Spying on the Fairy Hills

9 Capítulo 9: The Love (Fl final)


Notas iniciais
Yo! Estou recuperado, e esse é O último capitulo, podem comemorar (ou chorar)
24h para vocês comentarem aí eu posto um capítulo de agradecimento para os leitores constantes (pelo menos + de 2 reviews)
E também com votação de melhor chute a sigla
Enjoy
Ps: Sem revisar, escrito as pressas
Ps²: No cap de agradecimentos, um comunicado de interesse geral

– Aqueles dois são um fracasso – admitiu Natsu depois de vários minutos – A comida é pior que lixo hospitalar, mas eles não tiram os olhos do prato.


– Eles estão é um paradoxo – percebeu Lucy — O Gray tem medo de puxar o assunto errado e a Juvia de dar uma resposta errada. É um loop infinito.


– Eu não sei exatamente o que isso quer dizer – disse Natsu confuso – De qualquer maneira, vou ter que apelar, então com licença, vou lá fora bater minha cabeça na parede para ter idéias.


A uma mesa de distancia, Levy se distraiu temporariamente do que Gajeel estava falando.


– O Natsu esta saindo com a cara de quem vai fazer uma idiotice — disse Levy – Você não deveria ir ajudá-lo? – sugeriu ela


Gajeel olhou para eles simultaneamente: Devorador de chamas... Devoradoras de Livros... Devorador de chamas... Devoradoras de Livros. Devoradora de livros.


– Ele se vira sozinho – disse Gajeel dando os ombros levemente – Ele já esta no ápice da apelação, então prefiro não tomar parte nas idiotices que ele com certeza vai fazer.


“E você é uma companhia mais agradável” completou ele mentalmente.


Levy sorriu e não sugeriu que ele saísse novamente.



Na parte traseira do restaurante, já no lado de fora, Natsu estava sem idéias.


– Essa é a segunda árvore que você reduz a pó – disse Loke se materializando ao lado de Natsu, que socava uma árvore – Isso não é politicamente correto e pode danificar esse seu magnífico smoking.


– Preciso... De... Idéias – disse ele entre os socos – Aquela gravata ridícula não teria algum tipo de dispositivo de enforcamento? Quem sabe isso quebre o gelo.


– E começamos com as piadas – disse Loke com um suspiro divertido – Tente usar a cabeça.


Natsu parou de bater por alguns instantes.


– E como você acha que eu quebrei a outra árvore?


Uma gota de suor escorreu na parte traseira da cabeça de Loke.


– Vamos tentar uma abordagem diferente – disse Loke tentando usar menos metáforas – O que todas as pessoas (consideravelmente normais) gostam em comum.


Aquilo parecia obvio.


– Comer – disse Natsu, fazendo Loke rir.


– Agora que você falou, eu percebo que é verdade, mas eu me referia a rir.


Uma tocha se acendeu sobre a cabeça de Natsu.


– Tive uma idéia – disse ele subitamente.


– Seus neurônios devem ter colocado mais carvão nas fornalhas – brincou ele – Eles tem um espaço de apresentação ao vivo, faça eles rirem enquanto eu busco ajuda especializada em C.A.R.E.A, Criações Aleatórias Românticas Extremamente Açucaradas.


– Não achei que teríamos que usar algo tão extremo – disse Natsu acenando enquanto saía em disparada – Conto com você, Mago com gostos refinados.


– Ele não perde a piada – disse Loke – Mas é melhor eu ir impedir que aquelas duas se matem na ausência dele.



Na guilda, Laxus paralisou como se tivesse levado um choque.


Ele não mentiria dizendo que não esperava um pouquinho de compaixão, mas aquilo era um excedente sem precedentes.


Com os braços em volta dele, Mirajane o fez virar.


– Eu não vou te adular dizendo que o que você fez não foi errado – disse ela o fitando profundamente nos olhos – Foi errado fazer aquilo, mas eu entendo a suas motivações.


Aquilo fez Laxus arquear as sobrancelhas. Ela achava que apenas o Raijinshû conseguisse entender isso.


– Você pensa bem demais de mim – riu ela suavemente – Pessoas boas também passam por fases em que querem ser o mais forte, todos passam: Natsu, Erza... E eu também.


Laxus nunca fora um pessoa emotiva, mas lhe tocou o fato de ela estar tentando ele fazer se sentir “normal”.


– O-obrigado – Laxus usou uma expressão que ele devia ter pronunciado no máximo dez vezes na vida – Mas agora eu devo ir-disse ele passando a mão pelos cabelos – Um beijinho de despedida.


Era apenas uma piada para aliviar o ambiente, mas nem em seu mais solitário devaneio... Bom, na verdade coisas do tipo aconteciam, mas só em momentos puramente imaginários.


Ela tentou sem sucesso alcançar a testa dele, mas lhe faltavam vários palmos de altura. Laxus resolveu ajudá-la a levantando com os braços.


Foi o fim do controle de ambos.



Não tão distante dali, Natsu corria pelas ruas de Magnólia.


Em sua mente, ela já tinha um esboço de plano, mas envolvia um processo trabalhoso antes.


Ele atravessou correndo os portões externos da guilda, e não parou para dar uma segundo olhada em Laxus e na Mira, que se agarravam sob balcão.


– Oi Laxus!Oi Mira! – disse ele enquanto desaparecia por trás das portas da cozinha.


O casal parou por um segundo olhando a porta por onde ele acabara de passar.


Dez segundos depois, Natsu passou correndo de volta, dessa vez carregando alguns barris.


– Tchau Laxus!Tchau Mira! – disse ele saindo novamente, mas teve tempo de ouvir Laxus resmungar.


– Discreto como uma manada de búfalos.



– Aqueles dois são mais inaptos que uma dúzia de Dragon Slayers – refletiu Loke.


Ele parou de falar ao notar que Lisanna e Lucy haviam parado de prestar atenção devido a um duelo de olhares.


– Guardem a energia, ele nem está aqui – disse Loke, recebendo dois olhares fulminantes, mas ele não se preocupou. Ser imortal no mundo humano havia lhe tirado parte do grande bom senso que ele tinha.


Elas resolveram ter uma trégua de alguns segundos.


– Quem é aquela garota que fica nos encarando por de trás da janela de pedidos da cozinha? – perguntou Lucy ao notar dois olhos esbugalhados as encararem.


– É a filha do dono... Não faça contato visual! – ele disse ao ver ela começar a se virar – Ela faz a Juvia parecer uma pessoa normal e equilibrada.


– A-assutador! – disse Lucy suando.


Loke olhou no relógio.


– Vou verificar se o Natsu já voltou – disse ele se levantando – Por favor, não se matem enquanto não estiverem sem supervisão.


Ele resolveu sair dali antes de ser apunhalado com um garfo.



Do lado de fora, Natsu preparava seu equipamento.


– Tochas, óleo e algodão – disse Loke saindo pela saída de serviço – Uma exibição com fogo?


– Gente rica adora magos fazendo pequenos truques – disse Natsu enquanto deixava sua camisa semi-abotoada, poderia ser necessário tirar ela durante a exibição.


– É a primeira boa idéia que você tem em horas – elogiou Loke – Isso os fará conversar.


– Se não funcionar, eu sempre posso atear fogo nas calças do Gray – disse Natsu enquanto carregava alguns lacrimas com fogo.


– Não acho que chegará a tanto – garantiu Loke – Arranjei uma consultora em coisas açucaradas, você só precisa fazer eles dialogarem.


– Eles farão – garantiu Natsu – um mago da Fairy Tail não desiste tão facilmente.



Em seu ridículo assento, Gray mantinha um padrão.


Ele olhava para a comida, dava uma garfada, e voltava a olhar a detestável comida.


Como comunicar-se podia parecer tão difícil?!


Enquanto forçava um pedaço de peru a descer sua garganta, ele viu um homem imensamente gordo e com um bigode que lhe dava o aspecto de uma morsa subiu ao palco para anunciar que o entretenimento iria começar e um generoso convidado iria fazer uma apresentação com fogo.


“Que diabos ele está tramando?” pensou Gray ao ver Natsu fazer uma reverencia para a platéia.


Ele já vira Natsu lutar vezes o suficiente na vida, então voltou ao seu padrão pré-definido.


Mas Juvia ficou olhando, encantada.


– Como ele faz isso? – ela pensou alto, mas Gray pensou que ela estava falando com ele.


– É um belo truque, não é? — disse ele, deixando-a sobressaltada – Ele o usa no festival Fantasia, que é basicamente ele derrubar algodões e lacrimas carregados de óleo enquanto entra, e depois basta se mover com os membros em chama para criar a impressão que as chamas surgem espontaneamente a seu desejo.


– É algo engenhoso – admitiu ela.


Ja era um começo para uma conversa.



Na mesa do Natsu, Wendy, cansada de sair farejando pessoas, retornara, trazendo consigo Charle e Happy (Pantherlily preferiu ir treinar).


– Ele precisa se despir durante a apresentação? – perguntou Charle incomodada.


– Aye! É parte do número chama de corpo inteiro – disse Happy, e ao ver Lisanna e Lucy fixar os olhos neles, acrescentou maldosamente – Mas ele usa manipulação de chamas, nada abaixo da cintura queima.


Ele recebeu um duplo olhar mortal.


No final, Happy sabia do que estava falando, pois o último movimento foi composto pelo agrupamento das chamas, que formaram a silhueta de um dragão ocultando seu corpo por alguns segundos, antes dessas serem devoradas.


Natsu fez uma reverencia enquanto era aplaudido, e isso serviu para ocultar seu sorriso: Gray e Juvia haviam começado a conversar.



Enquanto ele se aproximava da própria mesa, Loke riu.


– Belo show – disse ele – o objetivo principal foi alcançado.


– É o mínimo que deveria acontecer – disse Natsu, pouco consciente da sua camisa aberta – Estou com a boca cheia de fiapos de algodão.


Loke notou uma atmosfera se formando na mesa e resolveu intervir.


– Abotoe o casaquinho – pediu ele zombeteiro – A mulher de meia-idade ali do lado já ficou “acesa” com seu show, e se ela hiperventilar, será triste e pode fechar o restaurante temporariamente.


– O que quer dizer “acesa”? – perguntou Wendy, enquanto Natsu lançava a Loke um olhar com a sobrancelha arqueada.


– É um modo feio de se dizer animada – mentiu Natsu enquanto abotoava a roupa – Agora porque vocês não experimentam uma sobremesa enquanto o Loke aqui me ajuda com um pequeno plano.


Wendy pareceu querer perguntar mais algo, mas Natsu recebeu o apoio do Happy.


– Aye! Eles têm sorvete de peixe aqui!



Enquanto eles se dirigiam aos fundos do restaurante (que desembocava na fronteira da floresta leste), Loke disse:


– Falha minha – disse ele apontando com a cabeça para trás – Mas a boa noticia é que enquanto você cuspia fogo, eu consegui a ajuda de criatura mais fofa do universo.


Ao passar pela porta e ver sobre quem ele se referia, Natsu riu surpreso.


– A garota carneiro? – na frente dele estava uma espírito celestial.


– Ei, isso é ofensivo – reclamou Natsu.


– D-desculpe – disse Áries timidamente.


Natsu ficou confuso.


– Ela sempre diz isso sem motivo?


– É um habito dela – disse Loke assentindo com a cabeça.


Áries não demonstrou ficar ofendida.


– Se querem minha ajuda, por favor, contem a situação – disse ela timidamente.


Loke resolveu resumir, já que Áries estava ali como sua “convidada”, ou seja, era sua energia que ia pelo ralo enquanto eles enrolavam.


– Eu quero fazer meu amigo perceber que o amor da vida dele é justamente a stalker dele – resumiu Loke, antes de apontar para o Natsu – E ele quer provar que o faro dele nunca falha.


– Eles realmente gostam um do outro? – perguntou a espírito de cabelos rosa.


– Eu acho que sim – disse Loke.


– Eu tenho a completa certeza – disse Natsu encarando Loke – Meu faro não erra.


– Existe algo simples que pode comprovar isso – disse ele em um tom sábio – Usem a imaginação: o que poderia parecer momentaneamente fofo mais vai constranger eles no futuro? Pensem rapazes.


Ao ver suas expressões pensativas, ela acrescentou.


– D-desculpe, eu ajudei? – perguntou ela fitando os próprios pés.


Um lança chamas brilhou sobre a cabeça de Natsu.


– Já sei! – exclamou ele animado, antes de girar Áries no ar – Você é fantástica – e correu para dentro do restaurante.


Áries fitou os próprios pés encabulada.


– Ele sempre é tão entusiástico? – perguntou ela a Loke, que tentava repassar tudo que aconteceu ali.


– Só quando está certo – disse Loke sorrindo – Você é fantástica.


Áries sorriu.



Gray estava ouvindo uma história engraçada de infância da Juvia quando um garçom se aproximou, trazendo uma bandeja.


– Com licença – disse o homem – Aceitam uma sobremesa entre os pratos?


– Sim – responderam em uníssono, pois valia qualquer coisa para tirar o gosto da comida da boca.


O garçom depositou algo na mesa com um sorriso e saiu, e quando Gray levantou a tampa da bandeja e viu o conteúdo, sorriu.


“Natsu, seu maldito bastardo” ele riu mentalmente enquanto dirigia os olhos para a área da cozinha, e viu Natsu encostado ao lado da porta, com um sorriso presunçoso “Você ganhou dessa vez, comedor de fogo”


Juvia olhava encantada para o objeto a frente. Ele ficava muito bonita quando não estava o encarando assustadoramente.


Entre ambos, estava um enorme copo de milkshake de morango, um daqueles que vinha com dois canudos cruzados. Era praticamente uma aliança para esfomeados. Morangos em forma de coração boiavam na superfície.


O violinista que os importunava a muito começou a tocar um tema romântico.”Até tu, Brutus meu filho?”.


– Dividimos? – sugeriu ele.



Natsu encarava a cena de longe, fingindo não estar na expectativa. “Tome um gole, diga algo fofo e a beije, seu maldito comedor de neve”.


Natsu sorriu ao ver eles se aproximar. Era o suficiente para ele.


Natsu se dirigiu para os fundos do restaurante, acenando para Gajeel e Loke o acompanharem.


– Cavalheiros – disse ele quando ambos o seguiram – Fizemos o impossível.


– O milkshake fofinho foi o golpe de misericórdia – disse Loke – Onde aprendeu aqui?


– Lisanna me fazia assistir comédias românticas com ela quando éramos pequenos – disse Natsu, fazendo Gajeel gargalhar.


– Não o provoque – disse Loke rindo – Levy ainda te fará assistir um desses algum dia.


Gajeel ia começar a protestar, mas todos foram interrompidos por Gildarts, que surgiu dando a volta no edifico, vestido de segurança.


– Senhores – disse ele zombeteiramente – Enquanto discutem, estão perdendo o ápice de sua genialidade.


Os três correm para espiar pela porta, mas saíram rapidamente.


Gray e Juvia estavam se beijando. Não era másculo achar romântico ou coisa do tipo.


– E esse é o fim da missão mais trabalhosa da Fairy Tail – riu Gajeel voltando para dentro, rumo a sua mesa.


Loke o acompanhou.


– Sentindo-se orgulhoso? – perguntou Gildarts.


– Não, aquilo aconteceria cedo ou tarde, eu só dei um empurrãozinho – disse ele rindo.


– Vai voltar lá para dentro?


– E enfrentar mais um duelo de olhares? – perguntou Natsu com os olhos arregalados – Preciso beber, de volta para a guilda.


Enquanto Natsu se virava na direção oposta, Gildarts não pode evitar pensar.



“Quem sabe você seja o próximo a precisar de um empurrãozinho a La Fairy Tail”


Você chegou ao fim do livro. Parabéns!