cimo do sofá. Escuto suas gargalhadas deliciosas vindas da cozinha. Pego minhas roupas e retorno ao quarto. Entro no banheiro e ligo a água da boxe para tomar uma ducha ligeira, já que depois trocaria de roupas em meu apartamento.

De ducha tomada, me sentindo fresco como alface, volto para o quarto passando a toalha nos cabelos os deixandos soltinhos e húmidos. Liberto a toalha e me troco rapidamente, dado que um certo aroma delicioso e convidativo chegava da cozinha. Mordi os lábios imaginando o que estaria preparando para nós dois. Ainda com a camisa entreaberta, calço os sapatos sociais, puxo o ziper e vou saindo para a cozinha levando o blazer no antebraço, somente o deixando no ombro do sofá assim como o papillon desfeito. Apertando uns botões da camisa lentamente entro na cozinha e vejo ela de costas para mim, dançando, pois sua bunda balança sensual dentro desse roube quase transparente e convidativo a ser retirado.

— Espero que goste de ovos mexidos e bacon! — diz pegando uma frigideira e pousá-la no balcão servindo nossos pratos em seguida.

— Amo tudo... — digo sentando no banco alto junto ao balcão central da cozinha, sempre de olhos postos na minha morena irresistivel de ficar sem olhar. — nunca fui esquesito com cozinha, por isso pode até cozinhar algo estranho que vou degustar com prazer. — ela sorri virando para a pia e pega agora café fresco passado.

— Deixe de bobeiras! — avisa, mas em risos. Claramente nunca grande brincadeira. — Sua mãe não ensinou você ser menos debochado? — pergunta sentando no meu lado.

Pego uma porção de ovo mexido o comendo com gosto, me lambusando até com delicia nos lábios, mas não preocupado se faria bonito na sua frente, estou com Anastacia, não preciso de intimidar por isso.

— E sua mãe não a ensinou a ser menos resmungona, não? — contra-ataco em risadas enquanto adiciono o açúcar no café fumegante. — Isto está quente demais, quer me queimar a língua, é? — reclamo só para ver qual a sua reação.

— Calado! — ordena me fazendo erguer a sobrancelha. — Christian Grey queria ver você cozinhando, aposto que seria pior, então calado! — o seu argumento me bate como tapa e rio meio sem graça, sendo que cozinha é um desastre para mim. — E nem me fala nessa língua que nem imagina as coisas que posso fazer dela.

Esse toque de malicia dela me deixa logo efusivo pela manhã, Ana sabe realmente como me agradar, deixar duro para um dia inteiro que vou ficar privado sem lhe tocar. "Oh injustiça, não sei se aguento". Dou uma olhada para o relógio de parede e vejo que preciso sair voando, então tomo um longo gole de café desgustando com mais rapidez. Ana me olha com ar pidão, talvez por desejar mais da minha companhia, mas tinha que ir, realmente voltar para o Escala e voar para a GEH.

— Já vai? — pergunta ainda com a xicara de café entre os lábios. — O tempo na sua companhia voa. — afirma.

É um fato de quando estamos juntos o tempo passa como minutos correndo e quando separados o tempo é como se não passasse.

— Logo ligo para a gente combinar de almoçar se quiser, ou tomar café! — sugiro para não deixá-la tão desapontada, pois vejo um sorriso aflorar nos seus lábios carnudos, mas vermelhos por sua tonalidade natural.

— A gente depois combina algo! — diz.

Ela Levanta para vir até mim, ostentando aquela pouse de senhora dona esposa que lhe cai até bem e me enrola os braços na volta do pescoço, me fazendo curvar ligeiro para acompanhar sua altura, já que é baixinha, mas eu gosto de mulher baixa, porque é sedutora. Me oferece um beijo delicioso e com toque a cafeína. Retribuo automaticamente, mas sem grandes delongas para ficar brincando com sua língua adormecida, sendo que a minha fica sempre desejando acordar de forma sensual. Quando quebro o beijo pela falta de tempo, fico olhando seus olhos azuis claros e pidões e dou só mais um selinho breve para deixá-la animada.

— Tenha um bom dia de trabalho, baby! — exprimo beijando seu rosto, sua bochecha corada e o ombro, o apetecível ombro despido.

— Você também! — responde. — Vem, eu acompanho na porta! — e fico em estado de alerta.

Anastacia na porta com esse roube quase transparente? Não, nem pensar perder essa visão me dá até outra energia para ir trabalhar. Fico logo CEO renovado e cheio de graça dando tudo por certo e confiante para os negócios da empresa.

— Com todo o prazer... — concordo andando para a sala com as mãos na sua cintura delgadinha.

Visto o casaco e guardo o papillon no bolso. Ela me abre a porta e saio indo para o elevador que curiosamente se abre para mim nesse exato momento, como se me esperasse. Anastacia sorri abrindo um aba ligeira do roube, me deixando de olhos em bico e eis que as portas fecham em castigo.

~*~

Pov. Anastacia

Christian já havia ido embora e por não tinha mais nada que me deixasse presa olhando o elevador de porta fechada, voltei para o interior e tentei deixar a cozinha arrumada, visto que não suporto uma casa de pantanas e já basta a minha amiga, quando vem com seu namorado e me deixarem a sala num caus de sexo. Volto para o quarto e puxo os lençóis da cama a deixando arejar um pouco. Me cheiro e entro dentro do banheiro no intuito de me banhar, já que me sentia cheirando demasiado a sexo e apesar de ser um cheiro gostoso, preciso me lavar, estou com a sensação de oleosidade.

Sem delongas para grandes explorações, me apresso a tomar o banho e quando terminado volto recorrentemente ao quarto enrolada na toalha turca. Escolho a minha habitual roupa social para o trabalho. Vestindo nova lingerie, já que desde que me aproximara de Christian novamente só me sentia bem assim, com roupa interior que se combine, me deixe mais sensual e me faça sentir única, apesar de não necessitar de coisa alguma para me valorizar, como ele próprio o fala que sou perfeita de qualquer jeito e me deixa deliciada com essas palavras, sendo que é o melhor remédio para o meu ego. Pronta escovo os cabelos, dentes, passo aquela maquiagem ligeira e saio do quarto pegando a bolsa ao qual vou correndo para a sala afim de pegar chaves e me enfiar no elevador. No caminho cruzo com Kate que vem com uma roupa ainda da noite anterior. Trocamos umas palavras ligeiras na entrada e depois com meios gestos saio correndo até ao carocha. O meu fiel carocha que nunca me deixa mal.

Entrando nas portas da SIP cruzo com Violet e trocamos uns olhares que entendo perfeitamente o quanto estava satisfeita com o que havia feito ao contar para Christian de Jack. Vou para a minha secretária afim de ligar o computador e me preparar esticando dedos, alongando pescoço e entrar de cabeça num trabalho imenso. A minha secretária para falar a verdade nem podia com tantos papéis. Jack realmente deve estar me odeiando nesse momento, mas não estou dando a mínima para o seu ódio. Ele cavou seu próprio buraco.

Instantes depois de começar a usar a caneta de marcador vermelho a porta do meu chefe se abre e revela uma mulher saindo do interior na sua companhia. Uma mulher não comum para um lugar como esse, não que ela fosse algo estonteante, porque é uma mulher madura, com uma idade relativa a ronda os anos da minha mãe, dona Carla. Só que quando os seus olhos recaiem em mim sinto uma faísca. "MERDA, É A MRS. ROBINSON!" o meu subconsciente grita quase que tendo um ataque do coração. A minha deusa fazendo uma careta de nojo. Então somos duas, não gosto dessa mulher. Jack apesar de marcado em seu rosto, porque Christian fizera um trabalho excelente ao deixá-lo com essas marcas rochas e nariz mais torto que antes, surge com Elena, pareciam tanto animados conversando que me deu até impressão de que podiam ter um caso, o que na verdade não é da minha conta e acho bom que ele fique ligado que quanto mais longe de mim, melhor. Pois dessa vez eu ajudo Chris na tentativa de homícidio.

— Será um prazer tomar café consigo, Elena! — afirma Jack voltando para o interior da sua sala.

Elena fica observando alguns cantos de braços cruzados, a consigo acompanhar como radar procurando saber qual a hora que ela vai tentar vir falar comigo. E eis que ela se vira fazendo um sorriso honestamente falso, porque ela nem me conhece para vir com essa sua faceta de falsine. Espalma a sua mão marcada por anéis de arte galerie, unha francesa. Respiro fundo fingindo que não estou nem vendo ela, me focando horrores para não perder a paciência. Pois toda a vez que fecho os olhos lembro que Elena é aquela pessoa que fez Chris seguir aquele caminho horroroso, isso me deixa com uma raiva máxima dentro de mim que a minha maior vontade é arrancar seus cabelos e tapeá-la fortemente. "NÃO VAI DESCER AO NÍVEL DELA, NÃO É?" o meu subconsciente adverte com razão, ela não merece nada. A minha deusa na mesma convicção de que bofetada cabe melhor nesse rosto falso e cheio de botox.

— Olá, Anastacia! Como está? — vem me cumprimentando ao qual engulo a vontade de sair sendo grosseira de baixo nível, mas não lhe ia dar esse gostinho. Minha mãe me ensinou a ser educada e esnobe, mesmo com gente desilegante.

— Estava muito melhor até você aparecer! — digo sem medo de repreensões de língua. Sou livre para falar o que penso. Afinal até onde sei vivo num pais em liberdade de expressão. — Nem lhe vou perguntar como está, porque não me interessa... — levanto pegando uma pilha de manuscritos e vou direto para a zona de impressão.

Me sinto vitoriosa nesse momento, mas a minha sensação logo acaba cessando, quando escuto aquele seu salto pisar o chão da editora vindo na minha direção. Os meus olhos correm controladamente o chão que pisa e vejo uma sombra da sua aproximação, contudo, somente a ignorando.

— Nem nos conhecemos e já vem me julgando de forma tão errada... — vem com a aquela voz feminina e madura de mulher ofendida. Isso não cola nada bem comigo. — Anastacia, ao contrário do que possa pensar de mim, não quero lhe fazer mal... muito pelo contrário quero ser sua amiga. — rio entre dentes com essa sua licitação.

Me viro para encará-la, pois não sou mulher de falar por trás e tudo o que tenho a dizer digo nos olhos e não me calo, ou finjo que está tudo bem. Que nada se passa, que nada me incomoda. E o fato é que Elena me incomoda, sim. Eu não gosto dela, não quero levar com a sua presença constante na minha cabeça. Nem sequer lembrar que de alguma forma fez parte da vida de Christian até certo ponto, ou que ainda faz. Isso me perturba horrores, mais que alguma vez consegui garantir para mim mesma. Me faz sentir estranha, uma intrusa na vida de alguém que entrou marcando lugar.

— Não quero sua amizade para coisa alguma! — afirmo me sentindo capaz, capaz de fazer frente a uma mulher que devia ter vergonha de si mesma antes de me dirigir a palavra. — Você não tem vergonha de ser uma pedófila? — pergunto levando as mãos ao quadril, enchendo meu peito de ar.

Elena começa a rir em gargalhadas que não entendo se é somente piada para si, ou se é louca totalmente. O que me leva a pensar que possa ser as duas coisas e sobre isso livro minhas mãos.

— Pedófila? — pergunta com deboche. — Como ousa tamanha grosseria comigo, tal como falou não me conhece, como pode julgar alguém pelo que vê?

— Pelo que vejo, não! — corrijo rapidamente. — Pelo que sei e é isso, sim... você é uma pedófila e não tem escrúpulos por ter usado uma pessoa como Christian para as suas satisfações sexuais e animalescas!

— É isso que você chama ao contrato de BDSM? — pergunta passando os dedos cheios de anéis sobre os lábios pintados de um tom de ameixa. — Minha querida me deixe dizer que tem uma mente muito fechada, devia se abrir mais para esse universo.

Começo a rir na sua cara, um riso com despreso, porque não quero jamais conhecer universo BDSM, porque simplesmente não quero esse tipo de vida para mim, dou mais valor a minha vida, às minhas relações extra-curriculares do que viver para satisfação de louco sadismo. Isso não é para mim e soube imediatamente quando Chris me fez aquela proposta bem lá atrás. O resultado foi a nossa cortada relação. Então, é isso, não desejo, nem tenho curiosidade em conhecer. Sou feliz vivendo essa ignorância e mais feliz ainda por ter alguém que aprendeu a me respeitar a esse nível, faz o que quero, desejo e nos damos muito prazer um ao outro.

— Não é porque está me falando que é bom que vou mudar de opinião! Então trate de dar meia volta e me dê licença, que não sou paga para fazer caridade com idosas.

E passo lado a lado a ela batendo fortivamente no seu ombro a deixando a xingar qualquer coisa em sua língua de pedófila que não me digno nem de tentar tradução mental. Violet mal me vê voltando para a secretária faz gestos para mim, escreve algo no caderno para saber o que estaria havendo, mas não digo nada, precisava me concentrar, essa mulher me deslocou de alguma forma as ideias.

Notas finais
Gostaram? Quem tem a dixer desse café da manhã? Do encontro de Elena com Anastacia na SIP? Hum, Ana merece um viva? Ela brilhou ou não? Vá gente comentem, dando vossa opinião. Isso muito que me anima e estimula a escrever mais incriveis capítulos para vocês. Volto a pedir aos 107 leitores que acompanham a história para deixar vossos comentários. Por favor não sejam fantasmas, ok? Não custa, uma palavra, um comentário faz toda a diferença. COMENTEM FAVORITEM RECOMENDEM se a história merecer. Até ao próximo capítulo