Soul Rebel Second Season
41 Never looking down
Notas iniciais
O loiro dos olhos azuis, estatura mediana, braços fortes continuava a me segurar com meus braços presos para trás. Ele saiu de dentro daquela porta esbanjando um sorriso vitorioso nos lábios, como se eu fosse algum tipo de prêmio em que ele estivesse orgulhoso de ter ganhado.
— Ninfetinha. – ele sorriu. – Quanto tempo princesa. – ele puxou meu braço beijando a minha mão a força e eu lutei para recuar.
Ele se mantinha sorridente e, quando se aproximou , virei meu rosto para não encara-lo, mas não tive sucesso, ele segurou em meu rosto me virando a força para encarar seus perversos olhos. Meu corpo sentia completamente a sensação de pânico, eu estava no meio de dois psicopatas, pois Marconny e Alexia me tinham nas mãos e poderiam fazer o que quisessem comigo, eu tinha medo não por mim, mas sim por Jason, tinha medo de que eles tentassem algo contra o meu bebe.
— Pode soltar – ele disse ao Paul. – Ela é totalmente inofensiva. – ele livrou meus braços e eu recuei dois passos para trás. – Ninfetinha. – Marconny tentou me tocar outra vez, mas eu afastei suas mãos.
— Não me toque. – disse entre dentes.
- Oh perdão. – ele sorriu. – Minha intenção não era invadir seu espaço.
- Vocês não podem me prender aqui! Eu não quero ficar aqui.
- Anjo se acalme... Não quero que se sinta mal no nosso ninho de amor. Gostou da mobília da casa? Eu fiz tudo pensando em você...
- Pare com isso. Eu não quero nada que venha de você, não quero nada que pertença a você e nós não temos NADA! Nenhum tipo de relacionamento. – disse nervosa e ele gargalhou.
- No começo é sempre assim... Ela vai resistir, mas depois vai aceitar. – ele disse olhando para Alexia, que revirou os olhos.
- Vocês não podem fazer isso. Pelo amor de Deus, será que vocês não veem o tamanho da besteira que estão fazendo? Vocês podem odiar a mim e ao Justin, mas meu filho não tem culpa, o meu bebe não tem culpa de absolutamente nada! Eu estou de 38 semanas. Sabem o que é isso? A qualquer momento meu filho pode nascer... Marconny pelo amor de Deus, não brinque com uma coisa dessas, ele não tem culpa de nada do que o Justin fez a você...
- Garota chata! – Alexia gritou passando as mãos no cabelo.
- Calada Alexia... Sente-se aqui meu anjo. – ele me arrastou pelo braço até uma cadeira e me sentou a força. – Me deixa contar um segredinho para você. Nesses últimos meses, eu estive bolando milhares de coisas, uma delas era como me vingar do garotinho malvado. Quero dizer... – ele sorriu. – Como dar uma lição no Justin.
- Você acha mesmo que tem capacidade de atingir o Justin de alguma forma? Não seja patético seu imbecil, você está sendo procurado pelo país inteiro! Tudo o que fizer vai ser em vão, quando a policia te pegar você vai voltar para o lugar de onde nunca deveria ter... – ele não me deixou terminar, acertou meu rosto com uma bofetada que fez minha bochecha direita arder.
- Perdoe-me princesa. – ele riu. – Não era minha intenção lhe atingir.
- Vocês estão com o tempo contado... Justin deve estar perto, ele com certeza já deve saber onde estamos e pode ter certeza de que ele vai acabar com cada um de vocês da pior forma. – ele levantou a mão para me dar outro tapa, mas foi impedido.
- Você disse que isso não iria acontecer... Não quando ela estivesse nessa situação. – Alexia disse segurando a mão dele que a encarou com um ódio explicito.
- Leve-a daqui. – ele disse a Paul que me pegou pelo braço e saiu arrastando pela porta que deu acesso a um imenso corredor.
- Pra onde está me levando? – perguntei assustada.
- Hora de ficar de castigo Mrs. Bieber. – ele abriu uma posta em meio a varias que tinha no corredor e me enfiou dentro daquele lugar. Se eu não tivesse me segurado ao corrimão e a parede, iria rolar escada a baixo. Aquilo era o porão.
Desci as escadas, analisando o ambiente e procurando um meio de fugir. Sem janelas, havia apenas uma cama no meio do cômodo. O desespero me tomava e o medo vinha como consequência.
Encostei-me a parede acariciando minha barriga, deixando me abater. Deslizei pela parede, sentando ao chão e chorei. Chorei com medo do que poderia acontecer, chorei com vontade de desaparecer daquele lugar, chorei com medo deles fazerem algo contra ao Jason. Não sei exatamente quanto tempo durou aquela sensação de desespero, fiquei estirada no chão gelado por muito tempo; quando escutei as trancas das portas sendo abertas. Sentei me ajeitando tentando enxergar quem era quando vi Alexia segurando uma bandeja.
- Olha aqui piveta acho melhor você comer isso aqui se quiser que o seu filho fique bem. – ela disse colocando a bandeja em cima da cama.
- Me diz Alexia. – disse ainda chorando. – Me diz o porquê de tanto ódio? O que foi que eu fiz de tão ruim pra você me odiar tanto? – ela se virou lentamente para mim sorrindo falsamente e eu queria muito que aquele jeito de superioridade dela não me atingisse, mas foi em vão.
- Não consigo ter pena de você. Não venha com esse papo de “o que eu fiz pra você me odiar tanto?” isso não vai me comover. Alias você quer mesmo saber de onde vem tanto ódio? – ela se aproximou e abaixou em minha frente. – Essa vida que você julga ser tão perfeita, essa vida era minha. Era pra eu estar no seu lugar tendo filhos, ao lado do Justin o fazendo feliz... Você caiu de paraquedas atrapalhando totalmente a minha vida.
- Você nunca desejou viver esta vida. Você abandonou o Justin, você largou tudo e traiu a confiança dele com o Marconny.
- Não fale o que você não sabe.
- Ele gostava de você Alexia, ele realmente te amava, mas foi você quem jogou tudo no lixo. Foi você que jogou o amor do Justin no lixo, não me culpe pela sua burrice.
- Culpar você? Diz-me uma coisa, se você morresse como seria a vida do Justin? – aquilo me deu um aperto no coração. – Exatamente, se naquela época eu tivesse matado você com certeza hoje nós estaríamos bem.
- Eu não escolhi me apaixonar, eu não escolhi viver com ele pelo resto da minha vida. Simplesmente aconteceu, ele é a melhor coisa que surgiu na minha vida. Você á a única culpada por sua vida ser essa merda, você é a única culpada pelas as coisas não terem dado certo. Você nunca vai saber como é ter alguém que te ama a cima de tudo, você nunca vai saber como é dar filhos a uma pessoa que te ama, você nunca vai saber como é ter uma família. – pude ver a angustia brotar no olhar dela, mas não durou por muito tempo e logo se formou aquela armadura de garota durona outra vez.
- Eu tenho a minha família Cassidy. – ela sorriu. – Você está em minhas mãos! Julie é minha... E o novato, também será meu! – aquilo me atingiu como agulhadas no coração, foi à mesma dor de quando ela levou a Julie de mim, uma dor inexplicável.
- Desta vez não. – disse com ódio limpando as lágrimas que caiam de meus olhos. – Desta vez você não vai tirar a Julie de mim e muito menos o meu filho. Vocês não tem noção do que o Justin é capaz! Você não tem noção do que eu sou capaz. – chutei o peito dela, a fazendo cair pra trás e no mesmo instante tentei fugir pela porta que ela deixou aberta, mas foi em vão, pois ela me puxou pelos cabelos me trazendo de volta ao lugar que eu estava.
- Piveta idiota! Você fala do Justin como se eu não o conhecesse... – ela disse irritada, se recuperando.
- E você não o conhece... Não como eu o conheço! O Justin é capaz de tudo por mim e pelos filhos dele.
- Você está se achando de mais... Olha o seu estado, acha mesmo que você vai conseguir fugir daqui?
- Não duvide de mim. – disse trincando os dentes.
- Para de ser ridícula. – ela segurou em meus braços me chacoalhando. – Sabe aquele cara lá em cima? Ele está topando qualquer parada para derrubar o Justin... O Marconny não o quer ver morto, ele quer ver o Justin sofrer e você é o alvo perfeito para que isso aconteça. Sinto lhe informar, mas daqui você não sai tão cedo!
- Eu vou sair daqui... O Justin vai me tirar daqui, ele vai acabar com todos vocês. – ela gargalhou.
- Tenha bons sonhos piveta. E não se esqueça de alimentar o baby. – ela disse debochada depois subiu as escadas trancando a porta.
Não contive a emoção do momento e subi as escadas esmurrando a porta gritando sem parar e arranhando a garganta, mas era em vão nenhum deles me escutava, ou se escutavam fingiam não escutar.
- Justin me tira desse lugar. – implorei com minhas lagrimas caindo estirada rente a porta.
Uma Semana depois.
Sempre ouvi dizer que, quando você está prestes a morrer, toda sua vida passa diante de seus olhos; você pensa em completamente tudo, se arrepende de coisas e pede perdão aos erros. Bem, eu ainda não estava nesse estagio, mas a minha única promessa era: eu poderia até morrer, mas antes eu tinha que salvar meu filho. Não entendia nem ao menos onde eu estava para falar a verdade. Só tinha certeza de duas coisas: eles não me soltariam nem tão fácil, pois Alexia e Marconny estavam completamente loucos e minhas esperanças estavam cada vez mais fracas. A sensação de final estava começando a se formar em mim, mas eu não estava com medo. Eu sabia desde o começo que o momento chegaria.
Nesses últimos dias eu passei por dois extremos, lutei, xinguei, tentei escapar, mas foi em vão, todas as tentativas foram frustradas. Fui percebendo que quanto mais eu resistia mais louco Marconny ficava, sentia uma angustia imensa ao falar com ele, como se nada estivesse acontecendo; me dava um nó na garganta às noites em que tinha que me sentar em uma mesa para jantar na companhia dele e de Alexia, mas só assim que consegui um mínimo de liberdade, eu conseguia transitar pela casa, por mais que tivesse uns cinco homens no meu encalce aonde quer que eu fosse ainda sim eu conseguia, transitar pela casa.
Haviam contratado uma médica, e a senhora vinha todos os dias me ver e saber como estava, medir minha pressão e me ajudar com algumas coisas pra aliviar a dor, principalmente as das costas. Alexia nos deixava em um quarto de hóspedes e ali ficávamos por volta de uma hora. Tentava persuadí-la, pra poder entrar em contato com Justin, mas, a senhora morria de medo deles e não fazia nada. Era frustrante.
Estava sentada em uma espreguiçadeira na varanda da casa, havia dois homens me vigiando, desde a noite passada estava tentando um jeito de falar com a empregada. O bilhete amassado dentro das minhas roupas estava seguro eu tinha que dar um jeito de alguém conseguir levar aquilo até o Justin. Aquela mulher parecia ter pena ao olhar minha situação, ela era minha única esperança.
- Marconny está procurando por você. – Paul disse surgindo do nada, ultimamente ele estava sendo o meu estorvo.
- Não estou me sentindo bem, estou tomando um ar.
- Que desculpa mais esfarrapada. – ele disse rindo.
- Qual seu problema? Porque não me deixa em paz? Já deu o recado diga a ele que daqui a pouco eu vou. – ele revirou os olhos.
- Você não entende... Quando eu digo AGORA, você tem que fazer imediatamente.
- Não sou cachorra para cumprir ordens!
- Não perguntei. – ele me levantou a força dando um solavanco em meu braço.
- Para Paul. – gritei sentindo as mãos dele espremendo meu braço.
Ele me chacoalhou e no segundo seguinte o papel que estava preso em baixo de meu vestido caiu no chão e eu não tive tempo de pegá-lo, ele foi mais rápido que eu.
- Olha só o que temos aqui. – ele disse rindo se afastando para ler o que havia no papel, estava fudida.
- Me devolve! – tentei arrancar da mão dele, mas ele empurrou meu ombro de forma violenta, me fazendo chocar contra a madeira.
- Ai. – disse sentindo meu ombro latejar.
- Você estava pensando? – ele sorriu diabolicamente. – Não pode ser. Não acredito que você trairia o mestre desta forma.
- Isso era... Era só. – tentei me explicar, mas foi impossível. Ele pegou em meus cabelos e saiu me arrastando para dentro de casa enquanto eu ficava aos berros querendo que ele me largasse.
Ele abriu a porta do escritório, onde Alexia e Marconny estavam, com brutalidade.
- O que é isso? – ele me empurrou com força.
- A garotinha ai estava tentando dar um golpe em nós. –ele entregou a folha a Alexia que correu os olhos pelo papel e depois entregou ao Marconny.
- Eu não estava fazendo nada de mais. Não tenho nada para fazer aqui e...
- Calada. – Paul me deu um tapa estralado na bochecha e eu senti as lagrimas escorrerem pelo meu rosto.
- Não vamos exaltar os nervos aqui meus caros. Ninfetinha, por favor, me explique o que estava tentando fazer com este papel. – engoli em seco e não respondi fiquei calada. – Vamos quero sua resposta ou vou deixar Paul cuidar de você.
- Ela estava tentando dar isso a algum dos empregados, aposto!
- Isso é verdade ninfetinha?
- Não. – uma lagrima contornou meu rosto. – Eu faço isso... Sempre escrevo quando estou triste.
- Pare de ser mentirosa garota. – Paul gritou.
- Qualquer coisa que eu fizer vai ser errada, ele tenta me prejudicar a todo o momento. – disse tentando me fazer de coitada.
- Cínica. – ele disse me encarando com raiva.
- Eu não estava me sentindo bem, fui tomar um ar na varanda e ele...
- Paul se retire. – Marconny disse mandão e o olhar de fúria que ele me lançou antes de sair da sala foi perturbador.
- Ótima jogada. – Alexia sussurrou em meu ouvido antes de sair e eu fiquei mais aliviada por conseguir enrolar o Marconny, não queria que ele deixasse aquele descontrolado cuidar de mim.
- Conte-me porque está triste. – ele disse sorrindo de lado a lado e aquilo me deu um embalo no estomago. — Não minta para mim. – escorei-me na cadeira, era difícil ficar muito tempo em pé. – Não precisa ficar triste por estar nesse fim de mundo, logo nós vamos partir.
- Nós?
- Sim você e eu, eu e você. – ele sorriu. – Já teve o privilegio de visitar a Europa meu anjo? – aquilo foi me causando um desespero interno.
- Você não pode estar falando a verdade. – disse sentindo meus olhos marejarem.
- Não chore minha boneca, assim que você se livrar dessa coisinha seremos somente eu e você, você e eu.
– Me livrar dessa coisinha? Não vou a lugar nenhum sem meu filho. – disse nervosa.
- Tudo bem, posso te dar outro. – ele se referia a Jason como se fosse um objeto e aquilo me causava medo, eu tinha medo do que eles pudessem fazer com ele depois do nascimento.
- Ninguém vai tocar no meu filho. – empurrei a cadeira a fazendo cair no chão, sentindo meu corpo todo tremer de raiva.
- Não vamos entrar nesse assunto de novo. Já disse, essa coisinha é uma recompensa a Alexia... Depois eu te dou outro, agora chega deste assunto, não está mais me agradando. – ele sorriu e as lágrimas caiam insistentemente. – Está ansiosa para morar em outro continente? – neguei compulsivamente balançando a cabeça e depois sai correndo do escritório procurando um lugar longe daquele monstro.
Corria descontroladamente pelos corredores indo em direção à saída quando algo me fez parar. Eu sempre fazia isso, sempre escutava as conversas de Paul e Alexia, aquele cara não era flor que se cheira, mas ele despertava as atenções de Marconny que achava que ele era igual ao Justin. Ele era perfeito para ajudar nos planos de reconquistar os negócios, o jeito de ser ganancioso e às vezes agir friamente poderia até lembrar, mas ele nunca vai ser igual ao Justin, àquele cara era um monstro encubado, pronto para explodir.
- Ela não tem capacidade para fugir daqui. – Alexia disse um pouco alto.
- Não sei do que ela é capaz, mas ela já se mostrou muito espertinha. Ela está conseguindo manipular o Marconny, viu como ela reverteu à situação?
- Isso é o que ela acha. Relaxa, estamos no fim do mundo não tem como ela sair daqui...
- Ai que você se engana. Se ela atravessar o rio, sai na estrada e perdemos a garota. – soltei um soluço abafado e logo em seguida tapei minha boca rumando ao sentido contrario do corredor.
Uma esperança de fuga brotou em minha mente. Eu estava completamente sozinha, os seguranças no mínimo estavam pensando que eu estava com Paul e Paul estava pensando que eu estava com Marconny, ou seja, estava sem vigia nenhum e aquilo não me impediria de tentar escapar. Sai pelos fundos da casa e como esperado, nenhuns dos capangas estavam por lá, nenhum dos homens me notou, eles estavam longe e nem se deram conta que eu estava fugindo, o barulho do meu pé em contato com o mato poderia me entregar, mas eu não me importava precisava continua correndo, eu tinha que conseguir fugir.
Depois de um tempo eu já podia escutar os cães latindo ao longe eles já tinham notado que eu havia sumido. Aquilo me deixava em completo desespero, mas se eu perdesse a cabeça com certeza eles me encontrariam, era difícil correr com aquela barriga, mas eu tinha vantagem estava na frente.
Continuei correndo e caminhando rápido, já podia escutar o barulho do riacho que Paul havia dito. Se eu atravessasse aquilo com certeza chegaria à estrada e eu poderia pedir ajuda. Continuei rumando seguindo o rastro da água. Olhei para o alto ao sentir uma gota de agua cair no meu rosto, o céu estava com nuvens negras e estava prestes a chover, a cair uma tempestade, o céu estava completamente negro; aquilo não iria me parar, se eu fosse rapida, conseguiria escapar. Minhas pernas estavam fraquejando, mas eu não desistia, quando pisei em solo fofo sabia que estava próximo ao riacho. Encostei-me a uma arvore controlando a respiração; meus pés, já não sentia mais. Forcei meu corpo a continuar.
Eu estava perto! O barulho da agua ficava cada vez mais alto, passei no meio de algumas folhas que cortaram meus braços e aquilo ardeu um pouco, mas quando me livrei das folhas, enrosquei meu pé em algo e cai pra frente de quatro, mas eu tinha chego ao riacho.
- Não acredito que achou mesmo que iria escapar. – escutei aquela voz e quando ergui o rosto pude ver aquela grande quantidade de homens armados apontando aquilo pra mim. – Você parecia ser mais esperta. – Paul disse rindo.
- Pelo amor de Deus, me deixem ir embora daqui.
- Chega de drama garota, você está com muita moral. Pegue ela. – um dos capangas me levantou pelo cabelo.
- Me solta. – disse nervosa sentindo as lágrimas quentes transbordarem em meu rosto.
Eles me empurravam e me arrastavam de volta pra casa com brutalidade, não tinha mais esperanças de que conseguiria sair daquele lugar, estava presa no fim do mundo com aqueles loucos. Marconny e Alexia estavam no deck me esperando; o sorriso que ele esbanjava a me ver era perturbante.
- Ninfetinha você deu um olé neles? – ele gargalhou.
- Me solta. – me debati com brutalidade tentando me livrar dos braços do homem que me segurava. – Tira suas mãos nojentas de mim. – dei um soco no pinto dele o fazendo se curvar.
- Solte-a. – a voz do Marconny disse firme e autoritária e o cara me empurrou me fazendo cair de joelhos ao chão.
- Eu disse para manter a cadela acorrentada.
- Calada Alexia. – vi Marconny descer dois lances de escadas e depois ele se posicionou em minha frente. – Levanta ninfetinha, não quero te olhar por este ângulo. – continuei jogada de quatro no chão com as mãos cravadas na terra sentindo ódio deles. – Eu mandei você se levantar. – Marconny piscou com força em uma de minhas mãos me fazendo gritar.
Enchi a mão livre com terra e arremessei certeiro no rosto dele.
- Vagabunda. – ele me levantou pelos cabelos. – Eu tenho muita paciência ninfetinha. – ele estava tão próximo ao meu rosto que sentir meu corpo tremer. – Mas eu posso perder o controle e não seria justo machucar uma flor como você ou o pobre órfão.
- Solta ela Marconny. – Alexia gritou se intrometendo.
- Calada Alexia. – ele repetiu com cautela.
- Ou você solta ou...
- Ou o que?
- Enquanto ela estiver com o bebe, você não vai fazer nenhum mal a ela. – Marconny soltou meu braço se afastando.
- Tranque-a no quarto e vigilância severa em cima dela.
Paul pegou em meu braço e saiu me arrastando de novo para dentro da casa. Eu estava confusa, não entendia o porquê de Alexia ter interferido quando Marconny hesitou me tocar, com certeza se ele me pegasse, me machucaria. Paul abriu a porta e me empurrou novamente para dentro do quarto. Os machucados em meus braços, mãos e pernas ardiam. Jason se mexia descontroladamente dentro de mim. Sentia-me estranha como se eu tivesse me empanturrado de comida, não conseguia nem respirar direito. Deitei-me a cama e fiquei em estado de inercia durante um tempo, mas comecei a sentir um incomodo estranho na barriga e decidi ir tomar um banho. Levantei e senti uma coisa estranha descer por minhas pernas.
- Alexia. – gritei assustada vendo o liquido escorrer pelas minhas pernas, ela era a única que poderia me ajudar. – Alexia socorro. Alguém me ajude... Socorro. – gritei mais uma vez não era possível que ninguém atenderia.
Era como fazer xixi na calça, mas por mais que eu tentasse, não conseguia reter o liquido; a bolsa tinha rompido mesmo. Estava tentando não entrar em pânico. Caminhei lentamente na direção das escadas procurando por ajuda.
- Alexia... Socorro!
Continua...
Notas finais
Não ando muito bem ausuahsuhaush, quero reviews e venham comentar sobre o cap comigo na minha ask http://ask.fm/Mascarenhaskim
Ouuu no tt @mascarenhaskim
Espero que tenham gostado beijos da kimlicius u.u
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