Stars

54 Capítulo 14 - Fase II - Regredindo - Parte II


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem. Mas a Bella depressiva e o Edward super compreensivo, sim. Respeite isso.
________________
Owww como eu sou legal!!
Mais um capítulo para vocês... Boa leitura!

Capítulo 14 – Fase II – Regredindo Parte II

\"\"

Bella Cullen

____________________________________________________

“- O que é isso? – Perguntei, prendendo meus olhos ao envelope, como se ele pudesse me ferir a qualquer momento.

- Edward está pedindo o divorcio.”

...

- Talvez você queira levar os papeis para algum advogado. Eu posso recomendar algum, se você quiser... – Dr. Jenks continuou a falar, mas eu simplesmente tinha parado de prestar atenção quando a palavra “divórcio” foi mencionada. – Embora não haja nada com o que se preocupar. Edward está sendo bastante generoso.

- Generoso? – Balbuciei. – Como? Generoso ao mandá-lo aqui, me entregar isso, sem se importar em como eu...? Oh, Deus!

- Bella, é melhor que seja assim. De forma amigável. – O advogado continuou a falar. – Se vocês estiverem de acordo, tudo vai ser mais fácil e rápido.

- Eu pensei... Eu não imaginei que ele... Por quê? Por que tanta presa? Por quê?

Por que você está fazendo isso comigo, Edward?

- Ele está abrindo mão de 50% de toda a sua fortuna para você e, também, da casa em Londres. É um ótimo acordo.

- Eu não quero o dinheiro dele. Nenhum centavo.

- Bella, metade do que Edward tem é quase o dobro do que você conseguiu até agora... E a casa em Londres está avaliada em mais alguns milhões... Seria loucura dispensar isso. Assim como é loucura que ele ofereça tudo isso.

- Ele não pode dispor da casa... É dos pais dele.

- Está no nome de Edward. Ele pode fazer o que quiser... Ele quer que fique com você.

- Eu não quero nada, okay? – Falei mais alto. – Você pode voltar lá e dizer a ele que pode se livrar de mim quando quiser... Mas sem me dar esmolas. Sem tentar me comprar, sem me...

Sem continuar me apunhalando assim.

- Eu vou deixar que você pense melhor sobre isso...

Eu apenas me obriguei a conseguir continuar de pé até que o advogado de Edward deixasse o quarto e a porta estivesse trancada, então me permiti cair ao chão.

...

Eu sabia que era estúpido. Mas, no fundo, eu pensei que apenas estaríamos separados por um tempo... Que quando o processo tivesse terminado, que quando ele tivesse a guarda de Ben, tudo voltaria ao normal.

Eu ainda tinha esperanças que Edward tentaria encontrar uma forma de, no final, ter a nós dois.

- Bella? – A voz de Alice soou abafada pela porta. – Está tudo bem?

Não. Definitivamente, não estava tudo bem. Mas, o que, exatamente, eu poderia fazer para mudar isso?

Ele, realmente, tinha desistido. Tinha realmente acabado, não é?

Então, por que meu coração continuava a ter esperanças? Por que mesmo olhando para o envelope amassado em minhas mãos, sabendo o que tinha ali dentro, eu ainda sentia como se pudéssemos resolver tudo?

- Bella? – Alice voltou a chamar, mais alto dessa vez.

- Eu só estou me trocando... – Gritei de volta e com as costas das mãos limpei o rosto.

Nada tinha mudado. Eu ainda precisava fazer o que tinha decidido. Especialmente agora.

...

Eu me obriguei a manter a cabeça erguida quando deixei o quarto. Carregando a minha mochila, que agora parecia pesar uma tonelada. Mas, desconfio que o peso extra se dava ao fato de eu ter colocado o pedido de divorcio ali dentro.

- Eu fiz suco de morango... – Alice disse baixo.

Eu realmente não estava com fome. Na realidade, sentia meu estomago se revirando, mas ainda assim a segui até a cozinha e me obriguei a engolir o suco que ela tinha preparado.

Eu podia sentir o olhar de Jasper sobre mim e não tinha ilusões de que pudesse sair sem que ele me dissesse mais alguma coisa.

- Você vai, ao menos, me dizer onde vai ficar?

- Em um flat... Qualquer um serve.

- Você vai nos dar o endereço?

- É claro que sim. Assim que eu souber... Eu liguei para uma imobiliária ontem, eles tinham algumas opções, eu escolhi algo próximo ao meu antigo apartamento... É incrível como meu nome é útil agora.

- Isabella... – Nada era bom quando ele me chamava assim.

- Você pode até ter uma chave se quiser... Se isso o fizer se sentir melhor.

- O que o advogado queria? – Obviamente, Jasper sabia ir direto ao ponto.

- Ele me trouxe as chaves do carro e meus remédios.

- Você está mentindo!

Eu balancei as chaves como resposta.

- Sinto muito não te amostrar os remédios também, mas eles estão no seu esgoto agora... Você pode ver os fracos se quiser... Estão na lixeira do banheiro.

- O que mais? Por que eu sei que tem algo mais...

- Eu preciso ir... – Coloquei o copo sobre o balcão e puxei Alice para um abraço. – Obrigada! Você é uma ótima amiga!

Eu respirei fundo antes de me virar em direção ao meu irmão.

- Obrigada! Pelos dias em que eu fiquei... Por tudo, Jazz.

Eu acho que esperava por um abraço dele também, mas ficou claro que eu não teria isso no momento em que ele murmurou:

- Basta ligar quando você precisar, não é?

Eu o vi deixar o cômodo e me obriguei a dar o primeiro passo em direção à saída.

- Por favor, Bella, me dê noticias, okay? – Alice pediu antes que eu fosse capaz de sair.

- Eu acho que você ainda vai ter a oportunidade de brincar de Barbie comigo mais um pouco... Eu ligo. Ou Kate... Eu vou ficar bem. E vocês também.

...

No final, eu realmente acabei no consultório do Dr. Denali.

Eu poderia ter seguido direto para o flat, assim que consegui as chaves. Ou eu poderia apenas ficar rodando por aí... Mas eu sabia o que aconteceria assim que eu ficasse, de fato, sozinha. E, eu acho que estava com um pouco de medo de ter uma das minhas crises de pânico sozinha.

Eu olhei para a sala de espera relativamente cheia e tentei me ocupar em imaginar quais eram os motivos das outras pessoas para estarem ali.

Será que mais alguém tinha sido violentada? Ou visto seu irmão se matar? Ou talvez as historias delas fossem piores que a minha?

Eu me afundei no sofá branco após a recepcionista me garantir que eu seria atendida em breve. Tentando o meu melhor para ignorar minha própria loucura crescente.

...

- Você é Bella Swan, não é? – Eu ouvi uma jovem dizer. – Você poderia tirar uma foto comigo? E me dar um autografo?

Eu mantive a minha cabeça abaixada.

- Eu... Não é um bom dia para fotos. Me desculpe.

Eu me odiei por fazer isso. Era só uma fã. E eu, realmente, sempre fui contra a recusar dar atenção a quem pedia, mas eu estava tentando, com muita dificuldade, manter minhas emoções sobre controle até que eu estivesse dentro daquele consultório.

- Por favor...

Eu me obriguei a olhar para ela e acho que minha expressão a fez entender.

- Um autografo está bom? – Perguntei ao vê-la estender uma revista em que eu estava estampada.

- Está tudo bem? – Ela perguntou ao me ver lutar para conseguir escrever algo.

- Será que... Você poderia, por favor, não tuitar ou qualquer coisa assim sobre onde eu estou?

- É claro. – Ela garantiu antes de se afastar, mas, obviamente, a primeira coisa que ela fez ao se sentar, foi começar a teclar em seu celular.

Um soluço baixo escapou por meus lábios.

- Dr. Denali vai te atender agora... – A recepcionista tocou o meu braço e eu a segui, fazendo questão de evitar todos os olhares.

...

- Eu estou feliz por vê-la novamente, Bella. – Dr. Denali me cumprimentou com um sorriso, como sempre fazia.

Eu não o respondi. Apenas segui até o divã, me sentei e parei de lutar.

- Você vai me dizer o que aconteceu? – Ele perguntou quando as minhas lágrimas começaram a rolar. – Por que você deixou de vir as consultas?

Talvez se eu dissesse, as coisas ficassem mais fáceis... O problema é que eu não consegui fazer nenhuma palavra sair.

Eu levei uma das minhas mãos à boca, tentando conter os soluços.

- Você tomou os seus remédios hoje? – Ele perguntou se colocando de pé e se apressou em minha direção.

Dr. Denali levantou meu rosto em sua direção e afundou dois de seus dedos em meu pulso.

Eu tenho certeza que ele pode sentir o quão acelerado estava o meu coração.

- Tente algumas respirações pausadas, Bella. – Ele disse me fazendo deitar no divã. – Você pode lutar contra isso.

Eu podia? Realmente podia?

Eu acho que não. Porque isso estava me devorando. Me consumindo de dentro para fora.

- Eu estou morrendo... – Sussurrei ao sentir o ar começar a faltar.

- Não. Você não está. – Dr. Denali continuou ao meu lado. – É o principio de uma crise... Você sabe disso. Se acalme. Controle.

- Eu não posso. – Os soluços se tornaram mais altos. – Eu não consigo. Eu não quero.

- Bella, foque na minha voz. Se obrigue a respirar.

- Está doendo... Tá doendo muito.

- Continue falando... – Ele incentivou. – Me diga qual é o problema... Diga o que quiser, Isabella.

- Acabou. – Consegui dizer. – Acabou.

- O que acabou?

Eu fechei meus olhos com força, vendo, em minha mente, todas as memórias que tinha com Edward. Desde a primeira vez que o vi até a última.

Eu comecei a tremer.

- Os pesadelos... Os pesadelos voltaram.

- Abra os olhos, Bella. São só memórias. Respire.

- Não... Não... Por que isso? E eu não quero que seja assim... Eu não consigo.

- Okay. Eu vou aplicar a medicação em sua veia... O efeito vai ser mais rápido assim.

- Por favor... Eu preciso dele. Eu preciso.

...

As lágrimas ainda rolavam por meu rosto. Eu não conseguia pará-las.

- Exatamente assim, Isabella... Continue a respirar pausadamente. – Eu podia ouvir a voz do meu psiquiatra, mas não conseguia me focar nela... Eu sentia como se estivesse flutuando. Presa em um pesadelo que não queria acabar. Até que fui dragada pela inconsciência.

...

Eu ouvi, ao longe, uma porta sendo aberta e uma voz que me parecia vagamente familiar, mas minha mente estava nublada demais para reconhecer quem estava se aproximando de mim.

- ... 2 doses... Acompanhamento rigoroso... É perigoso... Ela vai ter sono... Em algumas horas... Muito pior... – Eu não tenho certeza se realmente ouvia essas frases soltas ou se as estava imaginando.

- Bella? – Eu senti uma mão deslizar por minha testa. – Ela está gelada...

Eu tentei virar meu pescoço em direção à voz, mas exigia esforço demais.

- Bella? Você está me ouvindo, querida?

- Edward? – Balbuciei incoerente.

- Não, Bella. Sou eu, Carlisle.

- Carlaio... – Tentei dizer, mas novamente era esforço demais.

- Ela vai acordar logo. Posso falar com você lá fora antes disso?

...

CARLISLE CULLEN

No momento em que eu encerrei a ligação, soube que algo estava muito errado. Embora ainda não soubesse o quê.

Era a única explicação para que a secretaria de Eleazar Denali me ligasse pedindo que eu comparecesse ao seu consultório com urgência.

A imagem de Bella me passou pela mente enquanto eu dirigia em direção ao complexo médico.

No momento em que Edward nos contou sobre a separação eu soube que essa situação não acabaria bem. Para nenhum dos dois. Mas se existia alguém que realmente poderia sair machucado, fisicamente, disso era Bella.

Minhas suspeitas foram confirmadas no momento em que adentrei o consultório, para encontrar Eleazar verificando os sinais vitais de Bella que aparentemente estava inconsciente.

Eu insisti em saber o que tinha acontecido, mas ele se recusava a me dar maiores detalhes na frente dela, mesmo que ela não pudesse nos ouvir. No fundo sabia que ele estava certo, mas era diferente estar no papel do familiar.

Eu me aproximei quando a vi tentar se mover e tentei falar com ela. Ela parecia um pouco desorientada e eu só poderia supor que era efeito do medicamento.

Foi de cortar o coração vê-la chamar por Edward e ter que dizer que era eu quem estava lá.

- Eu vou ser honesto, Carlisle. – Eleazar começou a dizer assim que deixamos o consultório, para que ele pudesse me deixar a par da situação. – Eu recomendaria uma internação.

- Ela já tentou isso uma vez... O resultado não foi nada bom.

- Eu sei. Tive acesso ao seu historio. Mas... Ela está pior. Pior do que quando chegou para a primeira consulta. Eu precisei sedá-la hoje. Eu nem sei se ela continua a tomar a sua medicação e... Honestamente? Eu vejo um claro quadro suicida aqui.

- Você acha que...

- Eu o chamei aqui porque não quero vê-la fazer isso. Era meu dever como seu médico. Mas, eu não posso fazer mais nada se ela não seguir as minhas instruções... Eu não sei o que aconteceu, mas ela regrediu. Toda a melhora que ela teve durante o tratamento, parece ter desaparecido.

- Edward e Bella... Se separaram.

— Ela é completamente dependente dele. Eu tentei trabalhar isso. Mas, pelo que vejo não consegui.

- Eu não posso autorizar uma internação. Edward poderia, caso ela não pudesse responder por si mesma... O que, felizmente, ainda não é o caso. Mas, eu duvido que ele faça isso, novamente.

...

Eu passei todo o caminho de volta para casa pensando em como era devastador ver alguém por quem se tem tanto afeto afundando dessa forma.

Eu, assim como Esme, amamos Bella como amamos nosso próprio filho e vê-la passar por tantas coisas nos cortava o coração.

- Eu acho que posso andar... – Bella sussurrou quando eu tentei tirá-la do carro. – Se você me apoiar.

Eu passei meu braço em volta da sua cintura e apoiei a maior parte de seu peso em meu próprio corpo.

- Eu quero ir para casa... – Ela reclamou quando se deu conta de onde estávamos indo.

- Nós podemos ligar para Jasper quando chegarmos ao apartamento.

- Não. Jasper, não.

...

- Bella? – Esme nos recebeu e puxou Bella para um abraço apertado. – Eu tenho tentando falar com você... Por que você não atende as minhas ligações, querida? Você está bem? O que aconteceu?

- Eu acho que seria uma boa ideia deixar que ela descansasse um pouco... – Sugeri e Esme e eu a acompanhamos até o quarto que foi de Edward.

- Ela está bem? – Minha esposa indagou assim que deixamos o quarto. – Devemos chamar Edward?

- Não para as duas perguntas. – Respondi antes de contar a ela tudo o que Eleazar havia me dito.

- Edward nunca vai se perdoar se isso chegar a acontecer... — Esme me abraçou. – Eu só queria que ele percebesse, antes que fosse tarde, o quanto está errando.

...

Bella Cullen

Eu abri meus olhos com um pouco de dificuldade e olhei ao redor apenas para perceber que estava deitada no quarto de Edward na casa de seus pais.

Quão constrangedor isso pode ser?

Antes que mais algumas lembranças começassem a me perturbar, eu me obriguei a levantar.

Minha atenção foi atraída para minha mochila repousada sobre a poltrona do outro lado do quarto. Só de lembrar o que eu tinha ali dentro, fazia todo o desesperado começar a voltar.

Eu não podia permitir que isso acontecesse. Não aqui.

Quando eu estivesse sozinha... Era assim que tinha que ser.

Eu balancei minha cabeça tentando me concentrar em qualquer outra coisa.

Eu precisava ir embora. Ficar aqui, na casa dos pais dele. Não me faria bem algum.

Foi difícil me manter de pé. Eu me sentia tonta e fisicamente exausta. Minha real vontade era voltar para a cama, que já foi dele, me aconchegar e imaginar que ele chegaria a qualquer momento. Mas como isso poderia ser útil? E se ele, realmente, aparecesse?

Existia a possibilidade, não é? Afinal, essa é a casa dos pais dele.

Eu não deveria estar aqui.

Utilizando muito mais esforço do que se pode imaginar necessário, eu puxei minha mochila pela alça e a arrastei atrás de mim.

...

Eu parei para respirar fundo e conseguir alguma coragem antes de adentrar a sala e ter que encarar meus sogros, meus ex-sogros.

Droga!

Mas antes que eu me sentisse minimamente preparada, meu celular apitou, me avisando da chegada de uma nova mensagem e denunciando a minha presença.

- Bella? – Esme me lançou um sorriso discreto e caminhou em minha direção. – O que você está fazendo de pé?

Foi ainda pior quando ela, sem nenhuma dificuldade, agarrou a mochila que eu mal conseguia arrastar.

- Por que você não descansa um pouco mais? – Carlisle sugeriu e eu fiz o meu melhor para fingir que tudo estava bem.

- Eu estou bem. – Sussurrei. – Eu... Eu preciso ir.

- Fique um pouco mais... – Eu realmente não tive como protestar quando Esme, delicadamente, me fez sentar ao seu lado no sofá. – Jante conosco. E você pode passar a noite...

- Eu... Eu acho que já dei trabalho o suficiente. Meu Deus! Eu... Eu estou tão envergonhada. Eu sinto muito, Carlisle, que você tenha sido chamado e...

- Não há nada do que se envergonhar ou pelo o que se desculpar. – Ele me garantiu. – Estou contente que Eleazar tenha me contatado.

Eu desviei o meu olhar, odiando saber que além de Jasper e Alice, agora eu precisava adicionar Esme e Carlisle a minha lista de pessoas envolvidas nos meus problemas.

- Você quer conversar? – Eu senti a mão de Esme tocar a minha, e mais uma vez a vontade de chorar estava de volta. – Sobre qualquer coisa...

Eu apenas neguei com um movimento de cabeça.

- Nós sentimos a sua falta. – Ela continuou. – Eu quero que você saiba que, independente de qualquer coisa, você é sempre muito bem vinda nessa casa e em nossas vidas. Você não precisa se afastar.

Eu queria agarrar essa oferta com unhas e dentes, mas a verdade é que eu não conseguia ficar parada ali, ao lado deles, cercada por pessoas e coisas que só me faziam pensar ainda mais no que eu não tinha mais.

-Eu sei. – Disse, por fim. – É... Foi um mês... Estranho. Mas... – Eu mordi meu lábio inferior e me calei.

O que mais eu poderia dizer?

Como dizer adeus para quem você não quer se afastar?

Foi, exatamente, por isso que eu ignorei todas as ligações de Esme. Eu não queria me despedir. Eu ainda tinha esperanças de continuar a fazer parte dessa família.

Engraçado que só agora eu tenha me dado conta de que quanto mais eu desejava ter uma família, mas eu ficava longe de conseguir isso.

- Eu... Eu, realmente, preciso ir agora...

- Bella... — Eu olhei para Carlisle ao ouvi-lo dizer meu nome com seriedade. – Eu gostaria de conversar com você, como médico... E como alguém que te quer tão bem quanto a um filho.

Felizmente, a conversa que Carlisle gostaria de ter foi interrompida pelo som da campainha.

Esme voltou a apertar a minha mão enquanto Carlisle se encarregou de verificar a porta.

Eu a olhei, por um instante, sentindo minha dor aumentando por saber que eu também não a teria mais.

- Eu vou sentir tanto a sua falta. – Não consegui evitar dizer e a abracei o mais apertado que pude.

-Você não precisa sentir a minha falta, querida. Eu estou aqui para você.

- Hey, não mexa nisso. – Eu estava agradecida por ainda estar abraçada a Esme ou eu teria caído – mesmo que estivesse sentada, ao ouvir aquela voz.

- Não é um bom momento, Edward. – A voz de Carlisle soou um pouco mais alto.

Eu acho que estava petrificada porque eu apenas senti quando Esme me soltou, mas eu não consegui me mover, até que ela mesma se encarregou de me afastar e me obrigar a olhar para ela.

- Está tudo bem, Bella. Carlisle vai pedir que ele volte outra hora...

- Isso não é justo! – Sussurrei com medo da reação que ele teria ao saber que eu estava aqui. – Essa é a casa dele.

- Ben! – Eu estremeci ao ouvi-lo novamente. – Espere!

Eu abaixei a minha cabeça, tentando esconder o meu rosto com o cabelo.

A primeira coisa que eu senti , quando ele chegou à sala, foi a corente elétrica. A mesma corrente elétrica que sempre nos cercou.

Eu esperei. Esperei pela reação dele, sem saber como agir.

Mas foi outra pessoa quem tomou a iniciativa.

- Bella... – Ben se jogou sobre mim e automaticamente envolvi meus braços ao seu redor. – Você voltou!

- Olá, Ben! – Agora que eu o tinha nos meus braços, estava achando um pouco difícil soltá-lo. – Como você está, querido?

- Você nem disse tchau... – Ele reclamou e com esforço, me fez soltá-lo.

Eu olhei para o rostinho dele, vendo o seu biquinho perfeito.

- Eu sinto muito, meu anjo. Você pode me perdoar?

-Você me leva para viajar com você da próxima vez? – Ele pediu e eu precisei de muito, muito esforço para desmoronar na frente dele.

-Eu adoraria... Mas, você só pode viajar com o papai ou com a mamãe.

- Papai deixa. Não deixa, Papai? – Ele saltou do meu colo. – Eu posso passear com a Bella? Se você pedir, ele deixa...

Eu ainda estava tentando encontrar a melhor maneira de olhar para Edward.

- É...

- É muito bom te ver, Bella.

Eu lancei um ultimo olhar para Esme, antes de virar meu rosto em direção ao homem que, hoje pela manhã, havia me mandado um pedido de divorcio pelo advogado.

E no momento em que nossos olhares se encontraram, tudo o que eu quis foi me levantar e correr para ele. Ao invés disso, eu prestei atenção em cada centímetro do seu rosto, vendo como o seu semblante parecia cansado e mentalmente contornando as olheiras que evidenciavam ainda mais os olhos verdes, que nesse momento me pareceram opacos.

Talvez tenha sido apenas fantasia minha, mas eu ainda podia ver, através do seu olhar, o mesmo amor de sempre.

CONTINUA...

Notas finais
Me façam feliz e quem sabe role mais att assim, de surpresa.
xoxo