Soushi: meu gato apaixonado
12 Entre Humanos e Felinos
Quem diria que um ser humano teria cio. Exatamente garotas, quando sentirem um comichão e aquela vontade louca já sabe, mas nada de cobiçar o meu gato.
Fiquei com um pouco de medo por que hoje seria o dia que eu teria de encarar o concelho. Como eu sou oficialmente companheira do futuro líder da família principal teria que encarar os velhos das outras famílias. Por favor, que eles sejam bonzinhos.
—tá pronta? -eu tinha escolhido um vestido preto lindo pra ir, os sapatos perfeitos, os brincos perfeitos, mas a merda do meu cabelo se recusava a colaborar
—não consigo prender meu cabelo
—deixa solto
—não vai ficar ruim?
—claro que não, vem cá- andei até ele e ele bagunçou meu cabelo
—Soushi, agora tenho que começar tudo de novo
—Lu você é linda de qualquer jeito, especialmente com o cabelo desarrumado. Agora vamos, já estamos ficando atrasados- deixei ele me puxar pra fora do quarto.
Levamos cerca de quinze minutos pra chegar a uma casa extra grande que curiosamente me lembrou a casa Branca, não ela não era tão grande, tava mais pra um casarão antigo.
—esse é o prédio do concelho
—prédio?
—acho que eles acharam que a casa do concelho era meio tosco- ri do que ele falou e nós entramos. Não havia ninguém na entrada. Quando entramos na sala tinha cerca de doze pessoas, entre ela as gatas invasoras
—Soushi, estávamos esperando por você
—é bom vê-lo senhorita Victoria. Está é a minha companheira- disse Soushi saindo da frente pra que a senhora pudesse me ver
—é uma honra conhece-la -sabe quando você percebe que a pessoa esta mentindo na cara de pau pra você? Pois é, não é nada comparado a essa mulher
—Victoria é a líder do clã Amane- tá explicado, é de família ser arquerosa
—ah sim, eu conheci duas Amanes, Tami e Kami, elas são uns amores, pena que elas foram rejeitadas- disse com um sorriso falso e vi o ódio queimar nos olhos dela
—se me dão licença
—cuidado senhora, pode se engasgar- disse quando ela saiu soltando maldições aos quatro ventos
—se você faz isso com quem não gosta de você imagina com quem você odeia -disse Soushi escondendo o riso
—um dia você descobre -fui conhecendo um a um, trocando farpas com alguns, mas em sua maioria os membros do concelho eram pessoas legais. Aí tudo está na paz e chega meu alvo número um, que começa com H e terminar com yoga
—Hyoga, achei que não viria, seus país disseram que estava meio indisposto- disse Yan, líder do clã Shizuru, ler-se uma das pessoas legais
—eu estava, sabe como é. É complicado dormi quando seu irmão está comendo alguém no quarto ao lado- alerta de "esse garoto vai morrer" ligado no máximo. Soushi apertou minha mão fazendo um esforço óbvio pra não se transformar na frente de todos e eu devolvi o insulto na mesma moeda
—pelo menos ele tem alguém pra comer e você Hyoga, não cansa de bater pra si mesmo?- disse com a cara mais cínica do mundo. Yan prendeu a risada e Hyoga rosnou pra mim, mas eu pouco me importei -que foi, toquei na ferida de alguém? Vai atrás de um rabo que te queira, xô gatinho
Ele saiu a passos largos e Yan caiu na risada, sem saber ele que eu acabei de evitar um assassinato
—você definitivamente tem senso de humor pequenina
—valeu
—me...tira...daqui- ouvi a voz do Kasai na minha cabeça e me virei pro Soushi. Seus olhos estavam quase completamente vermelhos e algumas partes do seu cabelo estavam começando a mudar
—a gente volta logo- disse ao Yan e puxei o Soushi em direção ao jardim. Pra nossa sorte não tinha ninguém-Kasai, você está bem?
—raiva- ele começou a andar de um lado pro outro enquanto seu corpo mudava
—ei, olha pra mim- ele parou e eu acariciei seu rosto- tá tudo bem. O Hyoga é um imbecil, mas é da família, não podemos apaga-lo da face da terra
—podemos- disse ele emburrado
—é tentador, mas não. Você não é ruim como todos pensam, você é um bom garoto- eu o beijei e senti quando ele segurou minha cintura um pouco sem jeito por conta das garras- está mais calmo?
—sim
—você tem dificuldade pra falar
—não...converso...muito...tempo
—então precisamos dar um jeito nisso depois. Agora temos que voltar pra dentro, sua família está esperando
—você...minha...família- não tive tempo de falar mais nada, o brilho vermelho em seus olhos sumiu e ele voltou a ser o Soushi
—estamos bem?-perguntou ele olhando ao redor
—estamos sim. Vamos entrar? -ele confirmou e voltamos pro salão.
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Sabe quando todo mundo tá morto de medo e você tá se segurando pra não rir?
Pois é, pense em um cara enorme, fazendo a maior birra do mundo porque eu disse que ia sair com a Carmem. Pensou? Esse é o Kasai. Deixa eu explicar o que aconteceu. O retardado do Hyoga tirou o fim de semana pra encher o saco e aí o Soushi perdeu o juízo, eu acalmei o Kasai, mas ele quis ficar comigo so que eu tinha prometido a Carmem que ia passar a tarde com ela ja que era nosso último dia ali. Mas o Kasai não gostou nem um pouco da história e bateu pé firme que eu não iria sair.
—eu disse...não
—e eu disse que vou, pare de agir como uma criançada mimada, eu so vou sair algumas horas com a sua mãe
—você...fica comigo
—Lu não tem problema, a gente marca pra depois- disse Carmem tentando contornar a situação
—Kasai é bom que você saia da frente desta porta ou eu vou realmente me chatear
—mas...eu quero...ficar com...você- ele fez uma carinha digna de pena, mas eu conseguir ser forte o bastante pra resistir
—eu fico com você quando voltar- fiquei na ponta dos pés e lhe dei um beijo rápido- eu não vou demorar. Vamos Carmem
Kasai saiu da frente, mas segurou Carmem antes que ela saísse
—cuide dela- ele a soltou e subiu as escadas
—ele falou comigo? Ele nunca falou comigo antes -Carmem ficou pasma e eu sorri pra ela
—ele é novo nessa coisa de falar, tá se esforçando pra falar direito- ela sorriu e me abraçou. Não entendi o motivo, mas ok.
Feliz, feliz. Essa sou eu depois de ir ao parque, tomar sorvete, passear no shopping e brincar com algumas criancinhas no meio do caminho.
—Lu eu vou pegar algo pra comer você quer?
—não obrigado- Carmem sumiu de vista e eu fiquei vendo as crianças fazendo um castelo da areia. Senti, mas do que vi quando alguém se aproximou de mim.
—até que enfim te achei- olhei pra trás e vi Kami com cara de pânico
—o que foi?
—o Soushi, ele tá descontrolado. Ichiro pediu pra te chamar
—me leva pra lá- deixei que ela me puxa-se e começamos a correr
—ele foi em direção a floresta- senti Kami me soltar quando entramos na mata e continuei correndo até perceber que eu estava sozinha
—Kami? -procurei por ela em todo lugar, tentei sair da floresta mais eu já estava longe demais- Kami
—eu to aqui menina humana- olhei em direção a voz e a vi com mais três homens além da sua irmã
—cadê o Soushi
—em casa provavelmente- disse ela dando de ombros- o que, achou mesmo que iríamos deixar você ficar com ele? Levem ela daqui
Os homens vieram na minha direção e eu comecei a correr, mas algo acertou minha cabeça e eu desmaiei.
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