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59 Capítulo 18 - Fase II
Notas iniciais
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Quem está no meu group já sabe, mas o fato é que eu estou um pouquinho doente e por conta disso não consegui finalizar os capítulos de nenhuma fic. Mas, como eu não queria deixar vocês muito tempo na mão, estou liberando o que eu já tinha pronto.
Boa leitura!
Bella Cullen
Assim que eu avistei os primeiros raios de sol, através da ampla janela, eu me obriguei a ficar de pé.
Tinha sido uma noite insone. Mais uma.
Honestamente, minha real vontade era permanecer jogada sobre a cama fria, fitando o teto do impessoal quarto que agora eu chamava de meu, mesmo que não conseguisse dormir mais do que alguns poucos minutos. Mas, hoje seria um dia diferente. E eu precisava, ao menos, aparentar que estava bem.
Em algumas horas eu poderia ver o meu pequeno. Eu mal podia esperar para ver o seu rostinho e o ouvir me chamar de “mamãe” pessoalmente.
Eu arrastei meu corpo cansado até o banheiro e me afundei na banheira.
Com muito esforço, tentei não pensar, demais, em Edward ou na pequena, mas real, possibilidade de que também poderia vê-lo. Arduamente, me obriguei a não criar ainda mais esperanças, não me iludir... Porque se todas as minhas ultimas ações não tivessem surtido efeito, tudo estaria, definitivamente, acabado.
...
Eu tentei ocupar a minha mãe, organizando o flat que de tão vazio se parecia mais com uma casa abandonada. Eu não sabia se teria autorização para trazer Ben até aqui, mas caso isso acontecesse, eu gostaria que ele se sentisse a vontade.
Ainda não tinha se passado duas horas, quando eu olhei ao redor e percebi que não existia mais nada a fazer. Então, eu me sentei no sofá e comecei a reler todas as mensagens que Edward havia enviado na noite anterior, incluindo a ultima, que me permitia saber o endereço da escola de Ben, os horários de entrada e saída e o número do celular que ele tinha ganhado da avó.
Eu não resisti. Um segundo depois, estava o telefone colado ao ouvido.
– Mamãe! – Ben gritou animado, me fazendo sorrir.
– Bom dia, meu amor! Você já está pronto para a escola? – Perguntei, desejando estar ao lado dele, fazendo pequenas coisas como: preparar o seu café e vesti-lo.
– Papai já me botou no carro... – Fechei meus olhos, me deliciando com o som da voz doce.
– E você está de cinto?
– Sim... Não pode andar de carro sem botar o cinto.
– Isso mesmo! – Elogiei. – Viu porque você é meu garoto predileto? Muito inteligente!
Ele riu. O som cristalino pareceu se infiltrar em minhas veias, me trazendo forças.
– Mamãe? — Ele chamou após o minuto.
– Diga, meu amor.
– Você vai mesmo me buscar?
– Claro que sim! Eu não prometi? Quando a aula acabar, eu estarei lá...
– A gente pode tomar sorvete?
– Se o papai deixar...
Era patético. Mas, essas limitações me faziam sentir como um daqueles pais que precisam de autorização até para levar o filho a um parquinho.
Biologicamente, Ben não era meu filho. Mas, em meu coração, ele já ocupava esse posto. E, se julgarmos pela minha família, nem sempre laços sanguíneos falam mais alto.
– ... Nós veremos isso na hora, okay?
– Tá... – Ele respondeu com desanimo.
– Você tomou café? Colocou casaco? Tá frio hoje...
– Cereal e iogurte. Papai que preparou.
– E o casaco? – Insisti.
– Tá na mochila, mãe! – Pelo seu tom de voz, eu fui capaz de imaginá-lo batendo o pé e fazendo bico. Não pude evitar sorrir para a forma como ele falava, mas meu sorriso se tornou ainda maior quando a voz de Edward soou distante... Mas, ainda assim, para mexer comigo.
– Não fale assim com a mamãe, Ben!
– Desculpa! – Meu anjinho pediu baixo.
– Está tudo bem, querido. – Garanti. –Você pediu desculpas para o papai pela birra de ontem?
– Sim... Ele não tá de mal.
– Eu não disse? Papais e mamães nunca ficam de mal.
– Ele ficou triste porque eu não deixei ele falar com você...
–Ben! – Novamente, a voz de Edward e, eu me peguei pensando sobre o que ele gostaria de conversar comigo.
– Nós temos uma surpresa... – Ben continuou a dizer. – É um presente bem bonito.
–Benício Cullen!
Eu, realmente, gargalhei ao ouvir o tom de voz sério, que indicava uma bronca.
– Se é surpresa, você não pode contar, meu amor. – Disse, ainda sorrindo.
– Tá bom! – Ele me respondeu, contrariado. – Já cheguei na escola.
Por que o tempo tinha que passar tão rápido quando eu estava, de alguma forma, próxima a ele?
– Tudo bem! Faz um desenho bem bonito para mim?
– Faço! – Era maravilhoso ouvir a animação na voz dele. – Tchau, mamãe! Te amo!
– Eu também te amo!
...
Eu voltei ao quarto e procurei algo para vestir. Eu não sabia como as mães costumavam se vestir para ir ao colégio do filho, mas jeans e camiseta não deveria ser tão ruim. Afinal, crianças são ativas e seria um pouco difícil cuidar de uma, usando salto alto e roupas glamorosas.
Eu fitei minha imagem no espelho e, lentamente, comecei a me maquiar. Seria complicado esconder, completamente, todas as minhas olheiras, mas eu tentaria estar, ao menos, apresentável.
Por fim, me certifique de esconder a minha caixinha de madeira e coloquei os remédios controlados em minha bolsa.
Eu não queria nada disso ao alcance do meu filho.
Filho! Pensar em Ben dessa forma me fazia sentir melhor, quase como se tudo estivesse prestes a se acertar.
Segundo o meu celular, eu ainda tinha mais de três horas até que precisasse estar no colégio, mas estava ansiosa demais para continuar em casa.
Talvez, eu pudesse passar em alguma loja e comprar algo para o meu pequeno.
Convencida de que essa era a desculpa perfeita, apanhei a minha bolsa. Porém, antes que eu pudesse deixar o apartamento, a campainha soou.
Eu abri a porta e me deparei com um entregador.
– Isabella Swan?
– Isso... – Respondi incerta. Não esperava por nada. – Em que eu posso ajudar?
O homem me entregou um envelope e um papel que requisitava a minha assinatura.
– De quem é? – Perguntei, após ver que o envelope pardo não continha nada escrito.
– Eu não tenho ideia... Apenas entregam o que mandam.
Rabisquei a minha assinatura e pretendia rasgar o envelope quando o som de meu celular me sobressaltou.
Ainda com a porta aberta, joguei o envelope sobre a mesinha da televisão e abri a bolsa para apanhar o telefone.
Eu acho que posso chamar de instinto materno, mas o fato é que no momento em que meus olhos virão o nome de Ben no visor, eu soube que tinha algo errado.
– Ben... – Chamei, apreensiva. – Você não deveria estar na aula?
– Vem me buscar... – Ouvi-lo chorar só me deixou ainda mais nervosa.
– Ben, o que foi? Aconteceu alguma coisa?
Eu nem mesmo tinha acabado de falar e já estava descendo as escadas do prédio correndo.
– Ben? Benício?
Como ele não respondeu, eu me obriguei a parar e olhar para a tela do celular, apenas para perceber que a ligação tinha caído.
Eu tentei ligar de volta, mas a ligação não completava.
Eu quis chorar, de medo e de preocupação ao me sentar no banco traseiro de um taxi qualquer.
Algo estava errado e eu, ainda, me encontrava a alguns quilômetros de distancia.
...
Eu precisei respirar fundo algumas vezes, tentando me acalmar e não entrar em pânico por algo que eu, ainda, não sabia se tinha acontecido.
Eu não tinha conseguido falar com Ben novamente. A ligação continuava a cair na caixa postal, mas isso poderia ser por ele estar na aula, não é?
Provavelmente, eu só estava ficando paranoica... Sem nenhuma razão aparente.
Então, por que eu sentia meu coração apertado?
Desistindo de me acalmar, bufei baixo e encarei o segurança, parado no portão da escola.
Eu só conseguiria acalmar meu medo crescente quando conseguisse colocar meus olhos sobre Ben.
Tentando não gritar, mais uma vez, disse ao segurança porque estava ali.
Quando ele se aproximou de uma guarita para falar com outro segurança, antes de me deixar passar, eu me obriguei a pensar que Ben estava perfeitamente seguro lá dentro.
Eu, praticamente, corri até a sala que me foi indicada e no momento em que virei o corredor para dar de cara com duas mulheres discutindo de frente a uma porta.
Senti meu coração apertar mais um pouco.
– Isso é inaceitável! Eu quero falar com o responsável por esse pequeno delinquente ou...
Eu deixei meu olhar percorrer a pomposa mulher, vestida como se estivesse pronta para uma festa de gala, antipatizando imediatamente com a mesma. Mentalmente, rezei para que ela não estivesse se referindo ao meu menino.
– Você é a professora de Ben? — Perguntei a outra mulher que, aparentemente, tentava acalmar a perua que continuava a reclamar.
– Sim, sou eu. Eu acabei de ligar para o pai dele... Ele a mandou?
Eu fechei meus olhos, bastante consciente de que se Edward tinha sido chamado é porque alguma coisa, de fato, tinha acontecido.
– O que houve? – Perguntei, sentindo meu coração aos saltos.
– Isso é o que aconteceu! – Eu desviei o meu olhar até a antipática versão da Barbie, para vê-la apontar para baixo, para uma criança parcialmente escondida atrás da professora. – O seu pequeno vândalo, fez isso!
Atentamente, olhei para o menino franzino, encontrando alguns hematomas e um corte no rosto.
– O que? – Perguntei incrédula. – Você está me dizendo que Ben agrediu o seu filho? Isso é impossível! Ele é doce demais para isso...
– Isso não vai ficar assim. – Ela ignorou, completamente, o que eu disse. – Não é porque vocês são famosos que podem deixar seus monstrinhos soltos por aí.
– Onde ele está? – Me virei para a professora. Propositalmente, ignorando a mulher que continuava a falar. – Eu tenho certeza que ele tem uma explicação para isso.
– Nós estamos procurando por ele.
Eu a olhei por alguns segundos, antes de levar minhas mãos aos meus cabelos, em um claro sinal de aflição.
– Você não sabe onde ele está? – Irrelevante dizer que eu estava mais do que incrédula.
– É claro que ele se escondeu em algum lugar.
– Pelo amor de Deus! Ele é só uma criança! – Tive vontade de prender meus dedos ao redor do pescoço da estúpida mulher que não se cansava de reclamar. – Pare de falr como se ele fosse um criminoso!
– Senhoras, por favor...
Eu ignorei a tentativa da professora de tentar nos acalmar e me afastei, sabendo que mais uma palavra me faria perder o pouco controle que ainda tinha e tentei, mais uma vez, ligar para o celular de Ben.
Nada!
Eu acho que estava a ponto de chorar quando avistei Edward.
Eu não pensei no que estava fazendo, apenas corri até ele e o abracei com o máximo de minhas forças.
– Eles não sabem onde ele está... – Sussurrei com a voz fraca. – Edward, eles não sabem onde Ben está!
...
– Como você não sabe onde ele está? – A voz de Edward soou alta e imponente ao confrontar a professora de Ben. – Eu o entreguei a você no início da manhã... Ele não pode, simplesmente, ter desaparecido.
– Quando você o viu pela ultima vez? – Perguntei, apertando a mão de Edward na minha.
– A turma estava no recreio... – Ela respondeu com insegurança. – Ele estava desenhando.
– E então, ele simplesmente desapareceu?
– Depois de agredi, sem motivos, o meu filho.
– Ouça... – Me virei até a arrogante mãe e não me passou despercebido que Edward me segurou pela cintura, evitando que eu avançasse sobre ela. – Não o acuse assim! Eu tenho certeza que não aconteceu como você está dizendo.
Ela, apenas, revirou os olhos e cruzou os braços.
– Eu mandarei o meu advogado entrar em contato com a mãe dele... Ela saberá nos compensar por isso e, talvez, consiga ensiná-lo boas maneiras.
Edward, rapidamente, se colocou a minha frente e disse com a voz dura, entre os dentes:
– Você está falando com a mãe dele. E, eu agradeceria se tivesse um pouco mais de respeito ao se dirigir a minha esposa. Cale a boca e guarde a merda de sua ameaça para si mesma..
Se fez tanto silêncio que eu podia ouvir a minha respiração entrecortada.
Ele tinha acabado de se referir a mim como sua esposa? O que isso significava?
Eu não tive tempo suficiente para chegar a uma conclusão, já que, para meu alivio, meu celular acusou uma nova ligação de Ben
– Ele! – Anunciei, imediatamente aceitando a chamada. – Ben? Onde você está?
– Não briga comigo, mamãe!
– Eu não estou brigando, meu amor. Apenas me diga onde você está, okay? Eu só quero te buscar.
– No parquinho... – Ele respondeu fungando.
– Onde fica o parquinho? – Perguntei sem me referir a alguém específico ou me dar ao trabalho de explicar.
– Nós já procuramos... – A professora respondeu. – Ele não está lá.
–Então, vocês não procuraram direito! – Não me importei pela forma dura com que minha voz soou. – Onde fica a droga do parquinho?
– Lá fora, Bella... – Edward me puxou pela mão.
Não foi possível impedir as lágrimas ao me deparar com o pátio vazio.
Eu olhei ao redor, sentindo que se não encontrasse o meu anjinho logo, teria mais uma das minhas crises de pânico.
– Onde no parquinho, Ben? – Voltei a falar ao telefone. – Me diga onde, Ben.
– Eu não consigo sair... – Ele chorou. – Me tira daqui, mamãe!
Eu recostei meu corpo contra uma parede qualquer.
– Ele está preso em algum lugar. – Sussurrei para Edward.
– Mamãe, tá escuro! Tô com medo!
Eu senti minhas pernas querendo ceder ao peso do meu corpo e teria acontecido exatamente isso, se Edward não tivesse me segurado e rodado em direção ao lado oposto do playgroom.
– Na casinha? – Ele disse incerto, ao apontar para uma árvore no limite da área.
– Ben, você está na casa da árvore?
Não saberia dizer como, mas antes de terminar minha questão eu já estava correndo até lá.
A resposta não veio através do telefone, mas sim do som do choro dele assim que cheguei ao pé da árvore!
– Eu ele está aqui!
Eu não me preocupei em encerrar a ligação, apenas joguei todas as minhas coisas no chão e subi o mais rápido que meu corpo conseguia.
– Ben? – Chamei, tentando abrir a porta que, aparentemente, estava emperrada. – Ben?
– Eu quero sair! – Sua voz soou abafada pela porta de madeira, mas ainda assim me atingiu em cheio.
– Me deixe tentar... – Eu abri espaço para Edward.
– Ben? – Ele gritou, após tentar a fechadura. – Eu quero que você fique longe da porta, okay?
Eu deixei todo o ar de meus pulmões sair quando o vi chutar a porta com força.
Eu não esperei que Edward saísse da frente, apenas me abaixei e entre na casinha, passando por cima da porta arrombada e passei meus braços ao redor do meu filho. Afundei meu rosto em seu cabelo e comecei a soluçar.
– Não faça mais isso, Ben. – Pedi, sem conseguir soltá-lo. – Nunca mais faça isso!
...
Eu não conseguia tirar minhas mãos do menino assustado, sentado no meu colo, com medo de que, em qualquer momento, ele fosse desaparecer.
– Ben, filho... – Edward se ajoelhou a nossa frente. – Me diga o que aconteceu.
Eu assisti, impotente, quando Ben se encolheu, um pouco mais, em meu colo e lancei um olhar nervosa a Edward.
– Meu anjo... – Tentei, lhe fazendo um carinho. – É verdade que você bateu no seu colega?
Ele assentiu com um movimento fraco de cabeça, me surpreendendo.
– Por quê? — Edward e eu dissemos ao mesmo tempo.
– Ele rasgou o meu desenho e disse coisa feia.
– O que ele disse, Ben? – Pedi, levantando o seu rostinho e prendendo seu olhar no meu. Doía ver as lágrimas marcando sua pele clara. – Você sabe que não é legal bater em outras crianças.
– Ele pegou o meu desenho e não queria devolver... Eu falei que era pra você e ele disse que era mentira porque eu não tenho mamãe.
Eu precisei levar a minha mão a boca para impedir que qualquer som saísse. De qualquer forma, eu não saberia o que dizer... Por isso, olhei para Edward em busca de ajuda.
– Isso não é verdade, filho. – Ele disse suavemente e deslizou os dedos pelo braço de Ben. – Você sabe disso.
– Mas ele disse!
– Ben, o que é disse é muito feio e cruel... – Edward continuou. – Mas não é a verdade. Você sabe disso.
– Mas ela não gosta de mim...
Ben não precisou explicar para que nós soubéssemos que ele estava falando de Victoria.
Eu o apertei mais forte, tentando fazê-lo se sentir bem ou mesmo tempo em que ocultava os tremores em minha mão.
Não era justo que um menino tão doce se sentisse tão triste... Muito menos, que essa tristeza fosse causada por alguém que tinha a obrigação de amá-lo e protegê-lo.
– Mas Bella gosta de você. Muito! – Edward voltou a dizer, embora a voz estivesse embargada e os olhos úmidos. – E ela é a sua mamãe agora, não é?
Como resposta, Ben se acomodou melhor em meu colo e me abraçou.
– Desculpa! — Ele pediu baixinho. — Não vou fazer de novo.
Eu o abracei de volta, apertadamente.
– Está tudo bem, querido. — Garanti. — Não se preocupe.
Edward voltou a se colocar de pé e passou a mão pelo cabelo do filho, antes de se inclinar e beijar a minha bochecha.
– Obrigado! — Sua respiração atingiu a minha pele.
Eu senti o formigamento e a corrente elétrica se infiltrando em meu corpo, me roubando qualquer pensamento lógico e o ar.
– Eu não gostei desse colégio! — Foi a minha resposta idiota.
– Nós vamos cuidar disso. — Ele respondeu, antes de caminhar em direção a professora e a outra mãe que observavam a nossa troca de longe.
...
CONTINUA...
Notas finais
Eu sei que estou atrasada nas resposta, mas colocarei tudo em dia assim que possível.
Que tal um pedacinho do que teremos no próximo capítulo?
" - Está bom? - Sorri para Ben, ao vê-lo cantarolar após uma mordida.
- Muito! - Ele respondeu com a boca cheia.
Eu poderia ter dito a ele que não era educado falar enquanto come, mas preferi admirar o sorriso que ele me dava.
- Sem fome? - Edward, colocou um dos Big Mac em minha mão. - Vai esfriar...
- Obrigada! - Aceitei o lanche e não consegui deixar de fechar os olhos ao sentir o toque dele.
Só percebi o quando estava faminta após a primeira mordida. Imediatamente, me preparei para mais uma.
- Essa é minha! - O lanche foi arrancado de minha mão e eu levei meu olhar até Edward, vendo o seu sorriso discreto.
- Eu devo comprar outro para mim?
- Se um não for suficiente... - Ele deu de ombros e colocou seu próprio lanche a minha frente.
Eu paralisei. Meus olhos encheram de lágrimas e, por pouco, um soluço não escapou.
Quantas vezes já tínhamos feito isso? O estúpido, infantil e, inteiramente, nosso ritual de troca de lanches?
Eu tive tanto medo de nunca mais ter isso.
- Droga, Bella! - Edward se levantou e parou a minha frente. - Me desculpe! Eu não... Você não precisa trocar se não quiser... E olha, nós podemos comer em outro lugar.
Eu senti seu dedo deslizar por meu rosto e percebi que estava chorando.
- Por que mamãe tá chorando? - A vozinha de Ben nos despertou, embora nossos olhares continuassem conectados.
- Porque eu sou um idiota! - O dedo dele continuava a deslizar por meu rosto... E seus olhos pareciam querer dizer muito mais do que suas palavras.
- Por que você pegou o lanche dela? Devolve, Papai!
Eu dei um sorrisinho triste.
- Ele não pegou, filho. - Respondi, me sentindo incapaz de desviar o olhar. - Nós trocamos.
Foi difícil, mas eu me obriguei a limpar meu rosto e olhar para o rostinho singelo de Ben.
- Mais é o mesmo... - Ele me disse, sem entender.
- É um ritual! - Edward tentou explicar, após voltar a se sentar. - Nós trocamos após cada mordida. Fica mais gostoso assim.
- Sério? - Obviamente, existia incredulidade na voz infantil. - Também quero!
Eu mordi o sanduiche que era de Edward e o passei a Ben que deu o dele ao pai.
- Tem o mesmo gosto... - Meu anjinho reclamou após a sua segunda mordida nos lanches trocados. - Nem mudou.
- Repita isso daqui 15 anos, com uma namorada, e me diga se não fica muito melhor. - Edward sorriu para mim e, por pouco, eu não engasguei."
Por favor, me deixem saber o que acharam, okay?
xoxo
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