Stars
32 CAPÍTULO EXTRA - WAITING FOR THE END - JACOB POV
Notas iniciais
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Parabéns pra você
Nessa data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Stars
Stars
Stars!!!!
O grande dia chegou...
No dia 25/09/09 essa fic ia ao ar pela primeira vez.
Isso foi há 2 anos... E eu sou tão grata por tudo o que Stars me trouxe: amigos! Além do prazer indescritível de escrever para vocês. Então, acho super válido dizer que há 2 anos atrás eu me dei o melhor presente de aniversário que poderia imaginar ganhar, quando resolvi postar essa idéia louca, deprimente e absurdamente dramática em forma de fic...
Esse capítulo é dedicado a todas vocês que já leram, leêm ou ainda virão a ler essa fic. Mas, em especial para a Beka Assis (beta de Stars e todas as minhas outras fics e melhor amiga ever) por ter me apoiado sempre e não ter permitido que eu desistisse dela quando achei que era o certo a se fazer.
Se essa fic existe até hoje é por vocês! Obrigada!!!
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Boa leitura!
“Esperando o fim chegar
Desejando que eu tivesse força para suportar
Não é isso que eu tinha planejado
Isto saiu do meu controle
(...)
Pensamentos giravam na minha cabeça
Tantas coisas que não foram ditas
É difícil deixar você partir
(...)
Sentando em um quarto vazio
Tentando esquecer o passado
(...)
Eu queria que não fosse assim”
Waiting For The End — Linkin Park
http://www.youtube.com/watch?v=Mk_WuuPHVHg
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Jacob Black
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Só existia espaço para uma coisa em meus pensamentos: Isabella Swan. E não existia nada que eu pudesse fazer para tirá-la de minha mente, muito menos de meu coração.
Eu não a via há exatos 1129 dias, 37 meses, 3 anos e 1 mês e 3 dias, e não teve um só segundo de todo esse tempo em que não a vi quando fechava meus olhos.
Algumas vezes eu a via como gostava de me lembrar dela: sorridente, meiga, bochechas rosadas, cabelos constantemente desalinhados e brilhosos e lindos olhos verdes... Eu me apegava a essa imagem, como meu corpo insistente se apegava ao estúpido e tão necessário ar que ainda me mantinha vivo.
Mas, em sua maioria, eu era assombrado pelas lembranças do último dia em que a vi. Com precisão de detalhes, sou capaz de me recordar de cada momento daquele desastroso dia: As suas gargalhadas ao ter o corpo girado no ar por aquele ator, o namorado de Rosalie. Sim, hoje eu sei que Bella estava me dizendo à verdade naquela ocasião, mas não existia nada nem ninguém capaz de me fazer pensar com clareza. Tudo o que eu enxergava era a forma descontraída, alegre e espontânea com que ela o olhava, sorria para ele, o abraçava... Jeito como há muito tempo ela não se comportava comigo.
Foi impossível controlar o ciúme que se apossou de mim. Era a minha Bella ali, nos braços de outro homem.
Eu gritei com ela, discutimos e se Jasper não tivesse resolvido se meter entre nós, eu a teria levado embora. Xingaríamos-nos, eu quebraria algo e então, a prenderia em meus braços e a beijaria com toda a minha fome por ela – no início ela se manteria imóvel, depois tentaria me afastar e por fim eu a faria retribuir o beijo; a apertaria contra o meu corpo, permitindo que ela percebesse o quão grande sempre foi meu desejo por ela, firmaria minhas mãos em seu cabelo sedoso e quando o ar faltasse, eu a deixaria ir para casa. Tudo como fizemos tantas outras vezes.
No entanto, Jasper a afastou de mim, e eu tive tempo de sobra para me embebedar na companhia de Sam e Embry e para remoer e intensificar o ciúme que corria meu coração e razão.
Eu me lembro, claramente, de vê-la no jardim de sua casa, cercada por seus amigos e mais uma vez ser abraçada, intensamente, pelo ator... Eu desejei matá-lo com minhas próprias mãos.
- Não, Jacob! – Sam me conteve, sua mão prendendo fortemente um de meus braços, no momento em que me preparava para deixar o carro e ir em direção a eles. – Eles já estão indo embora... E além do mais, é com ela que você tem que se entender... Hoje você viu com seus próprios olhos o que ela tem feito há tempos... Agindo como uma vagabunda.
Eu o puxei pela gola da camisa, fazendo com que nossos rostos praticamente se encontrassem.
- É da minha mulher que está falando. – Adverti.
- Desculpe, Jake! – Recomeçou. – Mas, é o que tenho tentado te disser há todo esse tempo. Olhe para ela... – Pediu e sem que eu pudesse evitar meus olhos a procuraram, apenas para encontrá-la, ainda nos braços dele, falando ao pé de seu ouvido.
Ele a apertou mais contra seu corpo.
- Merda! – Esbravejei, socando o volante a minha frente. – Vadia!
- É sério, Jake! – Sam voltou a falar, após soltar o meu braço e dar um tapinha camarada em meu ombro. – Você tem que cuidar disso ou ela vai continuar a te fazer de idiota... nós podemos ajudar.
- Isso! – Embry se animou. – Nós podemos ir até lá e quebrar a cara desse playboy! – Pelo retrovisor podia ver seu sorriso satisfeito, seu corpo jogado no bando de trás.
- Cala a boca, idiota! – Sam o interrompeu. – Não ouviu nada do que eu falei? É com ela que Jacob tem que se entender... Fica se fazendo de difícil, de santa e na primeira oportunidade se joga nos braços de outro...
...
- Eu vou te ensinar a me respeitar, Isabella! – Sibilei ao ver todos os seus amigos entrarem no carro e partirem. – Você dirige Sam...Para aquela casa abandonada, próxima à floresta.
...
Ela ainda fitava a rua quando me aproximei. Meus dedos quase a tocaram quando ela se virou, pretendendo adentrar a casa.
A chamei e com um pulo ela se virou em minha direção. Parecia um pouco assustada, talvez até temerosa, mas continuava linda... E fodidamente tentadora com as forma como seus seios subiam e desciam acompanhando o ritmo de sua respiração irregular.
Eu a puxei para os meus braços e lhe disse que iríamos sair para comemorar. Ela tentou resistir, debater... Mas, naquele momento não me interessava pelas suas vontades, ela faria o que eu queria... Teria sido tão diferente se em vez de lutar, ela tivesse aceitado me acompanhar sem reclamar.
Não resistindo levei minhas mãos até meus objetos de cobiça: seus seios. Praticamente gemi, em deleite, ao sentir a maciez de sua pele contra minhas mãos.
Ela tentou se afastar e farto de seu falso puritanismo a acertei com um tapa no rosto, que a fez, finalmente, parar de lutar contra mim.
Não foi difícil me livrar de Charlie que, inconvenientemente, apareceu para ver o que acontecia.
Minha intenção inicial era apenas levá-la para longe de casa, para um lugar tranqüilo em que eu a faria entender que deveria me respeitar, corresponder e se sentir agradecida por toda devoção que tenho por ela.
Certamente brigaríamos – e para ser bem honesto comigo mesmo, já estava cansado disso. Então, nos acalmaria e a levaria de volta para casa e, talvez, a convencesse a viajarmos juntos... Um tempo longe de tudo e todos, apenas nós dois, dividindo o mesmo quarto de hotel, sem dúvida, a faria entender como me sinto em relação a ela e, quem sabe, se entregar de vez para mim.
Mas quanto mais ela pedia para que eu a deixasse ir, quanto mais choramingava dizendo para que eu não a tocasse, mas eu me irritava.
Eu daria o mundo por ela, morreria, mataria por ela. E ela estava ali, mais uma vez, me afastando, me desprezando, me implorando para não tocá-la com todo o meu amor, logo após não ter tido nenhum pudor ao se jogar nos braços de um estranho.
Eu estava fora de mim. Não pensei. Agi movido pelo ciúme, pela raiva, pela vontade de me apossar do que mais amava no mundo. Queria tê-la, senti-la em meus braços, ver todo o seu corpo, fazê-la minha... Apoderar-me do que já deveria ter sido meu há muito tempo.
Seus gritos, a forma como ela me olhava e se contorcia tentando se livrar de meu aperto, ainda estão tão vivos em minha memória.
Eu não deveria ter agido da forma que agi naquela noite... Não deveria tê-la tomado a força.
Lembro-me, tão nitidamente, como se tivesse acontecido há minutos, e não anos, atrás, de não conseguir olhá-la quando terminei. Seu choro me deixando doente.
Eu não pensei sobre o que fazia. Apenas precisava sair dalí... Passei o restante da noite vagando sem rumo certo e todo o dia seguinte lutando contra a maldita enxaqueca que era intensificada pelos enervantes e odiosos flashes da noite anterior.
Foi impossível olhar nos olhos de Charlie quando ele foi me procurar. Obviamente ele sabia o que tinha acontecido. Gritou comigo, disse que estava decepcionado, que não era assim que um homem de verdade deveria agir... Ele estava tão possesso. Por um momento, imaginei que ele me prenderia, ou pior, que sacaria sua armar e atiraria em mim.
Foi chorando, como um bebê, que disse a ele tudo o que sentia por ela, que não suportava vê-la com outro homem...
Conversamos. Conversamos por muito tempo. Ele me deu conselhos... Falando sobre, absolutamente, tudo – Bella, meus amigos, o futuro. Me abri com ele como nunca tinha feito com ninguém antes.
- Você vai ter que consertar isso, filho! – Ele me disse ao se preparar para ir embora.
Eu quis ir até Bella naquele mesmo momento, mas Charlie me disse que o melhor seria dar a ela tempo para se acalmar.
Contei a ele sobre a idéia de viajar com ela. Ele me garantiu que ela aceitaria, que conversaria com ela ainda naquela noite e a faria perceber que o que tinha acontecido poderia ser consertado, resolvido sem maiores conseqüências.
No dia seguinte cheguei a sua casa com uma mala pronta, um buque de flores e um lindo anel de compromisso. Ainda estava temeroso porque sabia que ela ainda estaria chateada. Eu rastejaria aos seus pés, se fosse preciso, até que ela me perdoasse. Mas, tudo o que encontrei, ao adentrar a sala da cada dos Swan’s, foi Renée chorando baixinho sobre o sofá, suas mãos tentando, inutilmente, esconder as marcas em seu rosto; e Charlie esbravejando e quebrando coisas.
Meu mundo, minha vida, desabou ao saber que ela tinha ido embora. Passei a viver no automático. Nada mais me importava. Não existia nada pelo o que lutar, pelo que sonhar...
Eu só queria vê-la mais uma vez, sentir seu cheiro, provar seu beijo... Dizer, novamente, o quanto a amo, implorar para que ela me perdoasse. Mas, três anos se passaram. E três anos é tempo demais. Tempo suficiente para me fazer, com absoluta certeza, compreender que tudo o que fiz, que eu, meu amor por ela... Foram os motivos pelos quais ela saiu de Forks. Era de mim que ela estava fugindo. E essa certeza estava me matando aos poucos.
Finalmente descobri seu paradeiro ao vê-la em um programa de televisão. Estava ainda mais linda do que eu me lembrava...
Meu pai, Billy, me disse que não sabia o que eu havia feito, mas que estava na hora de fazer algo a respeito, que não ficaria parado enquanto me via definhar por ela... Confessou ter obrigado Charlie a lhe dizer onde ela estava e que a tinha procurado... Que Bella tinha lhe dito, com todas as letras, que havia deixado Forks porque queria tentar a carreira de atriz, que não suportava mais nossa cidade natal... Mas, ele tinha visto nos olhos dela que algo tinha acontecido, pediu para que ela contasse, mas Bella se negou... Ele jurou descobrir o que tinha sido e garantiu que o fato de ser seu filho não o impediria de me fazer assumir meus erros, que o que quer que eu tivesse feito deveria ser consertado.
Passei a acompanhar a sua vida de longe. Assisti a todas as suas entrevistas, vi e revi casa uma das muitas fotos tiradas por paparazzi, comprei todas as revistas em que ela aparecia, conversava com sua imagem eternizada no papel brilhante, tentando ensaiar o que diria a ela quando tivesse coragem de a procurar.
Não me incomodei com os rumores que ela estava namorando o colega de elenco. Mantive-me sóbrio, me afastei de Sam e Embry e me aproximei, cada vez mais, de Charlie. Não cometeria o mesmo erro novamente.
Finalmente, a oportunidade perfeita apareceu: a festa de lançamento do seu filme.
Eu a vi chegar, tão linda... Sorridente, simpática. Acenou para os fãs, os cumprimentou, posou para fotos. Estava, absurdamente, exuberante, sexy e ainda assim a tímida Bella que conheci quando criança.
Meu coração voltou a bater acelerado, como só acontecia quando a via e depois de mais de três anos, eu sorri. Sorri apenas por vê-la, novamente, mesmo que de longe.
Quase gritei por ela do meio do aglomerado de pessoas que tentavam ver a chegada dos artistas. Mas sabia que precisava falar com ela a sós.
Eu pediria desculpas, imploraria por seu perdão, me ajoelharia aos seus pés e suplicaria para que ela me desse uma nova chance.
...
Eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela evitaria ser o centro atenções, novamente, ao deixar o evento, por isso, procurei por uma outra saída.
É por isso que estou aqui, agora. Parado, fitando o escuro beco, esperando ansiosamente pelo momento em que possa falar com ela novamente.
E ela apareceu antes do que eu imaginava. Estava vestida de cigana, com os pés descalços e os cabelos, agora avermelhados, soltos, caindo por seu lindo rosto.
Nossos olhares se encontraram apenas por alguns segundos e pude ver reconhecimento em sua face, seguido por horror. O mesmo olhar temeroso com que ela me olhou na última vez que nos vimos.
Eu chamei por ela, mas acredito que Bella nem mesmo ouviu, apenas se virou e correu para longe de mim.
Tudo aconteceu rápido demais. Eu não pude fazer nada para evitar. Apenas permaneci imóvel, ouvindo o som dos pneus de um carro sendo forçados a parar, o baque surdo da pancada contra o corpo pequeno de Bella e o seu grito, de dor, de medo...
Senti meu coração falhar uma batida, mas rapidamente me recuperei e corri em sua direção, já com o telefone contra meu ouvido, pedindo por socorro.
Apertei sua mão e precisei respirar fundo para não me desesperar com a quantidade de sangue que rodeava seu corpo imóvel.
Assim que me foi garantido que o socorro logo chegaria, me voltei para o seu rosto e apertei, ainda mais, sua mão.
Não era capaz de assimilar o que a motorista do carro que a atropelou dizia, mas reconheci seu nome sendo dito com reverência e adoração, por um homem ajoelhado ao seu lado. Ele chamava por ela e pedia para que ela não o abandonasse, exatamente como eu fazia, em silêncio, em minha mente e coração.
- Você a conhece? – Perguntei não reconhecendo o ruivo parado a minha frente.
- É minha esposa! – Respondeu sem desviar os olhos dela.
Eu senti o ar faltar, a cabeça pesar, a escuridão se aproximar...
Esposa?!
Sem reação, continuei ajoelhado ao lado dela, apenas como mero espectador do cuidado com que ela era tratada pelo homem, que sem pudor nenhum, chorava ao acariciar seu rosto e implorava aos sussurros para que ela acordasse.
Eu reconheci ali, na forma como ele a olhava, a mesma adoração, a mesma entrega, o mesmo amor que dediquei a ela por todos esses anos.
Meus olhos desceram para as mãos, unidas, dos dois e, com uma dor indescritível, encontrei a aliança no dedo dela. Um Claddagh. Tão a cara dela...
Reconheci, com meu coração sendo destroçado, que o homem parado a minha frente, tinha algo que eu sempre desejei ter e que nunca me foi dado: o amor dela.
Fui afastado abruptamente, assim como ele, quando os bombeiros chegaram. Ele não saiu de perto dela nem por um segundo. Continuou a falar com ela, mesmo sabendo que ela não o ouvia, repetia incontáveis vezes que a amava, pedia para que ela não o abandonasse.
Precisei levar minha mão ao peito, pressionando-o, quando constatei que para mim estava tudo acabado. Ainda que ela acordasse, ainda que ela falasse comigo, ainda que ela me perdoasse... Seu amor, seu coração, nunca seria meu. Seu coração já tinha dono. E o brilho da aliança em sua mão esquerda, seria até o fim de meus dias, o que me mataria.
Notas finais
Hoje é dia de festa...
"... Bolo e guaraná, muitos doces para você... é o meu aniversário!" kkkkkk
Bom, não tem bolo, guaraná ou docinhos, mas teve capítulo novo e se vocês prestaram bem atenção teve um spoiler gigante...
E aí, alguém agora entende, ao menos um pouquinho, o Jacob agora????
Bom, eu sei que algumas pessoas pediram entrevista com Beward, momentos felizes dos dois... e eu até confesso que tenho um extra que se passa antes do início da fic pela metade (estive trabalhando nele durante toda a semana) mas, acordei hoje e pensei: Hey, perae, acho que está mais do que na hora de Jacob mostrar o seu lado... Pois é, esse extra foi escrito em exatos 45 minutos. É pequeno (14 páginas) se comparado com os capítulos habituais, mas acho que deu para entrar na cabeça dele, né? Eu digo, até que foi possível entrar no coração dele...
Bom, como em todos os outros capítulos, eu amei escrevê-lo! E espero, de coração, que vocês também tenham curtido... Por favor, me deixem saber o que acharam, okay?
xoxo
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