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27 Capítulo 20 - Aprendendo com os erros


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem, assim como o Romance aqui citado. Todos os créditos a Stephenie Meyer e Rosemary Roger. Mas, a Bella depressiva e o Edward hiper romântico e compreensivo sim... respeite isso.

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Cá estou eu com mais um capítulo... pesado! Para preparar os animos eu resumo o capítulo em uma palavra: desistência.
Sinto muito, mas mais uma vez, é necessário. Por favor não tentem me matar ou a fic fica sem final rsrs

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CAPÍTULO 20 — APRENDENDO COM OS ERROS

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"Eu nunca estarei longe
demais para sentir você
E não hesitarei de jeito nenhum
Sempre que você chamar
E sempre lembrarei
Daquela parte de você tão terna
Eu serei aquela que apanhará sua queda
Sempre que você chamar

E eu rezarei por você a cada dia
Confortarei você por toda a dor
Gentilmente darei um beijo de adeus aos seus medos
Você pode se virar para mim e chorar
Entenda sempre que eu
Lhe dou tudo que tenho dentro de mim"

Mariah Carey & Brian McKnight – Whenever you call

http://www.youtube.com/watch?v=QU26tdDNAK4

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Edward Cullen

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Eu simplesmente não agüentava mais.

Mesmo depois de três semanas Bella continuava distante demais. Era como ela nem estivesse presente. Seu corpo estava ao meu lado, mas ela parecia agir mecanicamente.

Mesmo depois de já estarmos em casa, ela continuava sem emitir um som, exceto pelos soluços baixos todas as noites, quando ela pensava que eu estava dormindo.

Até mesmo Alice, que não saia de perto dela nem por um minuto, parecia realmente preocupada.

- Eu não sei mais o que fazer... – falei levando minhas mãos ao meu rosto e sentindo minha cabeça pesar como nunca. – Isso não é normal!

- Shiii! – Alice pediu sussurrando. – Ela finalmente adormeceu, não vamos acordá-la.

Eu desviei meu olhar até Bella adormecida em nossa cama.

Ela estava visivelmente mais magra, o que não era de se estranhar já que praticamente não comia.

- Eu nunca pensei que diria isso... – Alice disse com a voz embargada pelo choro. – Mas, talvez devêssemos procurar algum lugar... com pessoas capazes de ajudar, realmente.

- Não! – falei energeticamente. – Isso está fora de cogitação, Alice.

- Mas, Edward... eu não quero... não quero que aconteça o pior.

- Eu já disse Alice, eu não vou interná-la. Eu não poderia conviver com isso.

- E você poderia conviver com ela morta? – ela falou se pondo de pé, fazendo com que o colchão balançasse e Bella se remexesse. – Nós não podemos resolver isso... depois do que aconteceu hoje... Droga, Edward! Eu também não quero vê-la internada, mas é melhor do que vê-la morta.

Eu conseguia entender o raciocínio, mesmo tendo gritado e quase socado Jasper quando ele disse que ele mesmo a internaria se eu não fizesse, logo após Rosalie ter encontrado Bella desmaiada dentro da banheira. Mais alguns minutos e eu provavelmente estaria procurando alguma forma de morrer também.

Eu sabia que Bella não havia tentado se matar. Eu a conheço e mesmo sem dizer uma palavra, o olhar que ela me deu quando voltou a ficar consciente me dizia que não foi intencional.

Carlisle a examinou e garantiu que ela ficaria bem desde que se mantivesse longe dos tranqüilizantes e que ficássemos de olho em tudo o que ela fazia.

Foi ele, quem sugeriu, com receio, que uma internação seria o ideal. Foi a primeira vez que levantei a voz para o meu pai. Mesmo assim, ele me abraçou e disse que eu poderia contar com ele para o que fosse. Eu tombei minha cabeça em seu ombro e chorei como fazia quando criança sempre que me machucava.

Eu nunca me senti tão impotente quanto me sentia nesse momento.

Eu tentava pensar em mil e uma opções que ao menos amenizasse a situação por qual passávamos, mas nada parecia funcionar.

Eu tentei conversar com ela, mas ela simplesmente não diz nada e seu olhar ficava praticamente em branco. Eu providenciava suas comidas prediletas na esperança que ela comesse um pouco melhor, mas ela mal tocava em seu prato. Eu sugeri todos os típicos existentes de terapia e tudo o que Bella fazia era me abraçar tão forte que eu precisava usar de força para fazê-la me soltar mesmo depois de horas. Eu pedi que Alice, Jasper, Emmett e Rosalie estivessem por perto, pensando que com os amigos ao lado, ela voltaria para nós aos poucos, mas eu só consegui fazer com que ela se fechasse ainda mais, principalmente quando Jasper estava conosco, Bella mal o olhava e prendia sua mão a minha, pedindo silenciosamente para que ele fosse embora.

- Eu acho que um tempo sozinhos talvez ajude... – falei decidido a usar minha ultima opção.

- O que? – Alice disse me puxando para fora do quarto. – Você só pode ter enlouquecido também! – ela praticamente gritou depois de fechar a porta. – Se com todos nós por perto, ela quase se matou...

- Ela não tentou se matar, Alice!

- Edward, ela tomou um dose alta de tranqüilizante e entrou em uma banheira. Isso corta meu coração, mas não existe outra explicação.

- Existe sim! Ela simplesmente queria descansar, parar de nos ouvir reclamar o quão cansados estamos, que ela precisa dormir, que ela precisar voltar a ser o que era... Merda Alice! Nós não estamos ajudamos, pelo contrario, estamos piorando tudo!

- E como você pretende dar conta de tudo sozinho? – ela falou andando em direção a sala, onde Jasper e os outros estavam. – Além do mais, você não pode simplesmente nos expulsar.

- Eu não to expulsando ninguém, Alice. – apertei com força o corrimão da escada. – Nós vamos viajar.

- Quem vai viajar? – Emmett perguntou seriamente. – Cara, você já se olhou no espelho? Tá parecendo um morto vivo.

- Cala a boca, Emmett! – Rosalie disse dando um soco nele.

- Como ela está? – Jasper perguntou com a voz baixa, quase com medo da resposta.

- Dormindo. – me joguei no sofá e respirei fundo. – Alice, você, por favor, poderia arrumar a mala?

- Eu não acredito que você vai viajar e deixar ela sozinha, logo agora. – Rosalie disse me fuzilando com os olhos.

- Eu não vou deixá-la sozinha, Rose. Nunca faria isso. Bella vai comigo.

- Cara... –Emmett começou, mas Jasper o interrompeu se pondo de pé, bem na minha frente.

- Você só pode estar louco, se acha que ela tem condições de viajar...

- É minha ultima opção, Jasper. Meus pais ainda possuem a casa da família em Londres, um tempo lá, talvez faça bem a ela.

Eu não sabia mais o que fazer. Não tinha mais alternativas lógicas para fazer com que Bella voltasse daquele mundo de sombras ao qual ela estava completamente imersa. Precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa para fazer aqueles lindos olhos brilharem novamente

Eu não tinha idéia se o que estava fazendo daria certo ou não, isso me angustiava ainda mais. Porque eu sabia que Bella estava depositando a sua confiança em mim. Ela nem mesmo retrucou quando eu disse que viajaríamos. Ela apenas continuou me olhando.

E, era essa confiança cega que mais me apavorava. E se eu não estivesse fazendo o certo? E se eu realmente devesse interná-la, mesmo que por pouco tempo?

Não saberia o que fazer se meus planos dessem errado. Só podia torcer para tudo dar certo em Londres.

Eu precisava que Bella ficasse bem. Precisava que ela voltasse a sorrir e conversar descontraidamente comigo, precisava desesperadamente que voltássemos a fazer planos e que eu pudesse voltar a tocá-la, sem medo do que isso desencadearia.

...

Os dias se passavam em Londres e ela permanecia da mesma forma. Calada. Num mundo só dela, mas, o tempo todo, agarrada a mim. Aquela situação me desesperava, porque, eu tinha medo. Medo do que ela poderia fazer no momento que eu me descuidasse, ou que eu dormisse...

Tinha medo de que Alice estivesse certa no final das contas. Ainda mais ali, naquele lugar onde apenas contávamos um com o outro.

Estava há dois dias sem dormir e minha cabeça pesava. Meu único desejo era fechar meus olhos por alguns instantes e relaxar, mas eu não podia fazer isso. Eu não podia deixar Bella sozinha.

Eu mal conseguia me concentrar em nada, até que Bella adormeceu e por mais que eu quisesse me manter acordado, cuidando dela, deixei que meu corpo descansasse um pouco ao lado dela. O sono me vencia enquanto eu a observava dormir suavemente depois de tanto tempo, me aconcheguei trazendo Bella um pouco para mais perto de mim e finalmente adormeci.

Mas, quando acordei, ela não estava lá.

Eu revirei toda a casa e caminhei por quase uma hora pelas ruas vizinhas a procura dela e não conseguia encontrá-la.

Eu me sentia a beira do desespero.

Quando já não sabia mais onde procurar, a encontrei sentada em um banco, num parque próximo a casa dos meus pais, completamente imersa em seus pensamentos. Eu soltei um suspiro de alivio ao sentar ao lado dela e foi impossível deixar de pensar que eu havia falado mais uma vez.

Por hora tudo estava bem, mas, e se não estivesse?

Foi naquele momento que fui obrigado a concordar com Alice. Por mais que me rasgasse por dentro, eu precisava internar Bella. Por mim e por ela

Ao chegar em casa, com ela mais uma vez em meus braços, precisei de toda a coragem para conversar sobre uma internação. Ela permaneceu calada todo o tempo, absorvendo minhas palavras, assim como eu tentava absorver qualquer reação de seu corpo, mas, apenas a sombra profunda de sua alma era vista.

Eu telefonei para meu pai e ele me indicou uma boa clinica, em Londres mesmo, onde ele tinha alguns amigos que nos providenciaria toda a descrição necessária.

Tudo o que Bella menos precisava nesse momento, era de um escândalo.

Ela me pediu uns instantes só, em nosso quarto. Por um momento, pensei em recusar seu pedido, mas, eu devia isso a ela. Era o mínimo que poderia fazer.

Eu podia sentir meus olhos queimando, mas eu precisava mostrar força, para que ela entendesse que essa era a melhor coisa a ser feita.

Depois de cerca de meia hora, ela saiu do quarto, visivelmente mais abatida que antes, com os olhos cheios de lágrimas não derramadas. Meu único desejo era abraçá-la e dizer que tudo daria certo, que eu estaria ali, mas, não podia fazer isso.

Eu a visitaria sempre, mas, estava fora do meu alcance fazer mais do que oferecer o meu apoio. Não que eu não quisesse. Eu trocaria de lugar com ela, se fosse possível, mas era Bella quem teria que se tratar.

Ainda assim, foi absurdamente doloroso vê-la caminhar lentamente até o carro, quase como dizendo que não queria ir.

Eu não a vi chorar no longo caminho até a clinica de repouso. Apenas uma lágrima silenciosa escorria pela lateral de seu rosto. Lágrima que ela teimava esconder e que me destruía por dentro.

Ela não me esperou para descer do carro quando chegamos à grande casa que servia como clinica. Apenas pegou a pequena bolsa de viagens com alguns poucos pertences e adentrou no casarão.

Quando tudo já estava pronto, ela me abraçou com força e soltou um soluço abafado.

- Tudo vai ficar bem, meu amor! Eu prometo.

Bella não me respondeu, apenas seguiu a enfermeira responsável por acomodá-la.

Eu voltei para minha antiga casa, decidido a não sair de Londres até que Bella tivesse de volta aos meus braços.

Por incrível que pareça, eu não me sentia nem um pouco mais relaxado com a internação de Bella.

Eu não saberia dizer se era pelo fato de um pedaço meu ter ficado com ela ou por meus pensamentos estarem focados nela a todo instante mas, eu sentia como se ela me chamasse a todo instante.

Três dias depois, quando a saudade estava me matando, resolvi remexer suas coisas, a procura de qualquer coisa que aplacasse a dor que eu sentia por estar longe dela e encontrei um envelope no meio de suas roupas, direcionado a mim, com sua caligrafia um tanto tremula.

"Edward

Eu imagino que não tenha sido fácil conviver comigo; aguentar todos os meus surtos e minhas crises de ciúme, ainda mais considerando toda a liberdade e a independência que você tinha há pouco tempo atrás. Não posso dizer que no período em que estivemos juntos houve uma pessoa mais devotada a mim do que você. Edward, literalmente, você foi meu sonho, e como em todos os sonhos, o meu acabou.

Não posso culpá-lo por querer que eu vá. Jamais poderia fazer isso. Você tem direito de seguir em frente, encontrar uma pessoa normal, com menos problemas, mais limpa para você do que eu jamais poderia ser.

Só queria agradecer por você não ter desistido de mim tão cedo; por me ter permitido participar do projeto; por me dar os melhores dias da minha vida. Dias que eu guardarei com todo o carinho em minha memória.

Seja feliz porque você merece mais que tudo, e, quem sabe um dia, se lembre de mim como uma lembrança boa, como você será para mim. Meu príncipe encantado.

Com amor, para sempre,

Bella"


Eu não podia acreditar que ela realmente estava pensando que eu havia desistido dela.

Eu decidi interná-la porque era a única coisa que eu podia fazer pra tentar ajudá-la, mas eu estaria todos os dias com ela em meu pensamento, e quando ela saísse daquela clinica eu estaria ao lado dela. Eu jamais poderia desistir de Bella, porque seria o mesmo que desistir de mim mesmo. Ela é minha vida, eu jamais conseguiria viver sem ela.

Imediatamente, peguei o carro e segui disparado a clínica. Eu precisava esclarecer aquilo com ela. Ela precisava entender que eu, em hipótese alguma desistiria dela, mas, ao chegar lá, não me permitiram entrar. Os enfermeiros me informaram que Bella havia proibido minhas visitas, o que me deixava ainda mais desesperado para falar com eal e explicar a ela o porquê da internação.

A possibilidade de que Bella nunca mais quisesse me ver, que ela passasse a me odiar, por acreditar que eu a havia abandonado quando ela mais precisava de mim, me fazia querer forçá-la a me receber. Mas, eu sabia que não era momento para trazer ainda mais problemas a sua vida.

Se ela não queria me ver, eu respeitaria, mesmo que me machucasse demais.

Naquele momento, não podia fazer nada para consertar aquele mal entendido, mas, eu esperaria, a eternidade se fosse necessário, até que ela saísse daquele lugar e lhe provaria o quão equivocada ela estava.

Voltei a casa ainda entorpecido pela possibilidade de Bella não me querer mais. Eu precisava dela comigo. Precisava de seu cheiro, de seu toque. Precisava de qualquer coisa que me deixasse perto dela.

Entrei no quarto que dividíamos e procurei uma de suas camisolas soltas. Precisava de seu cheiro para me acalmar, mesmo que por instantes. Precisava sentir sua presença perto de mim.

Peguei uma de suas camisolas e agarrei seu travesseiro, me encolhendo na cama; simplesmente sentindo seu cheiro, me acalmando com sua essência de morangos, a cada respiração me agarrava ainda mais ao travesseiro, até que percebi algo duro por baixo da fronha.

Eu não resisti e retirei a fronha, deparando-me então com um diário. Eu nunca soube que Bella tinha um diário, muito menos que ela o teria trazido para Londres consigo.

Eu sabia que não deveria ler nada que ela tivesse escrito naquele diário, mas a possibilidade de entender tudo o que Bella sentia, a forma como enxergava a tudo e a todos me convidava a folhear o diário e antes mesmo que eu percebesse o que estava fazendo eu já estava lendo à primeira pagina.

Terça 08 de abril de 2006.

"Eu não sei como começar... Mas, Alice me disse que eu devo escrever aqui tudo o que eu gostaria de dizer a ela, já que esse diário foi um presente de despedida.

Alice está indo embora hoje. Eu gostaria que ela não fosse, mas jamais direi isso a ela."


Eu sorri pro o que tinha acabado de ler. Era realmente a cara de Alice, dar um diário de presente pra melhor amiga, quando estivessem se separando por um tempo.

Eu sentia uma pontada de culpa por vasculhar a vida de Bella assim, mas tudo relacionado a ela me interessava muito, para que eu conseguisse parar de ler.

Me acomodei melhor na cama, ainda com a camisola de Bella na mão e virei a página

Quarta, 23 de agosto de 2006


"Minha vida continua na mesma coisa. Sinto muita saudade de Alice, mas, não posso deixar de ficar feliz por saber que ela está conseguindo realizar seu sonho. Jasper morre de saudades dela, e eu sei que, muito em breve, ele também deve conseguir fugir desse inferno"


Bella não deixava claro o que estava acontecendo, mas pela forma como ela se referia a casa, tenho certeza que as coisas já não andavam bem e senti minhas mãos tremerem de raiva por saber que ela estava sofrendo há muito mais tempo do que eu pensava.

Quarta, 13 de setembro de 2006.


Jacob me deu uma caminhonete de presente. Eu tentei recusar, mas ele insistiu.

Eu não sabia como agradecer e acabei aceitando o pedido que ele me fez.

Eu o beijei.

Estou quase certa, que deveria ter sentido algo.

Gostaria que Alice estivesse aqui e me explicasse quais emoções uma garota deve ter quando beija pela primeira vez.

Eu não senti nada. Não quero ter que beijá-lo de novo."


Se eu não soubesse tudo o que aconteceria por quase desse beijo eu até seria capaz de achar graça da ingenuidade de Bella. Voltei a ler o diário tentando imaginar o que foi que ela sentiu quando nos beijamos pela primeira vez.

Segunda, 27 de novembro de 2006

"Jacob não larga do meu pé. Agora ele faz com que Sam, Embry e todos os outros me vigiem.

Ele insiste que somos namorados. Mas, eu não gosto dele assim. Eu gostaria que ele parasse de me beijar o tempo todo. Sinto um pouco de nojo, quando a língua dele entra na minha boca.

Jasper me disse que eu não tenho que continuar aceitando os beijos dele, se eu não quero. Mas, ele não entende que Jacob não pensa assim..."


Quando eu ainda morava em Londres e estudava eu me interessei por uma menina da minha escola, ela chegou a me beijar uma vez e depois disso eu sempre queria mais até que ela me disse que não ia continuar me beijando.

Eu me lembro claramente de meu pai me ensinando que se uma mulher não quer seus beijos, você nunca deve forçá-la... isso só vai fazer com que tudo se saia pior.

Espero ainda ter a oportunidade de ensinar essa lição a Jacob, mas eu certamente não serei nem um pouco gentil com ele, como meu pai foi comigo.

Sexta, 12 de janeiro de 2007


"As brigas de Jasper e Charlie estão cada vez mais freqüentes. Me sinto culpada por isso e por Jazz ter rompido sua amizade com Jacob."


Pelas datas nos diários, percebi que Bella não se sentia muito a vontade em expor seus sentimentos. Eu desejava de todo o meu coração que tivéssemos nos conhecido há mais tempo, talvez assim, eu tivesse conseguido protegê-la.

As páginas seguintes relatavam superficialmente as brigas constantes entre Jasper, Jacob e Charlie e deixava claro o quanto Bella se culpava por isso e o quanto ela desejava retribuir o sentimento de Jacob, assim tudo seria "diferente e melhor", como ela citou no diário.

Eu continuei folheando as paginas e sentindo minha raiva crescer ainda mais por Jacob e Charlie.

Sábado, 11 de agosto de 2007


"Jasper foi embora há dois dias. Amo meu irmão e sei que a felicidade dele será apenas ao lado de Alice, mas, não posso deixar de temer o que vai acontecer comigo, agora que ele não está mais aqui para me proteger"


Eu fechei o diário com força, sabendo que dessa pagina a diante eu seria capaz de ler tudo o que Bella sentiu e como isso mudou a vida dela.

Tombei minha cabeça no travesseiro e me permiti aspirar sofregamente o cheiro dela na camisola que eu prendia junto a mim.

- Droga, Bella, me desculpe por isso, mas eu preciso saber. – resmungue voltando a abrir o diário na página que eu tinha parado.

Domingo, 20 de dezembro de 2007


"Jacob está mais atrevido a cada dia. Charlie não faz absolutamente nada. Diz apenas que isso é normal entre os jovens. Tenho medo do que pode acontecer se um dia eu não for rápida o suficiente"


Eu já tinha ouvido falar em pais relapsos, mas a minha realidade familiar não me deixava enxergar os danos que isso pode causar a alguém.

Eu desejava com todas as minhas forças, que Bella tivesse tido uma família melhor. Mesmo, Charlie sendo pai da mulher que amo, eu não conseguia formar outra opinião sobre ele, que não fosse: "Ele é tão culpado quando o maldito do Black e eu o odeio demais por isso."

Eu passei rapidamente por mais alguns pares de paginas que relatavam a insistencia de Jacob e a negligencia da família dela. Em uma ou duas, Bella confessava ter chorado e que gostaria de estar juntos com os amigos e o mais longe possível de Forks.

22 de julho de 2008


"Eu não podia estar mais feliz. Jasper, Alice e Rosalie vieram para minha formatura. Rosalie trouxe seu namorado, Emmett. Eles são tão lindos juntos. Emmett parece um urso, mas, me senti tão à vontade com ele, como muito raramente me sentia. Era como se tivesse ganhado um irmão. Estava tudo perfeito, até Jacob aparecer e cismar que eu era a sua namorada, fazendo um escândalo na frente de todos"


Eu ainda conseguia me lembrar claramente de Bella me contando sobre isso. E eu sabia que Emmett se culpava pelo o que tinha acontecido, já que ele, com seu jeito brincalhão, despertou o ciúmes doentio de Jacob.

23 de julho de 2008.


"Eu não deveria estar escrevendo aqui... Já estou com Alice novamente. Mas, não consigo contar a ela e nem a ninguém como me sinto.

Ontem foi o pior dia da minha vida!"


Eu sabia muito bem o que ela queria dizer quando escreveu: "Ontem foi o pior dia da minha vida". Eu esperava ler mais detalhes sobre isso, mas honestamente não sei se seria capaz de conhecer todos os detalhes, sem acabar tomando alguma atitude que decepcionasse Bella. Como, por exemplo, matar Jacob com minhas próprias mãos.

25 de julho de 2008


"Algo bom aconteceu. Conheci Edward quando cheguei em LA. Ele me ajudou quando eu precisei. E, ele é lindo!

Claro que ele é lindo! Ele é um ator famoso! Edward e Emmett são muito amigos... talvez ele se torne meu amigo também.

Gostaria de tê-lo conhecido antes de... antes do que aconteceu."


Foi inevitável sorrir ao ver que ela me citava. 23 de julho de 2009, foi o dia em que minha vida mudou. Claro que eu não sabia disso, porque eu não entendi o porque de querer cuidar e proteger uma estranha... Mas, hoje eu posso garantir que me apaixonei por ela, no momento em que a vi sentada naquele meio fio, chorando.

É claro que eu fiz questão de me fazer presente depois disso.

Sábado,13 de setembro de 2008.


"Edward me trouxe um presente e Alice e Jasper insistiram que eu deveria comemorar meu aniversário. Mas, eu não me sinto disposta a isso.

Ainda tenho pesadelos e passo a noite acordada chorando.

Alice me disse que eu deveria contar a alguém o que aconteceu realmente, que isso poderia me ajudar...

Talvez ela esteja certa.

Eu tenho vergonha e nojo de mim mesma. Foi tudo tão cruel e tão terrível que não tenho coragem de contar a Alice o que aconteceu, então eu vou contar aqui.

Na noite da minha formatura, depois que Jasper, Alice, Rose e Emmett tinham ido embora, eu fiquei um tempo fora de casa, chorando porque estava sozinha novamente. Não vi quando Jacob chegou. Ele estava tão bêbado... como eu nunca tinha visto antes. Embry e Sam estavam com ele.

Jacob me levou para um lugar deserto, era perto da floresta.

Eu me lembro dos meus gritos. Eles ainda ecoam nos meus ouvidos. Devo estar ficando louca!

Eu não consigo... não quero lembrar mais!


Eu só notei as lagrimas que rolavam por meu rosto quando uma delas molhou a pagina do diário em meu colo.

Nenhuma mulher deveria passar por isso, muito menos alguém tão altruísta e gentil quanto Bella.

Quarta, 25 de dezembro de 2008.


"Não estou mais morando com Alice e Jasper, aluguei um pequeno apartamento próximo ao meu trabalho.

Hoje é noite de natal e estou sozinha.

Uma parte de mim odeia Jacob e seus amigos por terem me destruído.

Meus pesadelos estão mais constantes... eu revejo tudo o que eles me fizeram:

As mãos de Jacob pelo meu corpo, a forma como ele me usou e depois me deixou lá sozinha pra que Sam e Embry fizessem o que quisessem comigo.

Jacob não acreditava que eu ainda era virgem, mas Sam jogou isso na minha cara. Ele e Embry fizeram coisas horríveis comigo. Eles até me usaram ao mesmo tempo, nunca senti tanta dor quanto quando Sam me colocou de quatro e me penetrou... daquela forma.

Eu nunca pensei que um dia faria sexo com alguém assim, desse jeito, e ele me obrigou a fazer enquanto Embry investia contra minha intimidade brutalmente.

Naquele momento, assim como agora, a única vontade que tenho era a de morrer, para poder esquecer toda essa dor.

Eu faria qualquer coisa pra apagar essas memórias."


No momento em que eu acabei de ler, senti meu coração apertar ainda mais.

Estava mais do que obvio, para mim, o que Bella queria dizer. A forma como ela foi violentada. Era tudo cruel demais.

Eu conseguia me lembrar vagamente de Bella ter me garantido uma vez que eles não tinham tocado nela dessa forma, e por mais egoísta que fosse de minha parte, eu senti uma pontada a mais em meu peito, por ela ter mentido para mim. Por não ter me contado tudo.

Terça, 20 de janeiro de 2009


"Eu e Edward estamos cada vez mais próximos. Ele é realmente um anjo em minha vida. Ontem, trocamos o nosso primeiro beijo e foi como se uma potente descarga elétrica tivesse passado por meu corpo. Ele é maravilhoso, mas, tenho medo do que pode acontecer se ele souber o quão suja eu sou. Só espero que tudo dê certo.

PS.: Não importa o que as pessoas possam pensar, mas eu considero que Edward é o primeiro cara que eu beijei e se um dia nós formos além, vou imaginar que ele é o primeiro também."


Odeio com todas as minhas forças, quando Bella se refere a si mesma como suja. A forma como ela se acha indigna do meu amor pelo o que aconteceu me faz beirar o descontrole. É a coisa mais absurda que ela poderia dizer.

Mesmo sentindo o ódio borbulhar e eu ainda tinha um sorriso brincando em meus lábios por saber que ela sentiu o mesmo que eu em nosso primeiro beijo e por ela desejar que eu fosse o primeiro em sua vida.

Quando Bella e eu fizemos amor pela primeira vez, eu disse a ela que seria como se eu fosse o primeiro, mesmo sem saber que ela desejava isso. E eu realmente me sentia assim, afinal eu fui o primeiro que ela quis, o primeiro a quem ela se deu por vontade própria e, por Deus, eu pretendo ser o único.

Domingo, 22 de março de 2009


"Está se tornando cada vez mais difícil de esconder o que sinto por Edward, principalmente quando ele me toca, mesmo que sem querer.

Eu o amo. O amo tanto, mas, ele merece uma mulher completa. Uma mulher que não congele com um toque levemente mais ousado ou que surte ao pensar em fazer amor."


Eu confesso que me sentia frustrado toda às vezes em que eu ficava com Bella em uma festa ou algo do tipo. Eu queria tê-la por inteiro, queria fazer amor com ela, mas ela simplesmente se afastava quando eu ousava um pouco mais.

Em uma noite em que eu estava completamente bêbado, precisei de muito auto controle para não gritar com ela, depois de ela ter me empurrado por eu ter passado a mão em sua bunda, logo depois de ela ter claramente me provocado. Nessa noite eu mostrei a ela o quão idiota eu era, porque a deixei sozinha e fui tentar curar minha ereção com uma das muitas mulheres que se ofereciam para mim. Só consegui terminar a noite ainda mais frustrado, depois de não ter conseguido terminar aquilo que eu comecei, porque tudo o que eu conseguia pensar é que eu queria Bella e não outra oferecida qualquer.

Quinta, 23 de abril de 2009


"Parece um sonho. Edward disse que me ama!

Não tive coragem de contar tudo o que aconteceu, e, por um instante, imaginei como seria se eu tivesse contado absolutamente tudo a ele. Acho que morreria se ele me olhasse com tanto desprezo novamente.

Mas, hoje eu tive certeza que Edward é tudo o que eu preciso pra algum dia conseguir superar tudo isso.

Edward pode e vai me trazer de volta."


Eu taquei o diário contra uma das paredes me xingando mentalmente ao me lembrar da forma como agi quando Bella me contou o que tinha acontecido. A julgar pela forma em que eu a deixei naquele dia, era até compreensível que ela tivesse medo de me dizer tudo. Mas, a idéia de Bella guardando segredos de mim, especialmente por sentir medo da minha reação, me deixava doente.

Bella sempre dizia que não era boa o suficiente para mim, que era suja, que eu merecia alguém melhor do que ela. Mas, a verdade é que ela precisava de alguém mais forte do que eu.

E eu precisava ser o que Bella necessitava.

Eu nem mesmo parei para pensar no que estava fazendo, mas me levantei da cama apressadamente e corri em direção ao meu carro.

Por mais que ela não quisesse falar comigo, ela precisava me ouvir. Eu não podia permitir que ela ficasse mais um instante sem saber que eu jamais a deixaria.

Se tudo o que ela Bella precisava era de mim ao seu lado, ela me teria junto dela. E conseguiria ser forte o suficiente por ela. Nem que tivéssemos que passar o resto de nossas vidas em Londres ou em qualquer outro lugar do mundo, isolados de tudo e todos que pudessem fazê-la se lembrar do que aconteceu naquele maldito dia.

Voltei disparado à clinica sem me preocupar com o trânsito ou com multas, muito menos com o fato de ser noite. Não podia esperar mais nenhum minuto para falar com ela. Nada nem ninguém me impediria de ver e abraçar a minha Bella.

Cheguei a clinica completamente alterado pelas palavras no diário e simplesmente invadi, gritando pelos corredores por ela.

Os enfermeiros tentavam me segurar até que Dr. Laurent apareceu, tentando me acalmar. Quando ele percebeu que, a única coisa que me traria de volta ao normal seria vê-la, me encaminhou por um longo corredor de paredes brancas.

Quando paramos em frente a uma das portas, imediatamente, o choque e o arrependimento profundo passaram por mim. Bella estava com uma bata branca muitos números maior que ela, sentada ao fundo do cômodo totalmente branco com as paredes acolchoadas. Ela estava quieta, olhando para o céu estrelado por uma pequena janela no alto da parede, exatamente como um pássaro preso em uma gaiola.

Assim que o enfermeiro abriu aquela porta, não pude me conter e a abracei forte, sussurrando "me perdoe" vezes sem fim, tentando finalmente ser o homem que ela precisa que eu fosse.

Notas finais
Olá meus amores, muiiiitttoooo obrigada por todos os comentários no capítulo anterior. Vocês são as melhores!

Bom, como eu sei que muita gente esperava que nesse capítulo tudo voltasse a estar bem, eu vou deixar spoiler do próximo... assim vocês ficam felizes??

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"Estava tão imerso em meus pensamentos, que não observei o momento em que seus olhos abriram suavemente, num misto de espanto e admiração no meio da madrugada. Assim como eu, ela tinha muitas coisas a dizer, e, naquele momento, não havia mais porque fugir.
Era necessário que todos os nossos fantasmas fossem apagados para que conseguíssemos seguir em frente. Eu iria mostrar a ela que sempre estaria ao seu lado, independente do que acontecesse. Porque não haveria vida para mim sem ela."
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Por favor continuem comentando.

xoxo