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7 Capítulo 5 - Vida nova, velhos conflitos
Notas iniciais
CAPÍTULO 05 – VIDA NOVA, VELHOS CONFLITOS
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Edward Cullen
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Eu poderia afirmar que estava sonhando acordado nesse momento.
Bella estava dormindo ao meu lado, com sua cabeça repousando levemente em meu ombro e uma das suas pernas agarrada a minha. Ela mantinha uma expressão tranquila e eu podia ver alguns pequenos sorrisos, durante seu sono. Isso me deixou feliz e até mesmo aliviado.
Eu confesso que tinha um lado da minha consciência gritando que eu veria o meu anjo ter um sono conturbado e cheio de pesadelos essa noite, assim como nas primeiras noites em que dormimos no meu quarto, há mais de um mês atrás, e por isso me forcei a permanecer acordado velando o seu sono.
- Edward... – Bella sussurrou baixinho.
Acariciei levemente sua bochecha, enquanto mantinha um sorriso besta no meu rosto, por notar que ela ainda estava dormindo e possivelmente sonhando comigo, o mesmo sorriso idiota que me manteve acordado na noite antes que tivesse que ir até Nova York e deixar Bella aqui sozinha.
Eu me deixei perder na perfeição do nosso primeiro momento junto.
Bella estava ainda mais perfeita do que eu imaginei. Não que eu estivesse preocupado em não gostar, quando esse momento chegasse. Eu tinha total certeza que eu amaria de qualquer forma. Mas a forma como ela se entregou a mim, tão segura do que queria e ao mesmo tempo tão frágil, mesmo que negasse isso veementemente, deixou-me completamente desarmado e mais entregue do que eu imaginei que estaria.
Quando eu disse a Jasper e Emmet que eu não tinha essa intenção quando pensei que propor Bella em casamento, eu estava sendo sincero. Para ser ainda mais sincero, eu tinha medo desse momento, provavelmente mais medo do que a própria Bella. Porque eu não sabia como conduzir a situação, como deixar ela a vontade, ou ainda como eu reagiria se ela tivesse uma crise de pânico na hora... e mesmo depois de entender as claras intenções dela, por trás da surpresa armada com Alice, eu ainda pretendia reverter a situação e apenas fazer o meu pedido.
Bella se mexeu um pouco, colocando seu corpo de lado ao meu, suavemente puxei meu braço de volta, para não incomodá-la. Soltei o relógio do meu pulso e encarei feliz as palavras gravadas na parte de trás.
"I give you my heart, in friendship, Love and loyalty."
As palavras que me desarmaram completamente.
Como eu poderia pensar em resistir a Bella, quando ela me entregava seu coração?
Eu decidi naquele momento, que se era isso que ela queria, era isso que eu daria ela.
Ainda sim, eu tentei ser o mais gentil possível, mas depois de um tempo foi impossível não me entregar por completo ao ouvir os seus gemidos e sussurros.
Mas assim que ela adormeceu eu entrei em pânico. E se ela não tivesse gostado? E se de alguma forma, isso trouxesse a ela aquelas malditas lembranças?
Notei Bella se encolher um pouco e sua testa se franzir. Entrei em desespero na mesma hora, imaginando que seus sonhos tranquilos estivessem dando lugar aos seus pesadelos. Instintivamente a abracei apertado, tentando de alguma forma manter todos os seus medos afastados, imediatamente ela relaxou, e então passado o pânico eu apenas deduzi que talvez ela estivesse com frio.
Estiquei-me em direção as nossas roupas que ainda estavam no chão e apanhei a minha blusa.
Deslizei delicadamente minha mão pela lateral do seu corpo nu. Linda!
Minha Bella.
Ela logo seria a minha Bella, minha esposa. Esse pensamento me fez o homem mais feliz do mundo.
Com cuidado passei a blusa por seus braços delicados e abotoei os primeiros botões, fazendo o possível para não acordá-la, acariciei um pouco os seus cabelos antes de me levantar.
Vesti novamente minha calça e enquanto Bella dormia, decidi dá uma olhada completa no presente que eu entregaria para ela assim que ela acordasse.
Caminhei até a sala ao lado, aonde tinha deixado minha pequena mala, e apanhei os chaveiros que eu tinha providenciado.
Depois de uma volta rápida pela casa, voltei satisfeito até onde Bella estava.
Realmente é uma belíssima casa. Talvez Bella a ache um pouco exagerada demais. Mas eu quero que ela tenha apenas o melhor, e é isso que ela terá.
Deitei ao lado dela novamente. O sol já iluminava toda a sala e seus cabelos vermelhos estavam me hipnotizando. Eu a abracei e fiquei admirado quando vi pequenos flashs de luz na sua mão esquerda. Os raios de sol que entravam pelas janelas e batiam em seu anel, faziam com que pequenos brilhos aparecessem. Sorri pra isso. O meu anel. O meu coração que agora mais do que nunca pertencia a Bella.
Comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço, sentindo o cheiro delicioso de morangos em seu cabelo.
Bella esboçou um sorriso presunçoso e eu percebi que ela estava acordada. Ela piscou algumas vezes, provavelmente tentando se acostumar com a claridade do lugar.
Na hora em que ela vasculhou toda a sala atentamente e encontrou as grandes janelas, vi todo o seu corpo encolher e seu rosto corar imediatamente.
Dei mais um beijo em seu pescoço, tentando mantê-la relaxada, mas fui incapaz de conter um sorriso. Bella apesar de tudo pelo o que tinha passado, ainda era tão inocente e tímida, e eu espero que ela nunca perca isso.
- Insulfilm, meu amor. Ninguém pode nos ver aqui – garanti antes que ela saísse correndo tentando se esconder.
Quando ela relaxou, voltou a percorrer o olhar por todo o ambiente.
Eu gostaria de decifrar o que ela estava pensando agora. Mas só tinha uma forma de fazer isso.
Levei minha mão até o bolso da calça e tirei os chaveiros.
- Então, gostou da sua nova casa, futura Senhora Cullen? – Perguntei num misto de alegria e apreensão.
Bella saltou do meu lado e me encarou confusa. Ofereci os dois chaveiros a ela, mantendo o meu sorriso no rosto, tentando manter toda a situação sobre controle, quando ela realmente entendesse o que eu estava fazendo.
Ela estendeu a mão receosa e pegou os chaveiros.
A visão de Bella na minha frente, com seus cabelos embolados e seu rosto ligeiramente corado enquanto ela vestia apenas a minha camisa, estava me deixando louco.
Desviei meu olhar do seu corpo e lentamente me levantei parando ao seu lado.
Passei um braço em volta da sua cintura e encostei meu queixo em sua cabeça.
- Esse é seu... – coloquei um dedo em cima do coração um pouco maior que tinha uma abertura no centro –... e esse é o meu. – deslizei o dedo sobre o outro coração que se encaixaria no dela.
Bella sorriu abertamente ao ver que os dois corações se encaixavam perfeitamente.
Em seguida ela arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços me fitando, claramente esperando uma explicação.
Limpei a garganta, tentando achar as palavras certas.
- Hum... o que acha? Quero dizer, eu escolhi essa, mas você ainda pode dá uma olhada nas outras e... – Talvez ela não tivesse gostado.
- Eu não estou entendendo Edward – ela me interrompeu.
-... Eu fiquei em duvida entre outras duas, das cinco que Emmet e Jasper selecionaram, e eu ainda tenho todas as fotos no meu e-mail, então nós ainda podemos escolher outra.
- Emmet e Jasper? Outras cinco?
- Edward, você não está me dizendo que comprou essa casa pra mim não é? — Ela perguntou e sua voz parecia furiosa.
Bella Swan.
Eu realmente me recusava a acreditar que ele estava me dizendo que tinha comprado essa casa, muito menos que ele tinha comprado essa casa para mim.
É claro que eu tinha gostado da casa, quem não gostaria? Luxuosa demais pro meu gosto, é claro. Mas eu não esperaria nada diferente vindo de Edward.
O problema é que eu tinha acabado de dar a ele, um relógio simples e bem barato se comparado com o anel que eu estava usando agora, que apesar de toda a minha falta de conhecimento sobre jóias, eu poderia jurar que tinha no mínimo uma pedra preciosa ali. E ele estava me dando uma casa? Não uma casa qualquer, mas pelo o pouco que eu conseguia ver, uma mansão, que deve ter custado milhões. Como eu poderia retribuir algo assim?
- Pra nós. – ele respondeu parecendo triste com a minha reação.
Eu bufei. "Pra nós" significava que ele realmente tinha comprado pra mim.
Imediatamente eu me senti frustrada. Eu não tinha nada a oferecer a Edward. E definitivamente, eu estava me sentindo ainda mais inferior do que eu já tinha consciência que era.
E mesmo lutando pra bloquear qualquer outro pensamento que não fosse apenas o fato de ser um presente desnecessário e caro demais, eu me senti beirando um abismo.
- Eu não posso aceitar. – falei colocando os chaveiros de volta na mão dele e escondendo meu rosto com meu cabelo, pra que ele não visse as minhas lagrimas de frustração.
- Eu devia ter perguntado o que você achava antes, me desculpe – ele pediu segurando o meu braço, mas eu conhecia muito bem esse tom de voz. Ele estava decepcionado. Eu me odiei por sermos tão diferentes, eu nem se quer podia aceitar um presente do meu futuro marido, sem ter medo que ele me achasse interesseira como todas as outras mulheres que passaram pela sua vida. Ou ainda, sem ter medo da minha própria reação.
- Não! – eu respondi – Você devia ter alguém como você ao seu lado.
Soltei o meu braço e me abaixei pegando o meu vestido e lingerie que estavam espalhados pelo chão. Sentindo meu rosto sendo inundado pelas lagrimas.
Como eu poderia me casar com Edward assim?
- Tudo bem, eu posso entregar a casa hoje mesmo, se é o que você quer...
- Como nós vamos lidar com isso Edward... – eu comecei ainda sem olhar pra ele -... quando eu já estou morando no seu apartamento, sem que você permita que eu ajude pelo menos nas despesas? E isso já é mais do que eu posso aceitar... – me virei em sua direção e encontrei o seu olhar triste. Eu me odiei mais um pouco por isso.
- Vê? Como eu posso aceitar uma casa como essa quando eu não tenho nada a te oferecer?
Edward abriu a boca e estava prestes a dizer algo.
- Eu não quero que pense que eu estou com você apenas pelo o que você é, ou o que você tem – completei com um fio de voz.
Ele andou até mim.
- Absurda! Você é completamente absurda! – Ele falou colocando uma mecha do meu cabelo atrás de uma das minhas orelhas, mas sua voz estava seria e aborrecida.
- Você já me deu tudo o que eu preciso Bella...
Eu o olhei cética.
- Você me deu seu coração e todo o seu amor, e me devolveu a vida de verdade e me deixou te tocar, quando eu sei o quanto isso foi difícil pra você, porque eu não posso te dar uma casa, quando você aceitou ser minha esposa?
Sim, eu tinha entregue meu coração a Edward e eu deixei ele me tocar, e foi ainda melhor do que eu imaginava. E nem por um momento eu pensei em desistir, eu não me sentia sufocada e amedrontada quando ele estava por cima de mim. Mas eu me sentia assim agora. Era como se todos os gritos que eu consegui reprimir durante tanto tempo, estivessem prestes a se libertar.
Um lado da minha mente gritava que ele tinha razão, mas um lado mais forte vagou pras malditas lembranças dos meus dezesseis anos, quando tudo começou a dar errado, justamente por aceitar um maldito presente.
- Eu não estou à venda! – exasperei enquanto me encolhia no chão, abraçando os meus joelhos.
Eu ainda tinha consciência de que Edward estava li e que as minhas palavras não eram pra ele. Mas eu só conseguia enxergar flashes.
Eu estava feliz. Dezesseis anos...
Jasper e Eu tínhamos planejado ir até Port Angeles com Alice e Rose, e eu nem me importaria em servir de Barbie hoje, eu só queria um tempo com os meus amigos.
Eu desci as escadas correndo e sorrindo. Cheguei até a sala e encontrei Jasper jogado no sofá conversando tranquilamente com Jacob, eles eram melhores amigos e eu sempre tive um carinho grande por ele.
- Hey Bells, feliz aniversário! – ele falou me abraçando apertado e com um sorriso lindo.
- Ahh Jake, obrigada... – agradeci sincera — ...Nós vamos até Port Angeles, não quer vir conosco?
- Claro... mas antes venha receber o seu presente... – ele falou me puxando em direção a porta.
Do lado de fora, estava Charlie e Renée e eles mantinham um sorriso vitorioso nos lábios, Jasper nos seguiu animado.
Eu congelei quando encontrei uma Chevy vermelha, linda.
- Jake? – eu chamei incrédula.
- Hum... o que acha? – ele começou me estendeu a mão, oferecendo um chaveiro com um lindo lobo — ...eu escolhi esse, mas você ainda pode dar uma olhada nos outros.
Encolhi-me mais um pouco, agarrando meus cabelos e me balançando pra frente e pra trás. As mesmas palavras ecoando na minha cabeça. Senti braços me envolver e me afastei receosa.
- Ahh Jacob, é linda! Eu não sei o que dizer, não precisava – eu disse abraçando apertado o meu amigo.
- Precisava sim, agora vamos dar uma volta no seu carro, eu quero uma carona.
Eu não consegui conter o meu entusiasmo. Jacob sempre soube da minha preferência por caminhonetes e certamente Jasper deve ter comentado com ele, sobre como eu fiquei encantada com uma Chevy, quando fomos até Port Angeles algumas semanas antes.
- Como eu posso agradecer Jake? – eu perguntei pulando em cima dele, com um grande sorriso idiota nos lábios.
Jacob levou suas mãos até a minha cintura e colou nossos lábios suavemente.
Era o meu primeiro beijo, e eu não sabia se devia permitir ou não, mas eu simplesmente retribui e esse foi o meu primeiro grande erro, que me levou a tudo o que aconteceu depois.
- Não Jacob, Não! – eu me ouvi gritar
Edward Cullen
Eu levei um tempo pra entender o que estava acontecendo bem na minha frente.
O ataque de pânico, que eu temia que Bella tivesse quando eu a tocasse, ela estava tendo agora, mas por causa da casa? Não fazia sentido pra mim.
Ela se encolheu e abraçou os joelhos. Eu a abracei tentando afastar seja lá o que tivesse perturbando ela.
Quando ela começou agarrar os seus cabelos e se balançar pra frente e para trás, eu entrei em desespero.
Durante todo o tempo em que Bella esteve ao meu lado desde que chegou em Los Angeles, eu nunca tinha presenciado uma reação assim. Nem mesmo quando tentei fazer com que ela me contasse o que tinha acontecido em Forks, logo que nos conhecemos e Emmet me disse que ela sempre agiu normalmente todas as vezes que alguém tocava nesse assunto, e Jasper se orgulhava disso. Bella era forte.
Eu não sabia o que estava acontecendo e eu só conseguia chegar a uma conclusão: era minha culpa.
- Meu amor, me desculpa ta tudo bem... não tem mais casa nenhuma Bella – eu repetia frases sem sentido no seu ouvido, mas ela parecia não ouvir.
- Não Jacob, Não! – eu ouvi ela gritar.
O ódio me consumiu mais uma vez. Era uma maldita lembrança. Nesse momento eu só queria quebrar a cara do infeliz do Black.
- Shii Bella, eu não sei o que você está lembrando mais não é a mesma coisa... – eu repeti inúmeras vezes no seu ouvido até que ela começou a se acalmar e parar de se balançar.
Eu a trouxe pro meu colo e voltei a repetir as mesmas palavras. Ela soltou um soluço e colocou os braços em volta do meu pescoço.
- Eu sei... me desculpe – Bella pediu baixinho no meu ouvido.
- Shii, tudo bem meu amor, eu vou entregar a casa hoje mesmo. Por favor, só se acalme...
- Eu... eu sei que... sei que não é a mesma coisa... eu só... só não posso fazer tudo errado novamente – ela gaguejou me abraçando apertado.
Eu não sabia sobre o que ela estava falando de fato, mas eu sabia que ela estava se culpando mais uma vez. Eu queria gritar com ela e dizer que eu não toleraria que ela continuasse com isso, mas eu não podia. Eu tinha que mostrar a ela, que não era culpa dela.
Ela deitou a cabeça no meu ombro e levou uma das mãos ao meu cabelo.
- Não era uma casa... era uma Chevy... eu achei bonita e... e.. e eu aceitei... me desculpe – ela disse ainda com voz de choro.
Eu deixei as minhas próprias lágrimas escorrerem.
Bella estava com medo. Medo de aceitar a casa e que eu no fim, fizesse o mesmo que ele fez a ela.
- Eu sei que você não é ele. Desculpe-me meu amor, me desculpe, por favor...
Eu peguei seu rosto e levantei em direção ao meu, olhando bem em seus olhos.
- Eu não sou ele Bella... – Eu sei que ela sabe disso, mas eu precisava dizer – Eu não estou tentando te comprar, eu nunca faria o mesmo que ele, por favor, confie em mim. – eu pedi desesperado.
- Eu confio, eu juro que eu confio...
- É só uma casa Bella, mas se você não se sente confortável com ela, nós devolvemos. Não é nada mais do que um presente, sem segundas intenções – fiz questão de garantir.
Ela balançou a cabeça concordando e desviou o olhar.
- Sem segundas intenções? – ela perguntou baixinho.
- Sem segundas intenções. – Respondi prontamente.
- Não vai querer morar aqui então? – ela perguntou olhando pro colo.
Eu não respondi. O que estava acontecendo agora?
Essa era a reação que eu estava esperando de inicio, mas depois de do que aconteceu, isso só estava me deixando mais nervoso.
Ela olhou pra mim e eu vi o quanto ela estava triste.
- Não se você não quiser. – eu respondi cauteloso.
Bella corou e desviou o olhar novamente.
- Eu estraguei tudo, me desculpe!
E então, eu entendi. Ela estava tentando me confortar, mais uma vez.
- É realmente extravagante, mas muito bonita...
Eu deixei escapar um sorriso. Exatamente o que eu sabia que ela diria.
- Você não estragou nada. Você foi perfeita!– falei sabendo que ela se referia a nossa noite quando disse que tinha estragado tudo. E essa era uma mentira tão grande. Nada estragaria o momento que nós tivemos, e eu queria que ela soubesse disso. — Nós podemos achar algo que te agrade mais ou ficamos no apartamento mesmo. – falei sinceramente e convencido que essa casa foi uma péssima idéia.
Na verdade não importa o lugar desde que ela esteja comigo.
Bella Swan
Eu mantive minha cabeça no vão do pescoço de Edward, porque eu simplesmente não conseguia olhar em seus olhos e ver a tristeza que eu tinha causado a ele.
Eu tinha estragado a nossa noite. Como sempre eu estava estragando tudo.
Permanecemos em silencio por algum tempo. Eu aproveitei pra pensar em tudo o que eu já tinha vivido até aqui, desde o primeiro dia em que sai de Forks.
Depois que finalmente eu consegui convencer Jasper de não ir até lá. Eu nunca mais me permiti chorar ou lamentar nada. Não na frente de ninguém. Nunca, nem por um momento, eu quis que alguém me consolasse ou sentisse pena de mim.
Eu tentei me convencer de que era por isso que eu tive essa reação idiota e acabei estragando o melhor momento que eu já tive na vida.
Mas a verdade é que eu estava apenas sendo egoísta, como sempre.
Tão egoísta quanto no dia em que eu proibi meus amigos de comentarem qualquer coisa sobre Forks, com a desculpa de que eu não queria que eles ficassem pensando sobre isso o tempo todo. Mas a verdade é que eu não queria ficar pensando nisso o tempo todo.
Tão egoísta quanto no dia em que eu ignorei a tristeza de Alice e Jasper e me mudei pra um apartamento alugado, com desculpa idiota que eles precisavam de privacidade. Mas na verdade, eu precisava de privacidade para ter meus malditos pesadelos e ataques sem que ninguém visse e se preocupasse.
Exatamente como eu estava sendo egoísta agora. Impedindo que Edward tivesse a casa que ele queria ter, usando a desculpa infeliz que eu não poderia retribuir esse presente, ou tendo uma maldita crise histérica. Quando na verdade, eu estava apenas tentando fugir de todos os meus medos, mais uma vez.
- Vamos meu anjo... – Edward disse nos levantando.
Olhei pra ele e eu ainda podia ver a tristeza e a decepção em seu rosto.
Eu não seria egoísta com Edward também. Ele é mais importante do que qualquer medo idiota.
- Não vai me mostrar a casa? – eu perguntei tentando soar confiante e me chutei mentalmente quando minha voz falhou.
Ele ignorou o que eu disse e caminhou até as nossas roupas.
Eu respirei fundo.
- Edward... – chamei decidida.
Ele voltou o seu corpo na minha direção, mas ainda sem me olhar.
- Me desculpe... – pedi mais uma vez sincera.
Ele finalmente me olhou.
- Eu quero conhecer a casa agora... – fiquei um pouco surpresa pela confiança na minha voz.
- Não precisa fazer isso Bella. Eu já disse podemos continuar no mesmo apartamento...
- Não, não podemos... – minha voz saiu mais alta e agoniada do que eu pretendia.
Edward me olhou cauteloso. Eu me obriguei a me acalmar, antes que ele chegasse à conclusão que eu estava tendo um novo ataque.
- Ainda é o meu presente, não é? – perguntei calmamente.
Ele caminhou de volta ao meu lado e me abraçou.
- Eu realmente quero fazer dar certo Edward. – falei em seu ouvido.
Eu precisava fazer com nossa historia desse certo. Eu não me permitiria estragar tudo agora.
- Ainda vai dar certo, meu amor, mesmo em outra casa – ele respondeu calmamente.
Eu o abracei apertado sabendo que ele estava fazendo o seu melhor pra me deixar confortável e sem receios.
- Eu quero...
Ele sorriu pra mim e negou com a cabeça.
- Eu quero! – repeti tentando fazer com que ele acreditasse.
Edward só me abraçou mais apertado.
Eu fechei meus olhos e por um minuto eu me deixei imaginar como seria a nossa vida ali naquela casa. E tudo na minha fantasia parecia tão bom e feliz. Por que eu tinha estragado tudo?
- Eu realmente quero, por favor... – falei contra o peito dele já sentindo minhas lagrimas querendo voltar.
Alguma coisa no meu tom de voz fez Edward me soltar e me olhar com um pequeno sorriso cauteloso nos lábios.
- Você realmente quer? Não precisa fazer isso só por mim...
Eu pensei por segundo, e eu realmente queria. Não aquela casa em especial, mas eu queria a minha felicidade ao lado de Edward. E talvez essa casa nos traga isso. Por que não tentar? Eu precisava pelo menos tentar.
- Eu quero, eu quero – repeti convencida.
Edward me deu meu sorriso torto predileto e eu sorri pra ele em resposta.
Talvez eu ainda pudesse salvar o dia.
...
Nós já estávamos a caminho do apartamento de Edward, dividindo o mesmo taxi. Eu insisti em passar num mercado próximo do prédio, porque pensei em fazer algo para o jantar, na tentativa de realmente salvar o nosso dia.
Eu desci do taxi sorrindo enquanto Edward seguiu até em casa, depois de eu explicar que não queria paparazzi me fotografando no mercado e que isso provavelmente aconteceria se Edward Cullen estivesse ao meu lado, fazendo compras no meio da tarde.
Assim, que entrei no mercado, me arrependi dessa decisão. O vestido e o salto alto que eu estava usando, combinado com anel no meu dedo, só fez chamar a atenção.
Caminhei de cabeça baixa empurrando o carrinho, até a sessão de frios.
Rapidamente peguei os tipos de queijo eu lembrava que seria necessário pra preparar o fondue. Em seguida fui à sessão de doces e peguei chocolate ao leite e meio amargo para o fondue de chocolate.
Antes de me dirigir ao caixa peguei algumas frutas.
Em menos de trinta minutos eu já estava em casa e tentando ao máximo tirar o rubor que tomou conta do meu rosto, com todas aquelas pessoas me olhando.
Deixei os pacotes na cozinha e caminhei até o quarto a procura de Edward.
Ele estava lá, deitado na cama, dormindo tranquilamente, vestindo apenas a sua boxer preta. Eu tive que reprimir a vontade de acordá-lo com beijos nada castos e decidi me concentrar em preparar o jantar.
Tomei um banho rápido e novamente vesti a camisa de Edward que estava jogada no chão.
Eu não poderia negar que é confortável e ainda posso sentir o cheiro dele em mim. É apenas unir o útil ao agradável.
Concentrei-me em fazer o jantar, cantarolando alguma musica.
Depois de algumas horas eu já tinha tudo pronto e estava realmente cheirando bem.
Pensei por alguns minutos em arrumar a mesa, mas decidi que podíamos comer no quarto.
Voltei ao quarto e Edward ainda dormia tranquilamente.
Arrumei com cuidado, os dois foundes em cima de uma mesa ao lado da cama. Tentando ser cuidadosa o suficiente para não me queimar, o que seria bem típico de mim, e ao mesmo tempo não acordar Edward. Não ainda.
Quando achei que estava bom. Fui até a sala e caminhei em direção ao pequeno bar que Edward mantinha ali... dificilmente eu o vi usar esse espaço do apartamento, mas ainda sim, era repleto dos mais vários tipos de bebida. Fiquei feliz em encontrar um belo vinho do porto.
Ajeitei a garrafa de vinho e duas taças ao lado do fondue e me aconcheguei ao lado de Edward suavemente.
Assim, como ele fez mais cedo, distribui beijos por seu pescoço e deslizei minha mão por seu cabelo.
- Hum... eu poderia acordar assim sempre... – ele falou ainda de olhos fechados.
Eu posso garantir que adoraria acordá-lo assim, sempre.
- Então Sr. Preguiçoso, que tal um belo jantar?
Edward me abraçou e nos rodou na cama, se colocando por cima de mim.
- E qual seria o cardápio? – ele perguntou me fitando.
Eu responderia prontamente, se ele não estivesse tentando me desconcentrar com seus beijos no lóbulo da minha orelha.
- Fondue... – eu respondi depois de um longo tempo, tentando manter minha respiração tranquila e meu raciocínio coerente.
- Eu posso pensar em algo melhor...
Eu sorri vitoriosa. Eu salvaria a noite, pelo menos.
- Minha comida é tão ruim assim? – fingi o meu melhor tom de desapontamento.
- Fondue? Parece ótimo! – ele falou se sentando na cama e desviando o olhar.
Não consegui reprimir um sorriso.
Colei meu peito em suas costas e levei minha boca até o se ouvido enquanto espalmei seu peito com uma de minhas mãos.
- 4 queijos parece bom pra você? – perguntei em um sussurro.
Edward estremeceu.
- Ou talvez apenas a sobremesa? – falei agora no outro ouvido e por fim me permitir mordiscar sua orelha, como ele tinha feito comigo.
- Bella...
- Mas seria um desperdício tão grande ignorar toda essa delicia... – me afastei engatinhando pela cama em direção a mesa ao lado e apontando para o nosso jantar.
O olhar de Edward estava preso em minhas pernas e então eu percebi que vestia sua camisa, e a minha posição certamente não estava ajudando muito com a tarefa de apenas jantar.
Sentei-me comportadamente, tentando esconder o rubor que queimava minha bochecha.
- Você realmente fica muito sexy, vestindo apenas a minha camisa – ele falou passando um dedo pela minha bochecha e com sorriso lindo nos lábios.
- Eu não estou vestindo apenas a sua camisa – retruquei fazendo um biquinho.
Edward gargalhou.
- Eu sei... e merda Bella, azul?
Oww. Talvez meu rosto agora estive em algum tom de azul também.
Limpei minha garganta.
- Abre o vinho?
- Acho melhor me vestir primeiro... – ele falou se levantando da cama e caminhando em direção ao closet.
- Onde estão todas as suas coisas?
Edward perguntou, voltando a cama, agora vestindo uma camiseta e uma bermuda.
Eu pensei por um minuto que talvez devesse vestir alguma coisa também, mas considerando meus planos para salvar a noite, isso seria desnecessário.
- Eu estive bem ocupada nas ultimas semanas, então ainda não voltei ao meu apartamento, tudo o que tenho aqui, são as coisas que Alice trouxe... – respondi sincera.
Eu realmente estive ocupada e cansada demais, pelo menos durante as primeiras 3 semanas... mas eu poderia ter arranjado a mudança nos últimos dias, se eu não estivesse receosa em voltar ao meu apartamento sem alguma companhia.
É claro, que isso, é apenas consequência de todos os avisos idiotas e super protetores de Jasper, que fez questão de me dizer todos os dias, que não era pra ir até lá sozinha. E como eu não queria me sentir dependente de ninguém, eu decide por não voltar lá, até que Edward estivesse de volta. Eu poderia pedir a ele pra ir comigo...
- E agora, eu vou estar ocupada decorando aquela casa imensa... – eu completei na esperança de arrancar algum sorriso de Edward, que não parecia muito satisfeito com a minha primeira resposta.
Deu certo. Ele sorriu pra mim...
- Você ainda pode contratar alguma decoradora. – ele deu de ombros, como se não se importasse.
Revirei olhos. Sabendo muito bem o que ele de fato queria.
- Edward, essa casa é imensa! Não precisamos de tantos cômodos...
- Sabe o que seria maravilhoso? Se você decorasse todos eles, a sua maneira...
Sorri pra lembrança dos olhos verdes de Edward brilhando quando me disse isso essa tarde.
- Edward? – eu chamei e ele me olhou enquanto abria a garrafa de vinho. -... será que você poderia ir até lá comigo... quero dizer, eu realmente vou precisar de mais algumas coisas agora... – pedi fitando o colchão.
O colchão ao meu lado afundou e vi Edward estender a mão com uma taça cheia pra mim. Peguei a taça ainda sem levantar o olhar.
- No seu apartamento? – eu podia sentir o receio na voz dele.
Então, eu senti quando ele sorriu discretamente, provavelmente entendendo o que eu não estava disposta a explicar mais claramente.
- Claro! Quando você quiser... – ele garantiu animado e eu olhei pra ele finalmente. O meu sorriso torto predileto estava lá novamente.
Começamos a comer, conversando animadamente. Edward me contou como foi o processo de filmagem em Nova York e reclamou aborrecido por ter que refazer algumas cenas na ultima semana.
É claro que toda a nossa paz e privacidade não durou muito tempo.
O meu celular e o de Edward começou a tocar insistentemente antes mesmo de começarmos a comer o fondue de chocolate.
Ignoramos os toques por algum tempo. Até que eu me irritei e resolvi atender sabendo muito bem quem seria.
Peguei meu celular que ainda estava dentro da bolsa e o de Edward jogado em cima do sofá. Revirei os olhos pros nomes piscando nos visores.
Alice e Emmet.
Joguei o celular pra Edward e atendi finalmente o meu.
- Eu não vou te contar nada... – falei assim que levei o telefone até a minha orelha.
- Ahh Bella, isso não é justo! – Alice reclamou do outro lado.
Eu revirei os olhos.
- Emmet, por favor, não seja tão indiscreto... – ouvi Edward responder ao telefone.
Pelo menos ele também teria que lidar uma versão fofoqueira de Alice.
- Eu acho que vou precisar da sua ajuda... – falei usando a minha arma secreta. Se tinha alguma coisa capaz de desviar a atenção de Alice da minha noite de amor com Edward, essa coisa seria compras, e eu tenho certeza que ela ficaria eufórica com a ideia de me ajudar a decorar a casa nova. – Você provavelmente já sabe que Edward comprou uma casa nova... – Alice deu uma risadinha, confirmando minha afirmação — ... Ele quer que eu decore, mas eu não entendo muito dessas co..
- Você quer que eu decore pra você? – ela praticamente gritou do outro lado.
E eu fui capaz de visualizar a minha fadinha pulando animada pra minha oferta.
- Na verdade Alice, eu queria que você me ajudasse a decorar... – falei sorrindo.
- Dá no mesmo. – ela respondeu animada. – mas não tente desviar do assunto Bella... – eu bufei, minha arma secreta não tinha funcionado -... eu posso fazer o seu vestido de noiva?
Eu engasguei. Edward me olhou preocupado e eu lancei a ele um olhar questionador ao mesmo tempo em que balancei minha mão esquerda em sua direção. Ele sorriu sem graça e desviou o olhar.
- Ainda não temos uma data Alice...
- Melhor assim, isso me dá tempo...
Eu definitivamente não quero que Alice transforme meu casamento em um grande acontecimento.
- Lice, por favor, eu quero algo muito simples e nós realmente não temos...
- Nem vem Bella, um casamento não pode ser simples... – ela me interrompeu – muito menos um casamento com Edward Cullen.
- Mas esse será! – Minha voz saiu mais áspera do que eu pretendia e Edward arqueou uma sobrancelha pra mim.
- Não precisamos nos preocupar com isso agora... primeiro a casa então? – ela falou ainda animada.
Concordei e finalmente consegui desligar o telefone.
Voltei pro lado de Edward e esperei até que ele também conseguiu desligar.
Ele arqueou a sobrancelha novamente.
- Alice quer um casamento de cinema... – falei de mau humor.
- Bom, nós somos estrelas do cinema, não é de se estranhar. – ele comentou rindo.
- Você é uma estrela do cinema – apontei ainda mal humorada.
Ele revirou os olhos.
- Mas eu também não acho que um grande evento se encaixe aqui... – ele continuou ignorando o meu humor. – você sabe, eu também não gosto de toda essa exposição.
Suspirei aliviada. Eu poderia frear Alice, mas se Edward quisesse um casamento cheio de pompa eu não poderia negar.
- Você já pensou em alguma data? – perguntei sem muita animação, apenas pra dissipar o clima chato que tinha ficado.
Edward me olhou surpreso. Seus olhos brilharam. Mas depois ele desviou o olhar.
Isso estava me irritando. Ele queria dizer algo, mas estava se controlando.
- Você pode escolher...
- Sabe Edward, você também pode escolher...
- Eu tinha pensado em algo em torno de 23 de julho...
Aí está o que ele queria dizer o tempo todo.
- 23 de julho?
- Mas talvez não seja uma boa data então...
23 de julho seria daqui a quase dois meses. Eu realmente não entendo a presa.
- Eu só pensei que talvez... bom... foi o dia em... – ele tentou justificar quando eu me mantive em silencio.
- Foi o dia em que nos conhecemos, eu sei. – completei.
Eu até me sentia emocionada que Edward se lembrasse do dia exato em que nos conhecemos, mas eu ainda não conseguia entender porque ele tinha tanta pressa.
- Isso seria em menos de dois meses, não acho que eu consiga decorar a casa em tão pouco tempo. – falei remexendo o fondue de chocolate, tentando me distrair.
Edward deu de ombros mais uma vez. Eu espetei um morango no garfo e afundei no chocolate derretido.
- De qualquer forma, essa não seria uma boa data mesmo...
Eu larguei o garfo e olhei pra ele.
-... Eu nem deveria ter sugerido isso. – ele continuou e eu não gostei do tom de voz que ele estava usando. -... provavelmente esse dia não te traz boas lembranças.
Eu franzi a testa, tentando entender o raciocínio de Edward.
23 de julho foi o dia em que nos conhecemos, porque eu não teria boas lembranças? Quer dizer, eu estava sentada no meio fio chorando, quando eu o vi pela primeira vez, mas eu lembro bem o efeito que os olhos dele tiveram sobre mim logo na primeira vez. Eu tinha boas lembranças. Exceto pelo fato de que eu estava chorando porque eu estava sozinha em Los Angeles, depois de ter deixado tudo pra trás em Forks...
- Na verdade isso foi no dia 22, então dia 23 de julho não me trás nenhuma lembrança ruim. – garanti tentando soar indiferente quando entendi ao que ele se referia. – Eu realmente só não entendo porque temos que ter tanta pressa...
- Eu só gostaria de poder te chamar de Sra. Cullen logo – ele falou me dando um beijo estalado na bochecha.
Sra Cullen? Até que soava bem... Sorri largamente pro meu pensamento.
- Será que Alice consegue fazer um vestido até 23 de julho? – perguntei colando meus lábios nos dele.
Edward sorriu pra mim e me beijou ardentemente.
Eu realmente achava que era um pouco rápido demais. Mas que diferença ia fazer se o casamento acontecesse em 2 meses ou 2 anos? Eu já estava morando com Edward. Bom, tecnicamente até hoje, eu estava apenas morando no apartamento de Edward... E sinceramente algo me diz que o fato de que agora vamos mesmo morar juntos é um dos motivos que justificam a pressa dele.
Definitivamente, muito moralista e careta pra um astro do cinema moderno.
- Mas você vai ter que me ajudar a convencer Alice que queremos algo simples... – falei um pouco sem ar, quando nos soltamos.
Ele sorriu assentindo com cabeça.
- Eu já volto! – Edward falou correndo em direção a porta do quarto.
Soltei um muxoxo.
- Nem abrimos um desses ontem a noite... – Edward estava de volta ao quarto em menos de 2 minutos e balançava animado uma garrafa de champanhe.
- Acho que estávamos ocupados demais ontem à noite... – respondi lascivamente.
Edward balançou a garrafa e sorriu travesso pra mim.
- Nem pense nisso... – falei quando vi que ele apontava a garrafa pra mim.
Eu nem tive tempo de sair de cima da cama, antes mesmo que eu percebesse Edward já tinha estourado o champanhe e eu estava completamente encharcada.
- Isso é um desperdício... – falei secando meu rosto com as mãos.
Vi Edward dá um gole generoso no champanhe, diretamente na garrafa e me olhar de cima baixo. Corei imediatamente ao perceber que a blusa que eu vestia estava completamente transparente agora.
- Mmm ainda mais gostoso em você... – ele falou beijando abaixo do meu pescoço.
Minhas mãos agarram o seu cabelo e eu me senti amolecer.
- fondue... – eu falei baixinho tentando voltar nossa atenção pro jantar.
Edward pegou o garfo que antes eu estava mexendo e levou o morango até a boca.
Provocação demais.
Eu o deitei na cama, fazendo com que ele soltasse o garfo e a garrafa de champanhe.
- O Champanhe... – ele falou sorrindo.
Peguei a garrafa, impedindo que todo o líquido se derramasse sobre a cama e sentei sobre Edward.
Tomei um gole generoso fitando os olhos dele.
Ele engasgou e eu sorri.
- E o jantar? – ele perguntou arqueando a sobrancelha.
- Chegou a hora da sobremesa... – eu respondi passando minha língua pelos seus lábios
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