Springs Alcove
1 Springs Alcove- A guerra chega ao fim
Notas iniciais
10/02/1919- Hidden Springs, Inglaterra
Lady Agatha Mitchell decidiu usar calças ao começar seu dia, fez Camila prometer que não iria delatar a escolha á Sra. Smith, a governanta, o que a poderia lhe causar um baita problema antes mesmo do café da manhã se a Condessa descobrisse.
Claro que as calças não eram nada parecidas com as dos homens, e não eram nem de longe tão confortáveis, mas a costureira Doroteia havia feito um trabalho esplendido com a seda verde-claro e o movimento bufante das calças era sem duvidas parecido com o de um vestido moderno ate demais, algo que o Conde e Condessa de Springs Alcove jamais aprovariam, mas isso não preocupava nem um pouco a jovem Lady Agatha, sua filha mais nova, que usaria o que bem entendesse em seu vigésimo terceiro aniversario.
O dia estava lindo em Hidden Springs e o cheiro das flores entrava pelas grandes janelas de Springs Alcove; assim como o nome, o vilarejo de Hidden Springs era primaveril todo o tempo, ao mesmo tempo que era escondido de quase toda a civilização, era um lugar calmo e muito bonito, cheio de bosques e animais silvestres que sempre davam um jeito de entrar na cozinha do casarão; era sempre tão pacato que se você fosse desavisado nem perceberia que apenas três meses antes o mundo todo sofria com a Primeira Guerra Mundial, uma luta que já havia trazido sofrimento demais ao casarão de Springs Alcove.
O casarão era tão bem cuidado que nem parecia ter quase um centenário; com cerca de 70 funcionários trabalhando para a família Mitchell o casarão parecia um sonho tornado realidade. Tratava-se de uma construção inglesa com 60 quartos, outros 100 cômodos e um enorme jardim europeu; ao amanhecer as janelas brilhavam com o reflexo que o lago Hughes fazia, as grandes torres com telhados germânicos eram vistas até mesmo no vilarejo, e as enormes porções de terras herdadas pela família não pareciam ter fim.
Camilla terminava de colocar a tiara de melindrosa em Lady Agatha quando a sino anunciando o inicio do café da manhã tocou.
"Obrigada, Camilla, mas é melhor irmos antes que o Sr.Hower tenha um ataque de pelancas."
"Receio que seja tarde demais, Milady, o Sr. Hower tem um ataque de pelancas logo ao acordar." -Camilla e Agatha dão risadas ao pensar nos ataques de nervosismo do gentil, mas muito ansioso mordomo.
Quando Agatha entrou na sala de café da manhã seu pai, o Conde de Springs Alcove, ou somente Albert para os íntimos, levantou os olhos do jornal e a olhou de cima a baixo com um olhar neutro, logo depois ele apenas balançou a cabeça e suspirou.
"Bom dia para o senhor também, papai." -Lady Agatha disse enquanto se servia com um prato de pão e queijos e se sentava á enorme mesa redonda de mármore.
"Você sabe que se a sua mãe ou sua tia te virem com essas calças elas provavelmente irão enfartar de desgosto, não sabe?" -Conde Albert disse ainda lendo calmamente seu jornal.
"Eu acho que elas são fortes o suficiente para conseguir ver uma mulher de calças em 1919 e não morrer." -Disse enquanto tomava um gole da taça de suco que o Sr. Hower a havia servido. -"Além disso, essas calças são moda em Londres agora, sabia, papai?"
"Bem, moda entre as sufragistas talvez; mas se a sua mãe e sua tia virem essas calças na nossa próxima ida ao casarão de Springs Hollow em Londres é capaz de elas atearem fogo na própria propriedade."
Os dois não conseguiram resistir à ideia das duas senhoras se debatendo de histeria e começaram a gargalhar no mesmo momento que o som da cadeira de rodas os impediu.
Aurora estava parada em frente à sala de café da manhã, um cobertor cobrindo as pernas e sua enfermeira atrás da cadeira de rodas de madeira com o estofado persa. O pai e a irmã a olhavam envergonhados; talvez pensassem que era um crime rir na frente de uma moribunda.
"Não precisam parar só porque eu cheguei. Só estou aleijada, não morta." -Disse enquanto fazia um sinal com a cabeça para que a enfermeira a acomodasse na mesa. "Bem, pelo menos não estou morta ainda."
"Fico feliz que tenha decidido sair do quarto."- O Conde disse enquanto colocava o jornal na mesa e destinava toda a sua atenção á filha mais velha.
"Oh, papai, não acho que esteja tão feliz como diz estar, mas pelo menos você finge bem."- Aurora retruca enquanto estica o braço para pegar o jornal do pai. "Clementine, você não esta esperando que eu me levante para me servir, não é? Porque se esta sinto informar que vai demorar bastante até que isso nunca aconteça."
Clementine acorda do seu transe e rapidamente apruma sua roupa. "Não, Milady; desculpe meu desleixo."- A pobre moça logo vai até o bufê e serve adequadamente Aurora.
"Então, querida irmã, está animada para o seu aniversário? Com o fim da guerra o papai deve ter convidado vários pretendentes para lhe enfiar goela abaixo."- Aurora zombou enquanto não desgrudava os olhos do jornal. "Pelo menos não tenho que me preocupar mais com isso já que sou apenas metade de uma mulher agora, mas vou comparecer apenas pelo divertimento de ver mamãe levemente bêbada."
"Você nos dará a honra de sua presença, minha filha?"- Pergunta Alfred com um sorriso um pouco falso.
"Claro, papai, de maneira alguma eu perderia a chance de te envergonhar."-Respondeu Aurora desafiadoramente.
"Eu acho que vai ser incrível ter você por perto; não sabe o quanto é importante para mim." -Agatha se estica e da um beijo no rosto da irmã mais velha. "Muito obrigada; de verdade."
Aurora fecha seu jornal e começa a comer seu café da manhã enquanto percebe subitamente a ausência de sua tia. Claro que sua mãe nunca tomava o café com a família, mas para sua tia Amathea isso era novidade.
"Tia Amathea não vai se juntar conosco para o dejejum?"- Aurora pergunta para sua irmã.
O pai levanta os olhos para a filha mais velha e a olha como se fosse a pergunta mais estúpida já feita.- "É claro que sua tia não vai se juntar a nós; ela é uma mulher casada agora, ela já pode ser mimada."
"Bem, com aquele ancião do Sr. Clarkson parece que ela é mais uma viúva."- Aurora retruca com um sorrisinho malicioso no rosto. "Além disso, o homem passa tanto tempo em Londres que tia Amatha deve ser mimada pelo espelho, porque tenho certeza que o marido dela está mimando é outros espartilhos por aí."-No momento que diz até Agatha abafa uma risada, já seu pai não aprova nem um pouco.
"Já chega, Aurora!" -Conde Albert a reprova com um olhar de desgosto. "Se finalmente desceu de seu quarto apenas para espalhar veneno era melhor ter ficado lá, e dessa atitude não precisaremos no jantar de hoje; então eu gostaria que lembrasse que teremos os filhos do Duque hoje conosco antes de colocar um vestido de gala e pensar em como vai estragar o aniversário de sua irmã."- O Conde se levanta, larga o guardanapo que estava em seu colo na mesa e se dirige á sala de fumar.
O silencio predomina até Agatha resolve falar:
"Não fique chateada pelo o que ele diz"- Agatha segura levemente a mão da irmã. "Papai está sobre muita pressão. De qualquer maneira, eu gostaria muito que viesse a festa hoje à noite; vai ser divertido, confie em mim."
"Esta tudo bem, Aggie."- Aurora a consola enquanto afasta a mão da irmã. "Eu vou pensar sobre isso."
Agatha suspira e abaixa a cabeça enquanto a irmã é guiada até a porta pela enfermeira.
"Antes que eu me esqueça."- Aurora pede que Clementine pare e vira-se para a irmã. "Você está adorável com seu novo “vestido”."- E então da um sorriso agradável para a irmã antes de sair da sala.
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"O dia está muito bonito, Milady."- Clementine suspira com a luz do sol da manhã em seu rosto.
O médico de Aurora havia insistido que ela tomasse pelo menos 1 hora de sol da manhã todos os dias; ele só não havia contado que os dias quentes e abafados a fariam ficar com as costas suadas na cadeira de rodas, e o estofado de veludo não ajudava nem um pouco.
"Clementine, querida, entendo que você seja uma pessoa completamente primaveril e feliz, mas eu não sou, então pelo amor de Deus pare em alguma sombra ou eu vou acabar encharcada de suor."- Aurora disse enquanto abanava desesperadamente o leque azul.
A enfermeira atendeu seu pedido e parou na pequena sombra onde os choferes estacionavam os carros da família. Lindíssimos Fords 1919 com a lataria sempre brilhando por causa do cuidado dos funcionários.
"Deus, como eu sinto falta de pilotar."- Aurora se lamentou enquanto passava a mão em um dos carros, como se ele fosse um bebê.
"Não sabia que se interessava por carros, Milady."- Um rapaz jovem de cabeleira loira, olhos verdes e dentes perfeitos sorria para ela.
Aurora demorou um pouco para reconhecer, mas logo que o reconheceu quis poder saltar da cadeira para lhe dar um abraço.
"Cabo Jason?" Aurora perguntou esperançosa. "Meu Deus, eu jurava que estava morto!"
Jason se aproximou mais enquanto sorria; seu uniforme de chofer impecavelmente alinhado.
"Sinto decepciona-la, Milady, mas não estou morto ainda."- Logo depois que disse seu sorriso desapareceu subitamente. "Depois que tudo aquilo aconteceu no forte Willies tivemos que nos retirar, logo depois fomos liberados do serviço. Não gostaria de ter sido...o final da guerra foi o momento mais difícil para os nossos companheiros."- Jason disse com pesar
Aurora entendia a situação do rapaz; a guerra tinha trazido sofrimento para todos, e só de lembrar daquele momento horrível de sua vida Aurora desejava realmente estar morta, mas de alguma forma ver Jason em tão boa forma e ainda por cima já trabalhando a deixada até mesmo um pouco feliz.
"Estou feliz que esteja bem, Jason." Aurora disse enquanto pegava a mão do velho amigo. "Estou feliz de verdade, e espero que não tenha perdido muito com a guerra."
"Sou grato por apenas alguns hematomas, Lady Aurora." Jason levantou a mão esquerda, que Aurora não estava segurando, mostrando uma tipoia bem apertada, procedimento que Aurora conhecia como terapia para ferimentos de balas durante a guerra. "Não saí impune da guerra, mas sou muito grato por pelo menos ter conseguido sair."
"Bem, uma guerra é uma guerra..." Aurora disse e deu um olhar de simpatia para o amigo, que o retribuiu antes de Aurora e Clementine continuarem o horrível passeio pelo jardim.
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"Jesus Cristo, Mary!"- Lady Cora praguejava pela terceira vez essa noite; não era do feitio da Condessa reclamar, mas se continuasse assim a jovem Mary acabaria lhe arrancando uma orelha ao invés de deixar os cabelos ruivos da Condessa cacheados.
"Perdoe-me, Milady."- Mary pedia enquanto enxugava uma lagrima do rosto. "Estou um pouco distraída essa noite, mas prometo que não vai voltar a acontecer, a senhora vai ficar pronta a tempo para o baile, não se preocupe."
"Oh, pobre Mary!"- A garota não conseguiu esconder as lágrimas antes de Lady Cora espiar pelo espelho. Todos foram contra quando a Condessa decidiu colocar um moça tão jovem como dama de companhia, mas sentia uma simpatia inexplicável pela garota, que havia ido trabalhar em Springs Alcove cedo demais, e agora com apenas 16 anos já era a primeira dama de companhia. "Por que esta chorando, minha querida?"- Cora lhe ofereceu a cadeira ao seu lado para que Mary sentasse. "A situação de seu pai não teve melhora?"
"Receio que não, Milady."- O pai da jovem havia sido acometido cedo demais por uma doença que os médicos não sabiam dizer qual, algo que só deveria lhe acometer quando estivesse bem mais velho. "Ele está a cada dia pior, e não tem nada que eu possa fazer."- Mary secava mais uma lágrima com um paninho bordado já encharcado.
"Querida, agora mais do que nunca você precisa ter fé."- Lady Cora secou uma das lágrimas de Mary com a luva. "Na próxima vez que for a Ripon vou pedir ao reverendo que ore pelo seu pai, esta bem?"- Isso parece ter acalmado um pouco a jovem, que se levantou e voltou ao trabalho de deixar os cabelos rubros da Condessa ainda mais bonitos. "Agora vamos terminar isso logo pois os convidados já devem estar chegando."
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Kate e Clementine haviam arrumado Aurora muito bem; ela se olhava no espelho do pequeno elevador que a permitia descer até o segundo andar, a ceira de rodas muito bem fixada, mas ainda sim Aurora morria de medo daquela gerigonça, parecia mais uma gaiola que um elevador, mas o seu pai tinha gastado muito dinheiro nela, talvez ele tivesse percebido que não iria conseguir se livrar do fardo que era a filha tão cedo.
Kate, sua dama de companhia, havia colocado uma linda tiara de rubis em seus cabelos negros e a havia colocado em um lindo vestido prata com luvas da mesma cor, mas claro que tudo naquilo não adiantava de nada, afinal, de que vale um lindo vestido em uma moça aleijada? Aurora nunca teve como principal objetivo o casamento, pelo menos agora não precisava se preocupar em ficar solteirona, porque isso definitivamente iria acontecer.
A enorme gaiola parou no primeiro andar; ela já podia ouvir a musica vindo do salão e as conversas calorosas, não queria esperar Clementine para ir até o salão então começou a girar as rodas de sua cadeira pelo corredor. Ao parar a cadeira em frente á sua irmã e sua mãe todas as conversas pararam; as pessoas a olhavam com pena, como se fosse um filhote perdido; ao passar um garçom com uma bandeja de vinho branco esticou o braço para pegar uma taça, sabia que a noite seria longa e a melhor coisa a se fazer quando se esta em uma festa como essa é beber...muito.
Alguns minutos, 2 taças de vinho e intermináveis conversas com os convidados depois os homens saíram da sala de fumar.; o Conde Albert vinha acompanhado de dois jovens rapazes, um alto e de cabelos alinhados, mas precisando de um corte, e o outro um pouco mais baixo, mas definitivamente parecido com o irmão; os olhos azuis, os cabelos castanhos e as sardas no rosto não deixavam enganar, definitivamente eram os filhos do Duque de Carnarvon.
"Lorde Carnarvon, permita-me apresenta-lo minha esposa Lady Cora, Condessa de Springs Alcove."- Conde Albert conduzia o Lorde até onde Aurora, Agatha e Cora estavam.
"É um prazer conhece-la, Lady Cora." O Lorde beijou sua mão e fez uma reverência.
"Essa é minha filha, Lady Agatha." -O Conde sorriu antes de olhar para o lado e ver Aurora. "Ah, e essa é minha filha mais velha, Lady Aurora."
O Lorde fez uma reverência á Agatha e chegou mais perto de Aurora; se abaixou um pouco e pediu a mão da moça para lhe depositar um beijo.
"É um grande prazer vê-la novamente, Lady Aurora."- Lorde Carnarvon se demorou a soltar a mão de Aurora antes de continuar a falar. "Não sei se a senhorita se lembra, mas nos conhecemos quando crianças, em Londres, quando estava passando um verão com sua tia Amathea."
Aurora não demorou muito para se lembrar; claro que ela se lembrava daquele garoto sarnento que cortava o cabelo de suas bonecas e sempre a beliscava por de baixo de mesa quando sua tia não estava olhando, não passava de um lordezinho mimado pelo pai pelo o que Aurora se lembrava.
"Ah, eu me lembro muito bem de como você me atormentava quando criança, Lorde Sebastian."- Ao ver que Aurora chamou Lorde Carnarvon pelo nome o irmão do rapaz, que até o momento estava um pouco escondido atrás do Conde soltou uma risadinha que Aurora logo viu. "Me lembro de você também Lorde Tobias. Ou suponho que agora deva ser Lorde Sullivan por causa de sua mãe."
Tobias logo se adiantou á frente e cumprimentou Aurora assim como o irmão.
"Acertou em cheio, Milady."- Disse o rapaz. "Me lembrou que a Duquesa me pediu que lhe mandasse seus cumprimentos"- O rapaz parou por um momento e abaixou a cabeça. "E também seus sinceros sentimentos pelo Lorde Matheo."
De repente um silencio constrangedor se instaurou entre o grupo; Matheo ainda era um assunto delicado, mas não tão delicado quanto receber os cumprimentos de uma duquesa.
"Bem, agradecemos profundamente por lembrarem de nosso Matheo"- Lady Cora se adiantou para evitar o constrangimento "Mande os meus e do Conde Albert cumprimentos, por favor."
Logo o Conde já estava levando o Lorde Sebastian e Lorde Tobias para conversas com outros convidados, enquanto Lady Cora e Lady Agatha iam se servir.
Horas e horas se passavam e o espartilho de Aurora a apertava mais e mais; se ela conseguisse sentir suas pernas elas provavelmente estariam implorando por uma cama, assim como resto do seu corpo. Sua tia Amathea, uma senhora de meia idade que havia se casado já aos 50 anos não parava de falar de seu novo marido, Sr. Clarkson e como a juventude estava se corrompendo com as modernidades; tudo que Aurora queria era se levantar da cadeira e sair correndo de lá, mas ao invés disso se ofereceu para pegar uma bebida para Amathea.
Aurora parou a cadeira ao lado da mesa de ponche e começou a servir a bebida.
"Eu não a atormentava tanto assim, atormentava?"- Lorde Sebastian apareceu ao seu lado, seu fraque perfeitamente alinhado e um sorriso sincero no rosto.
Aurora girou a ceira para ficar de frente para o rapaz e retribuiu o sorriso sincero. "Bem, se você acha certo colocar gelatina no cabelo de uma garotinha de 5 anos..."
"Ah, mas eu me lembro muito bem que a mesma garotinha colocava pó de mico na minha cadeira de estudo."- Sebastian levantou uma das sobrancelhas e deu um sorriso irônico. "O meu tutor ficou me chamando de macaquinho para o meu pai durante um tempo porque eu não ficava quieto durante as aulas."
"Águas passadas, Lorde Sebastian."- Aurora voltou a encher o copo de ponche. "Sua sorte eu não ter mais condições de fazer as travessuras que eu planejava."
"Ah, não acredito que isso seja verdade."- Sebastian disse enquanto tira um frasco do bolso. "Acho que você está tendo problemas em fazer a tia Amathea á calar a boca."- Ele disse enquanto balançava o frasco na frente do rosto de Aurora.
"Não me diga que esta mexendo novamente com as flores de louco da sua mãe, Sebastian."- Aurora disse enquanto pegava o frasco da mão do rapaz.
"Diretamente do jardim da Duquesa."- O Lorde falou como se fosse motivo de orgulho pregar travessuras. "3 gotas para 1 hora inteira de tia Amathea bêbada."
Aurora olhou o copo de ponche e o frasco de Sebastian, e por um momento ela quase viu o brilho nos olhos que costumava ver no menino travesso.
E então por uma hora inteira eles gargalharam com tia Amathea dando o maior show que Springs Alcove já tinha visto.
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