Soulmates Never Die
1 Capitu Abreu
Notas iniciais
Nessa história almas gêmeas existem.

Era o dia da véspera de ano novo.
É um dia de empolgação para muitos, também era para mim, mas não totalmente, teria que ir à casa de Vanessa para a festa que ia ter na casa dela, não queria magoar os sentimentos da minha amiga, já venho a evitando durante um mês e meio, e já está na hora, prometi a mim mesma que não deixaria Enzo atrapalhar a minha vida, estive fora daqui por várias semanas, me recuperando de volta, sendo minha, não dele. Não importa se ele é minha alma gêmea, eu ainda sou minha, eu não dependo dele para ser feliz, uma alma gêmea aumenta a felicidade, mas não pode criar uma felicidade que não está lá, essa é uma luta que devemos lutar sozinhos.
Encontrei minha paz de espirito e tirei ele do pedestal, ele partiu meu coração e uma parte de mim ainda o ama. Mas ele não é mais o meu sol, o modo que ele me tratou não é o Enzo que eu admirava e estava honrada em ser minha alma gêmea. Como eu estava enganada.
Vesti uma roupa simples e fui de táxi até a casa de Nessa, ela é uma grande amiga, não tem culpa do irmão que tem, é uma pessoa maravilhosa, a sua amizade era importante pra mim, as vezes você está procurando algo e acaba achando outra coisa, não quer dizer que isso é ruim, a sua amizade é algo especial que eu pretendo manter no próximo ano. Entrei no prédio, toquei a campainha, Nessa abriu a porta segundos depois com um champanhe na mão e o sorriso enorme no rosto.
— Ei sweets. – E me envolveu no abraço de urso mas não machucou porque era Nessa, não conseguiria machucar alguém nem se quisesse. – Entra vem.
Então entrei no apartamento que eu não vinha já há algum tempo. E no segundo seguinte vi ele, no sofá conversando com seus amigos, meu coração acelerou mais não dei importância, eu claramente não era importante para ele, na realidade era um incomodo. Nessa me deu uma taça, e nos juntamos as meninas. Liv sempre tão discreta, falou bem alto:
— A sumida finalmente deu as caras. Finalmente! – Chamando a atenção das pessoas ao redor inclusive Enzo e sua turma. Que merda! Quando adolescente eu sempre queria chamar a atenção, mas não mais, a atenção me cansava e sempre era seguido por eu me envergonhando na frente das pessoas que tentava impressionar. E isso foi o que aconteceu com ele — Oi Liv. – E então todas as garotas me cumprimentaram, sentei no sofá, e elas começaram a conversar. Fingi escutar e ignorei a vontade de olhar Enzo.
Foi o que aconteceu com ele, esperei tanto tempo para o conhecer, me envergonhei na frente dele, mas isso não é motivo para tratar alguém como merda. Queria tanto que ele me amasse que não fui eu mesma, que fiz ele me desprezar, não, desprezo não, certo desprezo requer energia, ele não gastaria um segundo comigo. Me lembro de como me senti ao ver ele beijar Antonia Wilde. Nunca senti tanta dor, acho que nunca soube realmente o que é ter o coração partido até aquela noite. De qualquer jeito, não o quero, não de verdade, se ele é a pessoa que trata os outros mal do jeito que ele me tratou, preferia ter outra alma gêmea.
— Capitu. Capitu.
— O que?
— Acorda sumida, sabe quem não tira os olhos de você?
— Não estou interessada.
— Digo mesmo assim, o Enzo. – Nessa ficou séria assim que Liv falou isso, eu nunca expliquei bem o que tinha acontecido, o que seu irmão tinha falado pra mim, ela só sabe que isso me afetou.
— Eu não me importo para quem Enzo olha ou deixa de olhar. Pra mim ele e nada é a mesma coisa.
— WOW. Essa doeu.
— Deixa ela em paz, Liv. – O ar ficou pesado mas não me importei, vi Steve e uma raiva se apossou de mim. Ele estava fazendo a própria bebida, me levantei e fui direto para ele. Estava cansada dessa merda, de ser tratada tão mal por outros homens.
— Tenho que falar com você, em particular. – Ele ia começar a sorrir mas o sorriso morreu. Largou a bebida e me seguiu, fomos para o quarto de Nessa, ele fechou a porta atrás de mim.
— Não sei que tipo de brincadeira suja você está brincando mas não me envolva nisso. Por que você tem que ser tão cruel? Eu sou uma pessoa boa, eu não mereço isso...
— Eu não sei do que você tá falando?
— Você não cansa de ser tão falso? Vou te dar uma dica: G-A-Y
Ele ficou pálido.
— Ah, finalmente um reação verdadeira nesse mar de falsidade. Eu não me importo com a sua sexualidade mas eu me importo de ser usada, eu to pouco me fudendo se você é gay, hetero ou o caralho, você não tem direirto de me usar, seu monte de merda!
Ele começou a chorar. Saí do quarto.
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