Standby
6 Capitulo V
Notas iniciais
Capitulo 5
O sol se levantou preguiçoso, mas Isabella já estava em pé perambulando pelo quarto, procurando o vestido perfeito. Mal conseguira dormir tres horas completas. Estava ansiosa!
Por fim, achou um verde perolado com babados na saia e soube que seria ele o escolhido. Ajeitou como pôde os cabelos. Se nao fosse pelo espartilho, já estaria devidamente vestida e apresentavel. Quando Carmen abriu a porta do quarto, assustou-se ao vê-la abrindo as janelas.
–Já em pé, senhorita? — Carmen perguntou surpresa. Bella respirou fundo e sorriu, observando a paisagem ser iluminada pelos primeiros raios solares.
–Não é um lindo dia? — inspirou profundamente com um grande sorriso no rosto.
–Sim, de fato, é! — Carmen concordou fechando a porta com cuidado extremo.
Ela ajeitou os cabelos de Bella, como fazia todos os dias e em seguida, ajudou a abotoar a fileira de botoes verde oliva, nao antes de amarrar o espartilho. E entao, Bella estava pronta para sair do quarto.
Seus pais já estavam a sua espera para o dejejum.
–Bom dia. — disse ao avistar os dois sentados com as maos se tocando por cima da mesa.
–Bom dia, querida. — a mae disse. -Parece radiante essa manha! — Bella corou, como se costume ao receber um elogio.
–Devo concordar com a senhora sua mae. — disse sir Charlie. -Está radiante!
–Obrigada. — sussurou se servindo de uma xicara de chá.
–Planeja algo para hoje? — perguntou seu pai. Deu de ombros.
–Uma volta pela propriedade, talvez. -fez de conta de dependia do acaso. -Mas é só um talvez, eu nao sei ao certo...
–Gostaria de dizer... — Bella começou a tomar um gole de cha com os olhos nas ações do pai. -Que contratei o novo medico da cidade para vim lhe ver. — e ela congelou-se no que estava fazendo e arregalou os olhos.
–O senhor nao fez isso. — disse mecanicamente, descendo a xicara num movimento calculado.
–Sim, eu de fato, fiz. — respondeu-lhe serio. Toda a alegria que estava sentido se esvaiu como agua por um buraco.
Devolveu a xicara ao pires e encarou o senhor seu pai sem pestanejar. Senhora Renee, para seu assombro, notou nesse instante o quao parecidos eram e soube que o genio dos dois eram parecidos demais para que parassem de brigar. Suspirou sabendo que aquilo ia durar ate Isabella se casar... Ou Demetri voltar para casa!
E nao sabia qual dos dois ia demorar mais!
–Eu nao acredito nisso, senhor meu pai. — resmungou Bella tristemente. -Eu realmente nao acredito. — levantou-se rigida. -Quantas vezes terei que repetir que nao estou doente!? — travou a mandibula para evitar chorar. Ela começou a se retirar do comodo.
–Isabella, sente-se aqui. — Charlie chiou. -Não terminamos...
–Eu terminei. — o cortou e seguiu em direção a cozinha.
–Acho que o senhor, meu pai, preciso de uma senhorita para trabalhar atendendo quem chega... — Edward disse encarando o cafe em sua xicara.
–O que quer dizer? — Carlisle pestanejou aturdido, nao entendendo a abordagem do assunto. O filho suspirou.
–Só acho mais prudente ter um ajudante. — deu de ombros. -Somente isso.
–Está planejando algo? — perguntou a ele, apoiando a xicara na mesa.
–Nao. — Edward negou naturalmente. O senhor seu pai o fitou desconfiado.
–Nao precisa se alistar, Edward. — disse-lhe sincero e com pesar. -É filho unico, nao permitiram isso!
–Pai, nao é justo! — contou-lhe angustiado. -Ouvi que tudo esta indo de mal a pior... Precisaram de toda a ajuda.
–Esta se ouvindo!? — Carlisle jogou o cafe dentro da pia. -Edward, filho, nao será uma pequena discussao seguida de um alvoroço. Será Guerra!
–Eu sei.
–Está pronto para ver alguem morrer diante de si?
Isso calou Edward de um forma inexplicavel. Sabia a resposta e era bem mais que obvia que nao, nao estava pronto para ver alguem morrer. Ou matar, se for necessario e seu pai sabia disso. Mas a vida ensina para quem quer aprender.
–Nao deve ser tao dificil achar uma ajudante. — ele insistiu bebericando o liquido quente. -Nao é todo dia que aparece uma oferta de trabalho por aqui!
–É. — concordou o pai. -Nao é todo dia mesmo!
–Isso é ultrajante! — Isabella resmungou carrancuda, andando de um lado para o outro. -Um insulto! Como ele pôde!?
–Ele é o senhor seu pai...
–E eu não estou doente! — Bella retorquiu rudemente a Carmen. Suspirou envergonhando-se de sua ação para com Carmen. -Desculpe-me.
A acompanhante sorriu amavelmente para ele, que ainda mantinha a carranca na face. Serviu a garota uma xicara de leite frio e biscoitos. Isabella riu, sentando-se... E seus pensamentos voaram para Edward!
–Vou sair. — disse à acompanhante rapidamente. -Vou espairecer. — levantou-se do banco de madeira rustica.
–Voltara a tempo para o almoço? — perguntou gentil.
–Nao. — negou se limitando a nao dar detalhes. Saiu pelas portas do fundo antes que Carmen lhe fizesse alguma outra pergunta.
–Eu percebi uma coisa. — Carlisle disse enquanto estavam na mesa, almoçando. Para Edward as horas se arrastavam, mas para o senhor seu pai, foi num piscar de olhos.
–O que? — Edward questionou curioso. O pai sorriu.
–Voce saiu a tarde.
–Gosto da paisagem daqui. — emendou nao muito rapido.
–E vai sair hoje? — perguntou e bebeu um gole de agua. Edward analisou o pai, ponderando contar a verdade de suas saidas.
–Gosto de cavalgar todos os dias, entao, acho que sim. — respondeu sem pensar.
–É um bom esporte. — levantou-se de seu ascento, com o prato em uma mão e o copo na outra. -Tire a tarde de folga...
E foi o que fez. Edward guardou uma maça no bolso de seu blazer e montou no cavalo. Disparou para o local que encontraria Bella. Imaginou se nao estaria muito cedo, mas preferiria espera-la do que ao contrario. Doce engano! Quando seu cavalo se aproximou do Carvalho, viu uma silhueta magra e embolada debaixo da arvore. Desceu do animal e o deixou livre por ali.
–Nao acha perigoso ficar sozinha por aqui? — Edward perguntou brincalhao, fazendo-a arregalar os olhos surpresa.
–Um pouco. — respondeu sorrindo gentil. -Perdi a noção do tempo... Acho que ate dormi!
–Desde que horas está aqui? — Edward perguntou tirando a maça do bolso. Isabella salivou.
–Bem antes do... Almoço? — quis afirmar, mas acabou saindo em forma de pergunta.
–O que comeu?
–Nada. — Bella respondeu envergonhada. Edward alçou-lhe a fruta.
–Coma. — incentivou-a. Ela negou.
–É sua, nao posso aceitar. — se sentiu uma idiota por recusar algo comestivel que seu estomago tanto implorava.
–Eu que nao vou aceitar que desfaleça de fome. — continuou com a fruta estendida.
–Entao, vamos repartir. — sugeriu Bella sorrindo. Edward riu e acomodou-se ao seu lado. Mordeu a maça audivelmente e em seguida, passou a fruta a ela. Usando toda sua educação (e boa parte de sua energia), mordiscou, mal arranhando a casca da maça e a devolveu a Edward.
–O que é isso, Isabella? — perguntou indignado. -Voce comeu? — ela assentiu. -Eu me recuso a dar uma nova mordida...
–Mas eu...
–Nao tenha vergonha! — sorriu torto. -Nao tem ninguem olhando, alem de mim... Morda com vontade!
Relutante, cedeu ao pedido de Edward e mordeu audivelmente. O suco doce escorreu pelos labios, o que tratou de limpar rapidamente. Quis rir, mas sua boca estava cheia demais para isso. Mastigou com calma e deu a fruta a ele, que assentia com orgulho.
–É assim que se come maça. — disse girando a fruta nos dedos.
–Hmm... — murmurou engolindo. -É tao bom comer assim!
–Assim como? — questionou Edward.
–Assim livremente... Sem ninguem me falando que nao é educado!
–Esta liberada para agir assim comigo... — Edward sorriu torto. Bella corou, baixando os olhos.
Ficaram em silencio por um instante, apenas degustando da maça adocicada. Ele se deitou na relva, cruzando os tornozelos e as maos atras da nuca. Ela ficou sentada de lado, observando-o disfarçadamente. Uma nuvem tapou o sol.
–Está indo bem. — Bella disse de repente, fazendo-o virar o pescoço para olha-la.
–Perdao?
–Ser um irmao temporario... — deu de ombros. -Voce tem talento!
–Obrigado. — sorriu de um modo sincero, fazendo-a sorrir do mesmo modo. -Mas eu nao fiz nada...
–Eu sei... Mas voce me deixa confortavel, e isso é bom!
–Entao porque nao se deita aqui ao meu lado e observamos as figuras nas nuvens? — e fitou o ceu. -Tive a impressao de ter visto um gato...
–Um gato!? — Bella riu e se deitou olhando o ceu. E lembrou-se que Demetri gostava daquilo e se perguntara se ele olhava muitas vezes para cima.
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