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48 Capítulo 08 - Fase II - Perdido


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem, assim como o Romance aqui citado. Todos os créditos a Stephenie Meyer e Rosemary Roger. Mas, a Bella depressiva e o Edward hiper romântico e compreensivo sim... respeite isso.
_____
28 páginas de puro... Desespero? Agonia? Culpa???
Ahhhh melhor vocês lerem e tirarem suas próprias conclusões.
Recadinho lá embaixo...
Boa leitura!

Capítulo 08 – Fase II – Perdido

\"\"


“We've seen our share of ups and downs
Oh how quickly life can turn around
In an instant”
Creed – My Sacrifice
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Edward Cullen

_________________________________

Acho que, nesse momento, sou incapaz de encontrar palavras para descrever como me sinto. Ainda que: desprezível, vil e fracassado se encaixe em meu atual estado de espírito.

Mas, talvez, perdido seja a forma correta de me definir nesse momento.

Bella e eu tínhamos tido uma semana tranqüila e amigável e tudo indicava que o final de semana seguiria no mesmo ritmo... Ou melhor. Afinal, teríamos Ben e esse fato, por si só, já era capaz de me fazer sentir afortunado.

Mas então, eu estraguei tudo.

Obviamente a culpa não era só minha. Victoria tinha uma parcela bem grande nisso.

Ainda que eu soubesse que ela não era a melhor pessoa do mundo, jamais pensei que ela poderia de alguma forma chegar ao ponto em que chegou. Colocando o próprio filho em risco.

Eu estava tão equivocado.

Muito embora eu pudesse passar horas listando os erros da mãe do meu filho, fui o único a perder o controle e descontar minha frustração, impotência e raiva em uma das pessoas que mais amo na vida; então, acho que sou o único que deve ser culpado.

Eu realmente não sei se existe perdão para o que eu fiz. Para o que falei.

Eu definitivamente não poderia culpar Bella se ela vir a decidir me virar às costas... Simplesmente ir embora e nunca mais desejar me ver em sua frente.

Deus! Eu a machuquei. Fisicamente.

Isso está além do perdoável.

Ainda assim, estava disposto a rastejar sob seus pés e implorar para que ela me desse uma nova chance. Mas até isso era difícil com ela ignorando solenemente minha presença, evitando olhar em meus olhos...

Eu observei a forma como ela se obrigou a levantar e deixar o quarto e a segui, tentando, de alguma forma, fazê-la me ouvir.

Ela seguiu até o sofá da sala de meus pais e se sentou ao lado de Carlisle, disposta a dar a atenção que meu filho requisitava.

Não desviei meu olhar enquanto observei atentamente a forma como Ben se jogou no colo dela.

Fechei meus olhos desejando que eu fosse capaz de voltar no tempo e apagar todas as coisas que fiz e disse.

...

Não serve de desculpa, mas o fato é que após o episodio com os ratos eu estava a ponto de explodir; me odiando por não ser capaz de nos livrar de toda essa situação... Borbulhando de raiva por não ter me preocupado em verificar a mochila de Ben antes que o levasse para casa... Deus! Nunca passou pela minha mente que Victoria pudesse ser tão ardilosa.

Então quando Bella me conduziu até o meu antigo quarto na casa dos meus pais, dizendo que precisava me mostrar algo... Quando minha mãe levantou a manga da blusa de Ben e eu fui obrigado a fitar o hematoma em seu braço, simplesmente perdi o controle.

Tentei encontrar uma forma de justificar o que estava vendo e embora, no fundo do meu ser, soubesse o que exatamente tinha causado aquela marca, desejei que existisse outra explicação. Ou jamais seria capaz de colocar minha cabeça em um travesseiro e dormir a noite, sem que meu filho estivesse ao alcance de minhas mãos.

Eu sabia que não existia lógica na minha linha de raciocínio. Mas ainda assim me virei para Bella e gritei com ela, exigindo saber se ela tinha sido a responsável por aquilo... Se em meio aos acontecimentos em nossa casa, ela tinha, acidentalmente, o machucado. Apenas porque seria muito mais fácil para eu aceitar o fato de que tudo não tinha passado de um acidente, que existia uma explicação razoável para o que eu estava vendo... Porque a alternativa era devastadora demais.

Imaginar que Ben, meu filho, estivesse à mercê do abuso de alguém. Que sua própria mãe fosse capaz de usar de violência contra ele... A ponto de marcá-lo. Isso simplesmente me destruía.

Como um pai deve ser sentir ao saber que seu filho indefeso está sofrendo abusos e não pode fazer nada para impedir?

Impotência nem chega perto do que eu senti. Fúria também não, embora eu fosse capaz de arrancar a cabeça de Victoria, com minhas próprias mãos.

E foi, exatamente, esse pensamento que me fez transformar uma situação que já estava ruim em desastrosa.

Eu estava vendo vermelho, literalmente. Não existia nada, nem ninguém que fosse capaz de me impedir de sair de casa, ir até Victoria e apertar seu pescoço até que ela deixasse de existir.
Não existia possibilidade que eu fosse capaz de permitir que meu filho retornasse para aquela casa, que estivesse mais uma vez sob os cuidados dela.

Dizer que eu não tinha a intenção de ser violento com Bella, é desnecessário. Porque eu jamais a machucaria intencionalmente. Ainda assim foi isso que eu fiz. Quando ela me levou para dentro do banheiro e se colocou a minha frente, impedindo que eu pudesse encontrar uma forma de defender Ben... Eu estava tão transtornado. Minha raiva era tão grande, que eu não a via na minha frente. Tudo o que eu conseguia ver era alguém disposto a impedir que eu protegesse uma parte de mim, uma parte indefesa de mim.

Então eu lutei com ela, a obriguei a sair da minha frente e só fui capaz de perceber o tamanho da loucura que tinha cometido quando a raiva já tinha passado.

Eu estava agradecido por ela ter me impedido de sair. Por ter me prendido naquele banheiro por tempo suficiente para que Carlisle trancasse a porta do seu apartamento e estivesse preparado para me impedir de sair... Eu só teria piorado tudo se tivesse conseguido deixar o apartamento.

Foi exatamente o que meu pai me fez perceber.

– Edward... – Ele gritou comigo, seus braços tentando me conter. – Ir até lá, não vai te trazer beneficio nenhum.

– Eu juro que eu vou... – Continuei a lutar com ele, tentando fazê-lo me soltar. Mas diferentemente de Bella, meu pai tinha força suficiente para me conter. – Eu fazê-la pagar por isso e...
– E o que? – De alguma forma ele foi capaz de me jogar sobre o sofá. – O que acontece depois? Você parou para pensar nisso?

Eu tentei me levantar, mas ele me manteve onde tinha me colocado.

– Você vai até lá, mata a mãe de seu filho com as próprias mãos... – Ele prosseguiu. – E depois? O que acontece com Ben? A mãe morta, o pai preso... É um futuro brilhante esse que você está reservando para ele.

Eu queria continuar a gritar, obrigá-lo a me deixar sair, mas minhas forças simplesmente desapareceram e quando eu dei por mim, eu estava encolhido no canto do sofá, chorando como uma criança perdida.

– O que eu faço? – Solucei, levando minhas mãos ao rosto. – O que eu faço, pai?

Carlisle não respondeu. Ele apenas sentou ao meu lado e me abraçou.

E ficamos assim, por bastante tempo.

– Você precisa se acalmar filho... – Ele disse após o que me pareceu ser uma eternidade. – Colocar a cabeça no lugar e então vai encontrar uma forma de resolver isso...

Finalmente levantei a minha cabeça e o olhei.

– Eu não posso deixar que ele volte... – Tentei respirar fundo e me acalmar, mas era tão difícil quando o que estava em jogo era a vida de alguém que significa o mundo para mim. – Como eu posso deixar que ele volte, sabendo o que ela pode fazer a ele? Ele só uma criança... Não pode se defender. Eu tenho que defendê-lo!

– Ligue para o seu advogado, Edward! – Meu pai instruiu. A aparente calma em sua voz quase me embalando. – Eu tenho certeza que ele pode fazer algo... Deve existir algo na lei que cuide disso.

Eu me obriguei a fazer o meu cérebro funcionar com clareza. Segui o conselho de Carlisle e passei a próxima hora ao telefone, contando e recontando ao Dr. Jenks, meu advogado, o que tinha acontecido.

Ouvi atentamente o que ele tinha para me dizer. Suas instruções para que fosse feito um boletim de ocorrência na primeira hora do dia seguinte – já que eu me recusava a tirar Ben de casa no meio da noite, especialmente depois de ele ter presenciado o desastroso dia que tivemos.
Ele me garantiu que se as coisas fossem de fato como eu estava contando, nenhum juiz seria capaz de me negar a guarda provisória.

– Acredite em mim, Edward! – Ele disse com convicção. – Um exame de corpo de delito vai comprovar sua acusação e até o final do dia, eu garanto que você terá a guarda provisória.

Encerrei a chamada com um suspiro de alivio.

Não me sentia bem em ter que obrigar o meu filho a passar por isso, mas era melhor do que permitir que ele voltasse para Victoria. E eu não permitiria isso. Não, sem lutar.

Eu tinha acabado de me sentar, ansiando por ter Ben em meus braços, apenas para me certificar que ele estava, de fato, bem quando ouvi o grito de minha mãe:

– Edward Anthony Cullen! — Eu pude ouvir a raiva borbulhar em sua voz.

Rapidamente me coloquei de pé, sabendo que algo estava errado.

Ela adentrou a sala como um furação e Carlisle teve que segurá-la.

–Eu não posso acreditar que você tenha feito isso! – Seu rosto estava tão vermelho e quando eu percebi que ela chorava, senti meu coração afundar.

Minha mãe sempre tinha sido uma mulher forte. Dessas que não se deixa abalar diante das dificuldades. Então vê-la praticamente desmoronando era, no mínimo assustador.

E a forma como ela me olhava, deixava claro que o quer que tivesse acontecido era minha culpa.

– Eu te criei para ser melhor que isso! – Ela continuou. Suas mãos agarraram a camisa de meu pai e apertei meus braços em torno de Ben. – Eu estou tão decepcionada!

– Esme, querida, qual é o problema? – Carlisle a obrigou olhar para ele. – O que aconteceu?

Minha mãe desviou o olhar, o mantendo preso em mim.

– Vá ver com seus próprios olhos... – Ela sussurrou, balançando a cabeça negativamente. – Ela não merecia isso, Edward! Bella não merecia isso!

Eu me obriguei a colocar Ben sentado sobre o sofá, bastante ciente de que ele não precisava presenciar mais uma cena... Seja lá o que estivesse acontecendo e corri em direção ao quarto.
...
Bella estava acomodada na beirada da cama. Seus joelhos pressionados contra o peito.
Eu já tinha visto isso antes e nunca era bom.
Eu corri até ela, me abaixei a sua frente e me obriguei a pensar em o que dizer enquanto observava a forma como seu corpo balançava para frente e para trás, seus braços fortemente abraçados a suas pernas...

Meu Deus! Seus braços.

No momento em que eu vi as manchas vermelhas que se estendiam por quase todo o antebraço, a marca de meus dedos na sua pele clara... Foi como despertar em um pesadelo.

– Oh meu Deus, Bella! – Comecei a balbuciar, enquanto esfregava suas pernas, tentando fazer com que ela olhasse para mim. — Eu sinto muito! Eu sinto muito! Eu não queria... Eu não...
Eu realmente não queria. Nunca desejei fazer mal algum a ela. Pelo contrario, tudo o que eu sempre desejei foi ser capaz de protegê-la, cuidar dela... E no entanto, eu mesmo tinha feito, com ela, provavelmente o mesmo que tinha sido feito a criança que nos esperava na sala.

Não acho que eu seja muito melhor do Victoria.

Continuei a sussurrar pedidos de desculpas, mas ela apenas olhou para mim. O olhar tão triste.

– Eu acho que estamos pedindo desculpas demais nos últimos tempos. – Bella disse, voltando a se encolher.

...
Voltei a abrir meus olhos bastante ciente que não existia nada que eu pudesse fazer ou dizer que fosse capaz de consertar o que tinha feito. Eu só podia ter esperança que ela fosse capaz de me perdoar.
Olhei ao redor apenas para constatar que minha mulher e filho não estavam mais presentes.

– Bella o levou para jantar... – Meu pai respondeu a minha pergunta silenciosa, enquanto minha mãe fingia que eu não estava presente.

Esme ainda estava decepcionada demais para se quer me olhar. Eu não podia culpá-la.

– Ela tem feito tanto por você... Por seu filho. – Minha mãe sussurrou, abaixando a cabeça e posso jurar ter ouvido um baixo soluço. – Você deveria ser agradecido.

– Eu sou... – Respondi honestamente.

Me encaminhei até ela e parei a sua frente. Meu pai a abraçou mais aperto.

– Mãe? – Pedi, sem tirar os olhos dela. – Eu sinto muito. Eu...

– Não é para mim que você tem que pedir desculpas, Edward.

– Eu sei... É só... Eu sei que está decepcionada comigo agora... Vocês dois... – Dirigi meu olhar a Carlisle, que embora estivesse falando comigo, estava profundamente irritado. Eu podia ver isso na forma como ele me olhava agora. – Eu não tinha a intenção. Eu juro! Jamais a machucaria, propositalmente.

– Você não pode descontar a sua fúria nas pessoas. – Meu pai cravou seu olhar em mim. – Muito menos em alguém que te ama... Droga, Edward! O que você fez é... Eu te ensinei melhor que isso. Tenho certeza que sim. Me lembro de ter te dito tantas vezes, enquanto você crescia, como se deve tratar uma mulher... Em especial a mulher que escolhermos para passar a vida junto.

– Pai, eu...

– Eu sei que as coisas não têm sido fáceis para você nos últimos tempos. Que nesse momento você pode imaginar que tudo está desmoronando a sua volta... Mas, meu filho, eu te garanto tudo seria muito pior se ela desistisse de você. Eu sei que você a ama, isso é tão claro quando água e você tem tanta sorte que ela também te ame... Do contrario, ela já teria passado por aquela porta... Sem possibilidade de volta.

Senti meu coração se quebrar. Eu não seria nada sem Bella. Eu não podia perdê-la, principalmente agora, quando mais precisava dela.

– Eu estou tão arrependido. – Sussurrei com a voz quebrada.

...

Me encostei no batente da porta da cozinha, observando a forma como Bella embalava Ben em seus braços.

Ela estava chorando, soluçando e tremendo tanto que eu não saberia dizer como ele continuava a dormir. Mas ainda assim ela o embalava com tanto cuidado, quase com devoção.

Eu não conseguia me mexer. Eu queria ir até lá e a abraçar, ser capaz de consolá-la, mas eu sabia que nesse momento tudo o que ela queria de mim era distancia.

Os braços dela trouxeram Ben para mais perto. Ela beijou sua testa e sussurrou: “Eu te amo!”

Foi o suficiente para que eu me obrigasse a me mover.

Eu me ajoelhei a sua frente, odiando a forma como seus olhos estavam vermelhos, desejando poder arrancar toda a dor que ela estava sentindo.

– Por favor, Edward... – Ela disse. – Eu não quero falar agora... Eu não posso ter essa conversa agora... Eu estou tão... Droga!
Bella levantou, sem se preocupar em terminar a sua frase, e me deu as costas.

– Eu preciso levá-lo para a cama...

Obviamente eu a segui. Porque eu não estava disposto a deixar nenhum dos dois longe dos meus olhos.

Ela estava incomodada com a forma como eu permanecia a andar atrás dela. Seus movimentos, seus suspiros... Tudo deixava isso tão claro. Mas ela não disse mais nada. Apenas colocou o corpo adormecido de Ben no meio da grande cama no quarto que ocuparíamos.

– Nós temos que levá-lo para um exame de corpo de delito... – Disse porque precisava dizer algo. O silencio entre nós estava começando a me sufocar. E aquela altura, Ben era o único assunto que ela parecia disposta a tratar comigo. – Eu liguei para Dr. Jenks. Ele garantiu que é necessário e que existem boas chances de impedir que ele tenha que voltar para ela...
– Ele vai ter que falar sobre o que aconteceu? – Bella questionou, deslizando seus dedos pelos fios louros do meu filho. – Ele ficou tão assustado quando eu perguntei... Eu não sei se isso vai ser bom para ele.

– Eu não sei... – Respondi me aproximando, mas ao ver Bella afastar ligeiramente o corpo para longe de mim, me obriguei a atravessar o cômodo e me acomodar em uma poltrona. – Eu não faço idéia de como essas coisas funcionem e... Ele é só um menino, mas ele poderia dizer quem...

– Nós sabemos bem quem foi... – Ela me cortou. – Quer dizer, eu sei quem foi.

– Bella, eu...

– Olha, talvez fosse melhor que você tivesse um psicólogo infantil presente... Alguém que saiba como conversar sobre isso com ele...

Eu recostei minha cabeça contra o encosto da poltrona e fechei meus olhos.
– Eu vou ligar para Jenks e ver como essas coisas funcionam.

Nos mantivemos em silencio por um longo tempo. Tanto tempo que eu comecei a cogitar a hipótese de sair e deixá-la sozinha, como ela queria.

O problema é que eu não conseguia estar longe.

– Você vai conosco, não é? – Perguntei porque, apesar de saber que ela estava mais do que chateada comigo nesse momento, não conseguira passar por isso, sem que ela estivesse ao meu lado.
Ela se sobressaltou e eu percebi que ela tinha cochilado enquanto estávamos em silencio.
– Tudo bem, Bella. Volte a dormir.
– Não! Eu... – Ela se colocou de pé e quase tropeçou nos próprios pés. – Eu acho que... Eu preciso arrumar a bagunça que fiz quando estava dando o jantar dele e...

– Você não quer estar no mesmo lugar que eu, não é? — Me doeu muito mais do que poderia dizer, ter que perguntar isso a ela.

Não fui capaz de manter meu olhar sobre ela, quando a vi se contorcer no mesmo lugar, evitando me responder.

– Não quer dormir no mesmo lugar que eu, não é?

Eu gostaria de ter sido capaz de evitar a dor em minha voz.

– Eu não posso te culpar por isso... Eu fui um imbecil! Mas, Bella, eu juro que nunca quis te machucar. Eu juro!

– Eu sei! – Ela finalmente respondeu, voltando a se sentar na beirada da cama. – Acredite em mim, isso... – Ela apontou para os braços que a essa altura já tinha passado a ficar arroxeados. – não é nada!

Eu cheguei a abrir a minha boca, mas ela me deteve.

– Acredite, não é isso que está me deixando... Magoada. Na verdade, “magoada” nem chega perto de como eu estou me sentindo.

Antes que eu fosse capaz de me conter, eu já estava ajoelhado aos seus pés, minhas mãos presas nas suas. Não me passou despercebido a forma como ela tentou evitar o contato, tentando se mover para longe de mim.

– Por favor, Bella... – Implorei. – Eu não posso suportar que você sinta medo de mim. A forma como você está se contorcendo para longe de mim... Baby, isso tá me matando.

Ela congelou seus movimentos como se só agora percebesse como estava reagindo.

– Eu não estou com medo de você... – Sua voz soou fraca e baixa.

– Sim. Você está. E você tem todo o direito de estar, mas... – Não me envergonhei nenhum pouco quando percebi que meu corpo inteiro tremia, pelo medo de perdê-la. – Por favor, Bella, me perdoa!

– Você está pedindo perdão pelo motivo errado. – Seus dedos tocaram meu rosto, secando as lágrimas. – Eu sei que você não tinha a intenção... E é como eu disse, isso não me incomoda.

– Mas deveria... – Me apressei em continuar. – Olhe só para o que eu fiz em seus braços. – Minhas mãos subiram, tocando sua pele. Contornei as marcas que tinha deixado.

Ela pegou uma de minhas mãos e a colocou sobre seu coração.

– Oh Edward! Aqui é onde você, realmente, me machucou.

Eu tentei, entre soluços, dizer a ela que jamais, realmente, acreditei na acusação que fiz. Que agi motivado pela necessidade de encontrar qualquer outra razão para o que tinha acontecido com meu filho, qualquer razão que eu fosse capaz de gerenciar, de resolver por mim mesmo.

– Eu sei... De verdade, eu sei que você jamais seria capaz de machucá-lo. Eu não quis te acusar daquela forma, mas eu... Eu estava tão descontrolado... Por favor... Bella, eu preciso de você. Ele precisa de você. Me perdoa! Por favor!
Ela se manteve em silencio, mas seus dedos voltaram a tentar conter a piscina de lágrimas que se formava em meu rosto.

– Olha... – Me obriguei a dizer. – Você não quer dormir ao meu lado essa noite, eu sei. Tudo bem. Fica aqui. Com ele. Eu posso me virar em outro lugar...

– Edward, eu... Isso não...

– Por favor!

Ela assentiu. Os olhos presos no meu. Eu sabia só de olhar para ela, que no fundo, ela desejava me dizer que estava tudo bem, que eu podia ficar, que eu estava perdoado, mas a verdade é que ela ainda estava ferida demais para isso.

– Eu só... Eu vou tomar um banho rápido, okay? – Me coloquei de pé e apertei suas mãos, não querendo soltá-la. – Você pode dormir... Eu não vou... Eu prometo. Eu não deitar ao seu lado hoje e... Eu vou ficar longe, até que você me perdoe, está bem?

Eu não esperei pela sua resposta. Me tranquei no banheiro.
...
Eu realmente pretendia que fosse um banho rápido, mas no momento em que meu corpo foi atingindo pelo jato d’água me senti desmoronar e precisei de muito tempo para conseguir me colocar de pé, novamente.

Eu me movi em silencio pelo quarto, enquanto vestia uma das mudas de roupa que tinha trazido de casa.

Meus olhos presos, o tempo inteiro, na forma como Ben tinha se virado e se aconchegado a Bella. Sua cabeça repousava sobre o braço dela, seu rosto escondido no peito dela. Bella tinha o braço livre sobre ele, como se o estivesse segurando, o protegendo.

Era lindo! Fascinante. E eu não conseguia deixar de olhar.

Eu queria guardar aquela imagem para sempre em minha mente. Nunca ser capaz de esquecer.

Bem ali, adormecidos sobre a cama, estavam meus mais preciosos tesouros. Duas pessoas sem as quais eu não seria capaz de viver. Pessoas pelas quais eu morreria.

Procurei pelo bolso da minha calça jeans descartada até encontrar meu telefone celular e então os fotografei. Porque essa era uma imagem que eu gostaria de olhar todos os dias... Algo que eu gostaria de ver acontecer todos os dias.

Sorri para a imagem congelada na tela do meu celular e me obriguei a deixar o quarto.

Eu queria ficar, me deitar junto a eles, os abraçar... Mas tinha dado a minha palavra a Bella e eu não estava disposto a quebrá-la. Não agora.

...

Meus pais ainda estavam na sala. Conversavam baixinho.
– Eu deixei algo para você e Bella no microondas. – Minha mãe disse, após ser incentivada por Carlisle.

– Ela já está dormindo. Mas, obrigado, mãe!
Ela levantou o rosto e me olhou.
– Você vai consertar isso, não vai?
– Eu vou. Eu prometo, mãe!
Esme se levantou e passou seus braços ao meu redor. Retribui seu abraço com tanta força quanto possível sem machucá-la.
...
Pedi a meu pai que me deixasse usar o seu escritório. Queria pesquisar sobre o que me aguardaria pela manhã. Talvez fosse mais fácil passar por isso, sabendo de antemão o que aconteceria.
Mas uma vez online tudo o que eu conseguia pensar era em encontrar uma forma de apagar tudo o que tinha acontecido durante o dia. E a única forma de fazer isso, seria voltar ao meu quarto e me aninhar entre Bella e Ben.
Abri meu e-mail apenas para me ocupar e impedir que acabasse por fazer o que tinha prometido que não faria.
Passei por todos os novos e-mail sem dar maior importância a nenhum deles, até que me deparei com um de Victoria.
Senti minha raiva reviver. Tudo o que eu queria era encontrar uma forma de me livrar dela. Para sempre.
Ela havia me enviado um link para uma entrevista.
Como um idiota masoquista que sou, eu abri a página e li toda a maldita entrevista, sentindo meu estomago se contorcer ao ler o que ela dizia.
Para qualquer um que lesse aquelas linhas, ela iria se parecer com uma mãe desesperada com a possibilidade de perder a guarda do filho. Mas não para mim, eu sabia muito bem que ela não se importava nenhum pouco com Ben. Ela, apenas, o estava usando para me ferir. Ele era sua única arma contra mim e ela não se importava, nem um pouco, em magoá-lo no processo, se fosse necessário.
Meu ódio por ela só aumentou e eu queria desesperadamente encontrar uma forma de causar um pouco de dor nela.
Voltei a sacar meu celular, sem me importar com a hora. De qualquer forma eu estava gastando uma pequena fortuna com os honorários de Jenks, para que ele se quer reclamasse das minhas ligações.
Falei sobre o psicólogo que Bella tinha sugerido e ele me garantiu que em casos como esse, era procedimento padrão que a criança, se fosse ouvida, estivesse acompanhado de um psicólogo infantil e que eu não precisava me preocupar com isso.
– Vá dormir, Edward... – Ele sugeriu. – Vá descansar. Você terá um dia cheio amanhã.


Eu encerrei a ligação, mas não estava disposto a dormir. Não se não pudesse ser com meus braços ao redor da minha mulher.


Esfreguei meus olhos e decidi procurar por um dos meus amigos.

Fiz o que há muito tempo não fazia e me conectei ao skype. Estava procurando por alguém, em especial. Eu tinha algo em mente.


Foi com um certo alivio que vi que Alice estava online.


Isso provavelmente era uma decisão de merda, mas eu só precisava ferir Victoria como ela estava ferindo a minha família.


“Preciso de sua ajuda com algo...” – Escrevi para Alice.


No segundo seguinte ela já estava me respondendo.


“Do que você precisa?”


“Como faço para postar algo em uma dessas estúpidas redes sociais?”

“O que? Você, Edward, reservado, Cullen quer um perfil online?”

“Tenho algo que quero que o mundo veja... Vai me ajudar ou não?”

“O que é?”


“Você vai ver quando estiver online...”

Tamborilei meus dedos na mesa de meu pai enquanto esperava por uma resposta de Alice. 5 minutos depois a janela de nossa conversa estava piscando. Ela havia enviado o um arquivo e escrito:

“Você tem um perfil no twitter agora... basta instalar esse programa e logar... Ou você pode apenas acessar a página... Mas, se você tem algo a mostrar, estou supondo que seja uma foto ou vídeo, então, vai ser mais fácil para você, excluído digital, através do tweetdeck...”

Eu não pude deixar de sorrir para a sua provocação, enquanto a via enviar os dados para o login.

Sorri para a senha que ela tinha escolhido: a minha data de casamento com Bella.

“Você pode me dizer o que vai fazer agora?”

Me concentrei em descobrir como carregar a foto que tinha tirado a pouco de Bella e Ben adormecidos. Na verdade era bem simples.

Escrevi:


“Tudo o que preciso para ser feliz ao alcance de minhas mãos...” enquanto a foto era carregada.

Antes de enviar, voltei a falar com Alice.

“Você tem certeza que todo mundo vai ver o que eu postar?”

“Acredite em mim, Edward. Eu já estou te seguindo e enviei seu profile para Rose e Emmett em questão de minutos você terá mais seguidores do que pode imaginar e então o mundo inteiro saberá o que você quiser que ele saiba... simples assim.”

Rodei minha aliança em meu dedo por alguns segundos, antes que eu respirasse fundo e clicasse em “enviar”.

Alguns segundos depois Alice, Rose e Emmett começaram a me chamar.

“Oh meu Deus, Edward! Eles são lindos juntos!” – Alice escreveu.

“Bella vai enlouquecer quando souber disso... Você pode dormir aqui em casa, se precisar, Brow” – Obviamente essa era uma mensagem de Emmett e eu realmente estremeci porque não tinha pensando em como Bella reagiria a isso.
Tudo o que eu não precisava agora era uma nova briga com ela.

“Que merda aconteceu para que você fizesse isso?” – Acho que Rosalie era a única que pôde ver através do que eu tinha feito.

Eu não sabia o que responder a nenhum deles, então simplesmente disse que precisava ir para a cama agora e desconectei.

Precisei desligar meu celular um minuto depois ou todos, em casa, seriam acordados.

Eu sabia que deveria me acomodar no quarto de hospedes, mas não fui capaz de resistir ao desejo de vê-los novamente, então entrei sorrateiramente no quarto em que Bella e Ben dormiam.

Me aproximei da cama querendo dar uma boa olhada.

Ben tinha voltado a sua posição inicial, confortavelmente acomodado no meio da cama. Bella estava deitada de lado, tão encolhida que tudo o que eu podia ver era seu corpo formando uma bola.

Eu a olhei mais atentamente e pude ver como seu corpo tremia.

Não pude me impedir de tocar em seu rosto, tentando acordá-la, imaginando que estivesse presa em um pesadelo.

Quando minha mão fez contato com a pele de sua testa, estremeci. Ela estava quente demais. Ardendo em febre.

Me ajoelhei a sua frente e a chamei:

– Bella? Baby... Bella?

Ela se contorceu, se encolhendo ainda mais, o corpo inteiro estremecendo.

Voltei a acariciar o seu rosto, sentindo a forma como sua pele parecia queimar.

– Bella? Eu preciso que você acorde... Baby, por favor!

Como ela não respondeu, eu corri ao banheiro e comecei a encher a banheira com água fria. Precisava cuidar para que sua temperatura abaixasse. E isso não desse certo eu seria obrigado a bater na porta do quarto de meus pais e acordar Carlisle.

Quando voltei ao quarto, Bella havia parado de ser contorcer, mas continuava encolhida e tinha começado a gemer baixinho, o que me fez perceber que ela provavelmente estava com dor.

Com cuidado, a peguei no colo e me encaminhei até o banheiro. Precisei acomodá-la sobre o mármore do balcão para tentar me livrar de sua roupa. Ela gemeu um pouco mais alto e suas mãos se agarraram a minha camisa.

– Edward... – Ela sussurrou com a voz rouca. – Tá frio...
Eu congelei meus movimentos por um instante e a olhei, ela tinha seus olhos cerrados e embora ela estive se segurando em mim, eu ainda podia ver a forma como ela tremia.

– Você precisa de um banho gelado, meu amor... – Sussurrei, me ocupando em tentar soltar suas mãos de minha camisa para poder retirar a dela. – Você está com febre.

Sua cabeça tombou de encontro ao meu ombro e ela choramingou.

– Onde está doendo? – Pedi a abraçando. – Fala comigo, Bella.

– Minha cabeça... – Ela respondeu com a voz fraca. – Meu Deus! Minha cabeça vai explodir!

– Me deixe te colocar na banheira, okay? E, então eu vou providenciar um analgésico...

Ela, finalmente, deixou seus braços cair e eu me apressei em retirar a camiseta que ela usava. Ela estava tão arrepiada que meu primeiro instinto foi cobri-la para mantê-la aquecida, mas sabia que os arrepios e o tremor eram causados pela febre, então me afastei com a intenção de retirar a calça de yoga que ela vestia, mas congelei quando meus olhos encontraram o hematoma roxo em seu quadril.


Apertei minhas mãos contra o mármore.


– Oh Bella! Eu fiz isso? Me perdoa! Por favor, me perdoa!
Ela não respondeu, apenas me empurrou de sua frente e por um segundo imaginei que ela estivesse me afastando dela, mas quando a vi descer do balcão e tropeçar até que caiu de frente ao vaso sanitário, ela lutou para levantar a tampa com uma mão, enquanto a outra estava posicionada sobre a sua boca.

Me apressei em ajudá-la. Mantive seu cabelo preso entre meus dedos, até que ela quase deslizou para o chão gelado.


Não me preocupei em retirar o restante de suas roupas, apenas a peguei no colo e a coloquei dentro da banheira. Ela estremeceu e se encolheu.

Seu corpo tremia com uma incrível intensidade na água gelada e parecia que nem aquilo iria baixar a temperatura de seu corpo depois que muitos minutos se passaram e a única coisa que ouvia eram seus dentes rangendo pelo frio e os gemidos doloridos.

Não sabia o que fazer. Meus conhecimentos médicos se limitavam a alguns primeiros socorros que Carlisle fez questão de ensinar a todos os que o rodeavam, e sabia que uma febre elevada como aquela deveria ser um risco a ela.

Cuidadosamente a tirei da água e a enrolei em um cobertor pesado, para que suasse bastante, acomodando-a na poltrona por alguns instantes enquanto chamava meu pai, para que a ajudasse.

Carlisle tentou fazer o melhor possível por Bella ali, mas ao ver seus 39.8ºC sabia que não poderíamos arriscar. Se sua febre subisse mais um pouco, sua vida estaria em risco.

Logo trabalhamos em vesti-la e levá-la ao hospital onde ele trabalhava, onde ela foi prontamente atendida em meio aos seus delírios pela febre.

Uma amostra de sangue precisou ser coletada para que fosse possível diagnosticar o que ela tinha e quando meu pai saiu ao lado da enfermeira para tentar apressar o resultado, eu permaneci ao lado de Bella, segurando sua mão e tentando ignorar seus murmúrios, que embora eu soubesse eram provocados pela febre alta, ainda me feriam.

– Não foi minha culpa... – Ela voltou a repetir. – Edward, não fui eu...

Eu me acomodei melhor, me recostando na cabeceira da maca e a puxei para o meu colo.

– Eu sei, meu amor... Eu sei. – Sussurrei no seu ouvido. Tentando controlar a intensidade da culpa que sentia.

Foi só naquele momento que notei, em sua mão direita, um pequeno curativo em seu dedo, que parecia meio arroxeado, provavelmente de algum pequeno corte... Ou talvez a mordida de um dos ratos que Victoria enviou. Meu corpo parecia ferver de ódio ao perceber que ela, num único dia, havia conseguido ferir meus bens mais preciosos.

Não demorou muito até o diagnostico confirmar minha suspeita. Bella estava tendo uma crise da febre da mordida do rato, e seu quadro não se mostrava um dos mais estáveis, já que a febre parecia não querer ceder apesar de todos os cuidados da equipe médica.

Havia uma espécie de monitor que acompanhava sua temperatura corporal, enquanto seu corpo tremia convulsivamente sob um cobertor gelado... Ela estava rodeada de bolsas de gelo e mesmo sua pele estando um tanto gelada, a febre parecia não ceder... Ao contrário; só fazia aumentar.
Seus gemidos torturavam meus ouvidos. Era palpável sua dor e agonia a cada pequeno gemido e grunhido que escapava por seus lábios.

Não me restava muito alem de ficar ali, sentado ao seu lado, rezando silenciosamente para que sua temperatura caísse aos poucos, mas parecia que pretendia me punir por todos os meus pecados de uma única vez... Suas palavras iam se tornando mais arrastadas a cada fala, mas conseguia entender perfeitamente o que ela dizia... Cada um de seus medos...

–Eu não posso... Não posso surtar doutor... Ele não pode me ver assim...

Me doía saber que ela escondia suas angustias, mesmo sabendo que pouco poderia fazer para ajudar, e me doía mais ainda saber que ela temia minha reação as suas crises.

Um gemido escapou de seus lábios enquanto ela se contorceu na maca antes de voltar a sussurrar, aparentemente perdida no tempo.

– Não, Jake! Por favor, não faz isso.

Eu precisei sufocar um soluço. Vê-la assim, estava me dilacerando.

– Ela conseguiu... Ela deu a ele tudo o que não pude... O que fui incapaz de dar...
Algumas lágrimas escapavam de seus olhos cerrados e poderia jurar que nada tinha a ver com a dor e o desconforto.

Minha única vontade era ampará-la... Abraçá-la... Dizer que ela era o que mais importava a mim, mas a única coisa que poderia fazer naquele momento era ouvir.

– Por favor... Não... Não me machuque... — Seu corpo todo se agitou na maca e meu coração pareceu se partir ao ouvir. — Não me machuque... Edward.

– Não... Não, Sam... Por favor... não, Edward!

Aquilo me destruiu totalmente. Não tinha mais forças para continuar ali.

Pela janela vi que o dia já havia amanhecido e me lembrei de Ben, obrigando meu corpo a se mover para fora do quarto. Ele também precisava de mim, e pelo menos, tinha a certeza de que Carlisle cuidaria de Bella enquanto ia a delegacia prestar queixa.

– Ele está tão cansado de mim... – Foi à última coisa que a ouvi murmurar antes que eu deixasse o quarto.

Eu realmente esperava que ela, no fundo, soubesse que isso não era verdade.
...

Recostei minha cabeça contra a imensa janela de vidro a minha frente, sentindo o cansaço se apoderar do meu corpo, enquanto mantinha meus olhos presos em Ben, do outro lado da vidraça, acomodado em uma pequena poltrona, enquanto desenhava, sem parecer dar muita importância para o que o psicólogo infantil tentava lhe dizer.

Eu não sei há quanto tempo exatamente estávamos nesse martírio, mas estava agradecido por já termos passado pela etapa do exame de corpo de delito.

Olhei para o delegado que estava parado ao meu lado, ocupado em responder algumas das questões de Jenks, e lembrei da forma como ele prontamente fez o boletim de ocorrência e nos encaminhou para o instituto medico legal para que o exame fosse feito.
Embora ele tivesse dito que o depoimento de Bella e Esme seriam necessários, o quanto antes, ele estava disposto a deixar Bella por ultimo, enquanto ela se recuperava, o que eu realmente esperava que fosse em breve.
Senti o meu celular vibrar em meu bolso, mas como das outras vezes em que ele tocou, eu não pude atender.

O psicólogo me deu um aceno de cabeça quando deixou a sala com um Ben emburrado ao seu lado.

– Papai! – ele me disse aborrecido. – Ele não quer me dar os meus desenhos...

Me ajoelhei a sua frente.

– Ele precisa deles, filho. – Respondi o puxando para um abraço. – Você pode fazer muitos outros quando chegarmos em casa...
...

Levei Ben de volta à casa de meus pais, fazendo uma pequena parada para um sorvete no caminho. O caminho de volta nunca me pareceu tão curto, e de certa forma, temia o que iria encontrar quando voltasse a vê-la, mas me obriguei a fazer o curto caminho que separava a casa de meus pais do hospital.

Assim que adentrei, Jasper voou em meu pescoço, prendendo-me contra uma parede, gritando, raivoso:

– O que você fez com a minha irmã?

CONTINUA...

Notas finais
OMG! Ela está doente! Quem me segue no twitter(@Tat_Ol) já sabia que isso aconteceria, né?
Bom, antes que alguém me xingue e diga. "Essa doença não existe!", eu preciso dizer que ela existe sim... Haha eu pesquiso (e muito) antes de escrever... E ter uma beta que entende do assunto (Salve a facul!) ajuda muito...
"A febre da mordida do rato é uma doença grave, causada pelas bactérias presentes na boca e na garganta dos ratos. Essa febre contagia o homem quando o animal morde ou lambe alguma ferida aberta na pele.
(...)
Os indivíduos infectados com a febre da mordida do rato apresentam como principais sintomas arrepios, febres, vômitos, dor de cabeça, dores nas costas, manchas vermelhas nas mãos e nos pés e tumores nas articulações. Geralmente, a ferida inicial causada pela mordida sara rapidamente. Já os sintomas que caracterizam a doença aparecem em menos de 10 dias, de forma constante e intensa.
O diagnóstico é feito através de um exame de sangue ou biópsia dos tecidos afetados, que detectam a presença das bactérias no individuo. O tratamento é feito através de Penicilina, via oral ou venosa.
(...)
A doença tende a apresentar complicações, como problemas cardíacos e tumores no cérebro, podendo ser fatal."
Fonte: http://www.tuasaude.com/febre-da-mordida-de-rato/
Eu prometo que não será tão grave assim, no caso da Bella, tá?
Bom, e Jasper? Por que será que ele ficou tão nervoso? O que será que aconteceu, no hospital, na ausência do Edward??? Teorias?
No mais, muito obrigada por todos os reviews fofos e indicações lindas... vocês são maravilhosas!
Como eu disse no capítulo anterior: Quem quiser fazer perguntas sobre #Stars ou qualquer outra fic, é só ir até o meu perfil no Forms (http://www.formspring.me/TatianaOl)
Me digam o que acharam...
xoxo