Sounds of the Future
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Bartholomew entrou no laboratório, os pés batendo forte no chão.
– Uma bomba de luz? Você enlouqueceu?
– Quero eles vivos. Não só eu, como Amós. – Tori falou, sem tirar os olhos dos vidros com soros.
– E eu lá quero saber de Amós?!
– Eu quero! Já que você não é mais meu superior! – Ela levantou os ameaçadores olhos vermelhos para Bartholomew.
Um corpo estava deitado sobre uma maca ao lado da mesa onde Tori trabalhava. Um homem. Estava nu, com um pano branco cobrindo o intimo.
– Quem é ele? – Bartholomew perguntou.
– Humano. Morto. Uma parte dos experimentos.
Bartholomew não conseguiu relevar o assunto da bomba de luz.
– Porque os quer vivos? Eles são problemas!
– A garota não está sozinha Bartholomew... Ela tem a irmã e mais dois super-humanos, testes militares, altamente perigosos. Esses dois sobreviveram à queda do asteroide. Entenda que não poderemos pegar a garota com força bruta ou com força militar. Eles sabem usar armas.
– São adolescentes.
– Dois foram tirados do exército Bartholomew. Eles sabem, e muito bem, usar armas.
Bartholomew sentiu a cabeça esquentar. Saiu do laboratório e foi marchando em direção à sala de controles.
– Apagar a memória deles. Foi o melhor que pôde fazer, Amós?
Amós se virou devagar, a expressão serena.
– E você... O que queria? Ah é mesmo, matar um guardião! Se não percebeu, estão nos dando tempo para nos prepararmos. Tocá-los e machucá-los faria com que a guerra explodisse de imediato.
– E se apagarmos as mentes deles não teremos nenhuma informação!
Amós deu uma risada cínica, o que deixou Bartholomew confuso.
– O subconsciente, Bartholomew... Não o subestime. Se apagarmos as mentes deles ainda teremos seus subconscientes.
Bartholomew se manteve rígido. Amós estava certo, por isso havia sido escolhido como líder.
– Deixe os garotos comigo Bartholomew, você não sabe nada sobre os humanos.
{...}
Abri os olhos.
– Porque me deixou dormir? – Falei, olhando para Piers.
– Você estava tremendo, estava me assustando.
– Eu não estava tremendo. – Falei, rindo.
– Eu juro que estava! Foi a bomba de luz, não precisa ficar fazendo esse doce. Ela causa isso mesmo! – Ele falou, me lançando um sorriso.
Eu e Piers tínhamos passado a noite conversando sobre meus poderes e sobre a família dele.
– Gostei da história sobre a Bauer... É realmente verdade?
– Sim, Não é só uma história, ela realmente fala comigo.
– Eu acredito... – Ele falou, deixando os olhos piscarem pesadamente. – Foi ela que falou para irmos para a 15ª Província?
– Talvez. Acho que meus poderes ainda estão ligados a ela.
– Mas ela não...?
– Ela está em mim, Piers... Ao mesmo tempo em que eu sou Rachel Young, ainda sou Liesel Bauer.
Ficamos um tempo em silêncio.
– Estou com fome... – Ele falou. – E com sono.
– Vamos parar, você come alguma coisa e dorme, vou acordar Katrina.
Piers parou o carro no acostamento, deu a volta e entrou no furgão.
– Katrina. – Falei, tocando o braço dela.
Ela abriu os olhos e me encarou.
– É a minha vez? – Ela falou, a voz sonolenta.
– Sim. – Falei, sorrindo.
– Você parece bem pra quem ficou a noite toda acordada.
Fiquei um pouco sem jeito de falar que eu tinha dormido praticamente a noite toda.
Katrina levantou e prendeu os cabelos curtos e repicados em um rabo de cavalo e abriu minha mochila, pegando alguma coisa para comer.
Deixei as crianças e Emma dormindo e fui me sentar no carona de novo, enquanto Piers ia dormir.
Katrina não demorou muito a se sentar ao meu lado.
– Planos pra hoje! – Ela falou, se ajeitando animadamente no banco do motorista.
– Ahn... Ir pra 15ª?
– Isso! Vamos.
Eu já achava Katrina louca e animada demais sem estar dirigindo, ela acelerava tanto o carro que eu sentia que podia atravessar o para-brisa a qualquer momento.
– Quantos anos você tem Katrina?
– Eu? 17 anos, você tem o que?
– 16.
– Ah sim... Peter tem 18, se é isso que quer saber.
– Eu não queria...
– Ah vamos lá Rachel, meu irmão é bonito, eu sei disso.
Eu parei de falar, eu nunca tinha pensado nisso até ela falar. Preferi ficar quieta.
– Quando vamos chegar lá? – Perguntei.
– No ritmo de agora... Mais dois dias.
– E no ritmo do seu irmão?
– Três e meio.
– Ok, não tem como você ficar dois dias dirigindo?
– Uma pena, mas não. – Ela falou sorrindo. – Mas consigo adiantar bastante.
Apertei mais o cinto de segurança e Katrina pisou mais fundo no acelerador.
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