Stake My Heart
5 Capítulo 5
Na manhã seguinte acordei em pânico. Olhei para o meu relógio – 11:45h. Estava incrivelmente atrasada para o trabalho que aquela situação não tinha graça nenhuma. Corri pelo quarto, tentando freneticamente fazer com que me aspecto parecesse, no mínimo, decente. Todo o meu processo teve de ser abruptamente parado: não conseguia encontrar a t-shirt que eu era obrigada a usar no trabalho. “Que merda!” – Gritei para mim mesma. “Puseste-a ali mesmo, ontem à noite!” – E depois de terminar essa frase, ouvi um riso. Eu conhecia esse riso, todo o meu corpo congelou. Para completar meu terror, apercebi-me que não estava usando nenhuma t-shirt. O meu soutien favorito de padrão zebra estava completamente exposto aos lindos olhos do Frank. Tentei cobrir o meu corpo com os braços enquanto olhei na direcção do riso. Como eu já estava esperando, Frank estava lá, segurando e balançando minha t-shirt de trabalho no ar.
Rapidamente, agarrei numa t-shirt ao acaso, minhas bochechas completamente vermelhas. Ele tinha-me visto semi-nua! “Primeiro sequestro, agora você força a entrada e invade propriedade privada. Você está mesmo tentando quebrar meus nervos!” – Eu lhe lancei um olhar ameaçador, irritada e frustrada com tudo aquilo. Ele apenas continuou com o riso. “O que é que tem tanta graça?” – Eu gritei para ele, o que pareceu diverti-lo ainda mais. “Você nem sequer tem de ir trabalhar, hoje.” – Ele respondeu, finalmente. Sentei-me ali na ponta da cama com ar amuado, e observei o meu calendário na mesinha do lado da cama. Ele tinha razão. Coloquei a cabeça entre as mãos, e estas nos joelhos. “O que você faz aqui, em minha casa, Iero?” – Eu perguntei, zangada. “Eu ia ser a sua surpresa depois do trabalho, mas decidi fazer uma visita não guiada e aí encontrei você e seu calendário.” – Ele disse e sorriu. “Bonito soutien, já agora.” – Ele adicionou. Agarrei numa almofada e comecei a bater nele com ela. “Está tentando me danificar? Olhe que é crime isso de causar danos a ladrão!” – Ele disse, rindo descontroladamente. Parei e o deixei recuperar o fôlego. “E quem disse que eu não ia antes tentar homicídio?” – Eu olhei sério para ele. Ele se sentou no chão, me olhando. “Como eu já disse antes, você me quer. A não ser que você sofra de Necrofilia [N/A.1], e eu não vejo como isso iria resultar.” – Ele disse convencidamente. “Saia da minha casa, Iero!” – Eu ordenei, apontando para a porta. “Você não disse a palavra mágica.” – Ele disse, se levantando do chão e ficando de frente a mim. Eu suspirei. “Por favor?” – Eu disse, irritada. “Errado, minha querida Kayliahpoo. A palavra mágica é ‘sim’.” – Ele disse e abanou um dedo em frente da minha cara. “Espero, mas por que diabos eu diria ‘sim’?” – Eu perguntei, olhando para ele. “Você acabou de concordar em ser sequestrada, de novo.” – Ele disse, agarrando minha mão e me arrastando para fora da casa. Eu estava tão desconcentrada com as borboletas no meu estômago que nem conseguia protestar. Sentei-me no carro, tentando a todo o custo ficar irada com ele. Eu não conseguia. “Onde você está me levando dessa vez?” – Suspirei. “Para conhecer meus amigos. A minha lady tem de ser aprovada por eles, claro.” – Ele disse, dançando ao ritmo da música na rádio. Eu parei por um segundo. Sua lady? Aquela frase já estava errada quando ele disse ‘sua’… “Eu não sou sua lady!” – Eu protestei contra ele. “Eu não sou nenhum cafetão, e eu não me apodero logo no primeiro encontro.” – Ele disse, como se isso fosso a coisa mais natural do mundo. “Aquilo não foi um encontro. E eu não sou sua lady!” – Falei um pouco alto e olhei para ele com ódio nos olhos. “Tudo tem seu tempo, Kayliah. Tudo tem seu tempo…”[N/A.1] Necrofilia é uma parafilia (padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula) caracterizada pela excitação sexual decorrente da visão ou do contacto com um cadáver.
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