Stake My Heart

1 Capítulo 1


Notas iniciais
AVISO: O meu português é de Portugal portanto não estranhe. Eu tento mudar um pouco mas sempre me acabo distraindo...

Eu provavelmente devia começar pelo meu nome, que é Kayliah. Não é Ashley nem Kelly. É Kayliah, ou Liah para simplificar. Família? Não tenho. Amigos? Também não. Ocasionalmente saía com os meus colegas de trabalho, divertindo-os um pouco com a minha presença de vez em quando. Eu tinha cuidado para não ficar muito afeiçoada a eles… por causa da minha condição. O que sou eu? Boa pergunta. Sou meia vampira, meia humana. Não por vontade própria. A minha mãe foi violada por um vampiro, que voltou 15 anos depois e matou-a. Tenho 21 anos agora e trabalho na Starbucks local de Nova Jersey.


Eu não sou uma vampira normal. Existem muitas diferenças entre eu e eles. Para mim não é necessário beber sangue, mas se a oportunidade surgir eu não a desperdiço. Eu não me queimo, desfaço, desintegro ou brilho se estiver ao sol embora ao fim de 8 horas me sentir desconfortável. Também posso morrer como outro humano qualquer mas se beber sangue a tempo serei curada. Apesar da minha inconvencional condição, tento o meu melhor para viver uma vida semi-normal. Tirando o facto se eu ser uma assassina em séria. Apenas de vampiros, evidentemente. Era tudo uma questão de represália. Matava todos os vampiros maus da cena e assim tínhamos um mundo melhor e ninguém mais passava por aquilo que a minha mãe passou. Assim toda a minha raiva diminuía lentamente.



Era mais um dia de trabalho, como qualquer outro dia de trabalho. Sentei-me a observar as pessoas. Pensava em quantas delas perderiam a vida para a crescente população de vampiros da cidade. Jersey estava cheia deles. Saí repentinamente dos meus pensamentos com o som de alguém a clarear a garganta ruidosamente alto. Olhei e vi um homem, os olhos cor de avelã olhando directamente para mim. Olhou á procura da placa com o meu nome, se eu não tivesse experiência neste trabalho, diria que ele estava a olhar directamente para o meu peito. Porco.


“Então, Kayliah, eu quero um grade mocha latte e o teu número.” – Ele disse inclinando-se ligeiramente sobre o balcão. Ele era certamente atraente. Eu tinha queda para piercings e ele tinha dois, no nariz e no lábio, mas ele era um porco. Nem sequer lhe dei a benevolência de uma das minhas respostas espirituosas. Silenciosamente fiz o latte e entreguei-o muito próximo a ele pegando no dinheiro. “Você alguma vez fala?” – Perguntou com um olhar de intriga, a sua cabeça ligeiramente inclinada para um lado o que o fazia parecer querido. Raios, que atracção. Cerrei ligeiramente os olhos.


“Se você está a perguntar se consigo transformar pensamentos em palavras e frases então sim, eu consigo falar.” — Olhei-o com desdém. Ele fez um olhar de surpresa fingida.


“ELA FALA!” – Ele exclamou. Eu corei pela atenção que ele estava trazendo para nós. Ele sorriu e deu uma risada baixinha. Deu um gole no seu latte e olhou para mim. “Grave minhas palavras, Kayliah, minha querida, eu vou conseguir o seu número.” — Ele disse com voz sedutora e orgulhosa, virando-se de costas para mim e dirigindo-se para a porta.


“Nos seus sonhos” – Eu murmurei. Mesmo no momento em que eu disse isso a minha colega de trabalho, Jessica, caminhou até mim. Ela era uma das poucas pessoas que eu conseguia tolerar neste sitio.


“Ele era gato.” – Ela disse simplesmente.


“Oh sim, anormalmente adorável!” Eu disse sarcasticamente. Apesar de ele ser realmente, eu não conseguia negar o facto de ele ser atraente. Suspirei levemente e continuei fazendo o que estava a fazer antes de ser interrompida brutalmente: sonhar acordada.



Saí do trabalho mal o pôr-do-sol começou. Apressei-me rapidamente para o meu apartamento para me preparar. Peguei um hoddie e um lenço para cobrir a minha face. Obvio que isso é muito antiquado mas servia para esta situação. Agarrei no meu punhal athame, o mesmo que Rogir usou para matar a minha mãe. Estava pronta. Escolhi um corredor á sorte para vigiar esta noite. Qualquer corredor abrigaria certamente um vampiro. Como que sugerindo, um vampiro, um homem, caminhou para luz do corredor. Parecia estar nos seus já pesados 40 e poucos anos. De repente, e para minha surpresa, o homem olhou directamente na minha direcção.


“Kayliah, aparece, eu sei que estás aí.” – Ele disse com um sorriso confiante. Dei um passo em direcção á luz para o enfrentar.


“Como é que sabes o meu nome?” – Disse olhando para ele com desgosto.


“Como? O teu pai disse-mo com certeza!” – Ele deu uma gargalhada, a luz reflectia-se nos seus dentes afiados. Arrepiei-me com a palavra ‘pai’.


“Aquele imbecilNÃO é meu pai!” – Eu disse friamente.


“Tsk, tsk, tsk menina, onde estão as tuas boas maneiras? O teu pai não ia gostar de saber quenão és nada uma rapariga perfeita para mim.” – Ele disse numa maneira de troça. Agora estava cheia de raiva. Lancei-me sobre a sua garganta, punhal pronto para lhe rasgar a pele. Para minha surpresa ele agarrou-me pelo meu pescoço a meio do ar. Olhou-me directamente nos olhos parecendo mesmo irritado. “És muito compulsiva. O teu pai avisou-me disso.” – Eu riu-se.


“Que mais ele disse?” – Eu disse levantando-me e limpando as minhas calças.


“Ele disse que te faria uma visita brevemente,” – Ele disse. “Até lá, a noite é o seu esconderijo” – Então ele desapareceu. Eu fiquei ali especada. Uma reunião familiar hum? Seria a oportunidade de terminar com ele. Até lá, estaria dedicada á prática.