Star Wars Resquícios da Guerra
4 Famílias Solo e Skywalker
Notas iniciais
Voei até minha casa e meus pais já estavam lá. Fui recebida por abraços de ambos.
− Finalmente você voltou! – Disse minha mãe com entusiasmo – Onde está seu irmão?
− Teve de ir para alguns lugares. Creio que seja assunto Jedi.
− Vocês são muito ocupados protegendo a República, não? – Perguntou meu pai retoricamente e eu ri – Como foi sua missão? Bem-sucedida?
− Se eu estou de volta com meu irmão, acredito que só tenha uma resposta.
Minha mãe, Leia Solo, era uma das políticas mais importantes da galáxia e também era uma grande Jedi, porém ela não exibia suas habilidades. Meu pai, Han Solo, era um contrabandista que tinha uma reputação nada agradável, porém após a queda do Império, também se tornou um político. Todavia, não era de tanta importância quanto minha mãe.
Enquanto meus pais ajudavam a conduzir um futuro à galáxia por meio da política, meus tios faziam o completo oposto. Luke treinava a Academia, mas caso ele estivesse em alguma missão importante, a encarregada era sua esposa, Mara Jade Skywalker.
Eu e ela não tínhamos muita afinidade, mas conversávamos quando possível. Assim como meu tio, ela possuía grandes habilidades Jedi mas elas não se igualavam as dele.
Eles sabiam dos meus pensamentos sobre meu tio, Luke, ser muito rigoroso com alguns motivos desnecessários. Também tinham consciência de que eu não era a favor dos ideais dele, porém os compreendia, já que ele conseguiu derrubar o Império e fundar uma nova República. Obviamente, ele teve ajuda de Rebeldes, porém ele era o único Jedi vivo até então. Eu o apreciava por isso.
Apesar dele ser duro em alguns momentos, também era gentil e bondoso quando o assunto não era assunto treino ou missões. Entendia aquilo, afinal ele tinha que disciplinar os novos Jedi para que eles pudessem dar seu máximo para ter uma missão bem-sucedida. Fazer isso pelo caminho mais “compreensível” talvez não fosse uma das melhores opções.
Talvez, no quesito de família, Luke pudesse ser a pessoa mais dócil do mundo, mas no de treino poderia ser o totalmente o contrário.
Constantemente meus pais tinham de conversar comigo sobre Luke. Como já falei, eu não sou completamente a favor de seus ideais, então eram eles quem me ajudavam a me acalmar caso eu tivesse uma opinião completamente oposta à dele e não pudesse sequer contestá-la. É confuso. Ao mesmo tempo que admiro meu tio por ser um grande Jedi, eu não o admiro por seus ideais, sendo que estas coisas são relativas. Afinal, como originaria uma nova República sem os ideais do próprio?
Eu estava em Ossus, onde treinava separadamente com meu tio e meu irmão após a Academia. O único “porém” era que eles não estavam ali... Não havia ninguém ali. A floresta era iluminada apenas pela luz da lua, que estava cheia.
Olhei em volta em busca de algum sinal de vida. Não era possível que eu fosse a única pessoa no planeta. Corri em busca de alguém, mas não obtive resultados positivos. Escalei algumas árvores em busca de uma melhor visão e os resultados também não foram agradáveis.
Senti o chão tremer e tentei me segurar em algo. As árvores começaram a cair ao meu redor, mas coincidentemente, nenhuma caiu sobre mim. Vi uma fumaça subir em um determinado ponto e me direcionei até lá o mais rápido que pude.
Era a Academia pegando fogo sem motivo aparente. Pude ver uma figura que estava sob um manto completamente preto agachada e mexendo as mãos, como se fizesse algum movimento.... Por algum motivo eu senti medo por não saber do que aquilo se tratava.
Estremeci quando a cabeça da figura se direcionou para mim. Seu corpo era magro e tinha uma cabeça grande e fina, extremamente fina.... Sem contar sua altura de quase dois metros. Ele era intimidador. Ele foi se aproximando vagarosamente e por alguns momentos eu esqueci de respirar.
A criatura parou bem na minha frente e pude ver sua pálida pele sob seu manto completamente negro. E apenas sussurrou lentamente:
− Este lugar está cercado de mentiras...
Eu não compreendia o que ele queria dizer. Naquele planeta não haveria vida se não fosse pela Academia... Só haveria a Força. Por alguma razão, aquele ser me assustou mais do que qualquer coisa que eu já havia encarado.
− Você não acredita em mim... – Disse ele com o mesmo volume de antes – Em breve, você desejará isto tanto quanto eu. Você entenderá.
Inexplicavelmente ele começou a se esvair, assim como todo o cenário ao redor.
Acordei com a respiração ofegante e com o suor escorrendo pela minha cara. Era um sonho? Parecia tão real... Aquele ser continuava rondando meus pensamentos e mesmo sabendo que ele estava presente apenas nos meus sonhos, eu continuava com medo. Mas por quê? Era um medo que eu mesma não compreendia.
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