Sozinhos, juntos

6 Um par para o baile


Notas iniciais
Oii gente, esse capítulo ficou bem grande, espero que vocês gostem. Estou sendo o mais fiel possível ao livro, sem alterar nada que tenha realmente acontecido, então esse temos um dialogo que Harry estava presente, mas dessa vez pelo ponto de vista da Mione. Ah, esse também é um capítulo mais focado nela, assim como tivemos outro mais focado no Ron.

O Cálice de Fogo – Capítulo 22

“Potter! Weasley! Querem prestar atenção?

A voz irritada da Prof.ª McGonagall estalou como um chicote pela aula de Transfiguração de quinta-feira, os dois garotos levaram um susto e ergueram a cabeça.

A aula chegava ao fim (...) A sineta devia tocar a qualquer momento e Harry e Rony, que andavam travando uma luta de espadas com umas varinhas falsas de Fred e Jorge, no fundo da sala, ergueram a cabeça, Rony agora segurando um papagaio de lata e Harry um hadoque de borracha.

—Agora que Potter e Weasley tiveram a bondade de parar com as criancices – disse a professora, lançando um olhar feio aos dois no momento em que a cabeça do hadoque de Harry se pendurou para o lado e caiu silenciosamente no chão, o bico do papagaio de Rony se partira momentos antes -, tenho um aviso para dar a todos.

‘O Baile de Inverno está próximo, é uma tradição do Torneio Tribruxo e uma oportunidade para convivermos socialmente com os nossos hóspedes estrangeiros. Agora, o baile só será franqueado aos alunos do quarto ano em diante, embora vocês possam convidar um aluno mais novo se quiserem...’

Lilá Brown deixou escapar uma risadinha aguda. Pavarti Patil deu-lhe uma cutucada nas costelas com força, o rosto contraindo-se furiosamente, enquanto ela, também, lutava para não rir feito boba. As duas viraram a cabeça para olhar Harry. A professora fingiu não vê-las, o que Harry achou que era uma nítida injustiça, pois acabara de chamar a atenção dele e de Rony.

—O traje é a rigor – continuou a professora -, e o baile, no Salão Principal, começará às oito horas e terminará à meia-noite, no dia de Natal. Então...

A Prof.ª McGonagall olhou deliberadamente para a turma.

—O Baile de Inverno naturalmente é uma oportunidade para todos nós... hum... nos soltarmos – disse ela em tom de desaprovação.

Lilá deu mais risadinhas que nunca, tapando a boca com a mão para abafar o som. Dessa vez, Harry pôde entender qual era a graça: a Prof.ª McGonagall, com os cabelos presos, não tinha jeito de quem algum dia fosse se soltar em nenhum sentido.

—Mas isso não significa – continuou ela -, que vamos relaxar os padrões de comportamento que se espera dos alunos de Hogwarts. Ficarei seriamente aborrecida se, de alguma maneira, um aluno da Grifinória envergonhar a escola.

A sineta tocou e ouviram-se os costumeiros ruídos de gente guardando o material nas mochilas e atirando-as por cima dos ombros.

A professora chamou, sobrepondo-se ao barulho geral.

—Potter, uma palavrinha por favor”.

Hermione saiu da aula de transfiguração com uma sensação estranha em seu peito. Ela e Rony se viraram para Harry que foi em direção a professora e entenderam que era uma conversa particular, então foram em direção a porta e se dirigiram aos jardins em silêncio.

Baile. Parecia tão clichê como vários livros que Hermione havia lido quando criança: a ideia de ir ao baile com o par perfeito fazia ela revirar os olhos, mas naquele momento não pareceu tão idiota assim.

Quando a Prof.ª McGonnagal falou sobre convidar alguém, ela olhou institivamente para Rony. Pensou nos dois no baile, ela usando o vestido azul que Sra. Weasley havia comprado antes de irem para Hogwarts e Rony usando aquelas vestes que os gêmeos zoavam ele por serem um tanto... diferentes.

Mas na imaginação dela as vestes não importavam no momento, Rony sorria ao segurar sua mão entrando no salão principal. Eles dançavam e ele a fazia rir.

—Hermione... – Rony a chamou, interrompendo a imaginação e a trazendo de volta para o mundo real. O coração dela parou por um momento. Ele ia chamar ela. Logo agora, não havia nem vinte minutos que ouviram falar sobre o baile.

—Sim? – Ela respondeu.

—Tudo bem? Você está uma cara estranha.

Hermione o encarou. Ele a olhava com o cenho franzido. Pelos olhos dele, ela pode ver que a ideia de chamar ela para o baile não estava passando por sua cabeça agora.

—Tudo bem. – Ela respondeu desviando o olhar dele e olhando para frente novamente. – Só estou... pensando.

—Se for sobre o baile eu entendo. – Ele disse. – Eu também não sei dançar.

Rony olhou para frente, com os olhos apertados pela luz do sol que os aquecia naquela manhã fria de final de ano.

A boca de Hermione ficou seca. Uma súbita sensação de coragem passou pelo corpo dela e ela olhou para o garoto ao lado dela. Se ela o chamasse para o baile... Ele não iria recusar... Iria? Quer dizer, eles eram amigos e nenhum dos dois tinha envolvimento romântico com alguma pessoa para quer leva-la ao baile. Não precisava ser uma ocasião romântica, se eles fossem como amigos iam se divertir como tudo que faziam juntos.

Ela respirou fundo e começou:

—Você...

Mas quando ele se virou para olha-la, Harry havia chegado nos jardins parecendo preocupado, os olhares dos dois amigos se direcionaram para ele.

—Não tem jeito. – Harry declarou enquanto se aproximava dos amigos. – McGonagall disse que eu preciso de um par e, pior de tudo, preciso dançar.

Rony soltou uma gostosa gargalhada. Hermione ficou muda, não conseguia imaginar Harry dançando.

—Você acha um par fácil! – O ruivo tentou tranquilizar o amigo. – O mais difícil vai ser a dança mesmo.

Harry suspirou.

—Vamos pra aula, depois eu penso nisso.

Os três começaram a sair dos jardins, quando Rony se virou para Hermione.

—Mione, você ia falar algo?

—Ah... – Ela sacudiu a cabeça e riu. – Eu esqueci.

Sorte a dela, Rony comprara a mentira e voltou a tentar consolar Harry.

A semana seguinte fora recheada de muita excitação sobre o baile, pela escola inteira. Hermione em si não estava muito animada, Harry e Rony nem sequer mencionavam sobre o baile com ela, mas ela sabia que eles discutiam entre si quem levariam.

Ela sabia que Harry queria levar Cho, viu o jeito que ele olhava para ela. Sabia também que Rony sabia sobre a queda que Harry tinha com Cho e sabia que Harry achava que nenhum dos dois desconfiava.

Mas Rony... Era uma verdadeira incógnita. A única vez que ele mencionara o baile na frente de Hermione, fora quando foram a cabana de Hagrid, e foi para perguntar se Hagrid ia ao baile.

Às vezes Hermione olhava para o ruivo como se tentasse ler seus pensamentos. Quem Rony queria levar ao baile? Ela não fazia a menor ideia, achava que ele não tinha ninguém na cabeça e pensar nisso a deixava irrita. Ela também não tinha ninguém que queria convidar, então não era mais fácil os dois decidirem ir juntos e acabar de vez com essa dúvida de quem levar?

Era isso que passava em sua cabeça em uma noite que os dois estavam juntos na companhia de Harry no salão comunal. A noite que Rony mencionara o baile pela segunda vez na frente dela.

Fred e Jorge haviam sentado na mesa com os três para implicar com Rony e pedir Pichinho emprestado. Fred aproveitou para perguntar:

—Então vocês já arranjaram par para o baile?

—Não. – Respondeu Rony.

Hermione abaixou mais a cabeça em direção ao dever de poções. Não queria dizer que ela também não tinha par.

—Então é melhor andarem depressa, companheiros, ou todas as garotas legais vão estar ocupadas. – disse Fred.

—Com quem é que vocês vão, então? – Rony perguntou desafiador, ao que Fred respondeu sem nem hesitar:

—Angelina.

—Quê? Você já a convidou?

—Bem lembrado.

Fred então gritou:

—Oi! Angelina!

Hermione ergueu os olhos do dever para observar a cena.

Angelina estava conversando com Alicia Spinnet perto da lareira. Ela olhou para Fred.

—Que foi? – Perguntou.

—Quer ir ao baile comigo?

Angelina olhou para Fred novamente, mas como se o avaliasse.

—Tudo bem. – Respondeu enfim com um sorriso.

“Tão simples” Hermione pensou “Harry e Rony que complicam tudo”.

—Pronto. – Fred falou a Harry e Rony – Moleza. É melhor usarmos uma coruja da escola, então, Jorge, vamos...

Hermione voltou os olhos para o dever enquanto os meninos saiam, pensou que Rony podia ver como era simples e fácil convidar uma amiga para o baile.

Então ela ouviu a voz de Rony se dirigir a Harry:

-A gente devia começar a se mexer, sabe... Convidar alguém. Ele tem razão. Não queremos acabar com um par de trasgos.

Hermione não conseguiu conter sua indignação ao ouvir isso.

-Com licença... um par do quê?

-Bom... sabe – Rony falou, encolhendo os ombros, parecia um pouco envergonhado. – Eu prefiro ir sozinho do que com... Heloísa Midgeon, digamos.

Hermione sentia a raiva subir pelo seu corpo.

-A acne dela melhorou à beça ultimamente, e ela é bem legal!

-Tem o nariz fora de esquadro.

-Ah, entendo. – Ela estava a cada momento com mais raiva. – Então, basicamente, você vai levar a garota mais bonita que aceitar você, mesmo que ela seja completamente intragável?

Rony pareceu um pouco envergonhado, mas ainda assim responde:

-Hm... é, é por aí.

-Eu vou dormir. – A raiva explodiu no peito de Hermione e ela saiu em direção ao dormitório das garotas pisando forte.

Ela botou um pijama e se deitou emburrada em sua cama. Não podia crer no que ouvira. Como Rony podia ser tão fútil e se importar com aparência? Lágrimas frustradas caíram de seus olhos, ela as secou rapidamente. Não ia chorar porque Rony queria ir ao baile com uma menina bonita e não com ela, ele era simplesmente um idiota, ela nem entendia porque se importava tanto. Virou para o lado suspirando e se esforçou para dormir.

No dia seguinte, ela fez menção de falar o mínimo possível com Rony durante as aulas. Sabia que o menino havia reparado algo de estranho e tentara puxar assunto com ela às vezes, Harry por outro lado escolhera ignorar os dois, os pensamentos voando longe, provavelmente cada dia mais desesperado achando que Cho acharia um par que não ele.

Após as aulas de tarde, eles tinham uns períodos livres, Rony a perguntou se ela gostaria de jogar uma partida de xadrez de bruxo no salão comunal, ela apenas respondeu que não secamente, deu as costas a ele e foi em direção a biblioteca.

Não conseguia acreditar que havia sequer considerado ir ao baile com Rony. E, se ele não a havia chamado, talvez ela não fosse bonita o suficiente para os preciosos olhos de Ronald Weasley.

Ela bufou se dirigindo aos fundos da biblioteca e se surpreendeu ao ver Viktor Krum sentado em uma mesa. Os olhares deles se cruzaram, mas nenhum dos dois disse nada. Ela se sentou na mesa do lado oposto a dele. Tirou um livro da mochila e o abriu a sua frente, mas não conseguiu sem concentrar o suficiente para ler.

Na verdade, não era uma surpresa tão grande encontrar Viktor Krum aos fundos da biblioteca. Desde que Harry e Rony fizeram as pazes, a garota voltara a sua rotina de estudar sozinha na biblioteca. Os fundos eram onde ficava os melhores livros de transfiguração e duas vezes ela vira Krum sentado lá, sozinho, lendo.

Uma semana antes do anuncio do baile, ela foi aos fundos da biblioteca mais uma vez e o viu. Ia apenas ignora-lo como de costume, mas pela primeira vez ele se levantou e foi falar com ela. Ele disse, com um sotaque carregado, pronunciando os "r"s de uma maneira diferente, que estava quase acabando seu livro e não sabia o que ler a seguir, perguntou se ela tinha alguma recomendação. Hermione respondera que se ele se interessasse pela história da escola, poderia ler “Hogwarts: uma história”. Ele agradeceu e, antes de sair para procurar o livro, ele disse “Meu nome é Viktor, muito prrazer” ao qual ela respondeu “Eu sou Hermione, o prazer é todo meu”.

Não havia falado com ele desde então. Mas aquilo ficara em sua cabeça. “Meu nome é Viktor” não Viktor Krum, apenas Viktor. Ele não supôs que ela o conhecesse do quadribol. Talvez Hermione o tivesse julgado mal.

Mas naquele momento, só os dois na biblioteca, ela se surpreendeu ao ouvir a voz dele do outro lado da sessão dos fundos.

-Eu estar gostando bastante do livrro. Várrios segrredos que eu não saberria.

Ela ergueu os olhos do livro aberto a sua frente e o olhou.

-É meu livro favorito. – Ela respondeu.

Viktor sorriu e voltou seus olhos para o livro, mas Hermione não fez o mesmo, ao invés disso, falou:

-Você vem aqui para fugir das fãs?

Não sabia se era uma pergunta indelicada. Mas conversar estava a distraindo mais do que tentar ler, então ela queria continuar.

Viktor riu, o que a fez pensar que não havia sido uma pergunta tão ruim assim.

-Sim. – Ele respondeu. – As fãs ser bem legais, mas eu gostar de ler em silêncio.

-Ah... – Hermione pensou que aquela talvez fosse uma indireta para ela parar de falar, então ficou quieta. Mas ele se levantou e andou em direção a mesa dela.

Ela o observou quando ele se sentou a sua frente.

-Hermionini... Eu querrer te perguntar uma coisa tem um tempo...

Ela nunca tinha ouvido ele falar o nome dela antes. Estava sem entender, ainda mais quando viu que as bochechas dele estavam um pouco vermelhas.

-Eu fir tantas vezes a biblioteca tentar ter coragem de falar com focê...

A boca de Hermione se abriu em choque. Definitivamente aquela era uma das coisas que ela menos espera.

-Focê já ter parr pro baile? – Ele perguntou.

Um milhão de pensamentos passou pela cabeça dela no espaço-tempo de um segundo. Mais da metade deles eram sobre Rony.

Ela não queria ir ao baile sozinha, mas também não queria ir com alguém que não fosse Rony.

“Ele não vai te chamar, aceita isso” ela pensou e então respondeu:

-Não tenho.

Viktor sorriu. O sorriso dele fazia ele parecer menos carrancudo como ela achava há dias atrás. Hermione conseguia ver a expectativa em seus olhos e isso fez ela prender a respiração já imaginando o que viria a seguir.

-Focê quer irr comigo?

Dessa vez, Hermione não hesitou ao responder:

-Quero.

O sorriso dele abriu mais ainda, ela não pode evitar senão sorrir também.

Viktor parecia ser um cara legal, não fazia mal Hermione o conhecer melhor, mas por um segundo ela se sentiu culpada.

-Eu preciso ir. – Ela falou se levantando e guardando seu livro na mochila. – Preciso... encontrar uma amiga. Te vejo no baile.

-Mal posso esperrar. – Ele disse ainda sorridente.

Hermione sentiu algo diferente em seu peito enquanto saia da biblioteca. Um garoto havia mostrado interesse nela pela primeira vez... Era um sentimento diferente, era animador... Sentiu a necessidade de falar com alguém.

Harry. Foi a primeira pessoa que veio em sua cabeça. Mas logo desistiu da ideia, por algum motivo, que ela não sabia explicar, não queria que Rony soubesse. Não agora.

Provavelmente Rony nem se importaria. No máximo ficaria chateado porque ela conseguiu fazer amizade com o famoso Krum antes dele.

Esse pensamento fez a animação em seu peito diminuir um pouco. Não! Não era o momento de ficar triste.

Gina. Ela precisava encontrar Gina.

Hermione adentrou o salão comunal e na mesma hora viu Gina descer do dormitório das meninas com outras duas amigas do terceiro ano.

-Gina! – Hermione chamou, fazendo a amiga até se assustar.

-Eu encontro vocês lá embaixo. – Gina falou para as outras meninas que assentiram e saíram. – Oi, Mione, tudo bem?

Hermione fez que sim com a cabeça. Ela e Gina haviam construído uma amizade durante o verão, mas nunca haviam falado sobre garotos antes, nem mesmo sobre Harry.

-Eu... queria te falar uma coisa. – ela começou se sentindo subitamente envergonhada. Olhou para os lados e se certificou de que Harry e Rony não estavam ali, provavelmente estavam jantando como o resto dos alunos, no salão comunal só havia as duas meninas e Neville sentado em um canto, concentrado em um pergaminho a sua frente. – É bobeira, mas... eu tenho um par para o baile.

-Isso é ótimo, Mione! – A reação de Gina foi melhor do que Hermione esperava, isso a animou. – Quem é?

-Viktor Krum... – Ela murmurou.

Gina se surpreendeu.

-Isso é demais! Mesmo você não gostando de Quadribol! – ela falou o que fez Hermione rir baixinho. – Rony já sabe? Ele vai morrer! Por favor, deixa ser eu quem conta pra ele!

Hermione ficou séria de repente e tossiu para disfarçar.

-Ah... Sobre isso. – Ela ajeitou uma mecha dos cabelos e desviou os olhos da amiga. – Se puder não contar pra ele... Nem pro Harry.

Ela levantou os olhos e viu que Gina a fitava desconfiada.

-Tem alguma coisa entre vocês não tem? Você e Rony?

Hermione não respondeu, a ruiva apenas continuou:

-Eu havia reparado durante o verão. Gui até me perguntou, ele viu que vocês não estavam juntos, mas achou que tinha uma tensão ali...

-Somos só amigos. – Hermione sentiu que as bochechas dela estavam vermelhas.

-Se você diz... Eu que não vou discordar. – Gina deu de ombros. – E você vai ao baile com Krum, então Rony deveria ser a última coisa em seus pensamentos agora.

Hermione assentiu com a cabeça. Queria se dar a oportunidade de conhecer Viktor sem que Rony atrapalhasse seus pensamentos involuntariamente.

-Ah, Mione... Já que estamos falando sobre isso. – Gina abaixou o tom de voz, mesmo que a quantidade de pessoas no salão comunal não tivesse se alterado e Neville parecia concentrado demais para entreouvir uma conversa. – Você acha que... Há alguma chance do Harry querer ir ao baile comigo?

Hermione não pode evitar sentir uma pontada de pena da amiga.

-Ah, Gina... – disse. – Acho que Harry já tem alguém em mente.

-Cho, não é?

-Como você sabe?

Gina deu de ombros novamente.

-Eu sou observadora. Mas tudo bem. Eu queria ir ao baile mesmo que sem Harry. Mas vai que algum quartanista me chama mesmo assim... Quer ir jantar?

Hermione fez que sim com a cabeça, mas ao se levantarem, ela lançou mais um olhar ao salão e para Neville em seu canto.

-Vai descendo. – Ela disse para a amiga. – Eu te encontro lá.

Gina assentiu e saiu do salão. Hermione se aproximou da mesa onde Neville estava.

-Neville, você não vai jantar? – Ela perguntou.

Ele levantou a cabeça para olha-la.

-Ah, oi, Hermione. Eu vou... Só queria terminar esse dever do professor Snape antes.

A garota esticou o pescoço para ler o pergaminho.

-Você está confundindo. – Falou. – A poção estimulante usa chifre de bicórnio, e não de unicórnio. Um antidoto comum usa de unicórnio, você pode usar ele.

Neville olhou para o pergaminho e depois para a garota. Sorriu agradecido.

-Muito obrigado!

-Nada. – Hermione se virou para ir embora, mas antes disso foi interrompida:

-Ah, Mione... – Neville a chamou e ela se virou. Ele parecia um pouco nervoso. – Você... g-gostaria de ir ao baile comigo?

A boca de Hermione se abriu, pela segunda vez no dia se encontrou em choque. Ela estava triste no dia anterior e agora havia recebido dois convites para o baile.

-Poxa, Neville, eu já falei que ia com outra pessoa, desculpa.

-Tudo bem... – ele respondeu cabisbaixo. – Achei que seria legal se a gente fosse porque... você é bem legal. E eu não queria ir sozinho.

Hermione o olhou e então teve uma súbita ideia e disse:

-Bem... A Gina é bem legal e não tem par ainda.

E se virou para sair do salão comunal, sorrindo.

Notas finais
Queria agradecer aqui pelos reviews que vocês tem deixado!! Eles me deixam muito feliz, então por favor continuem hahaha! Espero que tenham gostado!