Sounds of the Future
27 Capítulo 26
Notas iniciais
POV Katrina
– O que aconteceu? – Padme falou.
– Eu não... – Dylan começou a falar.
– Shiu! – Zoe fez.
Todos se calaram.
Zoe prestava atenção a todos os sons e movimentos que poderiam acontecer.
Os monitores de Dylan começaram a chiar até o chiado se tornar uma interferência.
– Padme, saia daí! – Zoe gritou.
Dylan puxou Padme para longe dos monitores.
– Olá queridos super-humanos. Podem não me conhecer, mas eu conheço cada um de vocês. Zoe, espero que tenha gostado do presentinho que deixamos ai pra você. Dylan e Padme, oh, tão inteligentes... Poderiam fazer parte dos infiltrados, seria uma honra tê-los como um dos nossos. Piers e Katrina... Espero que estejam aproveitamos os poderes que lhe demos. Drew... Você é forte demais para estar escondido em um buraco. Suri e Emma, queridas... Vocês são novas demais, estão aí só porque estão sendo... Obrigadas. Irmãos mais velhos, sempre fazem isso.
Eu não podia entender. Uma sombra negra estava na tela, mas a voz era nitidamente de uma mulher.
– Eu não quero me apresentar fisicamente, julgar as pessoas fisicamente é um defeito irreversível que os humanos têm, por isso quero evitar... Não que eu seja feia, é claro, mas não quero que digam que sou uma mocinha se olharem pra mim. Ah e Dylan... Amei a cor dos olhos, são tão lindos quantos os meus.
Eu já havia visto olhos vermelhos.
Olhos vermelhos em uma mulher vermelha.
Ela queria sangue
Extinção.
– Tori. – Falei.
– Aqui está a excelente aluna formada no exército. Nunca duvidei de sua capacidade Katrina... Já a de Piers... Mas isso não vem ao caso. Foi por isso que te transformei numa super-humana, querida, seu potencial é muito elevado.
– Rastreie. – Zoe cochichou para Dylan.
– Vocês estão com meu problema nas mãos de vocês e eu quero que resolvam ele pra mim... Na verdade... Eu dou duas escolhas a vocês...
Ficamos em silêncio esperando o que viria dela.
Olhei para Dylan. Ele fez o sinal para que eu continuasse enrolando.
– Pode dizer. – Falei.
– Muito bem... Escolha número um: Vocês pegam a pequena Rachel e a entregam pra mim... Não vão fazer perguntas, não vão vê-la nunca mais e fim de papo.
O silêncio se prolongou.
– Qual a segunda opção? – Perguntei.
– Escolha número dois: Vocês não optam pela primeira escolha e a humanidade aumentará ainda mais o avanço evolutivo... Sei que vocês têm dois linguarudos com vocês...
– Porque está fazendo isso Tori? – Caleb falou.
– Não dirija a palavra a mim garoto... Sua espécie pura de coração me enoja! Sabe que espécies como a dos humanos têm que ser exterminadas. Elas não evoluem, só ficam paradas no espaço tempo, sem fazer modificações para aperfeiçoar a raça! Quando dão um passo a frente dão quinhentos para trás, isso é uma vergonha!
– Não pode exigir isso deles... Tudo no universo é regido por uma razão... Se não deixar que eles evoluam sozinhos... – Alma falou.
– Precisamos de novas espécies no sistema, isso é de imediato!
– Não tem como Tori! Você e sua Nova Ordem já mataram todas as espécies que poderiam ter escalas evolucionárias enormes com o decorrer dos anos. – Alma esbravejou, sem paciência.
– O planeta já está envelhecendo demais!
– Deixe que eles descubram como saírem dele! Não os mate, deixe que eles cresçam. – Caleb tentou mais uma vez.
– Achei. – Dylan cochichou.
– Não queremos fazer diplomacia aqui Caleb, me perdoe. – Falei. – Ficamos com a segunda opção... Eu declaro Guerra à Nova Ordem.
Uma risada sinistra, mecânica até, veio do outro lado do monitor.
– Você é mais idiota do que eu pude pensar querida... Espero que esteja preparada para enfrentar a maior batalha da sua vida!
– Não machuque os inocentes... Podemos machucar seus inocentes também... Quer começar uma guerra, avise a todos eles, você pode ser covarde, mas você tem honra. – Zoe falou.
– Eles serão avisados... A próxima semana haverá um bombardeio... Desculpe Caleb... Não sei ser diplomática com espécies suicidas... Rachel Young... Boa sorte querida.
A chamada foi interrompida.
– Muita coragem da sua parte. – Caleb falou, colocando a mão no meu ombro.
– Ou muita tolice, agora estamos em guerra. – Piers gritou.
– Na verdade... Ela foi estratégica, e foi brilhante. – Dylan falou, olhando para mim com admiração. – Ela deu um motivo para irmos ao lado de fora armados, podemos mandar Rachel e mais alguns nossos para dentro das fortalezas inimigas, podemos fazer uma evacuação das áreas que circundam o quartel general deles, jogamos uma bomba atômica lá e destruímos tudo. Claro que o plano precisa de ajustes, mas...
– E como chegamos ao quartel general? Não sabemos onde ele fica! – Caleb falou.
– Eu... Consegui rastrear o sinal. – Dylan falou, com um sorriso nos lábios.
– Acho que precisamos avisar aos humanos e super-humanos em superfície imediatamente, ela pode ter honra, mas seu aviso pode ser o bombardeio de uma cidade. – Suri falou.
– Ela tem razão, vamos, agora! – Zoe falou.
As luzes voltaram a se acender, mas não precisávamos mais disso.
Fale com o autor