Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiii amorecos da Kimlicius.

Senti o avião sair do chão e aquele típico friozinho na barriga me subiu. Justin ainda se mantinha abraçado a mim e a felicidade em seus olhos era indescritível. Ele estava bem, eu estava bem e parecia que a partir dali tudo daria certo, tudo sairia como sempre desejei. Acho que pela primeira vez na vida viveríamos em paz e isso me deixava confortável. A sensação de poder toca-lo depois daquela tempestade me deixava fora do chão.


– Caissy. — ele disse próximo ao meu ouvido.

– Hum?

– Sempre tive vontade de fazer amor a quilômetros longe do chão. – disse sem me encarar com um sorriso safado nos lábios.

– Ah é? — me fiz de boba como se não pudesse fazer nada por ele.

– Não tem vontade de saber como é? – indagou me encarando com malícia.

– O que? Fazer sexo com você? Já provei neném. É bom. – sorri debochada e ele fez uma carinha de cachorro sem dono não gostando da minha resposta, mas se afastou sem reclamar.

– Vou arranja um lugar pra dormir. — o puxei pela camiseta.

– Não vai não. — ele me olhou confuso. — Sabe por quê? Porque nesse exato momento eu estou enlouquecendo para saber como é fazer amor nas alturas. — ele sorriu safado umedecendo os lábios o empurrei pra dento da cabine que tinha atrás de dele.


O estrondo de nossos corpos se chocando com algo sólido foi alto. Olhei para Justin como se ele tivesse feito algo errado ele me retribui com um olhar assustado como se não tivesse culpa de nada e depois o local foi tomado por nossas risadas, idiota. As mãos dele desceram direto para a ponta do meu vestido o erguendo, levantei as mãos para facilitar e em segundos eu estava só de calcinha e sutiã. Eu gostava daquele olhar safado que ele lançava ao observar meu corpo, eu gostava de ver seus olhos queimarem em desejo, gostava da sensação de pertencer a ele. Justin invadiu minha boca, enroscando-se a mim, suas mãos puxavam meu cabelo com força e com urgência. Dei uma leve afastada tentando recuperar o ar perdido. Justin mordiscou meus lábios com força me fazendo arfa, seus lábios desceram em meu pescoço o beijando, mordiscando e chupando. Suas mãos dançaram em minhas costas chegando ao ponto exato: o feixe do sutiã e em segundos ele livrou meus seios enrijecidos daquele pedaço de pano. Por mais que eu tentasse controlar, era impossível fazer silêncio quando ele me tomava daquela forma me arrancando suspiros altos e gemidos inebriados. Ele prensou meu corpo entre a pia e ele e seu membro surrava minha intimidade, sua mão esquerda massageou meu seio direito e eu tombei a cabeça pra trás me entregando literalmente a ele.


– Anos sendo minha mulher e nunca aprendeu a me domar. — sua risada ecoou em meu ouvido e seu hálito quente se chocou contra minha pele.

– Prefiro quando você comanda tudo... Papai. — vi os olhos dele queimarem em luxuria.


Apoiei minhas mãos em seu ombro e sorri maliciosa. Num movimento rápido ele tirou sua blusa e eu comecei a desamarrar todo o seu colete a prova de balas. Em seguida, Justin puxou meu braço com força e virou meu corpo de costas para ele, apoiei minhas mãos na pia e quando levantei os olhos vi nossos reflexos no espelho. Ele mordeu minha orelha me fazendo rir, senti meu corpo estremecer quando a fivela gelada do cinto bateu em meu bumbum. Escutei o barulho da calça dele caindo ao chão e depois de segundos sentia seu membro surrando em meu bumbum. Sinto como se houvesse um abismo fervendo de desejo, queimando dentro de mim, pronto para explodir. Eu sempre sonhei com alguém que me fizesse feliz, com alguém que me fizesse perfeita e eu encontrei. Justin é tudo o que sempre desejei e sonhei. Ele é tudo o que preciso para sobreviver, eu me sinto a mulher mais feliz do mundo e minha felicidade tem nome, isso é totalmente por causa dele. Não tenho como esconder que ele é tudo que eu sempre sonhei. Aliás, ele é muito mais do que eu pedi ou esperei um dia.

Justin me entocava e nossos reflexos brilhavam no espelho, a vibração de nossos corpos nos fazia suar, mordi os lábios sentindo que estava prestes a chegar ao ápice. Ele saiu de mim por completo me virando com habilidade e erguendo minha perna até sua cintura voltou a me penetrar, ele aumentava o ritmo cada vez mais, minhas mãos pressionavam o ombro dele com força o arranhando. Suas mãos pressionaram minha cintura com força no mesmo instante em que eu finquei minhas unhas em sua pele. Justin abraçou meu corpo tentando instabilizar a respiração que estava completamente descompensada. Minha risada ecoou tirando um sorriso contagiante dele ao me encarar.


– Sabe que eu adoro essa risada? — ele pressionou os lábios nos meus causando um estalinho engraçado.

– Você é o único motivo de toda essa alegria. — ele mordeu minha bochecha de forma carinhosa.

– Você tem que saber que sou uma pessoa melhor ao seu lado. Você consegue me tornar, mais alegre, mais confiante. Eu acredito tanto em você e com isso consigo acreditar mais em mim. — ele beijou minha testa. — Pensei que iria morrer que não me salvaria, mas pensar em você me deu motivos para continuar. Pensar que ainda teríamos uma longa vida pela frente me deu motivos para enfrentar todos os meus medos, eu prometo que a partir de hoje não vou mais por a sua vida e a dos nossos filhos em risco, prometo que vou fazer você a mulher mais feliz do mundo eu quero ser um novo homem eu quero que você tenha orgulho de mim, Caissy.

– Eu sinto orgulho de você, sinto orgulho pelo o que você é. Eu amo você e independente de tudo eu sempre vou estar aqui. — ele segurou firme em minha mão depois a beijou.

– Eu agradeço todos os dias da minha vida por tê-la comigo. Obrigada por ser quem é. E obrigada por ser tão incrível comigo. Eu amo você.

– Eu também te amo. — rocei meu nariz no dele.

– Eu to cansado. — ele disse se afastando levemente e pegando minhas roupas no chão e subindo as calças.

– Eu não dormi nada. — me virei segurando o cabelo para ele fechar meu sutiã. — A você me deu tanto trabalho essa noite Justin Drew Bieber. — ele riu.

– É amor demais, viu? — ele debochou abotoando as calças.


Já estava completamente vestida, Justin destrancou a porta saindo na frente e eu fui atrás. Julie estava dormindo no colo de Paola, eu estava realmente cansada me relaxei na cadeira enquanto Justin mexia nos malotes de dinheiro, comecei a ficar lesada e acabei pegando no sono.

Espreguicei meu corpo todo, minhas coxas estavam suadas entrando em atrito com o couro da poltrona. Pude escutar a risada de Justin e Julie, cocei os olhos e eles estavam em minha frente. Só não gostei da intimidade dele com Paola. Justin estava sem camisa de pé e Julie e Paola riam de algo que ele fazia. Espreguicei meu corpo e ajeitei o vestido nas pernas, notei que estava sem meus sapatos, coisa do Justin.

– Mãe, mãe olha. — Julie foi a primeira a notar que eu tinha acordado. — O papai faz mágica. — ela estava tão empolgada com que Justin fazia.

Ele me olhou sorrindo retribui mordendo os lábios me lembrando a que ponto chegamos um tempo atrás.

– O que você ta fazendo? — ele se abaixou e me deu um selinho.

– Sou mágico. — ele deu um sorriso maroto. — Cadê minha moeda?

– Olha mãe, olha o que ele sabe fazer.

Justin pegou a moeda da mão de Julie e fingiu que a engoliu por um tempo não vi onde ele havia escondido, mas depois que ele ergueu o braço pude ver outra moeda presa no meio dos dedos dele.

– Onde você quer que apareça a moeda?

– Na orelha, na orelha.

– Ih acho que não vou conseguir, to sem energia.

– Não papai eu do energia, dexa eu da um beijo. — ele abaixou na altura do rosto dela ganhando um beijo melado no rosto.

– Acho que agora eu posso tentar. — ele piscou pra mim.

Julie olhava toda atenciosa como se Justin fosse realmente um grande mágico, mas ele não passava de um grande trapaceiro. Estava enganando a pobre da menina que caia fácil na dele, ele usava duas moedas, uma ele escondia entre os dedos e a outra fingia que a engolia, se prestássemos bastante a atenção dava pra ver a moeda, mas como Julie era bobinha e estava empolgada com o pai fazendo mágica, nem se tocava que estava sendo enganada.

– E um, dois, três e... — ele passou a mão sobre a orelha dela depois a estendeu na frente dos olhos de Julie dando a entender que a moeda havia saído da orelha dela. Paola e Julie bateram palmas.

– Viu mãe ele sabe fazer mágica!

– To vendo, meu amor ! Seu pai leva muito jeito pra coisa. — disse irônica.

– A mágica mais foda que o papai faz é fazer o boneco desaparecer dentro da mamãe. A essa eu manjo muito, Julie.

– Justin. — gritei envergonhada.

– Eu quero ver essa também, papai.

– Não, você não quer!

– Putê?

– Essa mágica é só pra gente grande.

– Então eu vou ficar gandi pa ver a mágica do boneco desaparecer.

– Ai deus! — escondi o rosto entre as mãos.

Justin ajudava muito na educação de Julie, principalmente quando ele dizia essas coisas e eu sabia que ela não esqueceria aquilo nem tão cedo.

– Pousamos daqui uma hora. — ele me deu um beijo depois se sentou na poltrona ao lado.

Na mesa em sua frente continha vários montinhos de dinheiro e uma balança. A mala a esquerda estava servindo para guarda o dinheiro contado e as três malas à direita estavam cheias de notas para serem contadas. No mínimo ali estava o dinheiro do roubo e do carregamento que Jaden havia recebido. Já estava acostumada a ver aquele monte de dinheiro, mas Paola? Os olhos dela até brilhavam a cada bolo de nota que Justin pegava. Era muita ostentação, dinheiro sujo. Aquilo não era certo, eu gostaria muito que Justin vivesse uma vida normal e que ganhasse seu dinheiro legalmente, mas isso estava fora de cogitação. Ele nunca largaria a vida do crime para batalhar por algo ou ser peão, como ele sempre disse ele nasceu para ser patrão.

Justin percebeu que eu olhava o que ele estava fazendo e ele não gostou nada de me ver o encarando daquela forma.

– Não tem nada pra fazer, Cassidy? Vai ficar ai me olhando com essa cara de idiota? — ele disse sendo estupido.

– Vou lavar o rosto. — me levantei preguiçosamente e fui pisando na ponta do pé até o banheiro.

POV Alexia.


Sentia minha alma flutuar em algum lugar desconhecido como se eu realmente estivesse partindo. Afundei a cabeça no painel da moto e uma lágrima dolorida me escapou. Agora era pra sempre, as duas pessoas que mais amei nesse mundo haviam partido. Queria ver Julie bem e sabia que Justin poderia cuidar e a proteger, proteger até mesmo de mim. Eu não servia mais para mantê-la ao meu lado. A vida que levaria Julie não se encaixaria nela e eu não poderia deixar ela correndo risco, mesmo sentindo a pior dor da minha vida a entregando a eles. O celular começou a vibrar em meu bolso, sequei os olhos, limpei a garganta e respirei fundo para atender.

– Alô?

– Vagabunda! Onde você está?– Marconny estava furioso, com certeza ele já sabia que Justin não estava morto.

– Estou entrando na sua casa. — desci da moto e caminhei apressadamente pelo jardim, mas antes de chegar à porta ela se abriu.

– Se considere uma mulher morta! — Marconny estava segurando um fuzil e seus olhos exalavam raiva.

Engoli em seco, por um minuto vi minha vida se definha perante aos meus olhos, mas antes disso ele me cobrou explicações e isso me fez queimar em ódio, pois era pra ele dar um fim naquela merda naquele exato momento.

Caminhava na frente enquanto ele me empurrava com o fuzill em direção ao escritório. Todos que participaram da ação estavam na sala, Brian estava em um canto isolado. Aproveitei o tempo em que Marconny sentava em sua cadeira e puxei Brian pra perto de mim.

– Fique no meio. — sussurrei cautelosa ele não entendeu nada, mas logo entenderia o porque daquilo.

– Estava bom de mais pra ser verdade, estava muito bom imaginar que o Bieber estava morto. Seus incompetentes miseráveis. – gritou com ódio.

– Como é que é? Justin não está morto? — fiz um teatro e realmente estava comovente al minha cara de espanto até parecia que eu não sabia que Justin estava vivo.

– Deusa, deusa. Está tentando enganar a mim? Acha que sou o que? — ele bateu a mão raivoso em cima da mesa fazendo quem estava a minha volta pular de susto.

– Eu... — fingi chorar. — Pensei que tinha o matado, ó meu Deus me diz como? Como ele se livrou daquilo.

– Vai me dizer que não sabe? — ele riu ironicamente. — Aposto que está envolvida nisso, que tem dedo seu nessa história. Conta como o ajudou, porque eu ainda não entendi o porque de você deixar o garotão fugir.

– Impossível, eu empurrei o carro dele até cair no penhasco. Eu vi, eu vi Justin esteve o tempo todo dentro do carro ele virou carvão quando o carro explodiu! Vocês estão enganados.

– Estou ficando louco então? — ele atirou na cabeça de dois capangas.

Brian me olhou confuso, mas nós só tínhamos que ignorar e eu tentaria enrolar Marconny.

– Como sabe que Justin não esta morto? — disse firme me recuperando do pequeno surto.

– Aquele fedelho me ligou, tirou onda comigo. A uma hora dessas aquele porra deve ta fugindo com toda minha grana. Vocês tem noção que eu investi a única grana que tinha nessa ação e perdi tudo? Vocês tem noção?

– Isso é inacreditável! — ele acertou mais dois seguranças os fazendo cair no chão e agonizar até a morte.

– Vocês são uns incompetentes eu deveria dar cano em todos vocês. — ele acertou a perna de um e faltava pouco pra ele chegar até mim e Brian.

– Mate todos e me diga como vai prestar contas ao governador. — apoiei as mãos na mesa ficando curvada o encarando sem medo.

– A grana que aquele moleque levou serviria pra limpar minha barra e me ajudaria a voltar ao que eu era.

– Pense em algo prático. — ele sorriu debochado apontando a arma pra mim, gelei no instante em que pensei que aquele era o fim, mas a bala passou ao meu lado e acertou mais um dos capangas dele. — Digo... Acha que Justin vai ficar tanto tempo fora de Atlanta? Acha que ele vai abandonar tudo? Lembre-se você ainda não tem o tráfico. Tudo o que é seu ainda está com ele.

– Eu falhei na primeira acha que alguém vai me ajudar a pegar o filho da puta de novo? Eu estou sem recursos.

– Você não precisa de ninguém além de mim. — eu o encarava severamente. — Eu posso trazer o que você mais precisa. Matar o Bieber não vai ser tão valioso quanto desgraçar a vida dele acabando com o que ele mais ama. — Marconny abriu um sorriso diabólico e seu olhar me fez prosseguir. — Deixe eu tentar do meu jeito, deixe as coisas funcionarem do meu jeito e terá tudo o que quer.

– Acabo de ter a melhor ideia da minha vida. Saia você e o paspalho preciso pensar. — Brian ainda não tinha entendido o recado ele estava estático no meio da sala. Tive que o puxar pela camisa, deixando Marconny a sós com seus cadáveres.

– Ah obrigada, graças a Deus você está bem! — Bruna se agarrou no pescoço de Brian e o conseguiu tira-lo do transi.

– Calma ta tudo bem. — ele a afastou com gentileza. — Não foi nada demais. — ele me encarava de um jeito diferente impossível de descrever.

– Que é?

– Ele quase te... — ele estava tão desesperado que nem conseguiu terminar.

– Relaxa Brian, sou testada por Marconny desde meus 18 anos de idade acha que não sou treinada psicologicamente pra isso?

– Esse cara é pior do que eu pensava. Ele é completamente fora de si, louco, doente mental.

– Bem vindo ao meu mundo maninho. — disse irônica.

– A gente tem que sair daqui antes que ele...

– A gente não. Você e a vadia. — barulhos de tiro foram disparados de dentro do escritório, pelo barulho o imbecil tinha descarregado uma arma.

– Eu não vou te deixar aqui com esse louco!

Puxei os dois para um lugar mais calmo onde pudéssemos conversar sem que nos ouvissem.

– Vocês vão vasar, vão sumir ir pra um lugar bem longe dos olhos do Marconny porque se um dia ele colocar a mão em vocês, já era.

– E você?

– Aqui, aqui é meu lugar!

– Esse cara vai te matar Alexia você só pode estar ficando louca isso não é lugar para ninguém!

– Todo mundo vai morrer um dia... – dei de ombros.

– Mas podemos adiar.

– Minha alma já está condenada e eu não me arrependo de nada que fiz, estou com um pé na terra e outro no inferno maninho.

– Eu não vou deixar você acabar assim!

– Você não tem que deixar nada. Chega Brian, chega de tentar cuidar de mim e esquecer de você. Você tem que viver sua vida, tem que cuidar de você. Todo esse tempo você só se preocupou com os outros e esqueceu de você. Eu já cresci Brian, não sou mais a garotinha que perdeu o papai com sete anos, não sou mais frágil e indefesa como antes. Agora EU sou o perigo. — os olhos dele estavam lacrimejando.

– Podemos mudar isso se você quiser.

– Não, eu não quero.

– Alexia, por favor...

– Não Brian! — eu não queria demonstrar emoção, mas estava difícil. Brian estava me confundindo — Eu vou distrair ele e você vai sumir daqui com a vadia. Se quiser deixa-la não vou ligar, mas se realmente se preocupa com ela leve-a, porque a morte dela não vai ser nada agradável e eu terei mais um homicídio. — sorri friamente pra Bruna que me olhou amedrontada.

– Vai se entregar assim tão fácil? Eu me arrisquei todo esse tempo pra tentar te resgatar e você me diz... Me diz que vai desistir?

– Sempre soube que você estava aqui por mim e também descobri seu planinho fajuto com o Ryan. Qual é Brian? Se não fosse por mim você e toda aquela raça estariam extintos. Mas agora você precisa ir, precisa fugir. As coisas agora só tendem a piorar e agora é salve- se quem puder.

– Eu não posso te deixar.

– Eu não quero ir embora eu ainda tenho muito o que fazer.

– Você está tendo a oportunidade de ir embora a oportunidade de mudar...

– Mas eu não quero, já tive inúmeras oportunidades e não... Esse é o meu destino não tem o que mudar.

– Ale...

– Por favor, Brian... — ele me olhou indignado.

– Eu vou... Mas eu ainda não desisti de te salvar. — sorri aliviada e por impulso o abracei.

– Quem sabe em outra vida você me salve, porque nessa... Não tem mais salvação maninho. — ele sorriu entre cortado.

– Eu vou provar pra você que tem!

– Alexia. — meu nome ecoou e Marconny nunca me chamava de Alexia, só quando estava nervoso. — Estou te esperando lá em cima.

Brian me olhou assustado, mas aquilo foi perfeito. Eu o seguraria no quarto para que os dois pudessem fugir.

– Olha você ainda vai ter notícias sobre mim. Eu te amo muito, irmão. — ele me beijou.

– Eu também te amo minha menina. — ele me apertou com tanta força que pensei que desabaria, mas fui forte me soltando dos braços dele.

– Olha aqui vadia, estou te dando a chance de te deixar viva então trate de cuidar do meu irmão e fazer ele feliz. Sei que você gosta dele de verdade, mas se der uma mancada... Sabe que eu reviro o mundo atrás do seu pescoço, não sabe? — ela assentiu amedrontada. — Agora vão, vou subir e só saio amanhã de manhã quando vocês estiverem bem longe.

– Eu te amo.

– Vai ficar tudo bem Brian. — sussurrei antes de sumir na porta indo em direção as escadas.

A vida que eu levava não é a mesma que planejei quando era feliz. Tdo dia saio em busca de um motivo para sorrir. E um motivo, na verdade, o motivo dos sorrisos da tão malvada Alexia se chama Julie. Um ser tão pequeno e cheio de vida que conseguiu desenterrar a doce Alexia perdida no passado. Acho que esses são meus últimos devaneios de vida as memórias de um tempo que jamais irá voltar pairam sobre minha mente e o sorriso daqueles que amei durante a vida voltam a tona e trazem para ela sussurros de vida, tive tantos erros e poucos acertos, mas não posso mudar o que já está feito. Segundas chances não devem existir, e o diabo há de sofrer com minha presença, mas a Alexia que eu sou indomável e sem medo diz que o inferno é coisa boba para mim.

Abri a porta do quarto de Marconny o encontrando de costas fitando a paisagem, assim que ele notou minha presença fechou as persianas deixando o quarto escuro. Comecei a congelar todo tipo de sentimento contra os atos que procederiam.

– Essa noite eu descobri duas coisas. — ele se virou caminhando até perto de mim trancando a porta. — Descobri que você faria qualquer coisa para salvar a garotinha e que tem um coração. — ele tinha um sorriso diabólico nos lábios. — Descobri também que o treinamento que te dei não foi o suficiente, pois você ainda consegue ter compaixão pelas pessoas. Pensei em te matar, ou melhor, eu iria te matar. — ele me empurrou contra a parede e pressionou as mãos em meu pescoço me enforcando. — Mas isso é o que você planejou, não é? Planejou tudo nessa sua mente ridícula e depois sabia que eu te mataria e assim você fugiria de tudo, não é deusa? — eu estava engasgada lutando por ar.

– Me solta. — disse com dificuldade.

– Você planejou e ajudou na fuga do Bieber, mas você sempre soube que eu descobriria e quando eu descobrisse a mataria, mas não. — ele gargalhou. — Não vou dar o que você tanto quer. — ele lambeu meu rosto me causando repulsa. — Não vou te dar o gostinho de vitória. Eu vou atrás da Alexia que criei, vou atrás da frieza que construir porque esse lixo que você está se tornando não vale de nada para mim e eu já sei por onde começar. — finalmente ele livrou minha garganta e minhas mãos correram ágeis por meu pescoço o massageando e respirando fundo procurando ar.

Pela primeira vez meus olhos correram no quarto e eu pude ver que ele não estava sozinho, havia mais uma pessoa no quarto, estava sentada em uma cadeira de costas para nós eu não a reconhecia até Marconny a virar para mim.

– Mãe? — disse no segundo seguinte vendo seu corpo em inercia como se estivesse em um sono tranquilo.

– Não nego, foi dificil traze-la pra cá.

– Você a drogou? Drogou minha mãe? Seu filho da puta! — me aproximei com urgência chegando onde ela estava, mas não havia batimentos cardíacos, sua pele estava gélida, e branca, com os lábios bem pálidos.

Vi as gostas de sangue na ponta da cadeira e a risada de Marconny invadiu o quarto ele a empurrou da cadeira e o corpo dela caiu duro no chão em meus pés, ela tinha um furo na nuca, um tiro certeiro que a levou a óbito.

– Você a matou! — disse em desespero levando as mãos à boca.

– Oh, você está chorando? Estou comovido.

– Não precisava disso, não!

– Podia ser pior. – deu de ombros com um sorriso besta. — Podia ser seu irmão, mas decidi dar um tempinho pra ele fugir. Pra brincadeira ficar mais emocionante se é que me entende?

– Deixe Brian em paz! Deixe ele, você tem a mim!

– Não! Essa não é a Alexia a qual eu estou acostumado a conviver, só que eu estou disposto a fazer você voltar.

Corri até a cômoda revirando as gavetas procurando qualquer tipo de arma para dar um fim naquilo.

– Ah esqueci de te contar, guardei todas as armas da casa inclusive as brancas. Ah e sabe as giletes aquelas que você costumava passar no braço quando sentia falta do seu grande amor? Joguei fora também.

– Pelo amor de Deus Marconny. — Me ajoelhei em seus pés. — Acabe com isso logo, me mate de uma vez por todas.

– Não! — ele me deu um tabefe me levantando com brutalidade. — Você vai voltar a ser do jeito que gosto! — ele me empurrou na cama com força me fazendo bater a cabeça. — Controle a frieza deusa sem choro, está parecendo uma garotinha amedrontada, nem vai doer. — ele desabotoou as calças vindo em minha direção. — Vamos fuder na frente da sua mamãe, ótimo jeito para velar o corpo dela.

– Eu te odeio. — sussurrei deixando uma lágrima cair.

– Controle a frieza... Tente banir todos os tipos de sentimentos dentro de você. — ele rasgou minha roupa se deitando por cima de mim, virei o rosto para o lado pensando em algo fixo enquanto fazia o que ele mandava, bania todo tipo de sentimentos existentes dentro de mim. Pra que inferno se eu tenho minha própria vida?


POV Caissy.


Melissa quando veio ao Brasil ficou completamente impressionada com a beleza deste país e ela não estava mentindo, era realmente extraordinário aquele lugar. Descemos do jatinho e pegamos um helicóptero em direção a "Buzios". Eu não sabia, mas Justin já tinha visitado o Brasil antes mesmo de me conhecer, ele tinha até amigos naquela região. Desde que chegamos em solo brasileiro o rádio dele não parava um segundo, mas eu desconhecia a pessoa com quem ele estava falando. Julie estava sentada no colo de Justin enquanto eu olhava a paisagem impressionada, era tudo maravilhoso.

– Você vai adorar a casa em que vamos ficar. Tem que ver a casa tem saída direto na praia o lugar é isolado e sossegado do jeito que pedi. — ele colocou os óculos escuros passando a mão envolta de meu pescoço me colando ao corpo dele.

Depois de ficar 10 horas dentro de um avião, ficar quarenta minutos dentro de helicóptero não era nada. Nem acreditei quando o piloto pousou no alto de uma casa, acho que finalmente chegamos ao destino.

– Olbrigado.– Justin disse isso ao cara que me ajudou a descer, não sabia nada de português.

Nos afastamos do helicóptero e segundos depois ele partiu, o silêncio voltou a pairar. O lugar era realmente incrível, a brisa que batia do mar era perfeita, meus cabelos voavam com a força do vento.

– Bem vindo ao paraíso, meus amores.

– Paiaaa. — Julie gritou apertando Justin.

Puxei o celular dele do bolso e tirei uma foto dos dois que estavam lindos. Eu finalmente seria feliz.

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Depois de tomar um banho fui ajudar Paola a cuidar de Julie. Justin ficava pra lá e pra cá no telefone, estava realmente muito ocupado e eu nem sabia com que ele estava falando.

– Qual a cor do biquini que você vai por Julie? — perguntei mostrando as opções a ela.

– O roxo. — ela disse entretida com os brinquedos.

– Paola. — ela não me escutou. — Paola. — gritei a tirando de seus desvaneios. — Está viajando garota?

– Estou pensando em tudo o que ficou em Atlanta? Vocês pretendem ficar por aqui por muito tempo?

– Não sei, não sei nem se um dia vamos voltar.

– Ah dona Cassidy...

– Paola você está tão estranha aconteceu algo? — ela coçou a cabeça.

– Estou apaixonada e com essa noticia acho que não vamos mais voltar.

– Paola? Você largou tudo para nos acompanhar? Está louca?

– Dona Cassidy,eu me apeguei de mais a Julie e sei que vocês precisam de mim...

– Mas eu não quero que você deixe sua vida de lado para cuidar da minha filha.

– Sinto como se vocês também fossem minha família. — ela disse cabisbaixa.

– Paola, você tem passe livre pra voltar a hora que quiser. Você pode voltar para o seu país a hora que quiser, se senti que não está se adaptando aqui eu converso com Justin e te mandamos de volta.

– Não... Tudo bem isso é bobagem.

– Não, não é. Se quiser se abrir comigo eu etsou aqui. — disse tentando ser amiga dela.

– Tudo bem, vou superar ela sorriu. Por favor meninas vamos, não quero perder esse sol maravilhoso. — ela disse empolgada mudando de assunto.

Coloquei o biquini em Julie e quando me levantei senti uma vertige e quase cai, Jason começou a se mexer de uma forma desagradável tive que sentar pra me acalmar.

– Mãe te foi? — Julie perguntou trazendo a boneca até mim.

– Jason está agitado de mais.

– Jason! — ela esbravejou beijando minha barriga.

– Acho que é o calor, esse lugar é realmente quente. — disse passando a mão na testa.

– Vamos pa paia... Vamos mamãe. — Julie gritou me puxando pela mão.

Saimos pela area da piscina, antes de sair procurei o Justin e como antes ele estava no celular. Não incomodei, mas ele disse que pararia com aquilo. Decidi ir levar Julie que estava desesperada pra praia, não iria brigar deixei que ele se tocasse. A praia era completamente deserta, nem uma viva alma. Sentamos em umas espregiçadeiras em baixo da sombra enquanto Julie se divertia na areia e na beira da praia.

– Vou tirar fotos dela. — Paola se afastou indo até onde Julie estava.

Fiquei sentada por um tempo deitada até que Justin apareceu me chamando.

– Caissy. — Justin me chamou. — Vem cá meu amor. — ele disse com uma voz diferente.

Meu corpo estava todo dolorido demorei para chegar até ele, mas cheguei. Jason estava realmente agitado.

– Justin com quem você tanto fala nesse telefone?

– Uns amigos.

– Mas você disse que iria deixar tudo isso de lado...

– Caissy são meus aliados, não tem como...

– Justin viemos pra cá pra ter sucego, por favor pelo menos dessa vez.

– Olha pra mim. — ele segurou meu rosto. — Desta vez não tem perigo meu amor.

– O que você quer? — perguntei irritada sabendo que ele queria dizer algo.

– Vamos receber visitas.

– Sabia! — revirei os olhos irritada, mas ele me impediu de me afastar.

– Espera ai, espera Caissy.

– Justin você disse que teriamos sucego e você mal chegou nesse lugar e já está se aliando com sei lá quem pra fazer sei lá o que. Você não sucega. Justin eu estou grávida estou quase de cinco meses não posso ficar passando nervoso, não vou poder ficar aqui tendo a vida que vivemos, acha que vou aguentar? Me desculpe se você não tem medo, mas eu tenho medo de perder meu filho!

– Você não vai perder o Jason. — ele se transformou. — Eu trouxe vocês exatamente pra isso, para termos sucego e sua gravidez ser sucegada.

– Como? Você tá entrando em outra fria e...

– Caissy não pense coisas negativas.

– Não estou pensando nada só estou vendo o que está acontecendo e nossa vida vai voltar a ser como antes.



Continua...



Então galaerinha estão putas com a nova regra do nyah? Não é só vocês ahahahha. Eu e minhas amoras criamos um site de fics do Jus e ele já está no ar. Visitem bieberfanfictions.wix.com/fics. Eu ainda vou continuar postando aqui até excluirem minhas fic, mas ja vão se acostumando com o site pq quando aqui acabar migro de vez pra lá e os cap sempre vão primeiro pra lá do que aqui eu vou da prioridade a postar lá. Espero que gostem beijos da kim

Notas finais
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