Spectrum
1 Venha comigo.
Notas iniciais
- E qual é o seu nome? Pode me responder a isso? – perguntou ele tentando descobrir algo.
- Eliza. – respondera a linda garota ao seu lado. Linda menina de olhos negros e cabelos caramelos.
- Eliza – riu levemente pensando, em vão bonito aquele nome soava – Lindo nome.
- Obrigada. – respondeu ela e se calou.
- Não vai perguntar meu nome? – Questionou num tom brincalhão.
- Não. – respondeu suspirando.
- Não?
- Não pretendo estabelecer relações emotivas com ninguém.
- Por quê?
- Porque, entenda não irei permanecer por muito tempo por aqui. Só estou em uma missão, missões costumam ser rápidas e após a conclusão de meu objetivo, irei retornar para casa.
- Tudo bem – suspirou derrotado – mas aonde irá ficar, enquanto isso?
- Ainda não sei, acho que consigo dormir entre os galhos de alguma arvore.
- Você vai dormir em uma arvore?
- Se necessário sim, pelo que vejo.
- Isso não parece muito sensato, porque não fazem nem 2 horas que te conheço – suspirou, deslizando as mãos por dentre os fios curtos de cabelo – Mas se quiser pode ficar comigo, quero dizer pode ficar na minha casa.
- O que é uma casa?
- Você não sabe? – ela acenou negando – É como uma pequena fortaleza é um lugar onde sempre você poderá ser você mesmo, sem que ninguém lhe critique. É um lugar reconfortante onde repomos nossas energias e às vezes até mesmo constituímos laços.
- Como uma cartref. – sussurrou para si mesma.
- Como?
- Uma cartref. É como uma casa para vocês. – sorriu.
E ela sorriu fora a primeira vez que ela sorrira desde o momento em que a vira.
Era o sorriso mais lindo e puro que ele havia visto em toda sua vida. Seu sorriso era até mais bonito que o de Bella, que nesse momento já não importava mais ao rapaz. Seus dentes brancos, sua boca fina e vermelha, eram como um convite, ao qual ele nunca recusaria. Ambos pararam um instante para se observarem, era o primeiro contato visual frente a frente, ambos queriam desviar o olhar, porém não conseguiam, uma força maior os prendia. Mesmo sem perceber ele se aproximou aos poucos da moça a sua frente e logo os lábios de ambos se juntaram provocando uma deliciosa corrente elétrica que agora passeava por ambos os corpos.
Ambos se sentiam ligados uns aos outros, mesmo não sabendo o porquê daquilo. Era como se tudo ao redor perdesse sentido, como se a vida perdesse o sentido e eles fossem à única coisa a qual realmente fizesse sentido e fosse importante no mundo. Aquilo definitivamente não era um Imprinting Jake sentia aquilo, mas sentia que era algo maior. A sensação de ter Eliza em seus braços, uma desconhecida, enchiam-lhe o coração por completo. Pela primeira vez não se lembrou de Bella, ao menos ele sabia que era ela naquele momento.
Tantas sensações provocadas a partir de um único simples beijo.
Quando a língua de Jake invadira sua boca, Eliza pela primeira vez em quase 19 anos sentiu algo diferente. Era como se soltassem fogos de artifícios sobre seu corpo, era como se seu corpo estivesse em brasas ou até mesmo chamas que não lhe causavam dor, eram chamas que lhe causavam um espectro, um perfeito espectro de sensações. Calor, amor, aconchego, eram algo que com certeza estavam dentro do espectro que havia dentro de ambos. Jake não saberia nunca explicar o que sentia, por que se sentia mil vezes melhor do que sentiria se houvesse um imprinting, com Eliza acontecia o mesmo, porém Liz já sabia a resposta para o que havia acontecido.
- Spectrum Solaris Lunaris Hjerte. – disse quando se separaram ofegantes.
- O quê? – perguntou ainda tentando normalizar sua respiração. Por mais que fosse um lobo, aquilo parecia mais difícil do que qualquer coisa.
- Merda! Eu devia ter ficado em casa assim como Jéssica me aconselhou. Por que tinha que ser tão teimosa e vir pra cá. – disse nervosa, levantando-se da rocha onde estava sentada e colocando-se a andar de um lado para outro.
- Se acalma. – pediu a segurando pelos ombros — vem vamos, se segura, vou te levar pra minha casa e lá conversamos direito. – disse a pegando no colo e a carregando até casa a qual havia comprado, já que havia saído da casa onde morava com Billy, seu pai.
- Não, eu não quero... Não posso – pediu em fio de voz.
- Por que Liz?
- Eu preciso ir embora. — disse tentando soltar-se dos braços do rapaz.
- Não, não precisa. Pelo menos não agora... Eu não o porquê de você vir, mas sei que tem algum motivo para o faze-lo.
Notas finais
HUEHUEHUEHUEHUH Espero que tenham gostado u-u pq se não gostaram vou mandar o bicho papão puxar o pé de vocês a noite.
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