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51 Capítulo 11 - Fase II - O começo de uma familia?
Notas iniciais
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Capítulo novo sendo postado 3 antes do combinado... Agradeçam ao fato de que amanhã é aniversário do Namorido.
PS: Leiam os recadinhos lá embaixo, okay?
Boa leitura!
Capítulo 11 — Fase II — O começo de uma família?
Bella Cullen
Eu ainda me sentia um pouco desorientada e tinha um pouco de dificuldade em fazer coisas banais, como me movimentar de forma correta. Era como se meu cérebro não estive muito disposto a me obedecer. Carlisle me garantiu que isso era normal e que eu teria todo meu corpo sobre controle em breve, mas me submeteu a novos exames apenas para que Edward se acalmasse.
Eu também tentei o meu melhor para acalmá-lo, embora precise reconhecer que vê-lo tão preocupado comigo inflava, bastante, o meu ego.
- Eu me sinto muito melhor... – Disse com o que eu esperava fosse um sorriso convincente quando finalmente consegui levar o copo de água, que ele me entregou, a boca na primeira tentativa.
- Apenas um gole. – Edward me lembrou e eu assenti para logo em seguida lhe devolver o copo.
- Você sabe... – Comecei porque imaginei que continuar a falar faria com que minha voz deixasse de soar tão rouca. – Embora eu ache adorável todo o seu cuidado comigo, eu odeio ver essa ruga que se forma entre as suas sobrancelhas.
Ele se sentou próximo a mim e por alguns segundos ficou apenas me olhando.
- Eu pensei que ia te perder. – Confessou, desviando o olhar.
- Hey... – Chamei porque queria seus olhos presos aos meus. – Eu estou bem aqui... – Voltei a dizer quando ele permitiu que seu olhar encontrasse o meu. – Eu não vou a lugar algum. A menos que você se canse de mim.
Edward levou as suas mãos até a minha e a apertou.
- Eu sinto muito... – Ele começou, mas eu o interrompi.
- Eu acho que você já pediu desculpas demais. – Retribui o seu aperto de mão, de forma bem mais fraca porque eu ainda me sentia cansada demais para gastar tanta energia. – Eu já te disse: está tudo bem. Eu estou bem. Você não tem culpa alguma pelo o que aconteceu.
Logo após eu ter acordado, do que Edward me explicou ter sido um coma induzido autorizado por meu irmão, Carlisle pacientemente me explicou o que tinha acontecido já que tudo o que eu conseguia lembrar era de começar a me sentir mal logo após Edward ter deixado o quarto onde Ben e eu iríamos dormir.
Pelo o que eu entendi, as coisas poderiam ter sido muito piores e saber disso me fez perceber que era um absurdo gastar tanto tempo e energia guardando qualquer magoa, especialmente se esse sentimento era direcionado a pessoa que mais amo no mundo, o meu marido.
Antes mesmo de eu ter lhe pedido, indiretamente, que não dormisse no mesmo quarto que eu, eu já sabia que tudo o que tinha acontecido naquele dia não merecia tamanha comoção, mas estava magoada demais para reconhecer que Edward não tinha, realmente, a intenção de me machucar, física ou emocionalmente. E eu deveria ter dito a ele.
Só de pensar no que poderia ter acontecido e que eu poderia ter deixado Edward, quando ele ainda acreditava que não teria o meu perdão... Era algo que eu julgava imperdoável.
Eu não queria fazê-lo sofrer, assim como sabia que ele não queria o mesmo para mim.
Então tudo o que eu podia desejar era passar uma borracha por cima de tudo o que aconteceu e seguirmos com nossas vidas, juntos.
- Eu não deveria ter te deixado sozinha... – Ele disse.
- Edward, por favor, eu... – Tentei o puxar para mais perto de mim e, felizmente, ele se aproximou. – Compreendo. De verdade. Além do mais, você tinha algo importante para fazer e...
- Eu não tenho palavras para dizer o quanto sou grato por você não estar chateada, mas isso não muda o fato que eu errei.
- Olhe, por que você não tenta ver isso como um aprendizado? E pare de se martirizar. Pare de pensar no que poderia ter acontecido.
Ele me deu um sorriso fraco.
- Eu pensei que... Pensei que quando você acordasse estaria com tanta raiva de mim que me expulsaria daqui no primeiro instante e...
- Eu ouvi você. – Sussurrei. – Durante algum tempo.
Ele me olhou parecendo confuso e eu tentei explicar.
- Eu estava acordada, eu queria me mexer e abrir os olhos, mas eu não conseguia, mas eu conseguia ouvir você. Você falando comigo. Eu ouvi quando você pediu desculpas uma e outra vez e acredite... Eu já ouvi bastante disso. Eu não estou chateada, com raiva ou... Eu apenas... Eu só quero ficar um pouco com você e então tudo vai ficar bem.
Edward se moveu de forma que pudesse me envolver com os seus braços e disse contra o meu cabelo.
- Eu te amo, Bella. Eu te amo tanto.
- Eu também te a... – Eu tentei evitar um bocejo, mas no final minha declaração foi interrompida.
Edward sorriu me desvencilhando dos seus braços.
- Por que você não descansa um pouco?
- Eu já dormi demais. – Respondi, mas mesmo assim me acomodei melhor na maca.
- Eu vou estar bem aqui quando você acordar. – Ele garantiu antes que eu me rendesse e fechasse os olhos.
...
E ele realmente estava bem ao meu alcance quando eu acordei... Apenas no dia seguinte.
- Oi... – Disse timidamente e ele sorriu se aproximando. – Bom dia!
- Bom dia, bela adormecida!
Eu sorri para ele.
- Você parece cansado... – Comentei após reparar nas olheiras que se formavam em seu rosto.
- Eu estou bem. – Ele garantiu, mas não me convenceu.
- Você não dormiu, não é?
- É claro que eu dormi.
- Onde?
- Bem ali... – Ele apontou para a poltrona do outro lado do quarto e me senti culpada por fazê-lo passar a noite em uma poltrona nada confortável.
- Você deveria ter ido para casa...
- Eu queria estar aqui. Com você. E eu prometi, lembra?
- Você é incrível!
...
- Isso é maravilhoso! – Exclamei tentando me sentar de forma mais confortável para que eu pudesse me jogar nos braços de Edward. – Você conseguiu! – Continuei a falar realmente feliz por ele ter finalmente conseguido a guarda de Ben. – Eu estou tão feliz por você!
- O juiz me concedeu a guarda provisória... – Ele continuou a explicar. – Mas o processo pela guarda definitiva ainda está correndo. Nós precisamos provar que ela realmente o agrediu e aí sim, talvez, eu tenha a guarda definitiva.
- Bom, o primeiro passo já foi dado e não sei como ela pode provar o contrario.
- Segundo Dr. Jenks, ela nega e diz não saber como isso pode ter acontecido...
- É realmente incrível como ela pode... – Suspirei sem conseguir entender como Victoria pode agir dessa forma. — ... Eu estou contente por ele estar seguro agora.
- Realmente não me importo com o que ela esteja tentando fazer agora... Mesmo que ela não tenha sido violenta com ela, o que eu não acredito, ela foi, no mínimo, negligente... Isso basta para provar que ela não tem condições de cuidar de Ben.
- E como ele reagiu? Me preocupo que ele não se acostume...
Edward, lentamente, levou sua mão até meu rosto e acariciou minha bochecha.
- Ele está indo bem... Mas pergunta sempre por você.
- Verdade? – Sorri animada. – Você pode mandar um beijo quando chegar em casa... Ou... Hey, eu tive uma idéia, cadê o seu celular?
Passamos os próximos minutos nos divertindo enquanto gravávamos um vídeo para Ben. Eu tentei mostrar a ele o quanto estava feliz por ele conosco agora e Edward apenas babava dizendo o quando todos nós íamos nos divertir bastante juntos.
- Eu prometi que ia trazê-lo para te ver assim que Carlisle permitisse. – Edward contou após guarda seu telefone celular. – Se tiver tudo bem para você.
- É claro. Eu vou adorar!
...
Depois de muito insistir conseguimos, eu e Carlisle, convencer Edward a ir para casa, descansar um pouco e na volta trazer Ben para uma visita.
- Por que você não tenta descansar um pouco antes que ele volte? E se você continuar tão bem quanto está talvez amanhã tenha alta.
Era o que eu pretendia fazer, mas antes mesmo de Carlisle deixar o quarto, um furacão passou pela porta vindo em minha direção.
- Bella! – Alice gritou, praticamente se jogando sobre mim.
- Oi... – Respondi, correspondendo ao seu abraço.
- Como você está? — Ela me soltou e passou a percorrer seus olhos sobre mim. – Você parece melhor.
- Eu estou. – Garanti. – Ainda me sinto um pouco cansada, mas fora isso, estou me sentindo muito bem... E estou louca para ir embora.
Ela se sentou próximo a mim, na maca, e segurou uma de minhas mãos.
- Jasper vai entrar em alguns minutos e... – Ela se inclinou um pouco para mais perto. – tente não se aborrecer muito com ele, okay?
- Por que eu me aborreceria? – Questionei , usando Alice como apoio para me sentar corretamente.
- Tudo o que eu sei é que ele viu alguns hematomas em seu braço e ouviu algo que você dizia enquanto estava delirando... Ele ficou tão irritado.
- Droga! – Resmunguei.
Eu podia imaginar que as coisas são ficariam muito calmas quando meu irmão chegasse. Eu podia entender porque ele estava nervoso. Afinal, vendo toda a situação de fora seria difícil não imaginar que meu casamento estava fracassando.
O grande problema estaria em convencê-lo do contrario.
- Você precisa me contar o que realmente aconteceu... – Alice continuou. – Bella, você sabe que se...
- Alice, não é como vocês podem estar pensando.
- Você vai precisar convencer Jasper disso.
- É muito ruim?
- Eu precisei me colocar entre eles dois... – Ele começou a responder, claramente se referindo a Edward e Jasper. — ... no dia em que você foi internada. Desde de então eles apenas se toleram.
- Isso é ridículo!
- Eu sei. – Alice me deu um sorriso triste. – No fundo, eu sei que Edward não te machucaria de propósito...E acho até que Jasper também sabe disso. Mas, você sabe, ele só quer...
- Me proteger. – Completei sabendo bem que meu irmão, no que se tratava de mim, sempre agiria antes de perguntar. – Só que eu não preciso de proteção, Alice.
Nossa conversa foi interrompida quando a porta do quarto voltou a se aberta e meu irmão entrou.
- Oi... – Ele forçou um sorriso e se aproximou me entregando uma caixa com chocolates. – Como você está?
- Eu estou bem, Jazz. – Respondi colocando os doces sobre a mesinha que ficava ao lado do leito. – Obrigada!
- Carlisle me disse que você, provavelmente, terá alta amanhã.
Eu concordei com um aceno de cabeça.
- Eu estou louca para ir para casa... e não agüento mais ficar deitada o tempo inteiro.
- Então... – Ele começou a andar ao redor da minha cama e eu suspirei sabendo que ele certamente diria algo que me deixaria irritada. – Sobre isso... Eu estava pensando: por que você não vem passar uns dias com a gente?
Eu olhei para Alice que continuava sentada ao meu lado, antes de responder:
- Isso é muito gentil, Jazz. De verdade. Mas eu quero ir para casa... Para a minha casa.
Eu precisava reconhecer que ele estava tentando se controlar. Podia dizer isso pela forma como ele fechou os olhos e respirou fundo.
- Eu acho que seria bom para você... Tirar uns dias longe de tudo isso e...
- Jazz? Vamos lá... Diga o que você quer dizer. Você acha que eu preciso de uns dias longe de Edward, é isso?
Meu irmão parou o seu caminhar pelo quarto e me olhou.
- É exatamente isso que eu acho. Na verdade, eu acho mais; eu acho que seria ótimo se você simplesmente o deixasse e...
- Isso não vai acontecer!
- Bella... – Ele recomeçou, mas eu não deixei que ele continuasse.
- Jazz eu não vou deixar o meu marido, okay? Em nenhum momento, principalmente agora quando ele precisa de mim.
- Ele não precisa de você! – Jasper aumentou o tom de voz e eu vi no momento em que Alice se colocou de pé e gesticulou pedindo que ele falasse baixo. – A não ser que seja para te agredir.
- Não é como você está pensando. – Retruquei tentando não me aborrecer com ele. Eu sabia que no fundo tudo o que ele queria era o melhor para mim.
- Não é? Eu vi os hematomas no seu braço, okay? E eu ouvi enquanto você pedia para ele não te machucar...
- Eu estava delirando!
- Você também estava delirando quando ele agarrou os seus braços e...
- Jazz, por favor, estamos em um hospital. – Alice interveio.
- Ele não tinha a intenção de me machucar, Jazz. Edward estava apenas nervoso, ele perdeu o controle... Você fala como se ele tivesse feito de propósito.
- Eu já vi isso, okay? Muitas e muitas vezes. Começa com ele perdendo o controle, sem ter a intenção e depois ele vai estar usando você para descontar as suas frustrações e...
- Ele não é como Charlie! – Foi a minha vez de aumentar o tom de voz o que fez com que Alice me repreendesse com o olhar.
- Como você pode saber? Eu tenho certeza que Renée também pensava isso e, no entanto, a cada dia que passava ela deixava de ser a esposa e passou a ser o saco de pancada.
- Isso não vai acontecer comigo. – Disse com convicção.
- E se da próxima vez que ele te mandar para um hospital eu não conseguir...
- JASPER! – Eu gritei cerrando as mãos. – Chega! Você está vendo as coisas de uma forma totalmente equivocada. Não foi Edward quem me colocou nesse hospital, okay? Eu fiquei doente. Apenas isso.
- Porque a mãe do filho dele, aparentemente, te escolheu como alvo.
- E que culpa ele pode ter da insanidade de Victoria? – Questionei tentando fazê-lo entender. – Por favor, Jazz, eu não quero brigar com você.
- Eu não posso ficar parando vendo você assim, Bella. Eu sou seu irmão. É meu dever te proteger.
- Não, Jazz, não é. – Tentei me forçar a falar com calma e doçura. – Eu agradeço, de verdade, que você queira me proteger. Mas eu sou adulta agora e eu posso cuidar de mim mesma. Você não tem que viver em minha função.
- Você não ver, Bella? As coisas estão indo de mal a pior e você já parou para pensar como pode terminar? Porque eu já e eu sempre vejo cenários onde você vai sair machucada.
- Eu me recuso a pensar assim. Nós vamos ficar bem. – Eu olhei para o meu irmão tentando fazê-lo ver através dos meus olhos que nem ele seria capaz de me fazer deixar a minha família. – Edward já fez muito por mim, você já se esqueceu disso? Eu não! E agora ele precisa de mim. Eu não vou deixá-lo. Nunca. A não ser que ele me mande sair... fora isso, meu irmão, eu vou continuar ao lado dele. Porque é aonde eu pertenço.
- Nada vai mudar a sua cabeça, não é? – Ele perguntou cruzando os braços. – Só não diga que eu não te avisei.
Eu quis me levantar e ir atrás dele no momento em que o vi me dar as coisas e deixar o quarto, mas em vez disso eu me afundei ainda mais na maca.
- Bella? – Alice voltou a se aproximar.
- Vai atrás dele, Alice. – Pedi. – Só cuida dele para mim.
-Não importa o que ele tenha dito... Você sempre vai poder contar com nós dois, okay? Para qualquer coisa.
Eu assenti e ela me deixou sozinha.
Foi impossível relaxar, muito menos dormir, depois disso. Ainda assim eu fechei meus olhos e tentei não pensar em nada especifico apenas acalmar meus batimentos cardíacos e repetir para mim mesma que tudo ia ficar bem.
...
Era constrangedor, mas mesmo assim eu pedi ajuda de uma enfermeira para tomar um banho. Eu queria estar limpa e bem disposta para quando Edward voltasse trazendo Ben, mas ainda me sentia um pouco tonta.
Eu fiz o possível para ser rápida e quando a enfermeira me ajudou a me acomodar novamente na maca, eu suspirei de alivio.
Eu estava estranhamente ansiosa para ver os dois, quase como se eu precisasse reafirmar para mim mesmo o que disse mais cedo para meu irmão: que formávamos uma família e ficariamos bem.
Quando percebi que minhas mãos se remexiam inquietas, eu procurei pelo controle remoto ao lado dos chocolates que Jasper me trouxe e liguei a TV, apenas para que tivesse algum barulho no quarto.
Eu zapeei por alguns canais sem encontrar nada que me interessasse até que me deparei com um programa de culinária. Não porque eu estivesse interessada em uma receita nova, mas porque ao lado da apresentadora estava Victoria, cozinhando a comida predileta de Ben – ao menos era o que dizia a legenda irritante que ficava passando no canto inferior da tela.
Embora eu soubesse que era tudo fingindo meu coração chegou a se apertar quando eu a vi chorar e dizer que não era justo que tivessem tirado o seu bebe.
É, ela é realmente uma boa atriz!
A apresentadora também se comoveu e passou a dizer o quanto era injusto que um filho fosse separado de sua mãe e que era de cortar o coração ver como essa mãe estava sofrendo.
Desliguei a televisão bufando.
Queria tanto dizer para quem quisesse ouvir que Victoria nunca se importou com Ben. Contar para todo mundo a forma negligente com que ela cuidava dele... E acima de tudo mostrar que Edward e eu só queríamos que ele fosse uma criança feliz, vivendo em meio a pessoas que o ama.
Uma batida na porta me fez esfregar o rosto e me recompor.
Edward espiou pela fresta da porta e sorriu para mim. Quando ele finalmente abriu a porta totalmente para adentrar um quarto, Ben passou correndo – quase como uma pequena copia de Alice.
- Bella! – Ele gritou parando ao lado da maca e pulando para que eu pudesse vê-lo. Foi impossível não reparar no buque de rosas que ele tentava segurar desajeitadamente.
- Olá, campeão! – Respondi sorrindo para ele. – Estou feliz que você veio me visitar.
Edward se aproximou e disse algo no ouvido dele.
- Pra você! – Ele estendeu as rosas em minha direção.
- Muito obrigada! –Apanhei as flores e retirei um botão, o beijei e devolvi para ele. – Que tal ficar com essa?
- Posso botar no seu cabelo?
- Claro! Eu acho que preciso mesmo de uma ajudinha com o visual... – Eu pisquei para ele e pedi a Edward que o colocasse sentado comigo na maca.
Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa eu o abracei bem apertado e só o soltei quando ele começou a choramingar, mas antes de deixá-lo livre, estalei um beijo em sua bochecha.
Me ajeitei na cama, abrindo espaço para que Edward se juntasse a nós, ele me deu um beijo rápido e muitos outros na bochecha.
Meu sorriso era imenso.
- Você teve visitas? – Ele perguntou depois que o fiz me soltar para que pudéssemos dar atenção a Ben.
- Jasper. – Respondi tristemente.
- Foi muito ruim?
- Eu acho que poderia ser pior... – Disse honestamente. –Tudo vai ficar bem.
Edward assentiu antes de abaixar a sua cabeça.
Eu pensei em dizer a ele para não começar a se sentir culpado mais uma vez, mas Ben escolheu esse momento para voltar a falar.
- Eu vou morar com o Papai agora... – Ele me disse tentando colocar a rosa que eu tinha lhe dado em meu cabelo.
- Eu sei. É isso é muito legal, não é? Nós podemos fazer muitas coisas legais...
Foi a deixa para que ele começasse a listar todas as brincadeiras que poderíamos fazer, todos os desenhos que iríamos assistir, idas ao parque, lanches com sorvete...
Eu acomodei minha cabeça contra o peito de Edward e passei meus braços ao redor de Ben o mantendo seguro em meio a nós e me perdi na vozinha doce e infantil que nos dizia como seria nossa vida de agora em diante. Uma vida em família.
Eu mal podia esperar por isso.
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Victoria Ston
É só mais um papel. Como todos os outros. — Continuei a repetir para mim mesma enquanto andava pelo camarim. — E eu sou a melhor quando o assunto é representar.
Deixei um risinho escapar quando olhei para o papel em minhas mãos, relendo as falas, como faria em qualquer set.
A única diferença é que a encenação de hoje poderia me render o que eu mais desejo: Edward. E é exatamente o que eu vou ter.
E se para isso eu precisava fingir ser o que eu não sou, eu faria.
Depois de hoje, depois ir até aquele maldito palco e sujar minhas mãos em uma massa nojenta, ninguém teria coragem de dizer que não sou uma mãe devotada, beirando o desespero por ter perdido o seu filho amado.
Eu precisei me controlar para não gargalhar nesse momento e voltei a recitar minhas respostas:
“O que Ben gosta de comer?” “Qual é o seu desenho predileto?” “Do que costumávamos brincar?”
A minha verdadeira resposta para tudo isso?
Eu não faço a menor idéia do que aquela criança gosta ou não de comer. Eu, por acaso, faço o típico sem graça que se enfia dentro de uma cozinha apenas para alimentar algum pirralho?
Do que ele gosta de brincar? Talvez a babá saiba responder. Eu tenho coisas bem mais importantes a fazer.
O seu desenho predileto? Bom, talvez essa seja a minha única resposta correta e eu preciso agradecer Edward por isso...
Ben, não era o ponto. Nunca foi. Ele é apenas o meio. O caminho que vai me levar diretamente para onde eu sempre quis ir, para onde pertenço: os braços de Edward.
...
Eu podia sentir a nojenta massa do maldito hambúrguer de siri entrando em minhas unhas e minha real vontade era começar a desinfetar minhas mãos imediatamente, mas tudo o que fiz foi fingir um sorriso triste e dizer:
- Eu sinto falta disso... – Suspirei e senti meus olhos se encherem de lágrimas. – Algumas vezes eu deixava que Ben me ajudasse a preparar os hambúrgueres porque ele realmente achava divertido.
A apresentadora pousou a mão sobre o meu ombro tentando transmitir algum conforto e disse:
- Como você se sente sabendo que ele está com Edward agora?
Eu deixei a massa gosmenta de lado e funguei.
- Eu prefiro acreditar que ele esteja bem... Mas fico me perguntando se ele não está se sentindo perdido e assustado. Ele sempre esteve comigo, todo o tempo... Eu sinto tanto a falta dele.
Felizmente eu tinha treinamento suficiente para fazer lágrimas aparecerem no momento certo e foi exatamente nesse ponto em que eu permiti que a primeira rolasse.
A apresentadora me deu um breve abraço, antes de respirar fundo tentando conter suas próprias lágrimas e começou a dizer o quanto era injusto que um menino tão novo fosse separado de sua mãe dessa forma e que ela sentia seu coração se partir ao ver o quanto eu estava sofrendo.
Eu usei o avental que usava para secar as lágrimas falsas que ainda escorriam por meu rosto e também para esconder o discreto sorriso que começava a se formar em meus lábios.
Eu acho que mereço o Oscar!
Oh, Edward agora eu tenho a imprensa e milhares de mães apaixonadas por suas crias ao meu lado... Em pouco tempo você vai estar em minhas mãos. Especialmente depois que minha cartada final vier à tona.
Notas finais
Como estão?
Bom, eu tenho alguns recadinhos:
1° - Eu criei um group no Facebook porque vasculhando meus PC encontrei algumas coisas legais que gostaria de dividir com vocês. Entre essas coisas legais eu achei meus rascunhos de uma outra versão dessa fase de Stars - que pode agradar algumas de vocês, afinal os acontecimentos são diferentes.
Então, se você tiver interesse em fazer parte do group, por favor, add o meu perfil (Tatiana Oliveira Fanfics) e eu vou te add ao group.
2° Como eu disse, existe uma versão alternativa para essa fase, que eu, honestamente, nem lembrava e eu estou disposta a desenvolvê-la, em separado, se vocês quiserem ler isso. Por favor, me deixem saber.
3° Nessa segunda eu volto para a Faculdade. O semestre finalmente vai começar e meu tempo vai ficar quase nulo. Quem me acompanha no twitter sabe da verdadeira perigrinação que eu preciso fazer para chegar a faculdade todos os dias, portanto eu estou colocando Stars no mesmo esquena de att de Despertar, ou seja, de 15 em 15 dias. Eu peço desculpas, e prometo que se conseguir adiantar alguma coisa posto antes do combinado... Mas dessa forma vocês não ficam esperando em vão e eu posso escrever com mais tarnquilidade e não apresentar capítulos "meia boca" só para dizer que postei.
4° Algumas de vocês não estão contentes com o desenrolar da FIC, eu entendo, de verdade, e não me incomodo que vocês me digam que não gostaram de certas coisas... E acho que vocês já perceberam isso pela forma como eu respondo os seus reviews. Esse é mais um motivo para que eu desenvolva a fase alternativa, se a maioria quiser assim... Mas a versão principal é essa e embora nem todas estejam felizes, eu garanto que tudo vai ser consertado no final, que Beward e Ben ficarão bem e felizes. Por favor, confiem nisso.
No mais, MUITO OBRIGADA pelos mais de 1000 reviews e pelas indicações. Vocês são incriveis!
xoxo
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