Notas iniciais
Ai cara nem acredito que esse é o ultimo...

– Ah meu deus. – disse pondo as mãos na boca ainda sem acreditar. – Como chegou aqui? Porque não me acordou? – pulei no colo dele o apertando.

– Cassidy. – ele gritou me afastando e eu comecei a rir vendo que ele se cortou com o susto que tomou comigo voando em cima dele. – Olha o que você fez demente. – ele disse passando o dedo em cima do sangue misturando com o creme de barbear.

– Você está livre? Diz-me que você está livre... – disse distribuindo beijo por todo o rosto dele me lambuzando e o lambuzando com creme de barbear.

– Eu estou bem Caissy, estou bem. – ele disse passando a toalha no rosto.

– Não. Não foi essa minha pergunta. Eu perguntei se você está livre perguntei se eles te inocentaram naquele tal debate. – ele riu.

– Eu me inocentei. Eu consegui me inocentar. – ele disse lavando o rosto.

– Justin, ó meu deus eu não consigo acreditar nisso. Me belisca. – disse empolgada. – Me belisca por que eu só devo estar sonhando.

– Não boba. – ele mordeu meus lábios. – Você não está sonhando.

– Então vai acontecer alguma coisa ruim, porque a gente nunca consegue ter paz.

– Para de ser idiota Cassidy. Não vai acontecer nada de ruim. Eu estou livre e daqui pra frente quero estar livres de confusão. Quero criar meus filhos e te fazer a mulher mais feliz desse mundo. – ele disse saindo do banheiro.

– Então você vai largar o crime? – disse me sentando na cama por cima das pernas. – Vai deixar tudo isso pra traz? – perguntei esperançosa.

– Não é bem assim. – ele desconversou. – Só que agora as coisas não vão mais ser como eram antes, entende?

– Não, eu não entendo Justin! Agora que temos a chance porque você não larga tudo isso? Por que não tentamos viver, sei lá. Viver como pessoas normais eu arranjo um emprego você arranja um também e nós colocamos as crianças na escola e compramos uma casa menor que de para sustentar nossos luxos. Sabe, por que não vivemos como uma família normal? Vamos dar a Julie e Jason o que nós não tivemos. Vamos mostrar pra eles qual o real valor da família. Eu quero que o Jason tenha orgulho de você quero que um dia ele diga que quer ser igual a você quero que você tenha um emprego digno para ser exemplo na vida dele, agora a gente tem a chance de ter tudo isso Justin. – disse sonhadora.

– Mas eu não nasci pra ter uma vida assim Cassidy. Eu não nasci pra no fim do mês contar moeda. Não nasci pra economizar na gasolina. Eu nasci pra isso, nasci pra vida que tenho. Luxo, carro, casa, dinheiro no bolso. Tudo isso conquistei porque sou bom no que faço, não posso jogar tudo fora pra viver uma vida na qual eu sempre fugir.

– Mas isso é errado! Viver do crime é errado Justin! Quem foi que disse pra você que isso é certo? Eu sei que você adora tudo isso daqui, que sua fortuna foi conseguida com a sua grande inteligência, mas isso não foi honesto. Nada do que você tem é honesto.

– Eu não matei ninguém inocente pra chegar aqui. Eu não tirei a vida de nenhum pai de família pra estar aqui. Então o que eu faço é honesto.

– Eu não quero que o Jason cresça e diga que vai ser ladrão de bancos, ou que diga que vai assumir seu lugar no trafico. Eu quero ver meu filho se formar na faculdade, quero o ver sendo um grande profissional. Não quero que Jason se envolva com isso.

– Eu também não quero. – ele disse nervoso. – Mas se ele quiser. Quem sou eu para proibir?

– Exatamente! Como você vai dizer pra ele que isso é errado sendo que você vive disso. – ele ficou pensativo e depois começou a agir como se a conversa estivesse terminada, aquilo me deixou mal eu achei que ele se comoveria e entenderia o que eu estava querendo dizer, mas nada do que eu disse foi o suficiente para convencê-lo. – Tudo bem, acho que fantasiei de mais. – disse levantando da cama indo para o closet quando ele me impediu.

– Eu não acho que você fantasiou de mais. Só que eu não nasci pra ter essa vida que você quer você me conheceu nisso Caissy e eu vou morrer nisso. – ele disse me abraçando por trás e dando um beijo em meu pescoço.

– Olha o Jason um pouco eu vou tomar um banho rápido pra depois dar um banho nele. – disse me soltando dos braços dele e indo para o banheiro um pouco chateada.

Tive que me trocar muito rápido principalmente quando escutei Jason começar a chorar e Justin já não conseguia mais o acamar, ele estava com fome. Coloquei um shorts e um biquíni com uma blusa bem leve por cima, assim que terminasse de dar banho no Jason iria descer pra piscina com Julie, ela adorava isso e eu queria passar um tempo com ela pra compensar minha falta. Não tive tempo de secar meus cabelos Jason estava realmente faminto e se eu demorasse mais um segundo Justin ia jogar ele pela janela.

– Cara, esse moleque sabe como exigir uma teta. – Justin disse assim que Jason já estava mais calmo mamando.

– Ele está com fome. – disse passando a mão nos cabelos de Jason que estavam até suados devido ao esforço que ele fez de tanto chorar.

– É seu vacilão isso é meu eu só te empresto um pouquinho. – Justin disse puxando meu peito da boca do moleque e eu dei um tapa na mão dele.

– Você consegue ser mais infantil que a Julie. – disse irritada.

– Porque você não da mamadeira pra ele? Esse negocio dele ficar chupando seu peito é meio estranho.

– Justin cala boca.

– Eu tô falando sério. Tenta da mamadeira pra ele vai que ele gosta ai você se livra disso e eu não tenho que ficar vendo esse pivetinho chorão pendurado em você.

– Eu não posso fazer isso! Mamar leito do peito é nutriente pra ele, eu tenho que amamentar pelo menos até os três meses.

– Três meses aguentando ele chupando seu peito? – revirei os olhos. – Vai sair morte. – ele disse arrumando, bagunçando o cabelo na frente do espelho.

– E a Julie?

– Adivinha.

– Não sei, perguntei onde ela está e não pra você brincar de adivinha.

– Ai estupida! – ele disse vindo pra cima de mim e me roubando um beijo a força. – Vou quebra sua boca ai você vai aprender falar direito comigo. – ele disse apertando minha bochecha entre os polegares e eu sacudi a cabeça soltando meu rosto de suas mãos. – Ela está lá embaixo com a dona Pattie.

– Sua mãe ainda está aqui? – aquilo me deixou mais aliviada assim ela me ajudaria no banho do Jason.

– Você conhece alguma outra Pattie a não ser a minha mãe?

– Justin vai pra merda. – disse trocando Jason de peito pra esvaziar um pouco o outro.

– Só se você for juntinho comigo. – ele disse deitando na cama e enfiando a mão em baixo da minha blusa sendo irritante com suas atitudes bestas.

Justin era insuportável quando estava de ótimo humor, mas eu fui o ignorando e quando vi a peste pegou no sono. Agradeci por ele me deixar em paz. Coloquei Jason pra arrota e Julie finalmente apareceu.

– Bom dia minha princesa. – ela entrou correndo no quarto.

– Bom dia. –ela me deu um beijo e depois outro em Jason. — Putê meu pai dormiu agora? – ela disse com a voz alta e era possível escutar de lá de baixo.

– Não é putê Julie. É porque, por que. – a reprendi, mas ela me ignorou.

– Putê Caissy?

– Porque ele está insuportável hoje. – disse passando à escova em meu cabelo com Jason pendurado em meu braço.

– Isupotavel morre?

– Que isso menina. De onde tirou isso?

– A vovó disse que tinha uma mosca isupotavel na cozinha, mas ela ia morrer rapidinho. – aquilo me fez rir.

– Não Julie. A mosca vai morrer, porque sua vó vai matar. Mas seu pai é insuportável e vai continuar vivo.

– Sendo isupotavel?

– Isso sendo insuportável.

– Vou manda minha vó mata ele. – ela saiu do quarto berrando pelos corredores.

O jeito sério como ela falava me fazia rir, ela mal sabia a barbaridade que estava falando. Sai do quarto com Jason no colo pendurado em meus braços enquanto ele devorava as pequenas mãozinhas, isso já estava virando mania.

– Caissy. – Pattie veio de encontro comigo no corredor e seu semblante já estava bem melhor, suas olheiras haviam sumido e seus olhos estavam com aquele brilho lindo que ela tinha. – Está precisando de algo querida?

– Sim. – sorri abrindo a porta do quarto de Jason. – Vou dar banho nele e não quero fazer isso sozinha. Tenho medo de fazer algo errado. – ela riu.

– Mas isso nem uma coisa tão complicada. – ela disse entrando no quarto.

– Eu sei, mas é que ele é tão molinho. Sei lá tenho agonia de pesar, mas eu tenho medo de derruba-lo.

– Tudo bem eu te ajudo, mas não vá se acostumando, porque não estarei aqui todos os dias.

– Mas bem que poderia.

Ela me mandou por Jason na cama e pegar tudo o que eu precisaria para dar banho nele. Enquanto eu recolhia as coisinhas dele, ela foi buscar a água. Julie ficou na cama em cima do menino sendo um pouco pegajosa.

– Julie deixe ele respira é ruim voe ficar assim em cima, ele está curioso com as cores do quarto. – ela ficava apertando aquele ursinho com uma musica infernal e ao invés de gostar Jason estava ficando irritado com aquilo, ele começou a assanhar que iria chorar.

– Pode tirar a roupa dele. – Pattie voltou para o quarto pronta pro banho e com a água.

Tirei a roupa de Jason e ele se encolheu todo sentindo frio. Aquilo me fez rir. Foi mais fácil do que eu pensei, ela me deixou fazer aquilo sozinha e só me auxiliava em algumas coisas, Jason gostava daquilo.

– O banho tem que ser rápido Caissy você não pode deixar ele muito tempo pelado, porque vai que ele pega um resfriado, crianças nessa idade são bem frágeis. – entreguei Jason enrolado na toalha pra ela e ela o secou.

Deixei aquela parte com Pattie, ela o vestiu todinho e penteou os cabelos, ele estava parecendo um pequeno príncipe todo vestido de vermelho. Só o ninei mesmo em meus braços e o coloquei no berço e ele pegou no sono rápido, recolhi as coisas do quarto. Liguei a baba eletrônica e deixei Jason dormindo enquanto dava um pouco de atenção pra Julie, tomei café e ela me acompanhou tagarelando contando diversas coisas, quando terminei a ajudei juntar os brinquedos e fomos para a beira da piscina.

– Pattie e o Ethan? – estávamos sentadas na beira da piscina enquanto Julie se divertia com uma mangueira.

– Ele ainda não sabe que você está de volta. Ainda não tive tempo de contar, ele estava no hospital quando vim pra cá e...

– O que houve? Ele piorou? Alguma coisa grave? – disse preocupada.

– Não nada de mais, mas ele estava passando por muito nervosos e passou no medico para pegar alguns calmantes.

– E estou com saudade de todos. Claire, Melissa, Ethan, Caams... Sinto a falta de todos eles. Todos os dias que estive naquele cativeiro cada um de você teve um lugarzinho reservado em meu coração de tanta saudade.

– Sério?

– Foram os piores dias da minha vida. E as únicas coisas que me deixavam viva era pensar em vocês e ter Jason comigo.

– Justin estava desesperado acho que ele ficou dias acordado vagando por essa cidade atrás de uma pista de onde tinham levado você. – aquilo me fez lembrar a vez em que eu o vi o modo como ele me olhou a dor estampada em seus olhos, senti meu corpo arrepiar me lembrando de tudo aquilo. – Tenho uma ideia. – ela disse notando que meus pensamentos não eram muito agradáveis. Que tal fazermos um almoço? Eu posso preparar tudo e trazer todo mundo pra cá pra você matar as saudades. O que acha?

– Acho ótimo.

– Sei que vocês estão cansados e querem um tempo em família e eu preciso de tempo pra organizar tudo então, deixamos isso pra amanhã?

– Pode ser, mas antes do almoço eu gostaria de ver o Ethan. Gostaria de saber como ele está.

– Olha minha princesa eu posso passar na casa dele pra saber se ele esta por lá e pedir pra que ele venha pra cá, mas eu não garanto nada.

– Tudo bem, se você puder fazer isso eu já vou ficar mais aliviada.

– Claro que posso meu anjo. Eu também preciso ir pra casa, as coisas lá estão de pernas para o ar. Uma tremenda loucura. Minha mãe vai vir passar uns tempos comigo e você sabe ela precisa de cuidados especiais e Jeremy e as crianças estão hospedados em casa desde que você desapareceu.

– Serio que eles estão aqui? Eu estava com saudade daquelas pestinhas. – disse me referindo a Jazzy e Jaxon.

– Sim, eles foram o que distraíram Julie esse tempo todo, se não fosse por eles estava perdida.

– Muito obrigada Pattie. Muito obrigada por cuidar dos meus filhos como se fossem seus. – disse a abraçando.

– Que bobagem menina. Vó é pra essas coisas. Eu que agradeço por você ter me dado os netos mais lindos do mundo.

– É uma honra ouvir isso de você. – ela sorriu.

– Julie vem cá. – em um minuto ela se aproximou. – Me da um beijo que eu já vou indo.

– Putê vó? Fica mais um pouquinho. – ela disse com a voz chorosa.

– Volto mais tarde... Você vai ficar um pouquinho com sua mãe seu pai e seu irmãozinho lembra que você disse que quando eles voltassem não ia desgrudar deles? – ela assentiu. – Então agora eu já vou. – Pattie deu um beijo em Julie e outro em mim se despedindo. – Manda um beijo pro Justin e cuida do meu príncipe. – ela disse antes de entrar no carro.

– Pode deixar. – sorri acenando pra ela.

Justin dormiu a tarde toda praticamente. Fiquei brincando um bom tempo de boneca com Julie até que ela também se cansou e dormiu. Fiquei feliz com a volta de Guadalupe e Paola e ajudei as duas se acomodarem enquanto jogávamos conversa fora. Estava quase decidindo ir dormir também quando o interfone da guarita tocou, atendi já que Guadalupe estava ocupada.

– Pode falar.

– Dona Cassidy. O senhor Ethan está aqui.

– Tudo bem, pode liberar a entrada dele. – desliguei o interfone e fui para porta o receber.

Ele estava mais magro do que a ultima vez que eu o vi. Assim que ele me viu seus olhos começaram a lacrimejar e ele chorou me abraçando.

– Minha filha você não sabe o quanto eu sofri longe de você. – ele disse com a voz embargada devido ao choro. A sensação de ter um pai era estranha, mas da minha família Ethan era o único que havia sobrado e eu tinha que me aproximar dele, nós só tínhamos um ao outro e então eu esqueceria o passado e me dedicaria a ele no futuro.

Sentia-me uma criança mimada ganhando colo de pai e carinho. Ethan tentava ser o mais atencioso possível comigo, levamos horas e horas conversando, tive tempo para saber coisas de sua vida e contar como minha historia com Justin começou. Diferente do que eu pensava ele não era aquele monstro o jeito com o qual ele se referia a ela mostrava que ele gostava de minha mãe, ficar um tempo com ele escutando historias sobre os dois me fazia senti-me próximo a ela. Ethan e eu riamos quando Justin desceu as escadas com o rosto inchado de tanto dormir, o olhar que ele lançou pra Ethan não foi dos melhores, mas ele ignorou nossa presença e foi para cozinha sem cumprimentar ninguém e sem dizer nada.

– Posso perguntar uma coisa? – Ethan disse assim que Justin saiu e eu assenti. – Como uma menina tão meiga, tão bonita como você consegue conviver com um cara desses. – aquilo me pegou de surpresa.

– Como assim? – perguntei sem entender.

– Cassidy eu que cheguei agora já percebi que o Justin não te merece. Já percebi que ele não dá valor ao que você é e nem o que faz por ele. Quero saber o que viu nele pra ser assim tão cega minha filha.

– Ethan eu amo o Justin. E o amo o jeito dele, eu não sei o que te levou a pensar isso, mas ele me ama sim. Do jeito dele, mas ama e eu sou muito feliz ao lado dele.

– Me desculpe. – ele se martirizou. – Me desculpe por ser tão direto.

– Tudo bem. Com um tempo você vai ver que isso é só uma armadura que Justin tem e que ele é uma boa pessoa. Tenta se aproximar, tentar entender esse jeito turrão de ser dele e tudo vai dar certo. – ele sorriu.

– Por você eu faço isso minha princesa. – ele sorriu me abraçando forte. – E por você eu ficava aqui o dia todo, mas tenho que ir. – ele disse olhando o relógio.

– Por quê? Sério?

– Tenho que tomar uns remédios e...

– Você está cuidando bem disso? Está se cuidando direito?

– Sim. – ele sorriu com minha preocupação. – Não precisa se preocupar que agora mais do que nunca eu vou ficar bem.

Levei Ethan até a porta e insisti para que ele fosse de táxi e foi por minha conta, não conseguia lidar com a ideia de que ele iria andar de ônibus sozinho pelas ruas. Voltei e Justin estava no sofá tomando cerveja todo jogado.

– O que ele estava fazendo aqui? – ele disse quando me sentei no sofá ao lado.

– Como assim o que ele estava fazendo aqui? Ele é meu pai veio me ver.

– Eu não gosto dele e não gosto de ver ele na minha casa. – ele disse frio.

Ignorei completamente o que ele disse e fui em direção à escada. Olhei a sala quieta e vazia apenas com Justin ali e aquilo me remeteu a imagem de quando fazíamos sexo na sala, no chão no tapete. Me aproximei cautelosa o abraçando por trás.

– Sinto falta de uma coisa. – sussurrei em seu ouvido o fazendo arrepiar. – Sinto falta de quando fazíamos sexo na sala, sinto falta do jeito que nos envolvíamos quando nos conhecemos. – ele riu.

– Sente falta de implorar pelo amor? – ele disse irônico.

– Não sinto falta. Do seu corpo se movimentando junto ao meu sinto falta de ver seus olhos queimando em luxuria. Quero você me fazendo sua como das primeiras vezes, quero você me tocando com o mesmo desejo que fazia antes. – disse passeando as mãos pelo peito desnudo dele. Justin me puxou com força me deitando com brutalidade no sofá.


POV Justin.

Eu podia estar lesado do sono, mas ter a Cassidy falando daquele jeito toda vadia em meu ouvido despertava completamente meu pau o deixando mais que animado quase explodindo em baixo das minhas calças. A cada toque meu Cassidy arfava comprimindo um gemido naqueles lábios carnudos que me deixavam louco. Passei minha mão por sua cintura a apertando com força chocando meu pau ereto na perna dela que por sinal estava coberta. Primeiro me livrei de sua blusa, rasguei a blusa dela com tanta força que não sobrou nem um pedaço pra contar historia, arrebentei todos os botões do shorts a levando a loucura. Eu era o mestre daquilo, com uma mão e de olhos fechados desabotoei o sutiã dela tendo a visão completa dos fartos seios dela.

Puxei seu cabelo a trazendo para mim esfregando meu corpo no dela. Ela queria fazer aquilo no tapete então eu a foderia no tapete, rolei meu corpo colocando ela por cima de mim e caindo no chão com ela por cima sentindo o impacto forte de minhas costas se chocando com o chão. Ela desamarrou cordão da minha bermuda e a tirou junto da cueca só usando os pés. A virei de novo ficando por cima dela enquanto ela me beijava. Parei de beija-la descendo meus lábios por seu pescoço o fazendo meu, o fazendo diversão de meus lábios. Fui checando a um ponto crucial onde ela sentia prazer e ela fincou as unhas com força em minhas costas. Parei de brincar com seus seios descendo beijos pela sua barriga até chegar aonde queria. Ela sorriu safada quando mordi sua cintura e fiz mais uma vez segurando sua calcinha entre os dentes e a escorrendo por suas pernas. Fui direto ao ponto e seus gemidos me incentivavam mais e mais.

Ter o corpo dela completamente para mim me dava àquela típica vontade de saciar o insaciável. O tesão e o desespero me tomava me arrancando qualquer sentido lógico. Que poder é esse meu irmão? Que poder é esse que essa mulher tem sobre mim a ponto de me deixar de perna bamba cabeça completamente virada, fazendo qualquer ato ser arriscado, duvidoso e perigoso. Ela usava e abusava e me deixava louco para usa-la de volta. Cada toque meu estrategicamente pensado era feito para arrancar gemidos roucos dos lábios dela que me tira ainda mais o meu sentindo. Esse desejo que vem do nada e faz com que eu não consiga pensar em exatamente mais nada que não seja corpo dela, no seu olhar fixo e tarado, na sua boca e naquela forma que me deixa completamente louco quando ela morde os lábios. Eu preciso dela por horas, eu preciso dela em todos os momentos. E essa vontade não vai passar, nunca passa. Porque eu sou completamente viciado nela, sou completamente safado e tarado eu preciso me saciar e ela é a única que consegue satisfazer essa minha vontade louca.

Ela mantinha as pernas envolta de minha cintura enquanto eu a bombava com força. Continuei a penetrando com força em um ritmo frenético, as mãos dela apertaram meus braços com mais força e eu senti sua vagina se contrair e quando ela enterrou as unhas com mais força em meus braços vi que ela tinha chegado ao ápice. Explodi gozando dentro dela me sentindo mais aliviado. Passei a mão na testa limpando o suor escorrer ela riu e meu corpo caiu mole ao lado do dela.


POV Caissy

E eu acordei querendo ter certeza de que aquilo não era apenas um sonho bom. Os braços fortes dele envolvidos em meu corpo me protegendo me fazia sentir aquela sensação boa. Meus olhos ainda estavam pesados, consequência das poucas horas dormidas desde o dia anterior. Não os abri. Fui te farejando que nem bicho. Seu pescoço, sua barba, o vão do seu braço, até que cheguei a sua boca. Abri os olhos para ter mais certeza ainda que não era sonho. Com a visão um pouco embaçada, pude perceber os raios de luz que entravam pelas pequenas frestas da porta, anunciando que o dia já tinha amanhecido. Desencaixei-me dos braços dele, driblando com jeitinho os seus braços que sempre querem que eu fique um pouco mais.

Tropecei em um dos brinquedos de Julie que estavam espalhados pela casa. Lavei o rosto e escovei os dentes a casa estava completamente silenciosa, não havia ninguém por ali, dei uma passada no quarto das crianças e eles ainda dormiam feitos anjos. O dia estava lindo assim como meu humor voltei pro quarto e Justin ainda dormia, no cantinho da cama, como se eu ainda estivesse lá. Tão lindo, tão sereno, tão meu. Saí do quarto devagar, desci as escadas, indo para a cozinha encontrando Guadalupe fazendo o café.

– Bom dia minha menina – ela disse sorridente a me ver.

– Bom dia Lupe. – disse dando um beijo estalado no rosto dela.

Vi ela jogando os morangos dentro do liquidificador, depois o leite e o leite condensado batendo tudo, aquilo me deu água na boca e eu estava com saudade de tomar aquilo pela manhã. Me sentei a mesa e comecei a comer frutas e tomar minha vitamina quando escutei o choro do Jason através da baba eletrônica. Ele tinha acordado e seu choro denunciava que ele não queria ficar só. Subi correndo para pega-lo, quando encontrei Justin com ela no colo brincando.

– O que foi? – ele disse olhando em minha direção e eu estava besta como Jason ficou quietinho com ele.

– Nada. – sorri molhando os lábios involuntariamente.

E me perguntavam se eu ainda tinha alguma duvida que ele fosse o cara certo? Eu não tinha duvida nenhuma era ele o grande amor da minha vida o pai dos meus filhos. Era só ele, só ele e mais ninguém.

[...]

Aquela gritaria deles me deixava louca ver todos reunidos na sala de casa me deixava muito feliz cada um deles, cada um tinha um lugar especial. Minha grande família. Estava sentada no colo do Justin enquanto Claire imitava o jeito dele fazendo todos rirem. Eu pensei que ele não fosse, mas senti um grande alivio quando vi Brian entrar na sala de casa, tudo bem que foi acompanhado daquela vagabunda, mas ele estava ali pelo menos.

– Caralho Brian. Achei que você não viria mais. – Ryan disse entrando em casa todo molhado.

– Ryan eu vou cortar seu pescoço se você não for se secar. – esbravejei e ele riu trocando olhares com Justin.

Brian estava distraído e os dois o pegaram e saíram carregando ele pra piscina.

– Ah qual é deixa eu pelo menos tirar o tênis. – Brian disse.

– Pode tira. – Justin disse rindo. – Quando você sair da piscina. – eles jogaram Brian dentro da piscina, mas Ryan se ferrou ficou rindo e acabou sendo empurrado também.

Justin correu e ninguém conseguiu pegar ele. Eu não queria entrar na água e Jason foi uma grande desculpa, não queria ficar molhada. Julie e Jaxon ficavam correndo pela casa enquanto todos se divertiam. Justin estava um pouco diferente e eu o vi indo para o escritório e fui atrás. Ele estava mexendo no cofre, mas não fui cuidadosa de mais e acabei dando alarde de que eu estava ali.

– O que estava fazendo? – perguntei curiosa e ele deu de ombro.

– Vendo umas coisas. – ele disse desconversando.

– Que coisas?

– Nada de mais. Caissy tem uma coisa que está me incomodando muito. – ele mudou totalmente o assunto. – Eu não quero ver a Julie correndo pela casa com o Jaxon ele é pilantra e eu não confio nele. Tem a Jazzy ela tem que brincar com a Jazzy.

– Justin a Julie e o Jaxon são crianças, só você vê essa maldade toda na brincadeira deles. – aquele assunto naquela ocasião foi totalmente estranho, mas ignorei.

– Não, eu conheço meu irmão eu sei que ele come quieto. – revirei os olhos aquela paranoia me irritava, Jaxon e Julie eram apenas duas crianças.

– Os deixa brincarem um pouco eu juro que vou ficar de olho neles e que... Ah meu deus. – gritei vendo o que estava passando nas câmeras.

Jaxon e Julie estavam brincando no jardim e as câmeras pegaram bem o momento em que eles se beijaram. Justin se virou para TV assustado com o meu grito. Ele ficou roxo de tão nervoso, vi seus olhos dilatarem e ele fechou a mão em punhos.

– Justin eles só são crianças. – disse tentando o segurar.

– Eu vou matar o Jaxon. – ele disse nervoso me empurrando e saindo do escritório.

Tentei o impedir, mas ele mais forte que eu.

– O que houve? – Pattie me encontrou no meio do corredor.

– Jaxon e Julie se beijaram e Justin viu.

– Meu deus. – ela disse tapando a boca. – Jeremy, Jeremy desce aqui o Justin vai matar o Jaxon. – ela gritava desesperada e eu sai correndo atrás dele no jardim.

Jaxon corria em círculos em volta dos arbustos enquanto Justin tentava o pegar.

– Justin para, deixa o menino!

– Eu vou mata esse filho da puta!

– Pai socorro. – Jaxon gritava desesperado. – Pai. Justin eu não fiz nada. – ele dizia assustado e correndo.

– Você fez sim e eu vi. Você agarrou a Julie. Beijo ela a força. – todos riam daquela cena patética.

– Justin para de ser louco eles se beijaram o Jaxon não agarrou ninguém.

– Cala boca Cassidy que eu vou corta o pau do Jaxon fora.

– Justin. – a voz de Jeremy fez todos se calarem. Jaxon foi esperto e correu pra atrás do pai se escondendo do neurótico do Justin. – O que ta acontecendo aqui?

– Esse pilantra ai beijou minha filha. – Justin disse nervoso.

– Ah e o que tem de mais nisso? Quando você era pequeno vivia beijando suas priminhas. – Pattie se intrometeu.

– Não quero saber, eu vou cortar o pau desse moleque fora.

– Justin para. – disse o segurando.

– Cassidy você viu o que ele estava fazendo? Viu que ele estava desvirtuando minha princesinha? Viu? Isso é abuso e eu vou capa esse moleque.

– Julie vem aqui. – ela estava escondida atrás do arbusto onde deu seu primeiro beijo. – Julie. – gritei mais uma vez e ela saiu com os olhos arregalados. – Conta pro seu pai o que aconteceu.

– Ela não precisa me contar eu vi o que esse safado fez!

– Julie...

– Eu não fiz nada mãe. A gente não fez nada. – ela disse assustada quase chorando.

– Olha ai ta vendo ela ta ficando pilantra que nem ele. Eu vi Julie, eu o vi te agarrando. – Justin disse nervoso.

– Julie o Jaxon te obrigou a algo? – ela negou. – Você fez aquilo por que quis certo? – ela assentiu.

– Para de por ela contra a parede é claro que ela vai concordar.

– Eu não estou pondo ninguém contra parede. Justin eles são apenas crianças e o Jaxon não está aliciando a Julie. Ela não é assim tão inocente.

– Você está defendendo ele? Esta defendendo o Jaxon?

– Não estou defendendo ninguém, mas você quer punir o menino por algo bobo de mais. Pensa sua mãe fizesse o mesmo quando descobriu que nós tínhamos um caso.

– Isso não tem nada ver. Nós éramos adultos. Julie só tem quatro anos. Jaxon está se aproveitando da inocência dela. – gargalhei.

– Você era adulto. Porque eu só tinha 16 anos. – Jeremy começou a rir.

– Qual é Drew. – quando esquecerem essa historia a gente pega ele. – Ryan disse.

– Cala boca Ryan.

– Justin você ainda vai sofrer muito com isso. Pensa quando a Julie estiver mais velha com um corpo tipo o da Caissy gostosa pra caramba e cheio de caras na cola dela. – Chaz disse fazendo todo mundo rir.

– Eu vou matar um por um. – ele disse trincando o dente e saiu nervoso.

Revirei os olhos com a atitude infantil dele. Aquilo era patético eles eram apenas crianças.

– Gente vamos deixar o ciúmes doentio do Justin de lado e vamos almoçar? Olha o almoço ta na mesa e vai esfriar. – Pattie disse animada empolgando todos para o almoço.

As meninas saíram da piscina e os meninos acompanharam. A tropa toda se reuniu para almoçar.

– Caissy você não vem? – ela perguntou preocupada.

– Sim. Eu já vou só vou lá buscar o senhor encrenca e já venho.

Como sempre ele estava trancado no escritório brincando com aquela arma no dedo, soltando fogo pelas ventas. Estava até com saudade de ver ele naquele estado. Entrei devagar fechando a porta e ele me olhou sorrateiro com ódio transparecido nos olhos.

– O que você quer? – ele perguntou nervoso.

– Você não vai almoçar? – perguntei me aproximando da mesa. – Estão todos te esperando.

– Não eu não quero. – ele disse rude.

– Sério que vai deixar todos lá almoçando enquanto você fica aqui emburrado dentro desse escritório?

– Cassidy eu não quero comer porra. Será que é difícil de entender, só isso não quero comer agora sai daqui e vai cuidar dos seus filhos direito. – grosso!

– Eu cuido muito bem dos meus filhos. Posso não ser a melhor mãe do mundo, mas eu dou o meu melhor. – disse brava pelo modo como ele havia falado.

– Ah não parece. – ele disse debochado me deixando mais irritada. – Cassidy eu já disse que não quero comer pode vazar agora.

– Me da um motivo, mas um motivo muito bom pra você não querer almoçar com sua família. – ele bufou. – Vai Justin. – implorei. – Por favor. Está todo mundo te esperando. Vamos, faz tempo que não temos um momento assim em família. Vamos recompensar tudo o que vivemos. Você sabe que ter a família reunida é importante pra mim. – ele ficou pensativo desviando o olhar do meu, quase dei pulinhos de alegria quando ele se levantou desistindo de ser chato e marrento.

– Você é chata. – ele disse abaixando a guarda.

– Só um pouquinho. – disse ficando na ponta do pé para beijar os lábios dele que não retribuiu meu beijo. – Estupido. – disse passando meus braços pelo pescoço dele e ele riu.

Senti meu corpo dar uma leve levantada do chão e apoiei meus pés em cima dos deles enquanto ele caminhou me segurando até nos chocarmos com uma superfície solida. Ele passou a mão carinhosamente pelo meu rosto me fazendo sorrir. Passei a mão no seu rosto macio, enquanto fitava aqueles olhos penetrantes. Ele foi se aproximando cada vez mais e minhas respiração e eu já me encontrava completamente perdida. Ataquei seus lábios com calma e malicia, aquele beijo era como droga para mim, seus lábios quentes e ágeis me dominavam por completa. Senti meu corpo estremecer quando a mão dele entrou por debaixo da minha blusa causando leves arrepios.

– Vocês não cansam? – a voz de Claire nos fez assustar. – Todo mundo já sabe que quando vocês somem do nada é que estão trancados em algum lugar fazendo sexo. – ela disse direta.

– Se sabe disso porque nos incomodou? – Justin disse rindo se afastando.

– Porque sua mãe ainda é inocente e sabe ela acha que a Caissy está tendo problemas para te convencer a ir almoçar.

– E estava. – disse rindo.

– Cara de pau você amiga.

– Claire você é a pessoa mais desagradável desse mundo. – Justin disse passando o braço em meu ombro enquanto íamos para cozinha almoçar com todos.

– Sério? Justin... Pois eu te digo o mesmo. Exatamente o mesmo. – ela disse mostrando a língua pra ele.

Todos estavam na mesa nos esperando. Nossa família estava ali, minha família estava ali, reunida sem nenhum problema, sem nada para nos afetar. Cada um deles que estava ali tinha um grande significado para mim, cada um deles tinha um espaço no meu coração de forma diferente.

– Como você causou confusão hoje. Você puxa a oração Justin. – Jeremy disse sereno fazendo Justin fuzilar Jaxon.

– O Jaxon deveria fazer a oração a final ele que desvirtua menininhas, não eu. – ele reclamou.

– Porra Justin vai logo eu tô com fome. – Ryan disse encarando a comida com gula fazendo todos rirem.

– Ta, ta. – ele disse emburrado fechando os olhos segurando em minha mão. – Obrigada senhor por estar aqui reunido com minha família. Obrigada pela a esposa maravilhosa e filhos maravilhosos e me perdoa quando eu cortar o pau do Jaxon. Amem.

– Amem. – todos disseram rindo.

Fazia muito tempo que eu não comia daquela forma. Que eu não comia até ficar empanturrada de comida e não aguentar nem mais uma colherada. Justin e Ryan estavam disputando pra ver quem comia mais, brincadeira totalmente inútil, mas o faminto do Ryan ganhou. Claro ele tem um bode na barriga. Retirei-me da mesa Junto de Melissa por alguns segundos e fomos alimentar os pequeninos. Jason conseguia ser o campeão do choro, quando ele começou podia ouvir de lá de baixo os seus berros faminto.

– O Miguel tem um serio problema ao invés de mama e dormir ele fica com esse olhões aberto resistindo ao sono.

– O grande problema do Jason é o choro. – disse rindo. – Mas come e dormir é uma coisa que ele sabe fazer muito bem. – o coloquei no berço o ninando para ele se acostumar.

– Eu queria que o Miguel dormisse mais. Você tem muita sorte do Jason ser dorminhoco. Ele não dorme de madrugada de jeito nenhum. – ela disse exausta.

– Se ele mamar bastante, ele dorme feito anjo, mas se ele mama pouco e dormir eu sei que ele vai acordar chorando no meio da noite. – ela riu.

– E o Justin te ajuda? Porque nisso eu não posso reclamar o Chris sempre levanta pra ficar com ele.

– Ah sim, claro. O Justin levanta sim. Quem dera ele me ajudar. Ele vira pro canto e me manda sair do quarto com o Jason chorando pra ele dormir. Quando não ele escuta o choro do menino e fingi estar com dor nas costas pra não levantar. Agradeça Melissa agradeça porque você tem muita sorte.

– É bem típico da personalidade dele. – ela disse rindo.

– Caissy. – Jazzy entrou no quarto com aquela vozinha doce. – Caissy a Julie dormiu no sofá lá na sala de TV. – ela disse meiga.

– Cadê o Justin?

– Ele me mandou chamar você porque está em uma partida importante de ping pong.

– Agradeça também por você só ter um filho Melissa. – disse irritada por ter que deixar Jason no berço e ir busca Julie pra coloca-la no quarto.

Jaxon estava jogando vídeo game e Julie estava capotada no sofá. Tive dificuldade para coloca-la em meu colo, cada dia que passava ela estava mais pesada, minha bebê estava virando uma moça. Levei Julie para o quarto e troquei o biquíni dela por um shorts e uma blusa. Tirei alguns ursos da cama e a forrei com um lençol fresco. Voltei pro quarto e Jason também já tinha pegado no sono profundo e Melissa tinha conseguido fazer Miguel dormir. Descemos juntas deixando Paola cuidando dos bebês. Eu já podia escutar a gritaria que vinha da sala de jogos e como sempre Justin e Ryan estavam discutindo pra ver quem roubava mais.

– Próximo. – Ryan gritou tomando a raquete da mão do Justin. – Pode sair Justin você perdeu!

– Vai se fuder Ryan. Esse ultimo ponto foi roubado!

– Esse JB é do caralho ele vem roubando o jogo todo e dai depois quer descontar ponto roubado.

– Que roubando o que. – ele disse nervoso. – Eu sou o rei do ping pong e vocês são tudo um bando de pato.

– Ata, ata. Quem foi que perdeu agora? Quem mesmo? Fala mais alto que eu não entendi? – eles gritavam tão alto que era possível escutar do outro lado da rua. Aquilo me divertia ver todo mundo bem me divertia, Justin me olhou no canto da sala apenas observando tudo e sorriu pra mim e eu mostrei a língua.

– Quer saber? – ele disse vindo até mim. – Também não quero mais jogar. Tenho coisas mais importantes pra fazer. – ele me beijou e todo mundo começou a gritar.

– A não. Não, não. Sexo no banheiro de novo não. – Claire gritou me fazendo ficar vermelha de vergonha.

– Relaxa Claire que esse eu To pensando em fazer na piscina. – ele disse me puxando pra área externa da piscina.

Ainda dava pra escutar os gritos e o jogo dos meninos na sala de jogos. Não estávamos tão isolados assim. Justin se sentou em uma espreguiçadeira abrindo as pernas e me colocando no meio delas deitando meu corpo no peito dele. O céu estava lindo, o por do sol estava começando e estávamos vendo aquilo de camarote, Justin me apertou em seus braços e eu sentia o choque de sua respiração em meu pescoço causando um arrepio gostoso.

E é nesse auge máximo de sentimento que me sinto a mulher mais feliz do mundo. Na realidade eu sou a mulher mais feliz do mundo, tenho tudo o que pedi a Deus e até o que não pedi. Acredito que a base do amor seja a admiração, mas acredito também que o amor seja ligado aos planos da alma. A palavra amor é apenas uma desculpa para ligar dois ser humanos em tudo, em todos os sentidos. Justin me tinha em todos os aspectos; no corpo, no pensamento e na alma. Ele me tinha em suas mãos de todas as formas. Eu era uma boba apaixonada... Apaixonada por tudo nele. Por cada detalhe. Apaixonada por cada centímetro dele, apaixonada pelo meu amor. O melhor beijo do mundo, o melhor carinho, a melhor paz eu só conseguia estando ao lado dele. Me faz sentir protegida de todas as maldades mundanas. Quero ser para sempre a dona dos sorrisos mais sinceros, dos sonhos mais lindos. Quero ser para sempre a dona do seu coração. Acho que esse pode ser considerado o meu maior egoísmo: o querer só para mim. Não tem mais jeito, eu pertenço completamente a ele e ele pertence completamente a mim.

– Você sabe que eu nunca imaginei que casaria. – ele sussurrou no meu ouvido me fazendo rir.

– Nunca imaginou que seria laçado. – ele riu, me virei de lado encarando seu rosto.

– Essa vida nunca tinha passado pela minha cabeça. Eu nunca tinha me imaginado casado pai de dois filhos. Eu nunca me imaginei sossegado, apenas com uma mulher. Eu não sei qual o feitiço que você fez, mas eu não me imagino mais longe de você. Eu não imagino mais a minha vida longe da sua. – ele disse me olhando com aquele brilho no olhar que eu jamais encontrei em outro alguém. — A vida é minha, mas o coração é seu. O sorriso é meu, mas o motivo é você. Sempre foi. – ele riu. – Desde o início. E, na realidade, eu não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não iniciamos pelo começo. Já era amor antes de ser. Eu escolhi e você e as crianças são tudo.

– Eu posso procurar pelo mundo todo, mas não haverá um perfume tão doce como o seu. Não haverá sorriso mais bonito e o olhar mais profundo que o seu ao acabar de transar loucamente me levando ao paraíso. – ele riu. – Cassidy e Justin só tem um. Eu e você e eu posso rodar o mundo que não vou achar amor mais intenso que o nosso. Eu te amo. – sussurrei esbarrando meus lábios nos dele.

– Eu também te amo. – ele pressionou os lábios nos meus. – Do meu jeito, mas amo mais que tudo nesse mundo.

– Que lindo isso. – a voz de Melissa nos interrompeu.

– Prefiro vocês fodendo no banheiro.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Justin disse e elas começaram. – Deixem a gente em paz suas chatas.

– Justin Drew Bieber? – no mesmo instante Justin e eu olhamos na direção de onde seu nome foi chamado. Um homem completamente desconhecido seguido por vários outros estavam parados nos encarando.

– Sou eu mesmo. – Justin disse com um sorriso no rosto ficando de pé.

– Agente Walker. Policia de Atlanta. Você está preso pelo assassinato do governador. – o homem levantou o distintivo. – Você tem o direito de permanecer em silêncio; tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado. Você entende seus diretos? – senti meu corpo entrar em colapso quando aquele homem pronunciou cada palavra.

Justin se mantinha estático ao meu lado. Os policiais se aproximaram cautelosos com a as algemas em mãos o rendendo, sentia meu corpo inteiro em completo desespero. Todos olhavam completamente sem entender. Vi o policial colocar os braços dele pra trás e o algemar, aquilo me fez gritar. Tentei impedir que o levassem, mas Ryan me segurou.

– Tirem isso dele... Vocês não podem o prender, não foi ele. Não foi ele. – dizia com a voz tremula devido ao choro.

– Cassidy calma. – Justin disse tentando me acalmar, mas eu só queria o livrar daquilo.

– Ryan fala pra eles, não foi o Justin. Não foi o Justin que matou o governador. – dizia em prantos.

A dor era forte em meu peito e grande de mais para caber em meu coração, ela escorria como cachoeira pelos meus olhos. Ninguém no mundo imaginava o quanto era cruel o ver algemado e sendo preso por um crime que ele não cometeu.

– Cassidy olha pra mim. – Justin disse mandão com a voz firme, me recusei a olhar em seus olhos, mas depois o obedeci. – Você tem que se acalmar. Liga pro meu advogado que vai dar tudo certo. – ele estava tão confiante, mas ainda sim eu não conseguia ficar tranquila. – Vai dar tudo certo. Acalma-se! – o policial forçou o braço dele o empurrando para frente, tentei me soltar, mas Ryan me impediu.

– Papai. – Julie apareceu correndo e se entranhou nas pernas de Justin o agarrando com força para que não levasse ele, não sei de onde ela saiu. – Solta meu pai, solta ele. – ela dizia chorando.

– Julie solta. – Justin disse controlando a voz emocionada. – Eu só vou à delegacia e depois volto meu anjo.

– Dona pega a menina. – o policial disse impaciente e Ryan teve confiança pra me soltar a final eu tinha que tirar Julie dali.

– Não pai. – ela disse chorando. – Eu quero ir com você.

– Julie vem. – tentei puxar o braço dela, mas ela estava irredutível. Puxei ela pela cintura e consegui a soltar das pernas de Justin, ele estava com os olhos cheios de água enquanto ela se debatia em meus braços tentando se soltar para ficar com ele.

Os policiais o levaram e antes dele entrar no carro seus lábios sibilaram um “Eu te amo”. Meu mundo desabou completamente, sentia parte de mim sendo levada com ele naquela viatura. Os barulhos da sirene me perturbaram, abracei Julie com força em meus braços e ela afundou a cabeça em meu ombro abafando seus soluços.

Eu não iria ficar parada e o ver pagar por um crime que ele não cometeu. Eu iria tirar Justin da cadeia. Eu iria provar a inocência dele. Não me importava com o que eu teria de lidar, o se no fim me ferraria. Ao invés de por os joelhos no chão e rezar eu iria agir, eu iria até o interno para provar a inocência do Justin e de uma coisa eu sei.

Nenhum culpado sairia ileso.


Continua...

Notas finais
Leiam o proximo cap é importante para saberem TUDO SOBRE A 3ª TEMPORADA.