Notas iniciais
Ué, um capítulo flashback logo após o outro, e não depois de outros dois normais? Bom, o que acontece é que eu percebi que seu fosse tentar escrever as duas semanas em apenas duas partes os capítulos ficariam muito grandes, então eu decidi escrever um dia por capítulo. Acontece que duas semanas tem quatorze dias, e a fanfic só tem mais treze capítulos além da conclusão, e eu não posso colocar um capítulo após a conclusão ( Na verdade eu posso, mas não faria sentido) então eu decidi postar esse capítulo logo e postar um capítulo flashback logo após um normal ( E eu estou usando muito a palavra flashback e parênteses) Enfim, boa leitura!

— Não, por favor! – Winter implora. – Eu estou com muita dor de cabeça.

— Isso se chama ressaca. – Eu então a puxo da cama. – Ninguém mandou você beber de mais ontem à noite. – Eu a acompanho até o banheiro. – Agora tome um banho e troque de roupa que eu te levo para a escola – Eu então vou para o quarto e começo a me arrumar.

— Tudo bem. – Ela concorda. – Ei! – Ela grita depois de alguns minutos de silêncio.

— O quê? – Pergunto.

— Como você é professor tendo quase a mesma idade que eu?

— Bom... Acontece que eu era muito poderoso e não fui aceito naquela escola, daí o Mikhael começou a me ensinar magia e quando ele assumiu a escola eu virei professor substituto.

— Interessante. – Ouvi o som do chuveiro parar. – E como vocês dois se conheceram?

— Nós estudávamos na mesma escola para humanos, mas por ser um ano mais novo e muito reservado, acabei nunca falando com ele. – Pude notar que ela saiu do banheiro. – Daí eu avancei um ano, fiquei na mesma turma que ele, ele me ajudou e viemos parar aqui.

— Ah. – Ela parecia decepcionada com a história.

— O que, não gostou?

— Esperava mais magia nessa história de amor.

— É, mas eu nunca fui de romances então...

— Então acho que passar um tempo comigo vai ser bom. – Saí do quarto e a encontrei completamente vestida. – Posso te ensinar uma coisinha ou outra... – Ela veio em minha direção.

— Como você se vestiu tão rápido? – Foi minha reação imediata.

— O que, você queria me ver nua? – Ela perguntou, fazendo uma expressão de espanto e eu então me toquei o quanto agi como um pervertido. – Deus, você devia ter se visto. – Ela riu. – Ficou tão vermelho tão rápido...

— É, bom, meu plano foi descoberto... – Brinquei.

— Parece que sou esperta demais para você. – Ela me lançou um olhar brincalhão.

— Mas então... – Comecei assim que saímos da casa e nos dirigimos ao carro. – Como você descobriu ser uma bruxa? – Abri a porta para ela

— Ora, que cavalheiro da sua parte... – Ela entrou e fechei a porta, me dirigindo até o outro lado. – Bom... Sabe o tal "Milagre de Madri?" Pois é, bom, eu estava lá quando aconteceu, e então decidi vir pra cá. Depois disso conheci o diretor Locke e uma coisa levou a outra.

— Posso contar um segredo que só eu e Mikhael sabemos?

— Por que não? Juro que não espalho.

— Não foi milagre.

—O quê? – Ela tentou entender ao que eu me referia.

—Todos sobreviverem àquela explosão, não foi milagre. – Eu então faço uma breve pausa. – O que aconteceu foi que eu e Mikhael estávamos um pouco irritados um com o outro, e ele pensou que fosse uma boa ideia salvar aquela cidade me jogando na bomba minutos antes dela explodir, para assim, eu absorver todo o impacto.

—Sério? – Ela pergunta surpresa, e eu confirmo com a cabeça. – Se isso é um pouco irritados, eu não quero saber o que aconteceria se vocês brigassem pra valer.

—Ah, nem queira. – Ela ri. – Até hoje minha mão queima

—Espera, o que? – Ela começa a rir mais alto.

—Chegamos! – Grito animadamente enquanto estacionava em frente à pequena porta de ferro que dava acesso ao apartamento de Sherlock e, protegido contra humanos, a maior escola de magia que já existiu, criada pelos meus avôs. Nós saímos do carro e atravessamos a porta, dando de cara com o enorme saguão principal e Suzi e Summer nos esperando irritadas.

—Onde vocês estavam? – Summer pergunta.

—Bom, vocês desocuparam a casa. – Winter pousa seu braço por cima de meus ombros e eu vejo Suzi corar.

—Bom, eu estava brincando. – Suzi, ainda avermelhada briga com nós dois – Eu não achei que vocês realmente... – Eu então dou um beijo discreto na bochecha de Winter.

—Ei! – Summer briga comigo. – Fique longe do rosto da minha Irmã! – Ela então puxa Winter para perto de si e a abraça como se não a visse a meses.

—Relaxa, é só brincadeira, na verdade sua irmã bebeu de mais e não queria acordar.

—A culpa não é minha se nós dois parecemos ter apenas dezesseis. – Winter diz se soltando do abraço da irmã e voltando para o meu lado. – Mas hoje você vai pegar sua carteira e provar para o recepcionista do motel que nós temos mais de dezoito.

—Eu adoraria... – Brinco.

—Mas você tem coisas importantes para fazer com sua irmã. – Ela completa. – Tudo bem, eu entendo. Afinal de contas... – Ela vai para o lado da irmã e empurra Suzi para o meu. – Somos nós e vocês nos mesmo time, não é? – O sinal para a primeira aula toca.

— O primeiro horário dos oito estrelas era com Mark Weston. – Suzi me olha discretamente me avisando que eu não ia me livrar dela e de Summer tão cedo.

—Tudo bem, vão subindo que eu já chego lá.

—Certo. – Winter vem em direção e me dá um beijo na bochecha. Depois de todos terem subido e ficar só, eu dou uma boa olhada ao redor.

—Eu não sei quem você é, mas eu sei que você está aí. – Sem sair do lugar digo para quem quer que estivesse me observando escondido no porão onde Mikhael tinha sido colocado quando Locke o raptou. – Quando você achar que já chega, sinta-se livre para sair e me dizer o motivo de estar me espionando desde o ataque. Talvez eu te perdoe. – Eu então subo as escadas e vou à sala dos professores, que, coincidentemente estava vazia. Eu rapidamente peguei os livros e me dirigi à sala dos oito estrelas.

—Bom dia, Thomas. – Winter diz ao me ver entrar.

—Aqui é senhor Ender. – Digo.

—Bom dia, senhor Ender! – Suzi diz.

—E pra você é Thomas. – Digo, apontando para Suzi.

Algum tempo depois.

—Thomas! – Mike entra desesperado na sala de aula.

—Ah, olá... – Começo

—Não temos tempo. – Ele me interrompe. — Venha aqui fora, rápido! – Ele ordena.

—Tudo bem. – Eu saio normalmente da sala acompanhados de todos os alunos.

Ao sair, me deparo com um homem alto, cabelo e olhos castanhos claros, uma franja curta, rosto arredondado, terno marrom e uma gravata borboleta vermelha flutuando à frente.

— O que você está fazendo aqui? – Pergunto, tendo apenas o silêncio como resposta. – Muito bem, parece que não foi tempo suficiente. Todos vocês, pra dentro, agora. – Ordeno, e logo em seguida todos os alunos que estavam fora de suas salas entram. – Os professores também! – Me dirijo à Mikhael – Saia com todos os alunos e professores da escola.

—Tudo bem! – Ele concorda. – Tirem seus alunos de sala e saiam pela porta dos fundos! – Ela corre pelo corredor ordenando a todos os professores.

—Agora... Que tal irmos para um local mais calmo enquanto aqui ainda está bagunçado? – O homem concorda com a cabeça.

Depois de algum tempo chegamos ao refeitório da escola, que estava vazio por motivos de evacuação.

—Muito bem... – Eu começo depois de alguns minutos de silêncio. – Vamos começar por nomes. Meu nome é Thomas Ender. – Ele reagiu de uma maneira estranha ao meu nome.

—Você pode me chamar de Professor. – Ele responde com uma voz séria.

—Mas esse não é seu nome. – Retruco. – Esse é seu título.

—Não. – Ele responde, mais uma vez com sua voz séria. – Há muito tempo atrás eu parei de usar meu nome verdadeiro. Era muito doloroso ouvi-lo, mesmo depois e me aposentar, toda vez que alguém queria falar comigo. Eu me lembrava.

—Quanto tempo? – Pergunto, um pouco interessado no homem.

—Doze mil e seiscentos e setenta e oito anos. – Ele reponde sem nem ao menos pensar.

—Impossível. A criação ocorreu há apenas trezentos e trinta e dois anos, é impossível você já ser tão velho. – Retruco

—Eu disse que foi há mais de um milhão de anos, não disse se era no passado ou no futuro, nem se era no de alguém específico. – Ele rebate minha afirmação, sem perder o rosto calmo de sempre.

—Muito bem... Era você que estava me observando? – Pergunto, me referindo à pessoa me seguindo desde quando eu, Mikhael, Bia e Suzi fomos atacados em uma colina escura o suficiente para não vermos quem ou o que estava nos atacando.

—Exato. – Ele confirma minha suspeita.

—E por quê?

—Por que vocês tinham uma pista, e iam vir atrás de mim. Eu quero que vocês parem.

—Por quê? – Perguntei. Mas dessa vez, não recebi uma resposta de uma voz calma como sempre. Dessa vez o homem partiu para a ofensiva e me atacou com uma espada prateada.

—Diga-me, Thomas... Ender – Ele se esforçou para dizer meu nome – quantos anos você tem agora?

—Cento e noventa e três. – Digo, me levantando e puxando minha espada.

—Muito bem. – Ele guarda a espada. – Então acho que não tem problema. – Ele junta as mãos e uma pequena esfera amarela aparece entre elas. Ele começa a separar a mãos e a pequena bolinha começa a se expandir. Antes que eu pudesse notar qualquer outra coisa, o home disparou a bola em forma de rajada em minha direção, destruindo boa parte da escola. Por sorte eu consegui me proteger, mas mesmo assim eu não aguentava mais. Minhas pernas cederam e eu caí no chão. Eu percebi que o homem estava se aproximando de mim, e eu logo imaginei que ele estava vindo dar o golpe de misericórdia com sua espada

—Quando você conseguir se levantar eu quero que você se junte a Mikhael, Bia, Mathias, Suzi, Charlie, Winter e Summer e que vocês vão atrás de mim. E quando vocês me encontrarem, eu espero que você não me desaponte e acabe com isso de uma vez. – Ele então vai embora.

Notas finais
Socorro, não sei o que colocar aqui! Sei, lá, só... Faz o que cê quiser aí.