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44 Capítulo 04 - Fase II - Coming Home
Notas iniciais
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OBS: Tudo o que for relacionado ao processo de guarda de Ben, não segue bem as diretrizes judiciais. Eu não sou advogada. Não sei como essas coisas realmente funcionam. E como isso tudo é apenas ficção, acho que não tem problema, adicionar mais drama a toda situação, né?
Carol, minha amiga, faça vista grossa no que está por vir(nos próximos capítulos), deixe seu espírito de advogada de lado, okay? rsrs
Boa leitura!
Capítulo 04 — Fase II — Coming Home
Edward Cullen
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A noite tinha sido fantástica. Ter tido Bella de volta aos meus braços tinha sido... Indescritível. Mais do que eu pensei que seria. Na verdade, cheguei a cogitar a possibilidade de nunca mais fossemos ser, intimamente, como antes.
Não podia negar que a culpa do nosso afastamento tinha sido inteiramente minha, mas era difícil não temer que ela tivesse mais uma das suas crises de pânico, especialmente depois de ter estado tão perto de reviver os piores momentos da sua vida.
Eu estava errado. Felizmente.
O grande problema é quando acordei, me dei conta que até o final do dia eu seria obrigado a levar Ben de volta para Victoria e nem mesmo a felicidade de ter feito amor com a minha esposa há poucas horas, foi capaz de apagar a minha preocupação.
Sabia que estava agindo como um idiota, fazendo a tarefa de conviver comigo quase insuportável, mas não conseguia pensar em qualquer outra coisa que não fosse o quão ruim os próximos 15 dias seriam para o meu filho e como eu não poderia fazer nada para mudar isso.
Isso foi até ter gritado com Bella. Não era realmente a minha intenção, mas estava tão próximo de um colapso que quando percebi já era tarde demais. No momento em que ela retrucou com um “Você pode ser um pouco menos ríspido comigo?”, baixo e repleto de mágoa, percebi que tinha passado dos limites.
Sua voz me deixou saber que ela estava a ponto de chorar, e eu odiei ser o causador disso.
Observei quando ela se abaixou, afastando os carrinhos que quase a derrubaram e murmurou um pedido de desculpas a Ben, me deixando sem saber como apagar o que eu tinha dito, ou melhor, a forma como tinha dito.
– Por que a Bella tá triste, Papai? – Ben, parou a minha frente, logo após Bella ter se afastado.
Fiquei alguns segundos olhando para o meu filho, sem saber como responder a sua pergunta.
– Eu não acho que ela está triste, filho. – Menti, porque era muito mais fácil do que explicar para uma criança de 3 anos que o motivo pelo qual Bella estava triste era a forma como estava lidando com tudo o que tem acontecido nos últimos tempos.
– Mas ela tá chorando... – Ele insistiu. – Ela fez dodói?
Um pequeno sorriso se formou no meu rosto.
– Não, filho. Ela não fez dodói. – Garanti. – Mas, eu acho que nós devemos arrumar a sua bagunça... Assim, ninguém vai tropeçar nos seus brinquedos, okay?
Eu acho que nunca ia entender por que para as crianças qualquer coisa era motivo de festa, mas tentei me mostrar tão animado quanto ele, enquanto guardávamos todos os seus brinquedos.
– Bob Esponja, Papai. – Ele pediu e eu prontamente aceitei porque não conseguia negar nada a ele, quando ele me pedia de forma tão doce e porque eu poderia aproveitar que ele estava entretido para falar com Bella e tentar consertar as coisas.
...
Fiquei por alguns minutos, apenas observando a forma como ela tentava se concentrar e me perguntei como eu podia estar sendo tão grosso com ela nas ultimas horas, se só de olhar para ela, como estava fazendo agora, meu coração acelerava e tudo o que eu desejava era envolvê-la com meus braços e a beijar.
Eu podia ver, pela forma como ela parava o que estava fazendo e suspirava que ela estava se esforçando para não chorar e desejei, intensamente, que ainda pudesse ser aquele que a consolava.
Bella estava se esforçando, desde que voltamos de Forks, para manter suas emoções sobre controle, especialmente na minha frente. Ela costuma repetir que eu já presenciei muitas das suas crises. Mais do que deveria. Por um lado eu estava grato por isso, porque tendo que me preocupar com a situação de Ben, eu realmente não me encontrava no meu melhor estado de espírito. Mas, por outro lado, eu sentia que estava em falta com a minha esposa, quase como se estivesse deixando de cuidar dela, de protegê-la, como jurei que faria quando nos casamos.
Eu sabia que ela estava lidando com muito mais do que gostaria e, eu temia, com muito mais do que fosse capaz de enfrentar nos últimos tempos: o suicídio de Jacob; a decisão de, definitivamente, deixar Forks para trás; a prisão de Sam e Embry; Ben; a forma como Victoria fazia de tudo para nos infernizar... E a lista só cresce, e eu não tenho ajudado muito.
Eu gostaria de poder fazer com que todos os problemas sumissem, que pudéssemos viver felizes, mas a verdade é que não sou capaz disso. Bella tem uma bagagem que precisa aprender a lidar e eu tenho meus próprios problemas para resolver. Mas, em momentos como esse, eu começo a me perguntar se seremos capazes de resolver tudo e ainda continuarmos juntos.
Eu respirei fundo, prometendo a minha mesmo, que não ia permitir que as coisas entre nós piorassem. Eu estava agindo como tantas vezes reclamei que ela fazia: jogando todo o peso dos meus problemas em cima dela, transferindo a culpa dos acontecimentos para cima da pessoa que estava disposta a passar por cima dos seus próprios sentimentos para que eu não tivesse que lidar com tudo isso sozinho.
Eu a ouvi xingar baixinho e corri em sua direção, segurando sua mão na minha, analisando o corte que ela tinha acabado de fazer.
– Deixe que eu cuido disso. – Sussurrei enquanto lavava a sua mão e pressionava um pano limpo.
Não parecia ser um corte profundo, era mais como um corte superficial. Não existia motivo algum para que eu me preocupasse, mas ainda assim eu estava me sentido tomado por preocupação. Sendo bem sincero não era pelo corte minúsculo na mão dela, mas por nós.
Então, eu fiz a única coisa que me veio à cabeça: murmurei um pedido de desculpa atrás do outro, que só serviu para me fazer engolir em seco quando ela, tentando amenizar, disse que entendia que eu precisava de uma válvula de escape.
– Você não é minha válvula de escape. – Fiz questão de garantir. Porque ela, de fato, não era, por mais que eu estivesse agindo assim nos últimos tempos e porque eu odiava vê-la magoada, e saber que eu era o responsável só tornava tudo pior.
– Nós vamos ficar bem, não vamos? – Ela sussurrou quando eu não agüentei mais e a abracei. O tom de sua voz deixando claro o quanto ela estava com medo do que tudo o que estava acontecendo faria conosco.
– Sim. Nós vamos. – Respondi, mesmo sem saber se seria capaz de cumprir com essa promessa. – Eu vou fazer com que isso aconteça. – Mas, se tinha algo que eu tinha certeza é que faria de tudo para que conseguíssemos.
...
Quebrou meu coração ver a forma como Ben pediu para continuar conosco e ter que negar. Doía ainda mais saber que teríamos que esperar por 15 dias até que tivéssemos a oportunidade de ficarmos mais algum tempo junto.
Mais uma vez, Bella foi incrivelmente fantástica. Ela falou com ele docemente, prometendo que nós veríamos em breve e permitindo que ele levasse a pelúcia que ela tinha lhe dado. Mesmo acreditando que isso era impossível de acontecer, eu senti meu amor por ela triplicar, quando a vi tentar secar as lágrimas do meu filho, enquanto impedia que as suas próprias caíssem
– Hey, campeão. – Me ajoelhei, ficando mais próximo de Ben, enquanto esperávamos que alguém abrisse a porta. – Nós vamos nos ver em breve e...
Antes que eu conseguisse terminar, a porta foi aberta e som estridente e nada agradável da voz de Victoria me fez ficar de ficar.
– Edward... – Ela tentou cantarolar, se apoiando no batente da porta e balançando o copo que tinha em mãos. – Você demorou querido.
Permiti que meus olhos a fitassem e desejei poder agarrá-la pelos ombros e sacudi-la até que minhas forças acabassem.
– Você não acha que está cedo demais para já estar bebendo... – Sussurrei, apenas porque Ben continuava parado ao meu lado, sua mão segurando firmemente a minha, — E para estar vestida como uma...
– Você gostou? – Ela sorriu para mim e, testando a minha paciência, girou, me fazendo ver o que ela vestia, Ou talvez eu deva dizer o que ela não vestia, já que não tinha muito do seu corpo coberto.
– O que eu gostaria de verdade... – Comecei após respirar fundo. – É que você parasse de fazer essas cenas na frente do seu próprio filho.
Ela nem mesmo desviou o olhar.
– Ahh, por favor, não seja tão puritano, Edward... – Sua mão subiu por meu braço, e eu a afastei o quanto antes. – É melhor que ele vá se acostumando... Ele vai ver muito mais do que isso, quando você, finalmente, vier para mim.
A segurança com que ela falava chegasse a me deixar enojado.
– Isso nunca vai acontecer. – Garanti, e tentando me livrar dela, trouxe Ben até os meus braços e, mesmo sem esperar por um convite, segui em direção a escada que me levaria ao quarto dele.
– Onde você pensa que vai, querido? – Victoria se colocou a minha frente e a forma como ela aproximou o seu rosto do meu, me deixou saber que ela já tinha bebido mais do que deveria. – Você não precisa carregá-lo para cima e para baixo, Eu pago uma babá para fazer isso...
Deslizei minha mão pelas costas de Ben, tentando manter a calma.
– Você deveria tentar passar mais tempo com ele... Ia te fazer bem.
Pela primeira vez, desde que chegamos, Victoria olhou na direção de Ben. Ele lhe deu um grande sorriso e ela simplesmente voltou a desviar o olhar.
– Olha mamãe! – Ele gritou, levando a pelúcia até o rosto dela, tentando, de alguma forma, conseguir a sua atenção.
– Você não acha que é um pouco estranho vê-lo brincando com um ursinho de pelúcia? Ele é um menino, Edward!
Era simplesmente de cortar o coração ver a forma como ela o ignorava, como se o fato de ele estar ali, na frente dela, tentando conseguir com que ela ao menos o enxergasse não significasse nada.
Quando percebeu que a mãe não iria lhe dar atenção, Ben encostou sua cabeça em meu ombro.
– Eu quero brincar com a Bella. – Foi inocente e espontâneo, mas foi o suficiente para desencadear a fúria de Victoria.
Eu dei um passo atrás e envolvi meus braços em volta de Ben, quando vi a forma com que ela o olhou.
– Um fim de semana... – Ela começou a gritar. – E eu já tenho que aturar isso!
– Fale baixo. – Pedi. – Você vai assustar...
– Eu não me importo! – Ela voltou a gritar e se aproximou de nós, tentando tirar Ben do meu colo, o que só fez com que ele começasse a chorar. – O que eu te disse antes de ir? – Ela continuou, agora fazendo com que Ben a olhasse.
– Solte ele! – Sibilei, me afastando. – Você vai machucá-lo.
– Você acha que pode vir até aqui e então, o comprar com um ursinho novo? – Ela arrancou a pelúcia das mãos de Ben. – Fingir que é um ótimo pai? Tentar fazer com ela tome o meu lugar?
– Me dá! – Ben gritou, balançando as mãos na direção dela, implorando para que ela devolvesse o seu brinquedo.
– Victoria! – Antes que eu percebesse estava gritando tanto quanto ela. – Devolva o brinquedo dele e o deixe em paz.
– Você deu isso a ele? Ou foi ela? – Ela continuou, agora balançando a pelúcia em minha direção.
– Eu dei! – Respondi, porque sabia que a cena seria muito pior se a deixasse descobrir que era um presente de Bella. – Porque é seu desenho predileto. Você saberia disso se, ao menos, tentasse ser uma mãe para ele.
Eu estava, realmente, começando a perder a paciência, vendo a forma como Ben gritava para ela devolvesse o seu brinquedo e ouvindo os gritos de Victoria, totalmente fora de si.
– Devolva! – Tentei abaixar o tom de voz e acalmar Ben ao mesmo tempo.
– Você quer isso? – Ela sorriu, quase docemente. – Fale para mamãe, Ben. Quem te deu isso?
– Eu já te disse que...
– Me diga Ben...
–Me dá... – Ele voltou a pedir, chorando.
– Quem te deu o ursinho?
– Me dá, mamãe.
– Pare com isso e devolva o maldito brinquedo.
– Que feio, Edward! – Victoria se aproximou e ofereceu a pelúcia a Ben, que imediatamente levantou as mãos para pegar, — Não fale assim na frente da criança... – Ela voltou a se afastar quando as pontas dos dedos dele encostaram-se à pelúcia.
– Quem te deu isso?
Eu desejei poder prender minhas mãos em volta do seu pescoço e apertar até que ela não fosse mais capaz de respirar.
– Bella deu para mim. – Ben respondeu entre soluços. – Me dá!
Eu imaginei que ela fosse continuar a gritar, mas ela simplesmente me olhou da forma mais dura possível antes de me dar as costas e caminhar até a sala, ainda com o brinquedo de Ben nas mãos.
– Está tudo bem... – Sussurrei no ouvido do meu filho, tentando acalmá-lo.
– É melhor eu levar ele para o quarto... – Jennyfer, a babá de Ben, desceu as escadas e o pegou do meu colo. – Antes que ela volte.
– Eu quero o...
Ele não conseguiu terminar o que ia dizer, apesar de eu saber bem que ele diria que queria o brinquedo, porque Victoria voltou a parar à nossa frente.
– Ursinhos são para meninas, Ben. – Ela disse, a voz soando baixa, falsamente tranqüila.
Eu cheguei a dar um passo em sua direção, disposto a tomar a pelúcia de suas mãos se fosse necessário, mas ela se afastou e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa para evitar, ela balançou um isqueiro em minha direção.
– Você precisa de fogo, Edward? – Ela sussurrou. – Um cigarro cairia bem agora?
– Não faça isso! – Tentei, ao máximo, manter a minha voz baixa.
É obvio que o meu pedido não significou nada. Victoria apenas desviou sua atenção para Ben.
– Nunca mais faça isso. – Eu sabia que as palavras eram dirigidas a mim, que o que ela queria dizer era para que eu não tentasse fazer com Ben gostasse de Bella, que ela faria tudo para impedir isso.
Se sua intenção era me despedaçar, ela conseguiu. Conseguiu no momento em que acionou o isqueiro e o levou até a pelúcia de Ben, mesmo vendo ele se debater no colo da babá, pedindo para que ela não fizesse isso.
Ainda assim, eu venci a distancia entre nós dois e tomei o brinquedo de sua mão, o balançando, tentando apagar o que ela tinha começado.
– Qual é o seu problema? – Gritei, me esquecendo que Ben continuava entre nós. Joguei a pelúcia, um pouco chamuscada, no chão e agarrei o braço de Victoria. – Ele é só uma criança!
– Ele nunca vai ser seu... – Ela parecia não se importar com o meu aperto em seu braço. – Eu não vou deixar!
– Papai!
– Jennyfer, leve ele para o quarto... – Pedi, ainda com minha mão presa ao braço de Victoria, apertando mais do que deveria.
– Isso! Tire essa criança da minha frente!
– Cale a boca! – A sacudi. – Não o trate assim.
Ela ignorou o meu olhar que claramente dizia que eu gostaria de matá-la, se pudesse, e aproximou seu corpo do meu.
– Ele é importante para você? – Ela sussurrou. – Você sabe que... pode ficar... a casa é sua... E ele pode ser seu. É só...
– Ele é meu! – Vociferei. – É meu filho! E eu vou tirá-lo daqui!
– Só daqui a 15 dias...
Me obriguei a soltá-la, antes que perdesse a razão.
– Vamos lá, Edward. – Ela continuou, esfregando levemente o braço onde eu havia apertado. – Você me dá o que eu mais quero e eu te dou o que você mais quer... É uma troca justa.
– Ben não é uma moeda de troca.
– Se eu soubesse que você ia se agarrar tão firmemente ao papel de pai, eu te teria te contado antes... – Ela sorriu, como se tudo o que acabou de acontecer não significasse nada. – Na verdade, e mesmo odiando toda essa coisa de maternidade, eu até te daria uma outra criança para brincar de casinha... É só você querer.
– Eu não quero nada que venha de você.
– Essa é só uma das muitas coisas que ela não pode te dar, não é? – Victoria continuou, ignorando o fato de que eu estava, perigosamente, perto de perder a cabeça. – Imagino que triste deve ter sido... Saber sobre o filho que eu te dei quando ela... Perdeu um.
Eu me aproximei, deixando o meu rosto tão próximo do dela que ela seria capaz de sentir minha respiração quando sibilei:
– Não use a sua boca imunda para falar da minha mulher e do meu filho...
– Você sabe, Edward... – Ela diminuiu ainda mais a distancia entre nós, deslizando seu nariz por meu rosto, me embrulhando o estomago. – Nada permanece em segredo em Hollywood. É só uma questão de tempo até que todo mundo saiba tudo o que tentamos esconder...
– O que você quer dizer com isso? – Me afastei, fitando seu rosto. – Isso é uma ameaça? Porque só alguém muito burra como você para imaginar que isso possa, realmente, ser um problema para nós... – Eu lhe dei um pequeno sorriso falso. – Isso só fortalece a verdadeira imagem da minha esposa... Ela perdeu um bebê e ainda assim, acolheu o filho que tenho com você com muito mais amor do que você dá a ele... – Coloquei as palavras para fora, desejando que Victoria acreditasse no que eu dizia, porque eu sabia, que se mais isso viesse a publico, seria demais para Bella.
– Não se preocupe... – Ela me interrompeu. – Pelo o que parece vocês tem mais segredos sujos do que eu poderia imaginar. E parece que tudo está vindo à tona sem que eu precise fazer nada... Um aborto não é nada comparado a isso, não é?
– O que você sabe sobre isso? – Fechei minhas mãos em punho, evitando que as usasse contra ela. – Como você...
– Você está falando do que aquela revista publicou? – Sua risada ecoou. – Aquilo me pegou de surpresa. Mas, me diga, estou curiosa, você não se sente incomodado em saber que ela costumava ir para a cama com o próprio irmão? Um pouco sórdido demais, não acha?
– Você não sabe nada sobre isso, não é? – Retruquei. – Não sabe nada sobre nós. Sobre quem somos.
– Eu posso não saber nada sobre isso. Mas, ainda sei de muita coisa.
– Como o que? – Respirando um pouco mais aliviado e me afastei, decido a encerrar a discussão que não nos levaria a lugar nenhum.
Tudo o que ela sabia sobre Jacob era o que tinha sido publicado. Se ela soubesse de qualquer coisa, tenho certeza, não perderia a oportunidade de jogar isso na minha cara.
Me dirigi a escada, com o intuito de verificar Ben, antes de ir embora.
– E eu vou usar tudo o que puder para impedir que você consiga a guarda, — Victoria continuou a falar. – Só tem uma forma de você ficar com ele, Edward. – Ela aumentou o tom de voz, quando percebeu que eu continuava a subir as escadas sem lhe dar mais atenção. – É ficando comigo. Você não vai ter Ben enquanto estiver com ela!
...
Ben ainda estava chorando quando eu cheguei ao seu quarto.
– Está tudo bem, filho! – O peguei no colo e tentei acalmá-lo. – Você terá outro Bob Esponja quando voltar para a casa do Papai, okay? Eu prometo!
Ele fungou e me abraçou.
– Não vai embora, Papai!
Eu o abracei mais forte.
– Vai passar rápido, okay? Quando você perceber já vai estar na hora de voltar...
Continuei com ele em meus braços, até que eu consegui fazê-lo dormir.
– Ele já jantou... – Falei, com minha voz embargada, para a babá. – E também já tomou banho... E... – Olhei para a criança nos meus braços e me senti tão impotente em saber que teria que deixá-lo aqui. – Ele não gosta que o quarto esteja todo escuro. – Desviei minha atenção para o abajur ao lado da cama, o acendendo.
– Eu sei, — Jennyfer respondeu. – Ele vai ficar bem.
– Se acontecer alguma coisa... se ele precisar de...
– Eu ligo. – Ela garantiu.
Eu o coloquei deitado na cama e o cobri.
– Não é sempre assim. – Jennyfer falou baixo. – Na maior parte do tempo ela só o ignora.
– Só o ignora? – Retruquei.
– É melhor do que aconteceu hoje. – Ela respondeu na defensiva.
– Me ligue se acontecer qualquer coisa. – Disse me dirigindo a porta, com o coração aos pedaços.
– Eu espero que você consiga a guarda. – Ela respondeu, se acomodando na poltrona e dirigindo toda a sua atenção a Ben.
– Eu também.
...
Dizer que eu cheguei em casa me sentindo horrível é pouco.
Eu gostaria que pudesse ser diferente e até mesmo, cheguei a cogitar a hipótese de levá-lo de volta para casa, mesmo sem ter permissão. Mesmo sabendo que era a pior decisão que eu poderia tomar.
Em vez disso, continuei sentando no carro, mesmo depois de o motor já estar desligado, pensando em como eu conseguiria me manter em paz durante esses 15 dias, sabendo que deixei meu filho com alguém com desestabilizado.
Liguei para meu advogado, sem me importar que era um domingo a noite. Contei-lhe o que tinha acontecido e mais uma vez o ouvir me dizer que estávamos perto de vencer.
– Você vai ter a guarda provisória, Edward. Em breve. – Ele garantiu.
– Ela não pode continuar com ele. Você não pode usar o que aconteceu hoje para apressar as coisas?
– Edward, eu já expliquei... É a sua palavra contra a dela e ela tem representado bem o papel de mãe desesperada para manter a guarda do filho.
– Ela não se importa com ele! – Retruquei me sentindo cansado. – Ela está usando ele contra mim.
– Nós não temos como provar, Edward. – Ele respondeu. – E ainda assim, estamos perto de conseguir a guarda, É só uma questão de tempo. Eu vou te manter informado.
...
Arrastei-me até o quarto desejando que pudesse simplesmente apagar o que tinha acontecido. Desejando, desesperadamente, que as coisas fossem diferente, que tivesse meu filho comigo, que eu pudesse levá-lo, mais uma vez, para dormir entre Bella e eu, que eu, nunca mais, tivesse que vê-lo chorar daquela forma.
Bella correu em minha direção e me abraçou, e eu me permiti respirar um pouco aliviado por, ao menos, poder me aconchegar em seus braços.
Ela me fez sentar em nossa cama e retirou os meus sapatos. Atenciosamente perguntou se eu queria conversar. Mas, eu não queria falar. Eu só queria esquecer. Só queria deixar de pensar nisso por alguns segundos e só conhecia uma forma de conseguir isso.
– Eu preciso de você. – Admiti e a puxei para mais perto.
Eu sempre iria precisar de Bella. Não existe um momento em que ela não seja capaz de me trazer calma, um pouco de paz e era exatamente isso que eu precisava naquele instante.
Eu precisava dos seus beijos, do seu toque. Precisava me afundar nela e pensar apenas em nós dois juntos, unidos como se fossemos um só.
E foi exatamente o que ela me deu.
Ela permitiu que eu a tocasse, mesmo sem estar sendo delicado, muito provavelmente deixando marcas no processo; permitiu que eu unisse meu corpo ao dela, que me movimentasse, com fome, sobre ela, sempre sussurrando que me amava e que estaria sempre comigo.
Escondi meu rosto no vão de seu pescoço, com medo que ela fosse capaz de ver em meus olhos o quanto eu estava quebrado, mas a forma como ela afundava suas unhas em minha pele e gemia para mim, me obrigou a voltar meu olhar para seu rosto.
Ela estava gloriosa. Tão linda como sempre. Corada, com os olhos fechados, entregue ao que eu lhe dava.
Diga o meu nome. – Pedi, ciente de que ela estava perto de se render ao que eu queria lhe dar, que só mais um pouco e ele estaria ofegante e tremula em meus braços. – Olhe para mim e diga o meu nome.
Ela se esforçou em me dar tudo o que eu desejava. Olhou-me tão intensamente que eu me perdi na profundidade do seu olhar. E no momento em que ela sussurrou meu nome, com devoção, eu senti meu coração inflar.
– Mais alto. Mais alto, Bella! – Implorei, e mais uma vez ela fez o que eu pedi.
Ela gritou o meu nome, uma vez atrás da outra, enquanto seus músculos me prendiam dentro dela. Gritou meu nome, tão alto que eu tinha certeza que ficaria gravado em minha mente para sempre e ainda assim, era doce, repleto de amor. Exatamente como tudo nela.
Eu sorri para ela, porque sob mim, estava a única pessoa no mundo capaz de me deixar inteiro novamente, a única mulher capaz, de apenas com a sua voz, com o seu toque, me acalmar, me trazer de volta.
– Eu te amo! – Lutei para conseguir dizer, após deixar a nuvem de um orgasmo intenso.
Girei-nos na cama, a trazendo para perto de mim. Bella apoiou sua cabeça em meu peito e sussurrou:
– Eu também te amo!
Notas finais
Muito obrigada por todos o companheirismo durante o ano todo.
Chegamos a última atualização do ano... Mas, muito mais virá em 2012, não só de Stars, mas em todas as outras fics, as que já estão no ar e as minha novas promessas e queridinhas: The Lion (alguém aí, além de mim, gosta de MMA, UFC, lutadores saradores e tal?) e The Dark Defender... e quem sabe, para aquelas que ainda me pedem, eu não volte a postar A Primeira Dama do Crime (que tem outro nome agora... in english, babe!)
Bom, eu desejo a todas, um ano novo esplêndido, repleto de felicidade.
Espero encontrá-las, novamente, no ano que virá.
FELIZ ANO NOVO!!!!!
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