Stars

23 Capítulo 17 - Ben


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem, assim como o Romance aqui citado. Todos os créditos a Stephenie Meyer e Rosemary Roger. Mas, a Bella depressiva e o Edward hiper romântico e compreensivo sim... respeite isso.

\"\"

CAPÍTULO 17 – BEN

____________________________

Bella Cullen

_________________________________________________

Tínhamos chego à parte mais aguardada das gravações.

México.

Eu não sabia se ficava empolgada, por conhecer um país novo e me sentir ainda mais próxima de toda a estória que me envolvia desde quando ainda morava em Forks, ou se me permitia ser dominada pelos nervos.

Eu podia sentir minhas mãos tremendo enquanto fechava a minha mala. Mais uma prova do meu nervosismo.

Minha bagagem já estava pronta há horas, graças a Alice. Mas eu precisava me ocupar com algo, então eu decidi que não seria tão ruim verificar quais roupas ela tinha escolhido e dobrá-las milimetricamente mais uma três ou quatro vezes.

Edward entrou no nosso quarto pela quinta vez seguida em menos de 10 minutos.

- Você tem certeza que está bem? – ele perguntou parando ao meu lado.

- Claro. – respondi com um sorriso fraco. – Só continuo achando desnecessário metade das roupas que Alice colocou aqui. – brinquei apontando para a mala imensa.

- Bells? – Edward me puxou até a nossa cama e me colocou sentada ao seu lado. – Eu sei que você está nervosa...

- Eu não... – tentei negar, mas cheguei à conclusão que seria inútil. – Talvez um pouco. – disse por fim.

- Eu... – Edward parou por um instante e parecia procurar as palavras certas. Então, eu percebi que ele realmente sabia o motivo do meu nervosismo o que só me deixou ainda mais nervosa.

- Olha Edward. – eu comecei me colocando de pé. – Eu estou bem, um pouco de nervosismo é norma... eu acho! – forcei um sorriso. – Já não está na hora de você ir?

Edward continuou me olhando por alguns minutos.

- Eu não posso ir e te deixar assim... você está a ponto de ter um colapso.

- Não! – eu balancei minha cabeça negativamente. – Você está exagerando, meu amor.

Ele se colocou de pé e enlaçou minha cintura.

- Vamos juntos. – ele falou olhando nos meus olhos.

- Não podemos... – falei me sentindo mal por não poder segurar na mão dele e me acalmar um pouco. – Você sabe...

- Eu não me importo!

- Mas deveria... é a sua carreira que também está em jogo, não aja como se só a minha importasse.

- Mas é a assim... você vem em primeiro lugar.

Eu aproximei nossos rostos e o beijei serenamente.

- Você vem em primeiro lugar. Por isso, eu jamais vou fazer algo que prejudique a sua carreira. Ela é muito mais importante do que a minha.

Edward abriu a boca para protestar, mas eu o interrompi antes que ele conseguisse dizer algo.

- Está tudo bem, Edward. Eu estarei logo atrás de você e com Alice a tira colo.

- Okay, eu realmente já deveria ter ido e você também. Alice já está impaciente. Eu vim avisá-la que ela estava na sala ameaçando te arrancar desse quarto pelos cabelos. – ele sorriu para mim. – Eu estarei com o celular em mãos. Prometa que vai me ligar, se precisar.

Eu sorri, de verdade agora. Era maravilhoso saber que Edward se preocupava tanto comigo.

- Eu chegarei ao aeroporto alguns minutos depois de você. Nos vemos no salão de embarque?

Ele balançou sua cabeça concordando e me beijou apaixonadamente.

Quando nossas bocas se separaram, ele se curvou apanhando a minha mala e caminhando até a porta.

- Bella – ele falou parando a porta. – Eu vou estar com você.

Eu concordei com a cabeça e mesmo me sentindo tremer levemente respirei fundo e apanhei minha bolsa e casaco e desci lentamente as escadas, encontrando uma Alice impaciente me esperando.

Como combinado saímos em direção ao Aeroporto, 15 minutos depois de Edward.

O caminho até o aeroporto foi tranqüilo, dentro do possível. Alice não parava de falar o quanto estava animada e no quanto nos divertiríamos juntas. Jasper não poderia nos acompanhar dessa vez porque tinha alguns shows agendados com a sua banda, mas ele fez questão de nos levar até o aeroporto. Fomos no meu carro, por ser mais espaçoso e ainda assim, quase não foi suficiente para a quantidade de malas que Alice estava levando.

Eu não precisei colaborar muito com a conversar e a cada km que nos aproximava do aeroporto eu sentia meu coração bater ainda mais rápido.

...

A nossa chegada ao aeroporto foi caótica.

No momento em que descíamos do carro, tantos flashes disparavam em minha direção que eu pensei que ficaria cega.

Alguns seguranças do aeroporto tentaram por ordem a confusão e nos direcionava em direção ao balcão de check in. As pessoas que estavam na fila me olhavam e eu me senti mal por estar passando na frente delas.

Os paparazzi gritavam meu nome sem parar eu mal conseguia dar um passo.

Jasper vinha logo atrás carregando as nossas malas e eu apenas mantinha minha cabeça abaixada, tentando evitar qualquer olhar.

Eu mal consegui dar um abraço apertado de despedida no meu irmão. Jasper me deu um beijo na testa e sussurrou: Você vai ficar bem!

Eu assenti e corri para o salão de embarque deixando Alice se despedir de verdade.

Quando eu conseguir entrar, percebi que todos já estavam lá, apesar de estarmos adiantados com relação ao horário do vôo. Tínhamos ainda cerca de 40 minutos. Edward, James e Victoria estavam próximos um dos outros, conversando baixinho... eu me sentei algumas cadeiras de distancia. Não estava muito sociável hoje.

Edward me dirigiu um olhar rápido e eu balancei minha cabeça dizendo que estava tudo bem.

Eu comecei a tamborilar meus pés no chão e apertar as minhas mãos.

- Tá com medo? – uma vozinha me chamou atenção.

Eu olhei para o lado e encontrei um lindo menininho loiro de olhos azuis que de alguma forma me lembrava Edward. Ele não deveria ter mais do que três anos e suas palavras ainda eram meio misturadas o que me fez rir.

- Ahh... eu não estou com medo e você? – perguntei fazendo aquela vozinha inevitável quando falamos com criança e ele me olhou fazendo uma careta.

Eu limpei minha garganta.

- Você está sozinho? – perguntei olhando em volta e percebendo que ele estava sentado ao meu lado sem nenhuma adulto por perto. – Onde está a mamãe?

Ele começou a balançar as perninhas e apontou para onde Edward estava junto com os outros.

- Okay, eu posso te fazer companhia até a mamãe voltar. – falei sorrindo, mas por dentro estava me perguntando que mãe desnaturada deixaria o filho pequeno sozinho no meio de um aeroporto lotado. – quantos anos você tem?

Ele levantou dois dedinhos na minha direção.

- Dois? – perguntei e ele balançou sua cabecinha concordando.

Eu fiquei alguns minutos olhando para ele e por alguns instantes me esqueci completamente do nervosismo.

- Meu nome é Bella. – falei passando a mão pelo cabelo dele. – e o seu?

- Ben. – ele respondeu baixinho.

Alice chegou como um furacão do meu lado e se sentou tagarelando sem parar. Ben pareceu um pouco assustado e eu sussurrei pra ele. – ela é lega!

Ele balançou a cabecinha como se não concordasse eu não conseguir evitar de sorrir.

- Quem é ele? – Alice perguntou se inclinando sobre mim e olhando pra Ben.

- O nome dele é Ben. – respondi.

- E cadê a mãe dele?

Eu só olhei pra ela e ela começou a resmungar.

- Meu Deus! Como uma mãe deixa uma criança assim, sozinha? Deveríamos chamar alguém...

Então, me pegando de surpresa Ben começou a chorar e eu olhei pra ele assustada.

- O que foi? – perguntei docemente enquanto Alice ainda falava ao meu lado. – Alice, por favor, você o está assustando.

Ben se encolheu no banco e passou as mãozinhas pela barriga e continuou a chorar.

- Eu acho que ele quer ir ao banheiro. – Alice falou no meu ouvido.

- Ahhh... – eu disse. – Hey Ben, você quer ir ao banheiro? – perguntei e ele negou com a cabeça. Eu olhei pra Alice e ela deu de ombros, então ele começou a apontar novamente para onde Edward estava.

- Eu acho que a mãe dele está por ali.

- Eu não vejo ninguém a não ser Edward, James e Victoria... – Alice falou.

Ele se levantou e correu em direção a eles, antes que Alice terminasse de falar. Ele parou ao lado de Victoria e começou a puxar a blusa dela. Ela olhou pra ele com indiferença e eu senti meu sangue ferver. Custava ser educada com uma criança?

Edward olhou para ele e se abaixou ao lado dele, eu me pus de pé e caminhei até eles com Alice do meu lado.

Ben ignorou Edward e continuou a puxar a roupa de Victoria.

Ela colocou um sorriso falso no rosto e pegou na mão dele.

- Ahhh Eddie... esse é o meu filho... Benicio. – ela falou docemente.

Alice e eu congelamos a alguns passos de distancia. Edward a encarou também surpreso e se pôs de pé novamente.

Ben chorou um pouco mais alto e eu dirigi meu olhar pra ele. Ele encolheu um pouquinho seu corpo pequeno.

- Ops... – Alice falou ao meu lado.

- Ahh merda! – Victoria sibilou. – Onde essa maldita babá? – ela falou puxando Ben pela mão. – você não sabe ir ao banheiro? – ela o sacudiu e a olhei com um misto de horror e ódio. Eu certamente poderia arrancar p seu pescoço agora.

Uma jovem morena chegou correndo e pegou Ben no colo.

- Me desculpe Senhorita Ston... eu apenas fui ao banheiro, achei que ele ficaria bem com a Senhora... – ela se calou ao avistar o olhar de Victoria.

- Anda logo... cuide disso. – ela falou apontando para o filho.

A jovem caminhou abraçada a Ben até onde estávamos sentados e apanhou uma pequena bolsa que estava no chão ao lado da cadeira. Depois ela foi em direção ao banheiro.

- Belo espírito materno você tem. – eu disse me juntando aos três.

Victoria me dirigiu um sorrisinho.

- Crianças... – ela disse com desdém. –... são impossíveis.

- Principalmente com uma mãe como você. – Alice comentou cruzando os braços.

- Eu não sabia que você tinha um filho... – Edward começou a falar e ao meu lado James sorriu pra mim e se afastou.

- Pouquíssimas pessoas sabem disso... – Victoria falou sem emoção alguma. – Eu decidi levá-lo conosco, um pouco de cultura não deve fazer mal a ele, não é mesmo? – ela sorriu.

- Cultura nunca é ruim... – falei suavemente. – mas talvez ele precise de um pouco de amor, antes de cultura.

Alice deu uma risadinha.

- Ele tem uma babá para isso e se estão tão incomodadas podem fazer o papel de adoradoras de criança o quanto quiserem. Estarão me fazendo um grande favor... afinal, eu tenho coisas muito mais importantes a fazer.

A minha boca se abriu em surpresa e eu não consegui pensar em nada para dizer.

Eu sabia que Victoria era baixa e oferecida. Mas nunca pensei que ela não tivesse coração.

A babá voltou com Ben no colo e se manteve seguramente afastada de Victoria.

- Já que você não se importa, eu aceito o papel. Não fará mal algum a ele receber um pouco de amor, mesmo que de um estranho.

Eu caminhei até eles e por um momento achei que Victoria arrancaria minha cabeça fora, a julgar pela forma como ela me olhava.

Mas, logo ela se virou novamente em direção a Edward e passou sua mão pelo ombro dele.

Eu precisei lutar contra a ânsia que se formou em meu estomago.

A babá de Ben, Jennyfer, parecia uma boa pessoa e ficou se desculpando por tê-lo deixado sozinho, mas ela me disse que era nova no trabalho e pensou que não teria nenhum problema já que Victoria estava ali. Ela parecia tão horrorizada quanto eu com a forma como Victoria tratava o próprio filho.

Ben pareceu gostar de mim, já que alguns minutos antes de embaçarmos, ele se jogou no meu colo. Eu sorri quando ele agarrou o meu pescoço.

Eu voltei a olhar para Victoria, mas ela continuava indiferente e parecia não se importar que eu estivesse com o filho dela. Minha suspeita foi confirmada quando nosso vôo foi chamado e ela seguiu na frente, sem nem mesmo olhar para trás.

Benicio se recusava a sair do meu colo, por mim tudo bem, mas precisei pedir para uma passageiro trocar de lugar com Jennyfer, assim ela pode ficar próxima de mim e Alice e ajudar com Ben.

Eu não tinha muita experiência com crianças, mas não foi muito difícil dar a papinha. Exceto pela parte em que Ben queria brincar com a comida e acabou sujando toda a minha blusa. No final das contas, nos divertimos bastante e ele comeu muito bem.

Eu precisava trocar a minha blusa e como Ben se recusava a sair do meu colo, eu o levei até o banheiro comigo, felizmente o banheiro da primeira classe era espaçoso o suficiente para que eu aproveitasse e trocasse a fralda dele. Eu me atrapalhe um pouco e provavelmente demorei mais do que o necessário, mas, me senti orgulhosa de completar a missão. Ben parecia estar se divertindo com a minha falta de jeito e a risada dele era deliciosa.

Voltei ao meu lugar e no caminho passei por Edward que estava sentado ao lado de Kate, antes que eu pudesse continuar o meu caminho ele segurou o meu braço levemente.

Ele não disse nada, mas Kate se levantou me dando o seu lugar.

Eu me sentei ao lado dele, na janela. Não sem antes, perceber o olhar furioso de Victoria. Por um momento pensei que fosse por Ben, mas logo percebi que não era esse o motivo de sua fúria dela.

- Parece que ele gostou de você. – Edward falou olhando para Ben que brincava com um fio do meu cabelo.

- Bell – ele falou com sua vozinha infantil e eu só faltei pular como Alice.

- Ele falou o meu nome! – exclamei animada. – isso mesmo! Bella... – falei na esperança que ele repetisse, mas ele apenas me amostrou seus dentinhos brancos e continuou brincando com o meu cabelo.

Edward gargalho alto.

- Não sabia que você gostava tanto de crianças. – ele comentou.

- Bom, eu gosto dele! – eu dei um beijinho na testa de Ben.

- Bells... — eu olhei para Edward, alarmada pelo tom de sua voz. – Não se apegue muito, você e Victoria...

- Eu sei! Mas... Edward você viu a forma como ela o tratou? Que tipo de mãe ela é?

- Ainda assim, ela é a mãe dele.

- Não consigo acreditar que você concorde com isso.

- Eu não concordo! – ele falou e imediatamente uma mão foi em direção ao rosto de Ben, lhe fazendo um carinho.

Ele pareceu gostar, já que largou o meu cabelo e agarrou um dos dedos de Edward.

- Oi... – Edward falou balançando o seu dedo.

Eu sorri para a imagem a minha frente.

- Eu não concordo... – Edward voltou a falar me olhando. – Mas não há nada que possamos fazer.

Eu abracei um pouco o bebê no meu colo, sabendo que Edward estava certo com relação a isso.

- Victoria vai deixar que você se apegue e depois vai impedir que você o veja. Ou coisa pior. Ela ainda não esqueceu aquela noite em que você cantou para mim.

Eu gargalhei alto me lembrando.

- E você, esqueceu? – perguntei em um sussurro.

- Não me provoque, Isabella. Ou serei obrigada a te levar de volta para aquele banheiro.

Eu senti meu rosto ficar quente e mordi meu lábio inferior.

- Parece que ele está com sono... – Edward comentou e eu dirigi meu olhar para Ben que tinha os olhos quase fechando.

Eu o balancei um pouco e cantarolei bem baixinho uma canção de ninar.

Em poucos minutos Ben já dormia tranquilamente.

Edward estava ao meu lado sorrindo para mim. Ficamos em um silencio confortável durante alguns minutos.

- Ele se parece com você... – comentei sussurrando.

Edward me olhou surpreso.

- Você acha?

Eu balancei a cabeça afirmativamente.

- Não sei... é alguma coisa que me lembra você. Acho que a forma de sorrir... o mesmo sorriso torto.

- Eu tenho um sorriso torto? – Edward perguntou com falsa indignação.

- O sorriso torto mais lindo que eu já vi!

- Mais lindo do que o dele? – Edward perguntou fazendo um cafuné em Ben.

Eu soltei uma risada.

- Com ciúmes de um bebê, Edward?

- Eu acho que posso lidar com ele... falando nisso, acho melhor começar me livrando da mãozinha boba dele.

Só então percebi que uma das mãos de Ben repousava em um dos meus seios.

Edward pegou a mão dele e instintivamente Ben voltou a segurar um dos dedos de Edward.

- Parece que ele também gostou de mim. – Edward comentou com um sorriso.

Eu recostei minha cabeça no encosto da poltrona e virei meu rosto em direção a ele.

- Seria impossível ele não gostar de você.

Então, fechei meus olhos, aproveitando a calma que o bebê no meu colo me passava.

- Bells? – Edward chamou baixinho.

- Humm... – respondi ainda de olhos fechados.

- Você será uma ótima mãe.

Eu abri meus olhos e encontrei os deles cheio de um brilho especial, que eu nunca tinha visto antes.

- E eu estou ansioso por ser o pai dos seus filhos.

Não importa o quando eu achava cedo para se quer pensarmos nisso, o brilho nos olhos de Edward me dizia que essa seria a melhor experiência que teríamos.

Eu cheguei mais perto dele e sussurrei em seu ouvido.

- O México me parece um bom lugar para começarmos a tentar.

Notas finais
Muito obrigada por todos os comentários lindos! Vocês são maravilhosas!

----

SPOILER:

"Edward sorriu travessamente para mim e por um momento eu achei que ele lamberia a tequila entre meus seios e por mais que eu soubesse que teríamos problemas seríssimos por isso, eu desejei que ele fizesse. No entanto quando ele se inclinou mais sobre mim, sua boca foi diretamente até o meu pescoço e ele chupou com bastante volúpia o liquido que tinha escorrido por ali fazendo com que eu fechasse meus olhos com forças e trincasse meu maxilar evitando que um gemido alto escapasse por meus lábios, mas foi impossível não sentir a minha intimidade pulsar."

---

Comentem e o capítulo novo vai chegar rapidinho.