[FlashBack 2]

Antes do namoro, eu e Jasmine podíamos ser definidos como \"Tom e Jerry\", por que rapaz... A gente vivia brigando feito gato e rato!

O momento mais \"pérola\" que tivemos foi numa limosine, em Atlanta. Tínhamos brigado (novidaaade), e ela estava mascando um chiclete de morango. De repente ela me abraçou, e tirou o chiclete da boca e colou no meu cabelo. Eu nem percebi.

Quando saímos da limousine e entramos na sala da minha casa, ela não contia os risos.

-Está rindo de quê?

-Nada... Nada...

-O quê você fez?

-Nada, nada...- Saquei na hora que ela tinha feito alguma coisa.-O que eu faria com você?

-Sei lá, você seria capaz de me matar a facadas...- Passei a mão na minha cabeça, e, ao sentir aquele troço gosmento no meu cabelo, arregalei os olhos e disse:

-Ai, meu Deus!- Olhei pra ela, e exclamei, desesperado:- O quê você fez!

-V DE VINGANÇA! Por você ter me obrigado a cantar aquela música ridícula!

-Qualé, se não gostava da música falasse! Aí eu trocava de música!- Fui correndo para um espelho, tentar tirar com as minhas próprias mãos, mas depois percebi que não iria adiantar e liguei para Scooter.

O dia foi tenso, quase fiquei careca...

[Fim de FlashBack 2]

-Ok, chega de Jasmine...- Disse, me levantando e saindo pela porta, correndo.

Na praia eu inventei um outro nome, algo parecido com Eduardo, e perguntaram se eu era o Surita. Uau, eu invento um nome fake e ainda me confundem com famoso... Mas além disso, aquele foi o dia mais gato preto que já tive numa praia!

Primeiro que tomei um caixote sem perceber, e fiquei com as partes traseiras de fora. ORANGOTANGO!

Depois, esbarrei num cara de mais ou menos dois metros de altura, e uns 20 e poucos anos. Um Zé Bostola (veja o vídeo dos playboys do felipe neto), que logo ficou dizendo, me segurando pela camisa (sou baixinhíssimo, então é fácil me levantar):

-Qual foi, moleque, tá me olhando torto por quê?! Qual foi?!

-É... Oi... Não vamos brigar... É...- Disse, segurando o colarinho da minha camisa para não me sufocar.

-Ah... Deixe ver... NÃO!- Ele me jogou no chão, e, quando iria me dar um belo chute, eu dei uma voadora por baixo das pernas do cara, derrubando-o. Os caras da \"gangue\" dele me cercaram, e eu consegui me levantar.

-V-vamos resolver isso na paz... Não vale a pena brigar, e... E...- Nisso, um dos caras tentou me acertar um soco. Abaixei e derrubei todos, segurando seus pés.

É ridículo, mas funciona comigo. Esse é um dos prós de ser um miniboy. Saí correndo de lá, escapando de uma bela surra.

Mas o meu azar ainda não tinha acabado...

Fãs me reconheceram na porta do hotel e tiveram que chamar um mutirão de seguraças. Perdi um boné que me custou os olhos da cara e pedaços da minha camisa.

E, paparazzis tinham flagrado a briga, e mais tarde veio um rumor de que eu tinha armado treta na praia. Isso que é sorte, não?

E ainda: Eu não poderia voltar pra casa, havia tido um acidente lá no aeroporto que eu iria e todos os vôos foram cancelados e remarcados para dali a dois dias. O outro aeroporto simplesmente faliu...

E pra acabar, recebi por e-mail um convite pra ir numa entrevista aquela noite. Tá, pô, tentador, disseram que era o melhor programa de entrevistas da noite brasileira, então mostrei pra Scooter, aceitei, mas não foi tão bom assim...