Spectrum
23 Epílogo
Notas iniciais
Por favor, se possível, deixem comentários onde fique mais confortável para você. É importante saber sua opinião com o final dessa fic.
(Reita’s POV)
Curioso como a vida pode nos surpreender, não é?
Há um ano eu não imaginaria que estaria onde estou e se alguém me dissesse, provavelmente duvidaria da sanidade da pessoa.
Fui de uma vida perfeita e estável com um baixinho que eu amava incondicionalmente para um estado em que tudo era apenas superficial, as coisas nunca eram engraçadas o suficiente, ou interessantes o suficiente. Cheguei a pensar que poderia até melhorar com o tempo – afinal, sempre acreditei que grandes problemas são resolvidos com o tempo, de forma natural –, mas nunca iria voltar a ser o que era antes.
É estranho assumir esse pensamento, mas às vezes é bom pararmos para refletir. Ou pelo menos foi uma das coisas que aprendi nesse último ano.
Agora eu estava em um momento que só poderia descrever como incrível, por falta de expressão melhor. Ter aquele loiro pra mim foi realmente o melhor que podia ter acontecido, mesmo achando no começo que ele havia chegado em um momento ruim, ainda muito recente. Percebi que se fosse depois, já estaria fundo demais pra voltar, com máscaras demais para poder mostrar o que realmente sentia.
Kami, como fiquei sentimental.
No final das contas, depois de muita insistência, Uruha veio morar comigo quase três meses depois que resolvemos oficializar o que nós tínhamos e quase sermos mortos por um Aoi que ficou a ponto de jogar todas as canetas, papéis, pastas e documentos que estavam em cima da mesa em mim. Acusando-me de ser um, como ele mesmo disse, “amigo desgraçado e infeliz que não tem consideração com aquele que o ajudou tanto”.
Realmente tinha me esquecido de contar pra ele, mas foi tudo tão rápido que simplesmente nem me passou pela minha cabeça que havia pessoas pra quem devia contar. Estava dentro uma bolha que me deixava fora do “mundo real” com Uruha e que não queria sair. Tinha ficado mal acostumado e devo admitir que era ótimo.
Depois do ataque, Aoi nos deu os parabéns, prometendo – é claro – discrição, já que não eram todos da empresa que aceitariam um relacionamento homossexual tão naturalmente. Mesmo que eu não me importasse com o que iriam pensar ou dizer, Kouyou ainda tinha muito o quê crescer ali, então quanto menos confusão, melhor.
Ah, preciso contar que Yamato-san chegou a me chamar para me tornar diretor geral da filial que abriríamos na Coréia. Vou confessar que fiquei tentado em pegar meu – com muito orgulho – namorado nos braços e sair no primeiro voo. Só que algumas coisas nos prendiam no Japão.
(...)
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