Notas iniciais
Hei gente! Vindo avisar aqui que eu vou postar um capítulo dia sim dia não para eu ter tempo de escrever mais capítulos e não ficar muito corrido e acabar rápido. Então, aproveitem o capítulo, o próximo será postado na quinta feira. Beijinhos e boa leitura. Lay xx

Nahuel estava sentado a mesa com Tori desenvolvendo maneiras de encontrar dois guardiões que emanavam uma energia já conhecida por eles quando uma mensagem começou a bipar no computador do laboratório.

Tori parou de ajudar Nahuel e foi em direção ao computador interceptar a mensagem.

– Aqui é o Capitão Hopkins, da 11ª Província. Acabamos de ser atacados por um grupo de super-humanos.

– Quantos eram, Capitão?

– Quatro adolescentes e duas crianças.

Tori lançou um olhar a Nahuel, que passou a prestar atenção a chamada do Capitão.

– E para que direção foram?

– Em direção a 15ª, não sabemos o que querem fazer lá, só sabemos que foram pra lá, mataram parte do pelotão que foi atrás dele, destruíram um caminhão, metade dos carros que temos e seis motos, sem contar com o helicóptero.

– Não se preocupe Capitão, mandaremos novos veículos para vocês.

– O problema não são os veículos, são os soldados, como vamos explicar para todas as famílias?

– Vamos mandar uma nave, queremos todos os corpos.

– O que vão fazer?

– Vamos tentar reanimá-los.

Tori desligou a chamada e olhou para Nahuel.

– Quero que coloquem a bomba de luz em todos os postos de gasolina em direção à 15ª Província.

– Uma bomba de luz? Quer apagar a memória deles?

– Teríamos os super-humanos perfeitos assim não é? E além do mais, preciso de uma amostra de sangue dos ex — militares que estão no grupo.

– E os corpos?

– Quero testar o soro que desenvolvi para os Crentes... Vou ressuscitá-los como super-humanos e apagar a mente de todos eles... Comunique Amós, ele vai aceitar a proposta.

Nahuel saiu do laboratório e Tori começou a digitar. Mandou códigos criptografados para todos os sistemas de postos de gasolina, qualquer leitura corporal compatível com as deles ativaria as bombas de luz, que esvaziaria suas mentes.

{...}

Acordei com Katrina colocando a mão em meu ombro.

– Hora de trocar de turno. – Ela falou, sorrindo. Os olhos vermelhos de cansaço.

Levantei-me e ela se deitou ao lado de Caleb.

O furgão estava parado em o que seria um posto de gasolina no meio da estrada.

Piers estava encostado na bomba de gasolina enquanto esperava o furgão estar com o tanque cheio

– Hei. – Falei, ajeitando o cabelo.

– E ai. – Ele falou.

Ele olhava fixamente para a loja de conveniência do posto.

– O que acha? – Falou, apontando para a loja.

– O que tem?

– Precisamos de comida.

– Entramos lá e pegamos...? – Falei.

– Por isso perguntei o que acha.

Segui seu dedo até onde ele estava apontando. Uma câmera de segurança.

Não podíamos ser vistos, ou iam nos encontrar fácil. Não tínhamos dinheiro, então precisaríamos roubar a loja.

– Tem alguma ideia? – Falei.

Ele balançou a cabeça negativamente.

– Precisaríamos ser invisíveis... Mas, não somos. – Falei.

– Ou causar uma interferência ou quebrar a câmera. – Piers falou.

Ele correu até o furgão e pegou a sniper. Mirou o laser na câmera durante alguns minutos. A câmera deu um pequeno estalo e ele abriu um sorriso.

– Vamos, rápido. – Ele falou.

Entramos na loja e ela estava vazia, completamente vazia.

– Onde está o caixa? – Falei.

Ele ficou desconfiado, olhando para todos os lados.

– Deve estar abandonada... Seja rápida. Pegue o que der e vamos. – Ele falou.

Enchi os braços com pacotes de biscoitos e os bolsos com barras de cereal e de chocolate.

De súbito eu parei e olhei pra frente.

– Está ouvindo isso? – Falei.

Piers olhou em volta, prestando atenção. Finalmente ele pareceu ouvir.

– O que é isso? – Ele falou.

Balancei a cabeça em negativa.

De repente o barulho se tornou ensurdecedor.

– Ah meu deus, precisamos ir embora. – Ele gritou, tentando se fazer ouvir em meio ao barulho.

Não tinha como eu tapar os ouvidos sem largar o que tínhamos de comida e Piers ou segurava a arma, ou tapava os ouvidos, e ele precisava nos defender.

Corremos para o lado de fora da loja de conveniência e uma luz branca e forte vinha de todos os lados, nos cegando. O furgão era um pontinho preto no horizonte.

– Eu não enxergo! – Gritei.

Piers tentava mirar em alguma coisa, mas também não conseguia enxergar.

– Faz parar, por favor faz parar! – Falei, caindo de joelhos no chão, finalmente largando as coisas e colocando a mão nos ouvidos.

Espremi os olhos numa tentativa fracassada de evitar a luz e senti Piers jogar o corpo por cima do meu, como se estivesse me protegendo.

A luz começou a diminuir até ficar no estado normal e suportável.

Abri os olhos devagar e vi que Piers tinha feito com que a luz e o som ficassem aprisionados numa bola de energia.

Pontos pretos dançavam em meus olhos e eu não conseguia parar de tremer.

– Piers... – Falei, a voz falhando.

Ele largou a arma e me abraçou forte.

– Calma, já passou. – Ele falou, passando a mão em meu cabelo.

Ele me abraçava cada vez mais forte, tentando me fazer parar de tremer, o que demorou um pouco a funcionar.

Ele me libertou do abraço e me segurou pelos ombros, olhando diretamente em meus olhos.

– Você está bem?

– Uhun. – Soltei, balançando a cabeça.

– Vem, vou te ajudar a levar as coisas para o carro.

Ele encheu a mão de sacos de biscoito e me ajudou a entrar no carro.

A bolha de energia continuava flutuando e pulsando no ar, como se fosse explodir.

Eu não conseguia parar de olhá-la, era como se aquela coisa me atraísse. Eu estava em transe.

Só despertei quando Piers colocou a mão em meu ombro.

– Não olhe... Ela vai fritar seu cérebro. – Ele falou.

– Sabe o que é essa coisa? – Perguntei.

– Controláveis pelo governo. – O olhei sem entender. – Ok, pela Nova Ordem, eles são o governo. Enfim, queima de registro humano, programada pra apagar qualquer indício de memória. Numa linguagem básica, ela serve pra fritar o seu cérebro.

Piers deu a partida e deixou a bolha de energia para trás.

Notas finais
AAAAH, e sei que pode ser chato masss, se você acompanha e está gostando do que está lendo, ou se você não está gostando também, deixe um review, falando em que posso melhorar, dizer o que você mais gosta, isso é bem importante pra mim. Lay xx