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71 Capítulo 08 - Fase III - Tentando
Notas iniciais
aqui está o último capítulo do ano, como uma forma de lhes desejar um esplêndido ano novo.
Boa leitura!!
CAPÍTULO 8 – FASE III — Tentando
Edward Cullen
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Sentir os macios lábios de Bella nos meus era como provar a sensação de estar de volta ao lugar em que pertencia. Tinha gosto de casa. E fez meu coração palpitar como se eu fosse um adolescente hormonal experimentando o seu primeiro beijo.
Só não foi perfeito porque ela se recusou, veementemente, a corresponder.
A principio ela tentou lutar, me empurrar e ignorar as sensações que eu sabia que ela também sentia, mas eu insisti... Insisti até que ela, simplesmente, se manteve imóvel, tão estática em meus braços que eu poderia jurar – se não estivesse sentindo a sua respiração ofegante – que ela estava morta.
Talvez, realmente, estive... Para mim.
Eu me afastei tentando digerir o gosto amargo de ser repelido.
Ela manteve a sua cabeça erguida, olhando para mim com tanta magoa que, por um segundo, imaginei que eu a tinha perdido de vez. Então, ela se afastou e eu a vi lutar contra as lágrimas e alguma coisa na sua expressão me dizia que eu só precisava continuar a tentar.
- Ben? – Ela chamou, a voz soando calma, completamente diferente da forma como ela ainda me encarava. – O que você acha de entrar e conhecer a casa?
- Não podemos ir à praia? – Meu filho perguntou alheio a forma como a sua mãe estava tentando, durante, se controlar para não fazer uma cena na sua frente.
- Mais tarde, okay? – Ela desviou o olhar por um segundo e sorriu para Ben.
Ele concordou e correu em direção a casa nos deixando sozinhos.
Ela avançou em minha direção e, embora eu tenha visto a sua intenção em seu olhar, eu não me movi um milímetro sequer, nem mesmo quando sua mão acertou o meu rosto.
Eu mereci isso. Não pelo beijo, mas por todo o resto.
- Nunca mais chegue perto de mim! – Ela gritou, mas tudo o que eu fiz foi prendê-la a mim. – Me solta!
- Você pode me bater de novo, se quiser. – Eu disse baixinho. – Quantas vezes quiser. Mas eu não vou deixar que você fuja novamente.
-Eu não estou fugindo. – Embora seu tom de voz tenha baixado, ela continuou a tentar me afastar.
- Está sim! – Rebati. – E eu estou cansado disso. Cansado de esperar até que você esteja disposta a conversar.
- Você não tem o direito de estar aqui. – Foi tudo o que ela respondeu. – Você não é bem vindo!
Eu não posso negar que as suas palavras, assim como a sua resistência em não me ouvir, doía mais que o tapa que ela tinha, anteriormente, me dado.
- Eu só estou pedindo que você me ouça. – Disse suavemente. – Só me deixe explicar.
- E o que há para explicar? Você deixou tudo, absolutamente, claro quando me enviou o pedido de divorcio. Você e eu não existimos mais.
- Não é como...
- E como é então? Você mentiu para mim!
- Eu nunca menti para você. Bella, eu...
- Você nunca mentiu? Talvez você prefira um termo mais explicito: Você me traiu!
- Bella, não...
- Eu sei. Você vai me dizer que eu não tenho o direito de me sentir assim, que nós não estávamos mais juntos, que você estava livre para fazer o que você bem entendia... De certa forma você está, absolutamente, certo. Mas eu não consigo ver isso de outra forma. Não quando você olhou em meus olhos, disse que me amava, fez amor comigo, sem se importar em me dizer que estava com outra pessoa. Você imaginou que eu jamais saberia? Então, eu tenho uma novidade para você: a sua namorada pode ser bastante cruel quando quer.
- Victória e eu...
- Não em interessa! Eu não quero saber sobre vocês. Eu não quero saber o que você tem a dizer. Eu só quero que você me deixe em paz. Eu quero que você deixe a minha casa e esqueça o que nós tivemos. Foi uma escolha sua e você não tem o direito de vir aqui e agir como se nada tivesse acontecido.
Eu sabia que essa seria uma conversa difícil e que ela relutaria em me ouvir, mas jamais imaginei que seria tão complicado.
Eu imaginava saber o quanto ela estava magoada, mas percebi que a extensão da sua magoa era muito maior do que eu estava preparado para lidar. Porém, agora que eu tinha chegado aqui, eu não podia simplesmente desistir. Virar as costas e ir embora apenas confirmaria tudo o que ela imaginava saber, erroneamente.
- Você quer que eu vá embora? – Eu a saltei. Eu estava a ponto de jogar muito sujo, mas o que eu poderia fazer? – Tudo bem! Eu vou. Mas Ben vai comigo.
- O que? – Toda a raiva em sua voz foi substituída por perplexidade. – Você não pode fazer isso.
- Eu posso. E vou.
- Você concordou que ele poderia ficar comigo. Esme me disse que você concordou. – Meu coração se quebrou um pouco mais quando ela desistiu de lutar contra as lágrimas e as deixou correr por seu rosto bonito. – Você não pode levá-lo agora.
- Eu sou o pai dele, Bella. – Eu disse suavemente. – Se você quer tê-lo por perto, vai ter que aceitar a minha presença.
- Isso não é justo! Você está usando ele.
- Não. – Neguei, embora fosse exatamente isso que eu estivesse fazendo. – Eu estou resguardando-o. Eu não o quero no meio das nossas brigas. Se você não pode lidar comigo, você não pode tê-lo por perto.
Obviamente, pelo bem dela e do meu filho, se ela estivesse decidida a me mandar embora, eu o deixaria ficar. Seria cruel demais impedi-los de passar um tempo juntos, especialmente quando os dois tinham esperado por isso por tanto tempo. Mas, eu sabia que ela não arriscaria. Ela ama Ben, exatamente, como eu o amo. E ela se sacrificaria por ele se fosse preciso.
- Eu te odeio! – Ela sussurrou. – E eu nunca vou te perdoar. – Era a sua forma de concordar com os meus termos e isso ficou claro quando ela caminhou em direção na porta e a deixou aberta.
Eu me mantive parado do lado de fora, fechei meus olhos tentando não dar importância as suas palavras. Eu as tinha provocado e agora precisava aceitá-las.
Precisei respirar fundo antes de dar o primeiro passo. Seria uma semana longa e ainda assim curta demais. Sete dias era tudo o que teria para fazê-la me ouvir, para fazê-la enxergar que não funcionamos separados.
Eu a encontrei na sala, com Ben em seus braços.
- Você está errada. – Eu fixei meus olhar no dela. – Você não me odeia. Você me ama e eu vou fazê-la enxergar isso.
CONTINUA...
Notas finais
Feliz ano novo a todas!
xoxo
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