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3 CAPÍTULO EXTRA – FROM THIS MOMENT
Notas iniciais
CAPÍTULO EXTRA – FROM THIS MOMENT
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Edward Cullen
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- Edward Cullen? – ouvi uma voz delicada sussurrar no meu ouvido, de uma forma bem provocante.
- Nos conhecemos? – perguntei me virando em sua direção, ainda sentado ao bar.
Me deparei com uma mulher realmente atraente. Vestida de uma forma nada inocente, destacando bem suas curvas.
- Eu te conheço! – sorri abertamente pra resposta dela.
Fácil!
- Não quer dançar... – ela me perguntou apontando a pista de dança -... ou quem sabe me pagar uma bebida? – completou se sentando no meu colo.
Tomei um gole generoso do meu whisky, indiferente aos seus movimentos.
- Peça o que quiser – Falei em seu ouvido, enquanto apertava sua coxa por baixo do seu minúsculo vestido.
Ela tombou a cabeça, a encaixando no vão do meu pescoço, soltando um gemido baixo.
Essa noite acabaria muito bem!
- Eu sou.. – a calei com um beijo selvagem. Não me interessava saber o seu nome ou o que ela é.
Ela quer diversão? Nós nos divertiremos muito essa noite.
...
- O que é Emmett? – eu atendi ao telefone sonolento.
- Ainda de ressaca Edzinho? Parece que a noite foi boa...
- É... – concordei ainda de olhos fechados, mas com um sorriso bobo no rosto, a noite realmente tinha sido boa. Constatei isso ao deixar minha mão deslizar pela lateral do corpo nu da ruiva dormindo ao meu lado.
Mais uma das grandes vantagens em ser um astro do cinema. Bebidas a vontade e lindas mulheres a disposição. Confesso que algumas vezes, isso me cansava, mas ainda sim é divertido!
- Não esqueceu o almoço de hoje não né?
- Que almoço?
- Porra Edward, o almoço comigo e com a Rose, pra você dá uma olhada naquele roteiro que eu te falei...
Eu estava fugindo desse almoço há algumas semanas, eu realmente não estava interessado em voltar a atuar em filmes Indies. Mas Emmett sempre foi um grande amigo, que não posso negar me ajudou e muito no inicio da minha carreira, e apesar de todos os filmes que mostram mais seu físico que intelecto, ele sempre teve dedo pra escolher seus papeis muito bem.
E como ele insistia em dizer que esse roteiro era bom e que eu era perfeito pro papel de vilão, não me custava nada dá uma olhada.
Minha agente não concordou muito com isso. Ela certamente não é a favor de que eu me aventure em uma adaptação literária e ainda por cima sem ter o papel principal, assim como ela tinha certeza que toda essa animação de Emmett era apenas porque ele e Rose na verdade eram muito mais que colegas de elenco.
- Não Emmett, não esqueci não. – respondi me levantando.
- Ah é Ewardd, então por que eu e Rosalie estamos sentados nesse restaurante te esperando a mais de meia hora?
Porra eu dormi tanto assim?
- Desculpa Emmett eu só vou tomar um banho e já chego ai – Respondi já entrando no banheiro pra uma ducha rápida.
Sai do quarto ainda ajeitando as minhas roupas, depois de parar apenas para deixar algum dinheiro em cima da mesa ao lado da cama.
Em menos de 20 minutos já estava estacionando em frente ao restaurante que Emmett e Rosalie esperavam, e fiquei realmente grato por eles terem escolhido um lugar reservado e distante das janelas.
Tudo o que eu menos queria agora, eram fotógrafos na minha cola.
- Desculpem meu atraso – Falei assim que cheguei a mesa dando um beijo na bochecha de Rose e um tapinha no ombro de Emmet, antes de me sentar.
Rose balançou a cabeça visivelmente irritada.
- Tudo bem Ed, já sabemos que sua noite foi produtiva – Emmett falou retribuindo meu cumprimento.
Sorri, apesar de não lembrar muito bem da noite anterior. Mas a julgar pela companhia que deixei naquele quarto de hotel, certamente foi uma noite e tanto.
- Verdade Edward, pra alguém tão reservado com sua vida pessoal, você tem se exposto demais – Rose me lançou um sorrisinho debochado.
Ela estava certa com relação a isso, eu decidi não falar com a imprensa sobre minha vida pessoal por vários motivos: eu realmente não gosto de sair por ai comentando o que eu faço ou deixo de fazer e bom, nesse momento eu nem teria o que comentar, a não ser o que todos já sabem, eu estou solteiro e disposto a me divertir e isso está mais que comprovado pelas fotos que são feitas sempre que eu resolvo sair a noite, o que tem sido frequente ultimamente.
- Deixa eu ver o tal roteiro Rose e me diz logo o que ele tem de tão especial.
- Assim vou acabar achando que a ruiva de ontem a noite não deu conta do recado – ela debochou me passando uma pasta.
Resolvi me concentrar na leitura do tal roteiro e ignorar o comentário esnobe de Rosalie.
- Amor Selvagem? Bem sugestivo... – comentei arrancando uma gargalhada de Emmett
Mas confesso que logo as primeiras linhas me prenderam.
Um romance bem diferente do que eu tenho feito ultimamente.
Deslizei meus olhos por algumas paginas, enquanto acendia e tragava um cigarro.
- De quem é o roteiro mesmo? – Perguntei já bastante interessado.
Não tinha nenhum nome que eu reconhecesse em nenhuma das paginas que eu já li, mas o material é relativamente bom. Algumas pequenas alterações e ficaria perfeito.
- Na verdade, ainda é só um rascunho, um projeto meu e algumas amigas... o que acha? – Rosalie parecia concentrada, o que não era muito comum.
Emmett já tinha me falado sobre isso, um projeto que Rose tinha desde muito jovem em conjunto com 2 amigas da mesma cidade que ela. E se eu não me engano, uma dessas amigas é Alice Brandon, uma atriz que fez uma ponta no meu ultimo filme.
- Bom, ainda não li tudo, e realmente não conheço o livro, mas achei interessante – respondi sincero.
- Eu disse que você ia gostar – Emmett fez questão de se pronunciar.
Apenas balancei a cabeça concordando, ainda focando minha atenção na descrição do personagem que eu acredito que seja o que Emmett me falou.
Pela primeira vez, eu realmente queria um papel específico.
- Tom Beal? – Perguntei apenas para ter certeza.
- Sim... – Rose começou agora com a voz animada -... Bom, é um papel relativamente pequeno, mas com uma importância e tanto... – ela gesticulava tentando explicar o que estava falando -... Eu sei que você está acostumado com grandes papeis, mas eu realmente acredito que você pode transformar essa participação em um grande sucesso.
- É bem diferente de tudo o que eu já fiz... – afirmei com certa animação, seria uma grande oportunidade de provar para mim mesmo que mereço todo o sucesso que tenho conseguido ao longo da minha carreira.
- Mas nós sabemos que você é capaz de fazer isso muito bem – Emmett continuava sério, o que era uma grande prova de que ele realmente acreditava nesse projeto.
E eu agora, conseguia entender o por que. Tinha algo intrigante que facilmente prenderia a atenção do publico e se a equipe de produção trabalhasse bem, certamente teríamos um grande sucesso de bilheteria e possivelmente até de critica.
- Eu posso estudar o roteiro com mais calma e dar uma resposta depois? – Perguntei encarando Rosalie, porque apesar de Emmett ter me obrigado a vir aqui, eu sei bem que esse é um projeto dela e estou realmente surpreso com a qualidade dele.
- Claro... – ela me respondeu calmamente
- Mas já posso dizer que fiquei realmente interessado – falei agora folheando a algumas cenas e me permiti imaginar como seria gravá-las.
Continuamos o almoço, sempre mantendo nosso foco no projeto, tudo ainda está bem no inicio e isso é algo novo pra mim, eu nunca estive em um projeto desde o início, apenas sou convidado pra algum filme, entro no set, gravo e divulgo, minha parte acaba ai. Mas estou feliz em ter escutado Emmett pela primeira vez.
Me sinto como no inicio da minha carreira, quando eu só atuava em filmes em que eu realmente acreditava, e eu já acreditava nesse.
Me senti empolgado como a muito tempo não me sentia ao ser convidado pra algum filme, e a possibilidade de trabalhar em todo o processo de criação me animava ainda mais.
Decidi comprar o livro pra ter uma idéia mais concreta sobre o possível filme e fiquei surpreso em saber que na verdade é um clássico, muito difícil de encontrar.
Rodei por Los Angeles inteira atrás do tal livro e só consegui encontrar um exemplar já surrado em um sebo do outro lado da cidade, quando já estava anoitecendo.
Já estava de volta ao carro, ainda distraído com as primeiras paginas do livro, quando percebi alguém batendo na janela do carro, me virei pra ver quem era.
Não conseguir ver bem, apenas um vulto feminino, isso eu tinha certeza pelas curvas e o cabelo caído sobre seus seios, ela tentou ver dentro do carro, mas logo se afastou indo em direção a um grupo de rapazes do outro lado da rua.
Fiquei feliz em ter os vidros do carro escuros, eu definitivamente não estou com humor pra nenhuma fã histérica hoje.
Antes que eu pudesse dar partida no carro, notei a mesma menina sair correndo e tropeçando de perto dos caras que gargalhavam atrás dela, aquilo me deixou intrigado, ela tinha a expressão assustada e infeliz. A segui com os olhos impulsionado pela curiosidade.
Vi quando ela virou a esquina e não sei por qual motivo decidi ir atrás dela.
Assim que contornei a esquina, a vi um pouco adiante sentada no meio fio com a cabeça abaixada.
Parei o carro e fui em sua direção e só então notei que ela estava chorando.
- Tudo bem? – Perguntei me abaixando a sua frente
Ela se encolheu um pouco e manteve a cabeça abaixada.
- Precisa de ajuda? – Tentei falar com ela mais uma vez.
- EU NÃO SOU UMA PROSTITUTA! – ela gritou se colocando de pé, com a expressão irritada, mas o rosto manchado por lágrimas.
Tive vontade de rir da cena, ela queria parecer brava, mas na verdade parecia bastante indefesa. E provavelmente era louca.
- Eu não disse isso — não consegui conter uma risada.
Imediatamente a vi abaixar a cabeça, tentando se controlar.
- Desculpe... mas todos pensam isso – ela falou tão baixo, que precisei chegar mais perto pra conseguir ouvir.
Não entendi bem o que ela quis dizer com isso, ela parecia mais uma menina do interior do que uma prostituta.
- E por que pensam isso? – Perguntei não conseguindo controlar a curiosidade.
Ela deu de ombros, mas logo em seguida me olhou atentamente, como se estivesse decidindo se confiava em mim ou não, e eu não a culpo por isso. Nem eu sei por que estou aqui tentando acalmar uma estranha, bastante nervosinha. Mas bastante atraente, de uma forma inocente, mas ainda sim atraente, ao menos pra mim.
Esperei pacientemente, preso ao seu olhar, tinha algo que me chamava naqueles olhos verdes escuro.
- Estou perdida – ela falou envergonhada. Notei que ela estava um pouco corada e isso me atraiu ainda mais.
Edward o que está acontecendo com você? Interessado em uma garotinha inexperiente agora?
- Eu cheguei hoje na cidade, estou procurando meu irmão e meus amigos... – ela voltou a chorar e eu senti uma vontade imensa de consolá-la.
O que está acontecendo com você Edward? Você nem a conhece...
- Por que não liga pra eles? – eu perguntei calmamente.
- Eu já tentei... – ela falou voltando a ficar irritada.
Percebi que ela se irrita com facilidade e me deu uma grande vontade de irritá-la ainda mais, apenas pra poder ver mais uma vez a forma como o seu lábio interior treme.
- Eu fui até o endereço, mas falaram que elas não moram mais lá e eu não consigo encontrar esse outro endereço... onde meu irmão deve estar. – ela falou apressada apertando os punhos e mordendo o mesmo lábio que tremia a alguns segundos atrás.
- Tudo bem, vamos com calma – soltei uma risadinha. – Por que não me explica o que aconteceu?
Novamente ela voltou a me estudar, mas retribuindo com um sorriso fraco quando eu sorri abertamente pra ela. Logo em seguida abaixou a cabeça visivelmente corada.
Que vontade de tê-la em meus braços, mas algo me dizia que ela é diferente das mulheres que eu estou acostumado a ter e pela primeira vez eu não quero dispensar essa mulher depois de tê-la como tenho feito com todas as outras.
- Eu fui até a casa da Rose e da Alice, mas me falaram que elas não moram mais lá e que a Rose tinha se mudado pro apartamento do Emmett, mas eu não sei onde fica e o celular dela está desligado...
- Rosalie, Emmett e Alice? – a interrompi incrédulo, claro que não seriam os mesmo que conheço, mas não custava nada confirmar. E por um segundo me permiti imaginar que sim, tudo ficaria mais fácil assim.
- Sim e meu irmão, Jasper, você os conhece? – Ela perguntou com brilho diferente no olhar.
Eu lembrava vagamente de Emmet ter me apresentado um tal de Jasper, uma vez, mas não tinha certeza e definitivamente seria coincidência demais que a menina a minha frente, que já me fascinava, mesmo sem ter consciência disso, mantivesse os mesmo amigos que eu.
- Depende se você está falando dos mesmos que eu conheço – tentei fazer piada, mas acho que não funcionou porque ela logo abaixou a cabeça, fungando.
- Qual o seu nome? – Perguntei tentando mantê-la calma.
Por que eu me importo tanto? É o que fico repetindo em minha mente, uma vez atrás da outra.
- Bella... Isabella Swan – ainda de cabeça baixa e pude notar tristeza em sua voz.
Bella! Repeti seu nome em minha mente sentindo uma emoção nova e poderosa me invadir.
- Bom, Bella, eu sou Edward Cullen...
- Edward Cullen? – Ela repetiu animada agora.
Revirei os olhos. Claro que ela reconheceu o nome. Eu não queria que isso acontecesse... não a queria interessada em mim por conveniência ou status, como sempre acontecia. Eu queria que ela fosse diferente, porque esse era um dos grandes motivos que me mantinha afastado de qualquer relacionamento.
- Então você conhece o Emmett, ele me falou de você... quando esteve em Forks pra minha formatura, por favor pode me dizer como encontrá-lo?
- Emmet McCarty? – perguntei desconfiado.
Todos sabem que Emmett e eu somos muito amigos. Na verdade o considero como um irmão. Qualquer "fã" que se preze saberia disso facilmente.
- Sim, ele namora Rosalie Hale, uma das minhas melhores amigas – ela confirmou me deixando um pouco mais confiante que ela estivesse falando a verdade.
Rose está curtindo seu primeiro grande papel e existe muitos boatos, todos sobre os seus possíveis affairs, mas pouquíssimas pessoas sabem que na verdade ela e Emmett já estão até morando juntos.
Procurei pelo meu celular, bastava ligar pra Emmett e confirmar se Rose tinha alguma amiga chamada Bella.
Eu realmente não estava acreditando que entre tantas pessoas a amiga de Rose iria encontrar logo a mim, só podia ser uma piada de mau gosto apesar de uma grande parte de mim estar implorando para ser verdade.
- Emmett? – Chamei assim que ele atendeu ao telefone e vi Bella suspirar aliviada.
- Edward, já tem uma resposta?
- Eu encontrei uma menina... – comecei a explicar o motivo da minha ligação.
- Outra noite produtiva Ed? – ele me interrompeu entre risadas.
- Cala boca Emmett e deixa eu falar. Ela se chama Bella e disse que conhece você e Rose... – falei rápido antes que ele resolvesse fazer mais algum comentário sobre as minhas freqüentes noitadas.
- ISABELLA SWAN? – ele gritou e em seguida ouvi Rose também gritar perguntando o que aconteceu.
Bella não estava mentindo pra mim e isso me deixou radiante, mesmo sem um motivo aparente.
- Foi esse o nome que ela me deu – respondi, agora sorrindo pra Bella, ela corou e abaixou a cabeça.
Linda! Como ela é linda!
- O que aconteceu com ela Edward, o que você fez com a Bella? – Rosalie estava gritando comigo e parecia bastante nervosa.
- Rose, eu não fiz nada, ela estava perdida, só isso.
- Mas o que ela está fazendo aqui? — Ela parecia está um pouco mais calma, mas ainda preocupada.
Logo deduzi que Bella não é de L.A e a julgar pelo estado de espírito dela no momento em que a encontrei algo realmente tinha acontecido.
- Isso eu não sei Rose, mas...
- Deixa eu falar com ela Edward – ela voltou a gritar no meu ouvido e notei que Bella se abraçava nervosa.
- Onde vocês estão? Eu vou levá-la até ai...
Eu queria dizer a Bella que tudo estava bem e que não existe necessidade de nervosismo. Mas tive medo de como ela reagiria.
- No nosso apartamento... Edward ela está machucada? Por que não me deixa falar com ela? – O tom de voz de Rosalie era baixo e pesado.
A examinei de cima a baixo, a procura de algum machucado, alguma evidencia do que poderia ter acontecido e não encontrei nada a não ser alguns pequenos hematomas em seu braço. Me surpreendi ao perceber que suspirava aliviado por isso.
- Não se preocupe Rose, ela só está assustada... talvez fosse melhor chamar o irmão dela
Bella me olhou quase suplicante, me deixando confuso. Ela não queria ver o irmão? Como ela me confunde. Ah como eu gostaria de poder ler sua mente agora e saber como ela realmente está se sentindo.
- Claro, eu vou ligar agora mesmo, traga ela Edward, por favor.
Concordei desligando o celular e encarando a menina assustada na minha frente.
Dei um passo em direção a Bella, lutando contra a vontade crescente que eu sentia de agarrá-la agora mesmo e sentir seu corpo junto ao meu.
- Vou te levar até o apartamento do Emmett... – tentei ser o mais gentil possível, eu tinha certeza que algo estava errado e não queria deixá-la mais nervosa, assim como também não queria que ela percebesse o efeito que tem sobre mim, quando nem eu sei ao certo que efeito é esse.
- Eu não quero te atrapalhar... posso ir sozinha, se me explicar...
Ela acha mesmo que eu vou deixa-la andar por ai a noite sozinha?
- Ahh claro e se perder novamente – interrompi aborrecido.
Ela não precisa saber que na verdade quero estar ao seu lado por mais algum tempo.
- Vamos? – falei já caminhando de volta ao carro.
Ela permaneceu parada, percebi um leve tremor. Medo? Ela estava com medo de mim?
Que garota absurda! Eu nunca a machucaria!
- Rosalie ficou nervosa e Emmett me mataria se eu deixasse você se perder novamente – completei tentando convencê-la a entrar no carro, sem conseguir me lembrar quando foi a ultima vez que fui tão paciente com alguém
Bella hesitou um pouco mais e constatar que ela tem medo de mim me deixou absurdamente aborrecido e infeliz.
- Não precisa ter medo de mim – falei pegando na sua mão.
Ela puxou a mão imediatamente, dando um passo pra trás.
- Bella, se eu quisesse machucá-la, já teria feito – obriguei minha voz a sair firme.
Como ela não consegue entender isso? Estou apenas tentando cuidar dela.
O porquê é o que eu queria saber.
- Desculpe... – ela disse dando um passo a frente.
Ela sabe que pode confiar em mim, só está confusa. Me obriguei a voltar a ser paciente com ela.
- Venha... — chamei abrindo a porta do carona pra ela.
Ela caminhou de cabeça baixa e hesitante, mas entrou no carro. Fechei a porta indo em direção ao lado do motorista.
Assim que entrei no carro me inclinei em sua direção na intenção de tocá-la, mas desisti ao imaginar suas possíveis reações. E se ela não me quisesse por perto? E se ela simplesmente me ignorasse?
O caminho até o apartamento de Emmett foi silencioso e isso estava me torturando.
Eu não conhecia Bella, mas vê-la triste e nervosa, me deixava irritado. Eu queria abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem, mas ela provavelmente me acharia um louco.
Merda Edward, o que está mulher está fazendo com você? Resolveu agir como um idiota agora?
- Então, por que está em LA sozinha? – Tentei iniciar uma conversa, mas desisti ao vê-la tremer.
Seria um caminho longo até a casa de Emmett e apesar do silencio eu não tinha pressa em me separar de Bella.
O efeito que o nome dela tem sobre mim, mesmo só em pensamentos, me amedronta.
- Já estamos chegando – Tentei tranquilizá-la quando paramos em um semáforo, tirei meu casaco e coloquei em volta de seus braços.
Eu a quero confortável!
Por que eu estou me importando tanto com ela? Eu não sou assim!
Chegamos ao apartamento de Emmett. Rosalie estava na porta nervosa, assim que Bella a viu, saiu correndo em sua direção e a abraçou chorando compulsivamente.
Rose a puxou pra dentro e logo vi Alice se juntar a elas.
Enquanto Emmett olhava tão confuso quanto eu.
- Bella, o que aconteceu? – Ouvi uma voz grave perguntar, voltei meu olhar em sua direção e encontrei o mesmo homem que Emmett me apresentou uma vez, em algum bar, esse devia ser o irmão dela. Ele parecia preocupado e ao mesmo tempo aborrecido, como se soubesse o motivo de tudo isso e ele não estava gostando nada desse suposto motivo.
Bella correu até ele, o abraçou sem dizer nada, ainda chorando.
Ele a levou até o quarto e logo foi seguido por Rose e Alice.
Minha razão me dizia pra ir embora. Eu não tenho nada a ver com isso. Ela já está entregue, já fiz a minha boa ação do dia. Mas eu queria ficar e saber que ela ficaria bem e quem sabe poder conversar normalmente com ela mais tarde.
Emmett começou um interrogatório sobre como eu a tinha encontrado, mas eu não estava prestando muita atenção. Em meus pensamentos eu revivia todas as minhas novas emoções, que foram surgindo em resposta a tudo o que Bella fazia, mesmo sem ela saber.
Ouvimos um barulho dentro do quarto e alguns gritos de Bella com o irmão.
Emmett correu até lá enquanto eu permaneci parado no meio da sala sem saber o que fazer.
Me forcei a permanecer onde estava, esperando pra saber o que estava acontecendo, quando meu corpo parecia ter vontade própria e querer correr até ela.
- Não Jasper, por favor! – Ouvi Bella gritar e vi que ela tentava impedir que o irmão saísse do quarto, como se ela fosse capaz de mantê-lo ali.
Ele a empurrou, conseguindo chegar a sala novamente.
Bella veio atrás dele, tentando segura-lo.
- Emmett por favor, não deixa ele ir – ela pediu
Vi Alice e Rosalie chorando e Emmett com o olhar desfocado e encontrei o olhar, agora suplicante de Bella. Quando percebi que Emmett permanecia paralisado na porta do quarto corri até eles, impedindo Jasper de passar.
- Sai da minha frente, Cullen – Ele gritou pra mim
Me coloquei mais a sua frente e Bella me agradeceu com o olhar.
- Sua irmã quer que você fique Jasper – Falei tentando ser firme.
- Não se meta! Você não sabe de nada! – Ele gritou de volta, tentando passar por mim.
Eu realmente não sei o que aconteceu e isso já estava me deixando louco. Mas Bella o queria aqui e eu o obrigaria a ficar se fosse preciso.
- Jazz, a Bella tem razão, você não pode fazer nada agora – Alice falou tentando se aproximar, mas Jasper a ignorou.
- Jazz, ninguém sabe que eu estou aqui – Bella voltou a falar – Por favor, se você for até lá, todos saberão!
Vi Jasper fechar os olhos e apertar as mãos fortemente, talvez tentando se controlar.
Bella o abraçou apertado -... Por favor Jazz, só me deixe ficar com vocês, vamos esquecer tudo isso?
- Esquecer? Não vou deixar isso assim – ele respondeu ainda alterado, mas Bella não o soltou.
- Eu quero esquecer... – ela respondeu baixo.
O tom de voz dela me despedaçou. Existia tanta dor e ao mesmo tempo culpa em sua voz.
Jasper a abraçou de volta, chorando junto com ela. Eu queria estar em seu lugar.
- Desculpe Bells... – Emmett falou se aproximando, também com os olhos cheios de lágrimas, ela apertou a mão dele como se o estivesse confortando, ainda sem se soltar do abraço de Jasper.
Mas o que está acontecendo aqui? Eu tive vontade gritar!
- Eu não quero mais falar sobre isso, essa historia acaba aqui – Bella falou um pouco mais alto, olhando cada uma das pessoas presentes, vi Rose e Alice apenas balançarem a cabeça, Jasper a abraçou mais forte e Emmett fez um carinho em seu cabelo.
Ela olhou em meus olhos esperando pela minha resposta.
Por que minha opinião importava para ela?
A verdade é que eu queria saber o que aconteceu, mas era tão claro que ela não estava a vontade com essa situação e isso me incomodava. Assenti.
Quando ela se soltou dos braços de Jasper que imediatamente desabou no sofá, derrotado, se voltou pra mim com um sorriso ainda fraco nos lábios, que estavam especialmente convidativos pra mim.
Senti uma vontade imensa de pega-la no colo e cuidar dela.
Meu coração acelerou absurdamente quando a vi caminhando em minha direção.
- Obrigada Edward... – ela me disse me abraçando timidamente – você foi o único que me ajudou.
Sua voz saiu doce e repleta de gratidão. A voz de um anjo!
E naquele momento eu decidi, que eu a ajudaria sempre, mesmo sem entender o que me ligava a ela, eu a protegeria, e se ela não queria falar sobre o que aconteceu... eu respeitaria. Mas estaria sempre ao seu lado.
A Abracei mais forte, com os olhos fechados, me permitindo sentir seu calor junto ao meu corpo.
Eu estava mudado. Preso incondicionalmente a Isabella Swan, sem o seu consentimento. Mas sentia como se tivesse me tornado uma pessoa melhor.
Bella! Meu mundo giraria por ela agora.
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