Stake My Heart
3 Capítulo 3
A gente se sentou desconfortavelmente no seu carro, não dizendo uma palavra se quer enquanto ele guiava pelas calmas ruas de Jersey. O lábio dele tinha para de sangrar, felizmente para ele. Eu não falei, a não ser para dar direcções casuais. Ele abrandou o carro assim que chegamos ao nosso destino.
“Então, já posso ter o seu número?” – Ele perguntou, olhando para mim com expectativa. Eu olhei para ele com uma sobrancelha arqueada.
“Eu nem sequer sei o seu nome.” – Constatei simplesmente. Ele sorriu e estendeu a mão.
“Frank Iero ao seu serviço.” – Ele disse enquanto tocava a minha mão. Invés de a abanar, levou-a aos seus lábios e beijou-a suavemente. Muito felizmente a minha rua era pouco iluminada, caso contrário ele teria notado que eu estava corando.
“Não.” – Eu disse, me fazendo de maligna, tirando a minha mão da frente da sua cara. Ele tossiu.
“Matreira.” – Eu apenas abri a porta e saí.
“Boa noite, Frank Iero.\" – Eu disse, brincando e imitando o tom de voz que ele usou quando disse o seu nome. Ele simplesmente se encostou ao banco e sorrio. Dei alguns passos em frente antes de me virar. “Obrigada pela carona.” – Eu disse alto o suficiente para ele me ouvir. Ele olhou para mim durante algum tempo até eu fazer um movimento de despedida com a mão. Ele acelerou pela noite dentro. Entrei e tranquei a a porta. Aquele garoto era atraente de mais para o seu próprio bem.
Na manhã seguinte ao sair pela porta da frente reparei numa nota colada na porta.
Querida Kayliah,
Eu sei onde você mora. Seria muito melhor para você se me desse o seu número para eu não ter de ser assim tão assustador ou perseguidor ao aparecer em sua casa a meio da noite e observar você dormindo. Vejo você no trabalho, Kayliah.
Do seu futuro amante,
Frank Iero <3 :P
Aquele idiota até colocou o meu nome em itálico! Retirei a nota da porta e pensei em rasgá-la aos pedaços mas, pelo contrário, dobrei-a e enfiei-a no bolso das minhas calças. Olhei em redor, certificando-me de que ele não estava me observando escondido nos meus arbustos e cautelosamente me dirigi para o trabalho. Quando lá cheguei dei uma olhada no meu horário. Tinha que trabalhar com a Mandi. Mas que sorte a minha! Mandi, se você não souber, é a típica garota de 20 anos que toda a gente odiava porque no fundo, e mesmo só no fundo, a invejavam, mas só um pouquinho. Ela tinha cabelo loiro falso e sempre usava maquilhagem em exagero. E além do mais ela dava em cima de todos os nossos clientes masculinos. Só os céus sabem com quantos é que ela já dormiu. Pior parte de tudo, ela me amava.
“Kayliah!” – Eu ouvi a sua voz. Maravilhosos.
Já se tinha passado quase uma hora com a Mandi “conversando” comigo sobre sei-lá-o-quê-que-eu-não-queria-ouvir. Até já tinha começado a bater com a cabeça no balcão esperando que a dor da voz dela se fosse com as pancadas. A sua voz, para mim, era como unhas num quadro de giz. Ela deu uma palmadinha muito dolorosa nas minhas costas.
“Oh Kayliah, você é tão engraçada!” – Ela disse rindo muito alto para que as pessoas olhassem para ela. De repente, como se eu estivesse destinada a um milagre, o Frank entrou na Starbucks. Isso ia manter a Mandi ocupada. Eu mimiquei “salva-me” para ele. Ele apenas riu. E foi então que a Mandi reparou nele. Empurrou-me da sua frente. “Oi! Posso ajudá-lo senhor?” – Ela quase que fazia beicinho falando. Eu limitei-me a rolar os olhos – cabra.
“Hu, yeah. Eu quero um mocha latte. Ah, e o número da Kayliah.” – Ele disse e olhou descaradamente para mim. Eu repreendi-o com o olhar. Ela olhou para mim e depois de volta para ele.
“Eu não tenho o número dela mas você pode sempre pedir o meu.” – Ela disse, tentando fazer uma voz sedutora e inclinando-se no balcão apenas o necessário para que o seu peito ficasse à vista de Frank. Frank me olhou, hesitante. Fiz uma demonstração de alguém que está prestes a vomitar e Frank teve de colocar a mão à frente da boca para não gargalhar. Mandi agarrou num guardanapo e anotou o numero dela nele. Enfiou o papel no bolso da camisa dele e deu uma risada muito feminina enquanto lhe entregava o latte. Voltei a rolar os meus olhos. Ela era patética. Frank caminhou até ao sítio onde eu estava.
“Então, quando é que você sai?” – Ele sussurrou para que Mandi não ouvisse. Levantei os cinco dedos da minha mão direita e sussurrei:
“Me encontre lá fora.”
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