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49 Capítulo 09 – Fase II - Sleeping Beauty


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem, assim como o Romance aqui citado. Todos os créditos a Stephenie Meyer e Rosemary Roger. Mas, a Bella depressiva e o Edward hiper romântico e compreensivo sim... Respeite isso.
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Esse é bem mais leve que o anterior.
Boa leitura!

Capítulo 09 – Fase II — Sleeping Beauty

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Carlisle pov

Apesar de não ser meu dia de plantão, tentava me ocupar com alguma coisa, e aproveitei a madrugada aparentemente tranqüila para checar alguns prontuários. Infelizmente, não poderia ser de grande ajuda ao caso de Bella. Meu conhecimento de doenças infecciosas se resumia a algumas poucas matérias da faculdade, e mesmo assim, já fazia muito tempo que não tinha contato com o assunto, mas não podia deixar de estar presente; seja para dar suporte a Edward ou mesmo tentar contatar algum amigo que pudesse ajudar com o caso.

Estava de volta ao corredor em que Bella estava internada quando um alarme sonoro chamou minha atenção. Imediatamente, voltei meus olhos ao quadro de luzes, vendo a pequena lâmpada que representava o quarto de Bella piscando freneticamente. Num instante, foi como ter voltado aos meus tempos de P.S. A adrenalina parecia tomar minhas veias enquanto corria na direção do quarto dela... Seu corpo convulsionava na cama, tremendo em espasmos enquanto seu rosto estava afundado no travesseiro

Aquilo pareceu me por no modo automático, para que pudesse cuidar de minha nora com o máximo de precisão possível. Ajeitei seu corpo na cama e era claro, a mim, que um tanto de seu vômito havia sido aspirado por ela. Busquei na gaveta do carrinho ao lado de sua cama um laringoscópio para me ajudar a ver quão obstruída suas vias respiratórias poderiam estar, e infelizmente, ela parecia ter aspirado uma boa quantidade de liquido.

[http://www.umm.edu/graphics/images/es/9503.jpg ele basicamente fez isso]

Busquei um aspirador, tentando limpar suas vias o máximo que podia, mas quando as coisas pareciam não poder se tornar piores, um novo aviso sonoro tomou o lugar... Enquanto ela parecia sufocar nos próprios fluidos, seu coração falhava... Como se estivesse fibrilando]... Convulsionando como todo seu corpo.

Sabia que tinha poucos minutos antes que uma lesão cerebral acontecesse pela falta de oxigênio... Se é que já não ocorreu algo mais sério... E busquei em meio aos medicamentos pré-prontos no carrinho de reanimação, uma injeção de adrenalina, aplicando-a diretamente no músculo cardíaco, para em seguida usar o desfibrilador na voltagem inicial... Que, por sorte, foi o suficiente para fazer seu coração voltar a bater normalmente.

Foi mais ou menos nessa hora que uma das enfermeiras apareceu por ali, me ajudando com os procedimentos finais; me auxiliando a aspirar o máximo possível de secreção de seus pulmões e encaminhando-a a unidade de terapia intensiva, onde poderia receber melhores cuidados.

Só após me certificar que ela estava acomodada e recebendo o melhor tratamento possível, me sentei por ali exausto pela tensão. Só agora podia deixar minha mente vagar e as perguntas saltavam em minha cabeça: Onde estaria Edward? Por que simplesmente não avisou que teria de sair? Havia lhe explicado que Bella não poderia ficar sozinha nem por um instante enquanto a febre não passasse, mas ele simplesmente havia sumido.

O dia estava amanhecendo quando comecei a ligar para meu filho... Que inicialmente mantinha o celular desligado. Tentei insistentemente, e logo que seu telefone chamava, ele recusou cada uma das minhas ligações.

Em minha mente, tentei encontrar qualquer explicação plausível para o fato que ele não estava disponível, mas tudo o que conseguia enxergar, era seu descaso.

Não importa o que o tenha levado a deixar o hospital, ele deveria, ao menos, ter avisado que a estava deixando sozinha.

Só em pensar o que poderia ter acontecido se eu não estivesse passando por aquele corredor na hora certa, sentia todo meu autocontrole se dissolver.

O plantonista da UTI já havia me pedido para trazer algum responsável por Bella, já que eu, como médico do hospital não poderia ser. Era necessário alguém ali; alguém próximo o suficiente dela para que pudesse se responsabilizar caso mais alguma coisa viesse a acontecer, já que, sua febre não cedia de modo algum. Não me restava nenhuma alternativa alem de ligar a Jasper.

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Jasper POV

Eu estava tentando manter a calma e não pensar no pior enquanto me dirigia até o hospital. Tudo o que Carlisle havia me dito era que Bella estava internada e que eu precisava ir até lá o mais rápido possível.

Eu estava grato por ele ter me avisado, mas não podia deixar de me perguntar por que Edward não tinha entrado em contato e porque minha presença estava sendo requisitada com tanta urgência.

Até onde eu sabia, eles estavam desfrutando de um fim de semana com Ben e a julgar pelo o que Alice havia me contato ontem a noite, as coisas estavam se acertando. Ao menos foi o que pensei ao ver a foto que Edward tinha postado no twitter.

Eu ainda não podia acreditar que ele tinha mesmo feito isso. Mas imaginei que se ele chegou a esse ponto, significava que tudo estava bem.

O que achava estranho é que, durante nossa caminhada pelo hospital, o nome de Edward não foi citado nenhuma vez. Eles deveriam estar felizes e juntos... Ele deveria estar aqui, mas ao que parecia, não estava.

Chegamos até o escritório de um dos médicos; o responsável pelo caso de Bella, que tentou da forma mais calma possível me explicar o que acontecia

- O caso de Isabella foi uma evolução de fatores... – Ele disse após me informar que ela havia sido mordida por um rato e desenvolvido uma doença chamada “febre da mordida do rato”. Eu não tinha ouvido falar sobre isso e não fazia a menor idéia do quão grave poderia ser. – Ainda não conseguimos abaixar a sua temperatura e era preciso que ela ficasse acompanhada durante todo o tempo, no caso de o quadro evoluir para uma convulsão...

O médico não tinha dito com todas as palavras, mas o que eu pude entender é que ela foi deixada sozinha, quando não deveria.

Embora, no fundo do meu ser, eu soubesse a quem ele se referia, perguntei assim mesmo.

- Mas, quem estava com ela?

- Quem se responsabilizou em ficar foi o marido... E bem, ele a deixou sozinha e não comunicou às enfermeiras que precisava sair... E como disse, houve uma evolução... Sua febre chegou num limite perigoso e ela começou a convulsionar.

Admito que boa parte de minha mente se desligou quando ouvi que Edward a deixara sozinha ali.... Que se Carlisle não tivesse passado pelo corredor no momento certo, poderia tê-la perdido... Sentia meus pulsos vibrando levemente enquanto apertava as mãos, pronto para socar Edward.

Pode parecer super proteção demais da minha parte, mas Bella é a única família que ainda me resta, além de Alice. Eu não posso assumir o risco de perdê-la, especialmente depois de tudo o que aconteceu em Forks, após eu a ter deixado para trás.

Eu tentei me concentrar no que era discutido dentro daquele escritório, mas tudo o que eu conseguia sentir era o medo se alojando no meu coração.

Quando pequeno, eu prometi que cuidaria dela porque sabia que se eu não fizesse, ninguém mais faria. E eu tinha falhado nisso ao ir embora e deixá-la aos cuidados de Charlie... não podia simplesmente falhar novamente. Embora, eu seja obrigado a reconhecer que esse não é um trabalho fácil e tem exigido de mim, muito mais do que eu imaginava.

Eu estava começando a me sentir tão cansado de todo o drama que cerca a vida da minha irmã.

Antes de termos a conversa encerrada, o médico ainda me explicou alguns detalhes, todo o risco envolvido e os cuidados que tomariam agora. Seriam alguns dias na UTI para se recuperar... E mais um bom tempo no hospital até estar recuperada.

Pedi para vê-la, por alguns instantes, e os dois médicos me acompanharam até a ala reservada onde estava. Parecia até um quarto normal, se não fosse a quantidade absurda de aparelhos que a monitoravam. Ela parecia dormir enquanto ainda não estava dopada, já que autorizei que a sedassem depois de uns exames para lhe poupar um pouco. Por um dos monitores via que a febre não havia cedido, mas mesmo assim, era quase instintivo tocar sua pele para sentir como estava. Afastei um pouco o lençol que a cobria, expondo um braço, tocando e sentindo o calor da pele dela.

Eu a observei por um momento. Enxergando apenas a menina doce que eu sempre mantive ao meu lado. Sempre cortou meu coração vê-la doente e dessa vez não era diferente.

Fiz um carinho em seu rosto.

- Você vai ficar bem, Bells... — Garanti, antes que procurasse por sua mão e a apertasse.

Desejei que ela apertasse minha mão de volta, mas sabia que isso não aconteceria até que ela acordasse, por isso desviei o meu olhar do seu rosto, com a intenção de focá-lo em nossas mãos juntas, mas meus olhos pararam ao avistar algumas marcas arroxeadas em seu braço.

Conhecia bem aquele tipo de marcas. Era um tipo comum de ver nos braços de Renée depois de alguma farra de Charlie. Puxei o lençol que a cobria, buscando outras marcas, vendo algumas semelhantes em seu outro braço.

Sentei numa cadeira junto à cama e apoiei meu rosto no colchão junto a sua mão. Preferia acreditar que aquilo era obra de algum fã sem controle... Ou que ela havia caído e Edward a segurado, mas no fundo, sabia que não fora assim. Principalmente depois que a ouvi, no que parecia um delicio febril, pedir que Edward não a machucasse

Ouvir aquilo; ouvir como ela parecia apavorada em seu "sonho" me colocou num estado de profunda letargia. Edward prometeu amar e cuidar dela; não a ferir como havia feito... Primeiro com um filho com outra mulher... Agora com isso, colocando sua vida em risco.

Eu havia apoiado o seu casamento porque sabia o quanto ela o amava. Isso sempre foi tão claro, desde o início. A forma como ela olhava para ele, sorria para tudo o que ele dizia, se arrumava com muito mais afinco quando ele estava por perto... Eu conheço minha irmã melhor do que ela mesma se conhece, e sempre soube que ela cairia aos pés de Edward, se ele mostrasse algum interesse. E ele, parecia tão completamente apaixonado por ela, disposto a cuidar dela e fazê-la feliz...

Não existe nada que eu deseje mais do que a felicidade dela. Eu sou testemunha do quanto ela merece e eu imaginei, que ela encontraria isso com ele. Aparentemente eu estava errado.

Uma enfermeira apareceu para me avisar que deveria sair, afinal, era uma área restrita do hospital. Me dirigi ao corredor, acomodando-me num dos bancos que por ali haviam.

Busquei o celular, discando o telefone de casa tão absurdamente perdido. Precisava de todo o apoio de Alice para o que viria.

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Edward POV

Assim que adentrei, Jasper voou em meu pescoço, prendendo-me contra uma parede, gritando, raivoso:

– O que você fez com a minha irmã?

...

Eu precisei de alguns minutos até que eu pudesse responder.

- Nada, Jasper. Eu não fiz nada! – Não era exatamente a verdade.

Do que exatamente ele estaria falando? Do fato de ela estar doente porque eu não tive o cuidado de verificar a mochila de Ben antes de levá-lo para casa? Da minha acusação infundada? Dos hematomas que deixei em seu braço?

E a julgar pelo olhar que ele me dirigia a minha lista de erros só aumentava.

- Nada? Você chama as marcas que deixou no braço dela de "nada"? — Era possível ver o quanto ele tentava se conter, enquanto me prendia contra uma parede, quase me sufocando — Eu confiei em você pra cuidar dela... Para protegê-la de canalhas e no fim, você foi exatamente como o tipo que queria manter longe da minha irmã!

-Jasper... — Comecei a dizer, tentando forçá-lo a me soltar — Eu não queria machucá-la... Foi um acidente.

Ele riu ironicamente, me apertando mais forte contra a parede, fazendo minhas costas se chocarem forte contra o concreto — Acidente? Assim como os acidentes que Charlie causava em Renée? Ou que Jacob causou a Bella?

- Eu nunca a machucaria de propósito. — Tentei defender minha posição, sem que fosse necessário revidar o aperto que ele me dava.

Eu era capaz de entender o que ele sentia. O que se passava por sua mente. Sabia que ele estava apenas defendendo a sua irmã.

- Jasper! — A voz de Alice chamou a nossa atenção e embora, Jasper tenha aliviado um pouco de seu aperto contra mim, ainda assim não me soltou. — O que você está fazendo?

- Nem comecei a fazer o que ele merece, Alice — Ele respondeu nitidamente raivoso

- Jazz, solte ele! — Ela colocou suas mãos nos ombros dele e tentou afastá-lo de mim. — Aqui não é lugar para isso... Se você continuar com isso, teremos seguranças ao nosso redor em alguns segundos.

- Eu confiei em você! – Ele voltou a apertar seu braço contra o meu pescoço, antes de, finalmente, me libertar . – Merda, eu confiei em você!

Ele recuou um passo, e me encarou furioso como uma fera contida, me empurrando uma ultima vez contra a parede, sem me prender desta vez enquanto Alice se prendia a ele para segurá-lo e acalmá-lo.

- Se você a machucar de novo... Se tocar em um único fio de cabelo dela, juro que nem Alice vai me impedir de acabar com você.

- O que você fez? – Alice sussurrou para mim, antes de se colocar entre nós dois. – Você tem que se acalmar, Baby...

Eu vi quando Jasper envolveu a cintura de Alice com seus braços e enterrou seu rosto no ombro dela.

- Jasper,eu... – Comecei, mas Alice me interrompeu.

- Agora não, Edward!

Eu me afastei, vendo Alice conduzir Jasper para fora do hospital. Eu inalei profundamente, tentando normalizar minha respiração após o ataque de furia do meu cunhado. Eu não estava chateado com ele, não pretendia guardar magoa pelo o que acabou de acontecer. Entendia a sua reação e de alguma forma, o olhar que ele me deu, me fez temer que as marcas que deixei nos braços de Bella não fossem o único motivo para o descontrole do seu irmão.

...

Eu segui até o quarto de Bella. Esperava que a febre tivesse abaixado um pouco e que eu fosse capaz de conversar com ela. Poder lhe contar que tínhamos grandes chances de conseguir a guarda provisória de Ben ainda hoje e que, finalmente, poderíamos ficar em paz. E claro, mais uma vez, implorar pelo seu perdão.

No momento em que cheguei ao corredor que me levaria a Bella, notei a porta de seu quarto aberta e um pequeno sorriso de alivio se formou em meu rosto, quando vi que uma enfermeira deixava o quarto tranquilamente. Isso só poderia indicar que ela estava bem, do caso contrario a enfermeira teria uma expressão preocupada em seu rosto.

Apressei meus passos, mas meu corpo inteiro ficou paralisado ao perceber que o quarto estava vazio.

A cama na qual a havia deixado dormindo, agora estava arrumada, as janelas abertas e nenhum sinal dela em qualquer lugar.

- Enfermeira? – Chamei, me apressando em alcançar a mulher que tinha acabado de sair do quarto. – A paciente do quarto em que você estava... Onde ela está?

- O Dr. Cullen a transferiu para a UTI. — Ela respondeu de modo indiferente, enquanto organizava algumas coisas do outro lado do balcão que usava, sem nem ao menos olhar para mim — Teve uma convulsão de madrugada e uma parada... — Guardou algumas coisas contando como se comentasse sobre o tempo — Você é parente?

Assenti sem conseguir responder em palavras, mas como ela não me olhava, murmurei baixo:

— Uhum.

- A verdade é que ela já deveria ter ido direto para lá, mas sabe Deus porque o Dr. Cullen aceitou que se responsabilizassem por ficar olhando-a... — Continuou num tom um tanto aborrecido. — Agora, sobra para mim todo o trabalho.

Afastei-me lentamente do balcão, sem conseguir me focar no que a enfermeira me dizia. Eu já tinha ouvido o suficiente: era minha culpa que Bella estivesse agora em uma UTI. O que havia feito ao deixá-la, mais uma vez, sozinha, por medo de seus fantasmas?

CONTINUA...

Notas finais
Olá meus amores,
Mil perdões por não ter postado no domingo, meus dias têm sido cheios.
Esse capítulo, em especial, era para ser um pouco maior, mas se eu fosse escrevê-lo inteiro antes de postar, vocês teriam que esperar ainda mais, então eu o dividi.
Por favor, me digam o que acharam, okay?
Vocês já sabem: podem me encontrar no Face, twitter e forms... Sinto muita falta das perguntas de vocês.
xoxo