[Pov's Zilu]
Correndo com um pano amarrado nos ombros, como uma espécie de bolsa improvisada, fujo da pequena multidão raivosa levando embora o Olho Voador quebrado e o dinheiro que consegui por lá (antes do Cullen me abandonar aqui com esses trogloditas irados). Vejo um landspeeder vermelho flutuando, um LUX-3 da MandalMotors; pulo em cima do mesmo e saio voando à 3 metros de altura (excepcionalmente alto para um landspeeder! ).
Mas, como meu sossego é sempre pouco, mal saio de uma multidão e me deparo com outra. Mas não uma enfurecida; uma multidão com medo. Sobrevoo várias pessoas correndo assustadas e vou contra a corrente, indo pela direção de onde esse pessoal todo vêm.
Meu landspeeder esbarra em alguma coisa e gira um pouco. Desorientada e curiosa, desço para a superfície de Jakku e olho para os lados; mal posso acreditar nos meus olhos...
— Cullen! — grito na direção dele, que faz suas botas repulsoras encontrarem o chão
— Zilu! O que está fazendo aqui? — ele se aproxima — Temos que ir embora!
— O que está acontecendo? Porque tem tanta gente correndo? !
— Não sei direito, mas eu vi, e foi muito estranho.
Me sinto confusa.
— Viu o que?
— Não dá tempo de explicar, temos que sair daqui rápido!
Ele pega minha mão e corre. Damos alguns passo e volto para pegar o landspeeder que deixei para trás. É apertado demais para dois; ele segura na borda (onde tem um pedaço de metal empenado, mas não ameaça se soltar facilmente) e levanto voo. Cullen parece desconfortável voando tão baixo, já que praticamente chutou o speeder quando voava desajeitado, mas não reclamou. Eu me adaptei a velocidade das botas, ele que se adapte à altura do LUX-3.

—Ali! O Abel estava revirando lixo perto daquela nave.
— Entendido.

[Pov's Cullen]
Ao dizer isso, Zilu pousa ao lado de um Savage Star (talvez de um daqueles jedi que estavam no Ponto). Corremos pisando em metais de todos os tipos, por entre speeder bikes, lança-redes, blasters e droides; até ouvirmos um grito.
— Porcaria! Essa coisa não solta!!
É a voz de Abel. Seguimos o som até vermos uma cena que seria hilariante se não fosse tão tosca:
A perna de Abel havia grudado em um manto atordoante.
O manto gruda na pele por eletrostática, Então é preciso balançar a perna feito um louco para soltá-lo, mas é assim que se ativa a carga elétrica do manto, que dá um choque capaz de levantar alguém do chão.

E foi exatamente isso que aconteceu.
Eu e Zilu não podíamos fazer nada senão assistir, ou grudaríamos na perna de Abel. Depois de alguns minutos, muitos palavrões e gritos de agonia, o manto havia dado suas 3 descargas e chegou ao limite, se soltando de nosso amigo.
Zilu deixou escapar uma risada, e Abel parecia zangado.
— Agora que acabou de dançar — digo, ridicularizando as convulsões de sua perna — precisamos voltar para a nave o quanto antes. Aconteceu um tumulto e tanto no Ponto de encontro.
— Sempre tem tumultos no Ponto. — ele fala, se apoaindo em um para-asas quebrado em dois que estava no chão.
— Dessa vez foi diferente; explico em Coruscant.
—Como?
— Nosso próximo destino, Zilu. Tudo bem para você?
— N-não sei se temos combustível para ir tão longe.
— Espera! Eu ainda não achei minha haste recuperadora de dados!
Não acredito.
— Mesmo depois dessa experiência eletrizante, você ainda quer continuar procurando nas fossas de lixo de Jakku? A gente pode achar sua haste depois.
Fomos para Century Eagle e saímos o mais rápido possível. Precisamos arranjar combustível para ir até Coruscant, tenho que avisar o Conselho Jedi dessa ameaça.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.