Notas iniciais
Oi gente, desculpa a demora! Semana de provas, enfim é complicado. Já estamos acabando os capítulos do Cálice de Fogo, já estou ansiosa para entrar na Ordem da Fênix, sinto um amadurecimento muito grande do Rony que começa nesse livro! Mas ainda no Cálice de Fogo: espero que gostem do capítulo de hoje!

O Cálice de Fogo — Capítulo 26

“Harry, Rony e Hermione levantaram a cabeça. Fred e Jorge tinham acabado de sair de trás de umas estantes.

—Que é que vocês dois estão fazendo aqui? – perguntou Rony.

—Procurando vocês – disse Jorge. – McGonagall quer ver você, Rony. E você, Mione.

—Por quê? – perguntou a garota, parecendo surpresa.

—Sei lá... mas estava com a cara meio fechada – informou Fred.

—Disse que era para levarmos vocês à sala dela – disse Jorge.

Rony e Hermione olharam para Harry, que sentiu o estômago despencar. Será que a Prof.ª McGonagall ia brigar com Mione e Rony? Talvez ela tivesse notado que os dois o estavam ajudando à beça, quando ele devia estar procurando sozinho uma solução para realizar a tarefa?

—Encontramos você na sala comunal – disse Hermione a Harry ao se levantar para acompanhar Rony, os dois pareciam muito ansiosos. – Leva o maior número de livros que puder, OK?

—OK – disse Harry, inquieto.”

Hermione saiu da biblioteca acompanhada dos três Weasleys. Rony olhava desconfiado para os irmãos, como se eles pudessem estar mentindo sobre tudo aquilo para tirar com a cara deles. Ela não julgava o amigo, também tinha essa dúvida.

—Por que McGonagall pediu à vocês para deixar a gente na sala? – Rony perguntou aos irmãos.

—Eu sei lá. – Fred deu de ombros. – Por que somos seus irmãos? Talvez ela ache que, por isso, saberíamos por onde você anda em Hogwarts. Bom, ela está errada, porque não poderíamos ligar menos sobre por onde você anda.

—Não estamos planejando nada, se é o que você está pensando. – Jorge falou após Rony lançar mais um olhar desconfiado a ele. – Mas não seria uma má ideia, pensaremos nisso para uma próxima vez.

Hermione não dizia nada. Estava preocupada demais pensando, por quê McGonagall queria falar com eles? Será que eles estavam infligindo alguma regra do torneio ao ajudar Harry?

—Bem, é aqui. – Disse Jorge quando eles pararam em frente ao escritório da professora.

—Acredito que vocês podem se virar daqui. – Fred falou e então os dois deram as costas e saíram sincronizadamente. A garota as vezes se perguntava se eles ensaiavam essas saídas.

Hermione procurou o olhar de Rony e ele estava olhando diretamente para ela.

—Bato? – Ela perguntou.

—Fugir não é uma opção. – Foi a resposta dele, dando de ombros.

Hermione respirou fundo e bateu. Fez-se um momento de silêncio que Rony quebrou:

—Sabe, antes de eu entrar em Hogwarts, Fred e Jorge uma vez me falaram que se um dia eu fosse parar no escritório de algum professor a primeira coisa que eu devia falar é “a culpa é do Percy”.

Hermione riu.

—Eles não me falaram o que fazer caso o Percy já estivesse formado. – Rony continuou, rindo também ao ver que ela ria.

Os dias com Rony após ao baile haviam sido leves. O assunto baile ou Viktor Krum não foram mencionados nenhuma vez. De início, o amigo a tratava mais formalmente, ao que ela retribuía, mas achava estranho. Com o tempo, a formalidade passou e parecia que eles tinham um acordo de não falar do baile novamente.

A Prof.ª McGonagall abriu a porta antes que Hermione pudesse responder.

-Srta. Granger, Sr. Weasley. – Ela cumprimentou e fez um aceno para os dois entrarem.

-Boa noite, Prof.ª McGonagall. – Os dois disseram juntos quase em um sussurro, nervosos.

Entraram na sala. A sala da professora era pequena. Na parede a frente uma mesa com uma cadeira atrás, ao lado uma lareira acessa. E na frente da mesa, quatro cadeiras, duas delas ocupadas. Uma por Cho Chang e outra por uma menina loira que não deveria ter mais de 10 anos, sentada ao canto, na cadeira mais perto da lareira.

-Esse é um grupo interessante de pessoas... – Rony sussurrou para Hermione, o que a fez rir baixinho pelo nariz. Ambos se sentaram lado a lado.

-Acredito que já conhecem a Srta. Cho Chang, aluna da Corvinal. – Disse a Prof.ª McGonagall para Rony e Hermione que assentiram com a cabeça enquanto Cho dava um sorriso tímido. – E essa é a Srta. Gabrielle Delacour, irmã da campeã de Beauxatons, Fleur Delacour.

A menina olhava timidamente para as mãos.

-Já expliquei para a Srta. Delacour o procedimento que faremos. Bem, vocês estão cientes que a segunda tarefa será realizada amanhã.

Os três assentiram, então a professora continuou:

-A pista que o ovo de dragão revelou é que os campeões deveram ir atrás do que mais lhes fará falta. Por isso vocês estão aqui, são o que mais lhes fariam falta e o que eles devem resgatar.

-Ah, nós somos a coisa que o Harry mais sentiria falta. – Rony falou para Hermione, como se a resposta estivesse na frente deles esse tempo todo e eles haviam ignorado. – Deveríamos ter entendido isso antes.

Hermione engoliu em seco. Não tinha tanta certeza se estava lá por causa de Harry...

-Os quatro tomarão uma poção para adormecer e os botaremos dentro do lago dos sereianos para serem resgatados. Obviamente, caso o resgate não seja concluído, nós mesmos tiraremos vocês do lago. Não correrão risco algum no processo. Alguma dúvida? Sim, Srta. Chang?

Cho tinha um dos braços levantados e quando foi lhe dada permissão ela falou:

-Conseguiremos respirar no lago?

-Sim, claro. – Respondeu a professora. – Como eu disse, não correrão nenhum risco, usaremos feitiços para que respirem embaixo d’agua, a segurança de vocês está garantida. Mais alguma dúvida?

Ninguém mais respondeu, então McGonagall se levantou.

-Claro, não precisarão fazer se não quiserem. A Srta. Delacour já concordou quando a contei mais cedo. Srta. Chang, Sr. Weasley e Srta. Granger, podem pensar sobre o assunto enquanto buscarei as poções com o professor Snape.

Então ela saiu da sala, deixando os quatro jovens lá sozinhos.

-Vocês também têm um pouco de medo? – Cho perguntou para Rony e Hermione. – Os sereianos me dão arrepios.

-Um pouco. – Hermione admitiu. – Mas não tem nenhum risco, certeza que estaremos bem.

Cho assentiu e então se virou para frente. Hermione se virou para seu lado esquerdo e viu que Rony a olhava.

-Você não está aqui pelo Harry. – Ele disse.

-Acho que não. – Ela respondeu, receosa. Não queria recomeçar uma briga.

-Você é a coisa que Krum sentiria mais falta. – Rony pronunciou o “Krum” como se fosse um bicho nojento.

-Eu não sou uma coisa. – Foi a única que Hermione pensou em dizer, torcendo para que fizesse Rony mudar o assunto.

-Ah, você entendeu o que eu quis dizer. – Rony disse ficando um pouco irritado. –Eu me referi a mim mesmo como coisa também, não fuja do assunto!

-Ok, e se eu for? – Hermione falou cruzando os braços e sentindo suas bochechas ficarem vermelhas. – Qual o problema?

Ela o encarou. As orelhas de Rony estavam vermelhas também. Ele estava com a boca aberta, mas não soube responder. Ela queria que ele respondesse. Queria que ele dissesse o que passava pela cabeça dela desde a discussão que tiveram no baile de inverno. Ela queria que ele confirmasse as suspeitas dela, de que estava com ciúmes.

-Nenhum. – foi o que ele se limitou a responder depois de um tempo, virando para frente, as orelhas mais vermelhas do que antes.

O que Viktor mais sentiria falta... Hermione se sentia lisonjeada. Ela gostava de Viktor, ele era inteligente e a tratava bem. Se interessavam pelos mesmos tipos de livros e tinham boas conversas. Mas havia algo... Ele não a fazia rir do jeito que Rony fazia. Ele não tirava um peso dos ombros dela do jeito que Rony tirava. E o tempo todo com Viktor, ela esperava sentir o que sentiu no início do verão, quando olhou para Rony n’A Toca, mas não sentira.

Mas ali no escritório da McGonagall, Hermione olhou para Rony e ele não admitia. Não dizia porque ficara bravo no baile, não dizia porque estava bravo agora... E isso a irritava. Talvez ele não fosse maduro o suficiente...

A porta da sala se abriu e a professora entrou segurando quatro frascos com uma poção de cor lilás.

-Estão todos de acordo? – Ela perguntou olhado para os quatro jovens em sua frente.

Hermione, Cho e Rony assentiram. McGonagall sorriu calmamente e entregou um frasco para cada um deles.

-Quando vocês quiserem. – Ela disse e se sentou a sua mesa.

Hermione olhou para o frasco em sua mão direita e institivamente, com a mão livre, agarrou o braço de Rony ao seu lado.

Ele a olhou surpreso, mas então a raiva que ele estava antes pareceu sumir de seus olhos quando viu que a amiga respirava um pouco pesado.

-Está com medo? – Ele sussurrou.

-Um pouco. – Ela sussurrou de volta. A ideia de sereianos em volta dela não a agradava nem um pouco.

-Vai ficar tudo bem. – Ele disse. – Eu estarei adormecido ao seu lado. Se algum sereiano te encostar eu acordo na hora.

Ela riu.

-Não é assim que funciona...

-Meus instintos são mais fortes que uma poção. – Rony falou erguendo as sobrancelhas. – Mas sério, o... alguém vai te salvar. Você sabe que Dumbledore não permitiria nos botar em perigo assim.

Hermione assentiu. Abriu o frasco de sua poção e Rony fez o mesmo.

Ele ergueu a poção na altura do rosto e olhou para a amiga.

-Boa noite, Mione. – disse.

-Boa noite, Rony. – ela falou.

Os dois sorriram um para o outro e beberam a poção juntos.

Notas finais
Deixem reviews por favor! Não demorarei mais pra postar haha