Spring Day

2 Hana, Dul, Ses


Notas iniciais
Me desculpeminha a demora, realmente tinha esquecido da existência dessa estória, e infelizmente, não me lembro das idéias para ela o que me fez ficar meio o perdida na hora de escrever, então, vou pensar mais com cuidado e tentar relembrar as minhas idéias para essa fic que se bem, esta já no final. Espero que gostem~~~~

Hoseok não parava de encarar a chuva, seus olhos estavam concentrados demais para reparar no resto a sua volta, mas de vez o outra a sua atenção voltava para a garota ao seu lado. Seus cachos volumosos o encantavam de tal modo poderia ficar brincando com eles o tempo todo que nem uma criança. Mas se fizesse ao menos a menção de levantar a mão, pararia no mesmo instante. Então tentava ignorar – inutilmente – seus instintos infantis.

Mas as vezes, por via das dúvidas, olhava de relance para a garota ao seu lado, por algum motivo, sentia seu olhar sobre si, fazendo ele recuar ainda mais com a sua tamanha vontade de brincar com seus cachos.

Mas se assustou ao ouvir o barulho do trovão, seus olhos se esbugalharam assustados, seu coração se remexeu dentro de si, o fazendo ter um pouco de medo. Suspirou aliviado ao ver que o barulho não ecoava mais em sua mente, mas o nervosismo voltou com uma frase que, – surpreendentemente – apareceu em sua mente.

Será que ela viu?

Automaticamente virou sua cabeça para fita-la, estava curioso demais para saber as resposta que sem notar, deixou a vergonha de lado, mas assim que o fez ela veio em total urgência ao ver que seus olhares se cruzaram. Hoseok quase sentia seu rosto pegar fogo com a vergonha.

Aish! Que burro eu sou, ela nem deve saber quem eu sou, não se iluda Hoseok!” advertiu em sua divertida mente, pondo seus cotovelos em seus joelhos, apoiando seu rosto em suas mãos. Um bico se fez em seus lábios, fazendo ele parecer uma criança birrenta.

A criança mais birrenta que eu verá aqui na Coréia.” Pensou a garota por um instante rindo do comportamento do garoto ao seu lado. Deis que se mudou a Coréia, nunca tinha visto um rapaz tão tímido ao seu lado. Um sorriso bobo contornou em seus lábios, aquela, de certa forma, era a coisa mais fofa que tinha visto.

Mas enquanto isso, Hoseok não se contentava em parar de pensar na “burrice” de olha-la, olhar naquele mar esverdeado, encara-lá, nem que fosse por meio segundo. Não podia se envolver, não podia. Mas ele estava atentado à fazer isso.

De todas as formas possíveis.

[...]

Hoseok já estava se culpando pela vergonha que passará no mercadinho, mas aquilo para ele já era a gota d’água. Nunca pensou que chegaria a aquilo.

Estava a poucos metros atrás da garota, seus passos, diferentes dos dela, estavam desengonçados, não sabia ao certo se apertava os passos para chegar mais perto ou andava mais lento para ela não perceber a sua existência ali, e não acha-lo um mero pervertido ou perseguidor.

Mas fico estático ao ver que a garota tinha parado no meio do caminho.

– Me diga... – suas palavras saíram baixo, Hoseok quase não entendeu o que dissera, além de que, seu pronunciamento não era dos melhores. Sentiu , como se algo em seu coração tivesse ligado, seu corpo se virara lentamente para encara-lo, aquilo fez o coração de Hoseok palpitar mais rápido que o normal, e o frio na barriga.

Suas mãos se levantaram lentamente indo em direção a sua barriga, quase roçando contra o tecido exposto, tentando fazer as borboletas em seu estômago parassem de atormenta- lo daquela maneira.

Daquela maneira, tão... “Agressiva.” Pensou Hoseok.

— Por que está me seguindo?

Hoseok suspirou, tentando puxar a coragem para si, igual quando ficava perto dos membros da banda, mas parecia que ela tinha evaporado assim que viu a menor. Tentou dar um sorriso frágil para esconder a timidez, ao menos, tentou.

— Não acho que essa hora, seja a mais agradável para andar por aí. – disse, deu graças a Deus por não gaguejar. – Além de que, a rua está vazia.

Por mais que suas palavras transmitiam confiança e puro orgulho, por dentro, sentia que ia desabar com o olhar dela sobre si.

Tentou disfarçar a tontura ao ver o sorriso que ela dará diante dele, um riso abafado saiu de seus lábios, deu passos para frente ficando mais próxima a Hoseok, mas a uma distância considerável para caso ele possa, “ataca-la”.

— Diz a pessoa que se assustou com um trovão. – disse ainda sorrindo, convencida.

Seu rosto quase se fez presente ao chão, sentiu que a sua preciosa dignidade o havia deixado sem rumo, o amarrado contra sua própria vergonha. Seus olhos varreram ao seu redor, tentando procurar um meio menos tentador de não encara-la com a vergonha destacada e seu rosto em um tom rosa.

– Mas...

Um pingo de esperança ressaltou nos olhos de Hoseok, mais que preciso, seus olhos se encontraram, fazendo as borboletas voltarem involuntariamente.

– Não seria tão ruim, ter uma companhia até em casa. – disse sorrindo gentil.

— Sério? – a palavra soltou de sua boca, parecendo surpreso.

– Se não quiser....

– Não! – interrompeu Hoseok. – Eu vou... – disse tímido. Pondo seis braços para trás com uma das suas mãos em seu pulso começou a andar.

Hoseok não entendeu muito aquilo, geralmente, uma mulher coreana seria educada e esperaria ele ir até ela, não é?

Não é assim que todas garotas são?

— É melhor começar a andar se não quiser ficar para trás. – disse a garota com um tom de voz elevado e ao mesmo tempo brincalhão. Hoseok fez questão de apertar seus passos até ela.

Hoseok não conseguia parar de notar a diferença nas alturas de ambos, era até engraçado de se ver. Pareciam até um... casal?

Hoseok negou firmemente.

Não pense merdas Hoseok, se nos fossemos um casal nos estaríamos de mãos dadas...” pensou.

— O que tanto pensa?

A pergunta pegou Hoseok de surpresa, mas ao se lembrar do que acabara de pensar, pensou em ignorar a pergunta da menor, mas também não queria ser rude.

— Por que a pergunta? – seus olhos pararam em seis cachos que iam para cima e para baixo a cada passo que davam.

— Bom, você está fazendo cada careta que está me assustando. – disse rindo sem graça. Imediatamente Hoseok pediu desculpas, estava mais apavorado do que nunca. Em todos, os sentidos que existiam em si.

Um pingo em seu nariz se fez presente. Estranhou olhando para cima, devia ser só impressão dele certo?

– Hey, qual é o seu nome? – perguntou curiosa, ainda, sem encara-lo.

– Hum... Me chamo Jung Hoseok. – disse parando um pouco. – E você?

– Me chamo (S/n), qual é o seu apelido?

– Bom, as pessoas costumam a me chamar de J-hope. – disse passando a mão na nuca.

— J-hope? – a mesma fez uma expressão confusa em seu rosto. – Por que?

– Eu, bom, deve ser por que... Eu sou a esperança de muitos?

– Isso é uma afirmação?

— Pode se dizer que sim.

— Hum... interessante. – disse (S/n), deixando o silêncio reinar entre os dois novamente. Hoseok queria gritar, queria revirar sua cabeça, queria falar qualquer coisa que viesse a sua mente, tudo, mas não queria o silêncio entre os dois, queria puxar assunto, seja qual for.

Hoseok quase nem percebeu quando (S/n) parou e o deixou andar sozinho. Olhou para trás e depois sorriu.

– O que foi? – perguntou baixinho. O rosto de (S/n) se levantou lentamente mostrando uma expressão seria, que para Hoseok, era uma expressão muito fofa.

— Me diga, J-hope... – parou por um instante e apertou o punho das mãos. Mostrando que, seja o que for, estava seria sobre assunto.

Hoseok ouvia baixinho,, uma voz, dentro de si.

Corra, corra, não se decepcione mais tarde.”

Mesmo que quisesse sair do lugar não podia, estava travado, estava preso naquele mar de esmeralda esverdeado. E então se lembrou de uma coisa que tinha ouvido quando era criança de sua avó.

Se você se encontrar com uma pessoa, e contar até três e sentir um aperto e em seu coração, pode ter certeza, você está amando, Hoseok, meu pequeno Hoseok.”

Então bem baixinho Hoseok contou, movia os lábios, mas nem um som saiu de sua boca.

Hana...

Dul...

— Jung Hoseok, me diga, você quer ser minha esperança?

Ses.

*

Me diga, Hoseok, está sentindo o seu apertar?

Hoseok em um aceno negativo respondeu.

Vovó, que tipo de doença é essa? – perguntou, sentiu as mãos trêmulas de sua voz em suas costelas o pondo em seu colo.

Não é uma doença Hoseok, não precisa ser uma doença. – disse calma.

— E quando o meu coração palpita?

Agora. Agora mesmo.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado do resultado, e se possível comentem. Tentarei fazer melhor na próxima vez ^ ^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.