Stars

50 Capítulo 10 – Fase II - Sleeping Beauty – Parte II


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem, assim como o Romance aqui citado. Todos os créditos a Stephenie Meyer e Rosemary Roger. Mas, a Bella depressiva e o Edward hiper romântico e compreensivo sim... Respeite isso.

Capítulo 10 – Fase II — Sleeping Beauty – Parte II

\"\"

Edward Cullen

Afastei-me lentamente do balcão, sem conseguir me focar no que a enfermeira me dizia. Eu já tinha ouvido o suficiente: era minha culpa que Bella estivesse agora em uma UTI. O que havia feito ao deixá-la, mais uma vez, sozinha, por medo de seus fantasmas?

_________

Caminhei, sem presa, até a unidade de tratamento intenso, não porque eu quisesse evitar ver a minha mulher o quanto antes, apenas porque eu não tinha coragem suficiente para vê-la como ela estava naquele momento.

E quando cheguei até lá, eu não pude entrar para vê-la. Aparentemente Jasper havia proibido toda e qualquer visita. Bom, algo me diz que o único que ele realmente desejava manter afastado era eu... Eu desejei ir atrás dele e gritar e quem sabe terminar a briga que começamos quando cheguei ao hospital, afinal quem ele pensava que era para agir assim, tentando nos afastar? Tomando decisões que deveriam ser feitas por mim... Mas então eu percebi que abri mão disso quando a deixei sozinha.

Eu nunca imaginei que a minha decisão de deixar o hospital nos levaria até aqui... Eu voltaria atrás se eu pudesse.

Seria engraçado, se não fosse trágico. Pensar que todos, inclusive eu, sempre acusaram Bella não ser forte o suficiente para lidar com seus próprios fantasmas... Acho que agora está claro que eu sou quem não consigo lidar com eles. Especialmente quando esses fantasmas estão diretamente relacionados comigo.

Eu não sei exatamente por quanto tempo permaneci parado do lado de fora da UTI, mas eu simplesmente me recusava a ir embora. Mesmo que eu não pudesse vê-la, segurar a sua mão, falar com ela... Eu ainda ficaria ali. Eu não iria cometer o mesmo erro novamente.

Felizmente, Ben estava com minha mãe, que aparentemente ainda não estava ciente de tudo o que aconteceu enquanto eu estava fora, ou eu certamente teria que ter lidado com a sua fúria em casa... Obviamente eu não estou livre disso, ela vai explodir assim que me ver novamente. Mas mesmo que Esme estivesse chateada e decepcionada comigo, eu tinha absoluta certeza, que ela cuidaria do meu filho melhor do que eu seria capaz nesse momento. Assim como Bella, se ela estivesse bem e em casa, conosco.

Eu encostei minha cabeça contra a parede e senti uma vontade quase sufocante de chorar. Como foi que minha vida virou de cabeça para baixo? Como eu ia consertar tudo o que estava saindo errado?

Eu só queria fechar meus olhos e quando voltasse a abri-los me deparar com Bella em meus braços, sorrindo para mim... Exatamente como era antes. Exatamente como eu sempre desejei que fosse.

Eu sabia que tudo realmente começou a desandar quando soubemos sobre Ben. Eu não podia desejar que isso não tivesse acontecido... Já amo meu filho mais do que seria capaz de definir e não consigo imaginar minha vida sem ele. Mas, eu gostaria de ter sido um pouco mais inteligente e nunca ter levado Victoria para a minha cama. Uma única decisão teria me poupado todos os problemas que sou obrigado a lidar agora.

Embora Bella tenha aceitado Ben completamente e o trate com tanto amor, eu sei que a presença dele a faz lembrar do filho que perdemos e eu estaria sendo no mínimo insensível se não reconhecesse que isso a faz sofrer. E mais uma vez: eu sou responsável por isso. Se eu tivesse me mantido longe de Victoria durante a festa de lançamento do filme, Bella ainda estaria grávida e embora eu imagine que, talvez, fosse ainda mais difícil para ela lidar com o fato de eu ter um filho com outra mulher enquanto o nosso próprio filho crescia em sua barriga... Nós, ao mesmo, não teríamos perdido um pedaço nosso.

Eu tento não pensar em tudo isso porque não existe nada que eu possa fazer para mudar o que já aconteceu... Eu não posso voltar atrás. Eu não posso mudar as minhas atitudes. Eu não posso trazer o nosso filho de volta. Mas eu posso fazer o meu melhor e nos reservar um futuro melhor, cuidar da minha mulher e do meu filho, protegê-los.

É exatamente nisso que eu estou errando.

Eu gostaria de estar agindo corretamente, mas não sei como.

- Edward? – Eu senti no momento em que a mão de meu pai pousou sobre o meu ombro, me obrigando a parar de desejar que as coisas fossem diferentes e começar a agir.

Eu respirei fundo e tentei voltar meu olhar em sua direção, mas tudo o que consegui fazer foi voltar a tombar minha cabeça de encontro à parede.

- Edward, vamos até o meu consultório... Eu acho que precisamos conversar.

- Eu quero estar aqui... Quando ela acordar.

- Bella não vai a lugar algum. – Ele respondeu. – E também não irá acordar até que a retirarmos do coma induzido.

- Eu ainda quero vê-la...

Droga! Eu tinha conseguido impedir as lágrimas até agora, mas ao imaginar que ela estava sozinha agora... Eu sei. Deveria ter pensado nisso antes. Mas eu tinha tanto na minha mente naquele momento... Será que ela iria me perdoar por isso?

Eu levei minha mão ao meu rosto, secando as lágrimas que escorriam e com um suspiro me virei e olhei para o meu pai. Sua expressão estava neutra, mas eu sabia bem sobre o que ele gostaria de conversar.

Eu o segui até o seu consultório e praticamente joguei o peso de meu corpo sobre uma de suas poltronas.

- Edward... – Meu pai começou dizer, mas eu o interrompi.

- Eu sei. Eu fiz besteira! Eu não deveria ter deixado Bella sozinha... Mas eu... Eu nunca imaginei que algo assim aconteceria, eu...

- Por quê? – Foi tudo o que ele disse quando eu parei tentando reorganizar os meus pensamentos.

- Eu precisava fazer o boletim de ocorrência e levar Ben para fazer o exame de corpo de delito.

- Eu não perguntei “para fazer o quê” e sim “por quê”.

Eu olhei para o homem a minha frente, sabendo muito bem que ele não me deixaria sair dali até que eu desse a ele a resposta que ele queria. Meu pai sempre foi assim. Ele nunca precisou gritar ou ameaçar para ter as respostas que queria e ele sempre sabia quais perguntas fazer para encontrar o problema... E eu nunca fui capaz de mentir para ele, nem quando criança, muito menos agora.

- Eu... Eu só... Só não conseguir ouvi-la mais.

Deus! Parecia tão idiota agora.

- Ela estava delirando, Edward. – Carlisle não gritou, não se levantou, mas a forma como ele falou era exatamente a mesma forma como ele costumava falar comigo quando eu fazia algo errado na infância. Mostrando que ele estava decepcionado.

- Eu sei. – Levei minhas mãos a minha cabeça e sem conseguir evitar puxei os fios de meu cabelo. – Eu não deveria ter saído...

- O problema não estar em você ter saído... Você tinha algo importante para fazer. O problema está em como você saiu. – Ele fez uma pausa e eu sabia que ele estava esperando que eu o olhasse nos olhos. – Eu te disse que ela não podia ficar sozinha. Eu expliquei os riscos. E ainda assim você deixou o hospital sem me avisar, sem avisar ninguém... Você entende o que poderia ter acontecido?

Não existia nada que eu pudesse dizer para contestar a verdade. Então, eu apenas assenti.

Eu gostaria que esse foi um dos muitos erros que cometi quando criança, em que meu maior risco seria ficar de castigo por uns dias. Agora o que estava em jogo era muito mais valioso: a mulher que amo.

- Se eu não tivesse chegado a tempo, ela poderia estar morta, Edward.

Eu desmoronei. E eu nem mesmo tentei esconder o fato que estava soluçando.

- Olhe... – meu pai voltou a dizer, sua voz de volta ao tom ameno com que ele sempre fala. – O que está feito, está feito. Não há como mudar. Apenas tire alguma lição disso. Você precisa pensar antes de agir... Sempre.

- Eu não sei como agir. – Confessei.

- Eu gostaria de ter uma formula mágica para você, filho. Mas eu não tenho. Tudo o que tenho é experiência de vida, que eu espero que sirva para lhe dar bons conselhos.

- O que eu faço, pai? – Pedi me segurando a esperança de que ele fosse capaz de me dizer como consertar tudo.

Ele não chegou a me responder porque meu celular escolheu esse momento para tocar.

- Sim? – Foi tudo o que eu disse ao levar o celular ao ouvido.

- Edward! – A voz soou animada. – Eu tenho ótimas noticias... Nós conseguimos. Você tem a guarda provisória.

Eu gostaria de poder ter sorrido e comemorado, mas eu me sentia exausto demais.

- Obrigado, Jenks! – Respondi, me obrigando a pensar que ao menos um problema havia sido resolvido.

- Algo está errado? – Meu advogado questionou. – Bella está melhor?

- Ela vai ficar. – Garanti porque eu me negava a pensar que seria diferente.

-Você conseguiu, não é? – Meu pai questionou após me ver encerrar a ligação. – Você tem a guarda.

- Sim. A guarda provisória, mas ainda tenho que lutar pela definitiva.

- Você não deveria estar comemorando?

- Eu vou fazer isso quando Bella acordar. Ela merece mais do que eu.

- Ela vai ficar bem... O pior já passou. – Meu pai garantiu. – Eu dei uma olhada em seus exames e, aparentemente, não houve nenhuma seqüela... Vamos dar a ela um pouco de tempo para se recuperar.

- O que eu faço quando ela acordar? O que eu digo? Ela vai me desculpar?

- Uma coisa de cada vez, filho. – Carlisle se colocou de pé. – Por que você não vai para casa agora e tenta encontrar uma forma de dizer a Ben que ele não vai voltar para casa?

- Eu não quero deixá-la.

Quando meu pai se manteve em silencio eu percebi que era um pouco tarde para eu decidir não deixá-la sozinha.

- Eu realmente não tinha a intenção... – Sussurrei.

- Ficar aqui, do lado de fora do leito dela, remoendo o que aconteceu não vai ajudá-la em nada. Nem a você. Ela está em boas mãos. Eu vou estar aqui. Vá para casa, converse com o seu filho e coloque seus pensamentos em ordem... Eu vou cuidar para que você possa vê-la quando voltar.

- Jasper nunca vai...

- Ele está apenas tão nervoso quanto você.

- Você vai me ligar se...

- Eu vou.

- Eu a amo, pai! – Disse ao meu por de pé, me preparando para ir embora. – Demais.

- Edward... – Ele chamou antes que eu fosse capaz de deixar o consultório. – Casamento não é fácil! — Ele sorriu. – Especialmente quando temos filho. Você precisa encontrar tempo para Bella, para Ben e para você mesmo... Você precisa encontrar harmonia.

Eu assenti, embora não tenha sido capaz de conseguir compreender a mensagem que ele queria me passar.

....

- Como ela está? – Minha mãe perguntou assim que eu passei pela porta.

- Carlisle disse que ela vai ficar bem.

- Seu pai não me deu detalhes... Ela acordou?

- Os exames mostraram que não houve seqüelas...

- Oh graças a Deus! – Esme suspirou levando a mão ao peito. – Ela vai ficar bem. Ela é forte.

- Mãe, eu...

Ela balançou a cabeça negativamente, me interrompendo.

- Eu não vou brigar com você, Edward. – Seus lábios formaram um sorriso triste. – Eu estou olhando para você agora e... Você aprendeu a lição, não é?

Eu não respondi, apenas caminhei até ela e a abracei.

- Eu estou com medo, mãe! Medo de que ela não me perdoe, medo de que mais alguma coisa saia errado, medo de perdê-la.

- Eu sei, filho! — Seus braços me envolveram. – Mas, não se esqueça: Bella te ama! Eu tenho certeza que você vão ficar bem. Apenas... Não tome mais decisões erradas, okay?

- Eu vou tentar...

- Bom, agora porque você não toma um banho e acorda o menino lindo que está na sua cama e gasta um tempo com ele? Ele perguntou por você e por Bella.

Eu desfiz o abraço.

- Eu tenho a guarda. – Eu me senti melhor ao perceber que e um pequeno sorriso se formou em meu rosto ao dizer isso.

- Oh querido! Isso é ótimo! – Minha mãe se colocou na ponta do pé e beijou docemente a minha bochecha. – Viu? Tudo vai se acertar.

- Eu vou fazer o que você disse... – Movimentei minha cabeça como se com isso fosse capaz de expulsar o terror que ainda estava dentro de mim. – Será que você pode ficar de olho nele, a noite? Eu quero estar no hospital.

- Vai ser um prazer, querido!

...

Os meus planos de tomar um banho deixaram de existir no momento em que eu cheguei ao meu antigo quarto e avistei meu filho adormecido. Ele parecia tão tranqüilo, tão em paz que eu não resisti e me aproximei, me acomodando ao seu lado.

Gastei um bom tempo olhando para ele e desejando que eu pudesse ser tão bom pai para ele quanto meus pais foram para mim.

Não reprimi a vontade que sentia e o abracei, puxando seu corpo pequeno para perto do meu.

- Eu te amo, filho! – Sussurrei contra o seu cabelo. – Você está seguro agora. Comigo e com Bella.

- Pára, papai! – Ele reclamou, a voz chorosa, provavelmente porque eu o estava apertando.

- Hey, Campeão! – Eu o soltei e sorri para ele.

Ele tentou esconder seu rosto no travesseiro e eu sorri um pouco mais. Mesmo não tendo o DNA de Bella, ele se parecia tanto com ela... Os meus maneirismos.

- Vamos lá. Deixei de ser preguiçoso.

Antes que ele percebesse eu já estava lhe fazendo cócegas.

Era tão bom ouvir a sua risada preenchendo o ambiente e eu me permitir pensar que, como meus pais disseram, tudo ficaria bem.

- Vovó disse que Bella tá dodói... – Ben disse um pouco sem fôlego após livrá-lo do meu ataque de cócegas.

- É verdade! – Respondi, não querendo mentir para ele. – Mas ela vai ficar bem.

- Ela tomou injeção?

Eu sorri antes de responder.

- Sim, ela tomou injeção.

- Aíii dói!

- Isso não é verdade! – Disse, voltando a puxá-lo para o meu colo porque eu não conseguia me manter longe. – E ela não chorou. Ela é muito corajosa.

- Eu to com saudade...

- Eu sei, filho! Mas ela vai precisar ficar uns dias no hospital... Vamos fazer um trato? Quando o vovô disser que tudo bem, eu te levo para até lá, okay?

- Posso levar o Bob Esponja?

Foi inevitável gargalhar e eu o abracei ainda mais apertado.

- Solta, papai!

...

Eu ainda não queria deixar meu filho sair de meus braços, então eu joguei sujo.

- O que você acha de um banho de banheira?

Sua animação foi contagiante e enquanto ele cantarolava a musica tema do seu desenho predileto eu enchia a banheira e joguei alguns brinquedos dentro.

- Hey, Ben... – Chamei após passar um bom tempo apenas observando a forma como ele batia suas mãos na água e gargalhava. – O que você acha de morar com o papai?

Ele nem mesmo me olhou, continuou com a sua brincadeira como se eu não estivesse ali.

- Aqui?

- Não. – Respondi. – Aqui é a casa da vovó e do vovô. Mas você pode morar na casa do papai e da Bella.

Ele agarrou um patinho de borracha e o apertou fazendo um barulho um pouco irritante e só depois olhou para mim.

- E a mamãe?

Eu parei sem saber como responder a isso.

- Você pode visitar a mamãe, como você me visita. O que acha?

- Mamãe não deixa! – ele respondeu fazendo um bico. – Ela não gosta da Bella.

- Mas você gosta, não é?

- Bella é legal! Ela brinca comigo e faz coisas gostosas.

- Ela faz e você sabe por quê?

- Por quê?

- Porque ela gosta muito de você e ela ia ficar muito feliz se você morasse com ela.

- Tá bom!

Quando ele voltou a dar atenção aos seus brinquedos, eu percebi que isso era o máximo que eu conseguiria por agora e suspirei de alivio.

...

Os dias seguintes foram calmos, eu dividia meu tempo entre estar em casa com Ben e no hospital com Bella.

Eu já podia passar algum tempo ao seu lado e aproveitava esses minutos para sussurrar em seu ouvido o quanto a queria de volta e como eu e Ben sentíamos a sua falta.

Jasper ainda não estava muito a vontade em minha presença, mas assim como eu ele estava no hospital todo o tempo possível e acho que termos que estar próximos começou a dissipar o clima ruim entre nós. Não totalmente, é claro.

Talvez Alice tivesse algo a ver com isso.

Rose e Emmett também apareceram algumas vezes e eu estava grato por ver que eles não estavam contra mim.

Mas eu mal podia esperar pelo momento em que Bella acordasse. Eu queria olhar em seus olhos, ouvir a sua voz...

Foi com um misto de animação e apreensão que após 5 dias recebi a noticia que a medição que a mantinha dormindo seria suspensa e ela seria transferida para um quarto.

Embora meu pai tenha me avisado que não era possível prever em quanto tempo Bella acordaria e que isso poderia levar algumas horas ou até mesmo dias, eu me recusei a deixar o hospital. Eu queria estar ao seu lado quando ela abrisse os olhos.

A espera era angustiante, mas era bom poder estar ao lado dela, minha mão firmemente presa a sua... Sem limitação de tempo.

Jasper se manteve no quarto pelas primeiras 3 horas e embora ele não estivesse disposto a conversar comigo, ele não tirava os olhos das nossas mãos unidas.

- Você pode ir para casa, descansar... – Sugeri quando comecei a sentir irritação pela forma como ele se comportava. – Eu ligo quando ela acordar.

- Eu não confio em você para ficar sozinho com ela.

- Olhe Jasper... – Precisei me controlar para não perder a paciência. – Eu errei. Sei disso. Também sei que você está chateado comigo...

- Chateado nem chega perto...

- Tudo bem! Você pode continuar a agir como um idiota... Mas por favor, faça isso longe dela!

- Você... – Ele aumentou um pouco o tom de voz e eu me coloquei de pé, mas sem soltar a mão de Bella.

- A única coisa que concordamos nesse momento é sobre o desejo que ela fique bem, certo? Então vamos parar de agir como dois trogloditas e nos comportarmos como adultos civilizados ao menos na frente dela... – Eu fiz uma pausa, mas não deixei que ele começasse a falar. – Eu sei que você vai deixar claro, para ela, que não aprova mais o nosso relacionamento... E cabe a Bella decidir se quer manter o nosso casamento ou não. Eu vou respeitar o que ela decidir e eu só estou pedindo que você faça o mesmo.

- Você sabe exatamente o que ela vai me dizer, não é? Ela é louca por você! E você vai usar isso para...

- Eu sou tão louco por ela quanto ela é por mim e tudo o que eu vou fazer é mostrar a ela o quanto eu estou arrependido por tudo.

- Se você voltar a machucá-la...

- Eu nunca tive a intenção de machucá-la.

- Isso não muda o fato de que você fez.

- Você está certo. Droga, Jasper! Eu quero que tudo fique bem, com nós dois. Você sabe o quanto a sua opinião é importante para ela e eu não quero que ela tenha que ficar entre nós dois.

- Eu não menti quando disse que não confio mais em você sozinho com ela. Você está arrependido? Não é suficiente para mim, okay? Você quer que tudo fique bem? Então ganhe a minha confiança de volta... Até lá, eu vou estar de olho em você. É melhor se costumar com isso.

Eu revirei meus olhos e voltei a me sentar. Continuar com essa discussão não nos levaria a lugar nenhum.

Isso não quer dizer que não me irritou vê-lo andando de um lado para o outro e eu dei graças a Deus quando Alice adentrou o quarto e conseguiu convencê-lo de que seria uma boa idéia ir para casa, tomar um banho e comer alguma coisa.

- Algo me diz que ela vai acordar logo... – Ela me disse antes de sair. – Apenas conserte o que foi feito de errado e não se preocupe com Jasper. Ele vai fazer qualquer coisa para vê-la feliz. Ele sempre faz. E então, tudo vai ficar bem.

- Alice, eu gosto de vocês. De verdade. E eu quero manter a nossa amizade.

- Só... É difícil para ele. Ele ainda se culpa pelo o que Jacob fez a ela, e ele só quer protegê-la. Ele também gosta de você. Vocês eram amigos antes de Bella chegar, lembra? Cuide bem dela e as coisas vão se ajeitar.

Alice tinha uma certeza habilidade quando o assunto era supor o que aconteceria a seguir, então eu escolhi acreditar no que ela me disse e esperar pela bonança após a tempestade.

...

O primeiro sinal de que Bella estava recobrando a consciência foi um leve movimento de dedo. Eu só percebi porque minha mão estava colada a dela e eu comecei a sorrir como um idiota quando ela repetiu o movimento.

- Bella? – Chamei me inclinando sobre ela e deslizando minha mão livre em seu rosto. – Você está me ouvindo, amor?

Meus olhos continuaram presos em seu rosto, mas ela não abria os olhos.

- Baby? – Continuei. – Por favor!

Eu levei sua mão até os meus lábios e a beijei.

- Eu te amo! – Sussurrei contra a sua pele. – Por favor, eu preciso de você.

Eu senti quando ela moveu novamente seu dedo e então, desviei meu olhar de seu rosto e o fixei em sua mão, ainda junto a minha.

Era um movimento leve, quase como se ela tentasse apertar a minha mão, mas não conseguisse.

- Faça isso de novo... – Pedi, desejando que ela estivesse de volta e não que fosse um movimento involuntário.

Quando ela voltou a mover, agora dois dedos. Eu a abracei. Com toda a minha força.

- Você voltou! Você voltou para mim.

Eu não me importei em estar chorando. Eu não conseguia controlar os sentimentos dentro de mim.

Eu continuei a falar com ela, mas felizmente fui capaz de lembrar que deveria chamar meu pai para vê-la.

Ela ainda não tinha aberto os olhos, mas gradativamente seus movimentos estavam voltando. O que começou um leve movimento de dedo, passou a ser um aperto de mão após longos minutos.

E após quase uma hora, ela tinha um aperto tão forte em minha mão que eu não conseguiria me afastar mesmo que se eu quisesse.

- Ela vai recuperar a consciência aos poucos... – Meu pai disse tentando me acalmar quando eu questionei porque ela não abria os olhos e falava comigo. – Ela precisa de tempo. Você precisa ser paciente porque mesmo quando ela abrir os olhos, ainda vai estar um pouco desorientada. Não a pressione demais.

Eu assenti voltando a me concentrar na mulher deitada naquela maca, desejando nada mais do que voltar a ver seus olhos brilhando para mim, ouvir a sua voz e sentir o seu abraço.

- Eu te amo, Baby! – Disse mais uma vez. – Eu te amo, tanto!

Eu vi seus lábios tentarem se mover e um leve movimento de cabeça.

- Pai, ela tá tentando falar comigo, não é?

- Edward, você precisa se acalmar, filho. Ou vai deixá-la nervosa.

- Eu vou esperar, Bella. – Garanti, beijando seu rosto. – Eu vou esperar bem aqui ao seu lado. O tempo que você precisar.

Ela emitiu um som fraco, mas não chegou a formar nenhuma palavra.

- Tudo bem. Tudo bem. No seu tempo amor.

Seus lábios se contorceram um pouco e eu escolhi imaginar que ela estava sorrindo para mim.

- Você lembra a primeira vez que eu disse isso? – Sorri para a lembrança de Bella colando seu corpo ao meu, enquanto dançávamos em uma boate lotada. Me provocando e logo depois me fazendo parar.

Eu não sabia exatamente a extensão do que eu estava dizendo naquela época, mas fiquei feliz em ter dito... Por ter esperado. Foi o que nos levou a ficar juntos e se eu precisasse repetir isso muitas vezes para que continuássemos juntos eu continuaria dizendo.

- Você estava tão linda naquele vestido preto! Dançando comigo... Eu já te amava naquela época. Eu te amo desde a primeira vez em que eu te vi.

Eu desviei minha atenção para a minha lagrima que caiu sobre seu rosto e a sequei e quando voltei meu olhar para seus olhos, senti meu coração parar por um instante para logo em seguida voltar a bater desenfreadamente.

Seus olhos estavam abertos. Ela estava olhando para mim. Novamente prendendo seu olhar ao meu. E como sempre, eu podia ver sua alma atrás dele e naquele momento ele me dizia, tão claro como se usasse palavras, que ela estava de volta para mim.

CONTINUA...

Notas finais
Olá,
Como foi de carnaval? Me perdoem pela demora em postar, mas eu precisei dar atenção a minha familia e tal...
Bom, falta apenas 10 reviews para batermos 1000 (Uauuu, mal posso acreditar!) e assim que isso acontecer eu vou postar um big spoiler com pedaços de vários capítulos que ainda vão rolar... Então, se você estiver interessado, fique de olho no meu twitter (@Tat_Ol) e no Tumblr.
Muito obrigada! Se eu consegui chegar a esse número de reviews foi graças a vocês. Vocês são incriveis!
Por favor, me digam o que acharam, okay?
xoxo