Soul Angel

14 Will quase leva uma surra.


Notas iniciais
Hoje o capítulo é dedicado para Carla Cauanny! Ela que fez esse desenho lindo! Lembrando que se você que o seu desenho apareça aqui na fic, é só mandar ele para o meu e-mail: brunagonda@gmail.com Senti falta de algumas pessoas no capítulo anterior, mas gostaria de agradecer a todos que leram e comentaram. Meus agradecimentos a GoodVibes, MissWriting, ThaidiAngelo, Renapotter, Victu, Oiliestafanfic, ThatahNamizake, Kiharol, AshGirlXD, Nasu_Baru, Solanico, Joy_Malfoy, Srta_Wico, Porracheondung, Alice Springfire, Srta. Claw, Iwasawa Sayuki, RáhDiAngelo, wond3r, CarlaC, Mini Love, Angel Rebel di Angelo, Joy the human, Laah Bane e Naiane Pitzer.

"Coração bate acelerado,

Cores e promessas.

Como ser corajoso?

Como posso amar quando tenho medo de me apaixonar?

Mas ao ver você na solidão

Toda minha dúvida de repente se vai de alguma maneira."

– A Thousand Years.

Capítulo 14 — Will quase leva uma surra.

Nico se revirou na cama várias vezes naquela noite. Enquanto ele estava acordado, uma dor extremamente forte queimava sua perna e costelas. E quando ele dormia, tinha pesadelos tão vívidos que acordava suando frio. Todos envolviam morte e choro, embora ele não conseguisse lembrar de muito mais quando acordava. Seu cabelo negro e comprido grudava nas costas com o suor provocado pelo medo.

Então ele piscou seus olhos, encarando o quarto escuro. Colocando a mão para o lado distraído, sentiu o vazio que Will costumava preencher. Ele nunca estava em um só lado da cama. Estava sempre espalhado por ela, de modo que Nico sempre acordava absolutamente achatado com seu abraço. Agora ele se sentia estranhamente desprotegido e só. Sentou na cama e limpou o suor da testa com as costas da mão, então ligou o abajur que ficava no bidê de Will. Pensou em ler alguma revista em quadrinhos que garoto lhe emprestara, mas ele tinha muita dificuldade por conta da dislexia. E ela piorava quando ele estava nervoso.

E sorrindo, sua mente se deslocou meses atrás, para aquele mesmo quarto:

" — Você não está conseguindo ler? — perguntou Will lhe encarando com seus olhos grandes de corujinha, deitado a seu lado na cama.

– Não — reclamou Nico se sentindo meio burro. Will fazia parecer tão fácil! — Não sei como você lê tão rápido.

– Bem — Will chegou mais perto e deitou a cabeça em seu peito — É questão de prática. Eu leio muito desde pequeno. Você não deve ter tido bons hábitos, tendo crescido largado do jeito que foi.

Nico riu.

– É verdade.

Will lhe encarou com o olhar cheio de paz.

– Não se preocupe. Eu estou aqui pra cuidar de você agora meu anjo.

Nico sentiu o coração dar uma volta, e sorriu para o namorado.

– Você é um pouco mais do que eu mereço, sabia?

Will revirou os olhos e apontou para uma linha no revista que segurava.

– Aqui, eu leio para você — e então começou a ler com sua voz calma e terna — E eu estava morto. Passado. Batido. E você precisava de alguém para chamar de seu. Mas aí você vai lá e arruma um cara que usa um perfume vagabundo.

Nico fez uma careta.

– Tantas coisas para o Coringa se importar e ele leva em conta o cara que a Arlequina pegou? A culpa não fui culpa dela, afinal? — Nico questionou.

– Bem — Will pensou os cabelo loiros escorregando preguiçosamente até o rosto — Eu acho que o Coringa gosta dela. Ele sempre vai ter ciúmes do cara, não é?

– Se você diz — Nico comentou acariciando seus cabelos.

Will riu e voltou a ler:

– E alguém tem que pagar por isso. Vamos dar uma olhada no seu namoradinho. E ver se ele é circunciado. E se não for, não se preocupe, fiz um curso on-line sobre isso.

Nico soltou uma risadinha.

– Coitada.

Will continuou:

– Deixe ele em paz ou eu atiro!

– O Coringa devia estar descontando nela, não no outro! — Nico falou extasiado.

– Ela ia atirar no Coringa e é com isso que você se preocupa? — Will lhe lançou um olhar de censura — Era pra ela amar ele ou algo assim.

Nico revirou os olhos.

– Ela não pode gostar dos dois?

– Não — Will respondeu dando a língua — Não tem como gostar de duas pessoas ao mesmo tempo.

Nico riu.

– Ela só estava tentando proteger o outro.

– Você apontaria uma arma para mim para proteger outra pessoa? — Will o desafiou.

– Não — Nico bufou — Só que eu acho que estamos lendo uma revista do esquadrão suicida...

Will lhe deu um beijo no canto da boca e lhe sorriu.

– Por que você não continua lendo para mim?"

E por alguma razão, Nico adormeceu logo em seguida.

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Ele só não esperava acordar de um jeito tão repentino.

– MEU AMOR!

Nico não teve tempo de gritar. Não teve tempo de pegar sua espada jogada no chão do quarto. Não teve tempo de nada, só de sentir seu rosto sendo esmagado por beijos e sentir um corpo em cima do seu. Nico o encarou apavorado com o coração a mil.

– VOCÊ QUER ME MATAR? — gritou Nico quase tendo um infarto.

Will sorriu ainda mais, se atracando com ele e beijando-o com devoção. Nico permitiu, agora que sabia que não era um monstro que tentava lhe matar enquanto dormia. E então percebeu que apesar de tudo, Will não estava se apoiando nele.

– Porque você não chega mais perto? — convidou Nico.

Will lhe dirigiu um olhar travesso.

– Eu não quero machucar você, aliás, tire a roupa, quero ver os machucados.

Nico revirou os olhos rindo.

– Seu aproveitador barato.

Will escondeu o rosto em seu pescoço e o puxou para seu colo.

– Estava com saudades desse seu perfume — ele sussurrou em seu ouvido, fazendo os pelos de seu braço se eriçarem.

– Achei que você ia chegar de tarde — Nico comentou, a voz abafada no ombro de Will.

Seus cabelos loiros e macios tinham o mesmo cheiro bom de perfume de homem. Então ele se afastou um pouco para olhar em seus olhos. Eram grandes e bondosos, de um azul esverdeado tão cristalino que lembrava do céu num dia quente de verão. Algumas sardas claras ficavam debaixo dos olhos, e seu sorriso era tão grande, e seus lábios tão perfeitos que o deixaram perdido por um momento.

– Já são duas da tarde meu amor. Você perdeu a hora. Papai não deve ter querido te acordar, sabendo do seu estado. Agora sem mais desculpas. Roupas. Fora.

Nico bufou e tirou a camisa, mostrando-lhe a atadura que ele mesmo fizera em volta dos pontos. Esperou que Will dissesse que ele fizera um bom trabalho, mas o todo o divertimento no rosto do garoto deu lugar a uma expressão séria e preocupada.

– Nico. Você disse que o carro só encostou em você.

– Sim, porque você...

– Porque seus pontos abriram? — Will lhe apontou para seu tronco.

Sua tala estava encharcada de sangue. Will levantou os cobertores. Mais sangue. O rosto de Will atingiu um nível tão sério que Nico só vira enquanto ele cuidava de pessoas a beira da morte depois da guerra.

O garoto tirou a atadura com os dedos hábeis, e então tocou logo abaixo dos pontos esticados.

– Doí?

E Nico sentiu a dor queimar onde Will tocou.

– Ah — ele arquejou — Sim.

Will passou a trabalhar em sua perna, tirando a tala.

– Suas costelas estão quebradas. Como liberaram você assim do Hospital?

Então o garoto pressionou o dedo em sua perna. Nico uivou de dor.

– E sua perna está quebrada — Will ergueu a cabeça para ele — Nico, você está piorando?

Nico fez que não com a cabeça.

– Por favor, me dê um remédio para dor.

Então Will levantou e saiu do quarto, voltando logo depois com um copo d'água e um comprimido. Nico tentou se levantar, mas sua perna falhou e ele caiu em cima de Will. O garoto o segurou, mas tanto o comprimido quanto o copo caíram sobre Nico.

E ele se sentiu melhor.

Will o sentou de volta na cama apavorado.

– Nico, os pontos estão fechando.

E era verdade. Onde a água tinha caído, os pontos pararam de sangrar. Estava na hora de contar a história inteira a Will.

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Toc, toc, toc.

Percy não podia ter ficado mais surpreso ao abrir a porta. A última coisa que ele esperava era ver Will Solace carregando um Nico di Angelo praticamente desacordado.

– Posso entrar? — Will falou entredentes.

– Hã, claro — Percy abriu mais a porta — Nico está bem?

– Não — respondeu Will cortante, depositando Nico com cuidado no sofá da sala — Ao que parece os seus "efeitos de cura" não são duradouros. Os ossos voltaram a se partir.

Percy assentiu sem chegar muito perto de Will.

– Nossa, e o que nós vamos fazer?

Will lhe encarou como se pudesse pensar em mil outros lugares onde quisesse estar.

– Infelizmente você já infectou os ferimentos dele com essa sua magia barata, e tem grande chance do corpo dele recusar outro tipo de tratamento. Eu queria tentar uma coisa. Acho que podemos dar um trégua. Pelo Nico.

Percy assentiu sério.

– Claro. Do que você precisa?

Will começou a adentrar na cozinha sem ser convidado, Percy o seguiu.

– Seus pais estão em casa?

– Não, eles estão no trabalho — disse Percy o observando mexer nos armários sem protestar.

– E a sua namorada? — Will perguntou na mesma voz cortante.

– Ela não veio comigo — Percy falou grosseiramente — Mas isso não é da sua conta.

Will tirou uma bacia grande de uma gaveta e colocou-a na pia, ligando a torneira para enche-la.

– Na verdade é. Nico não ia gostar de ficar aqui se ela estivesse — Will pegou a bacia — Venha aqui.

Então ele voltou até a sala e colocou a bacia no chão.

– O que você está fazendo? — perguntou Percy curioso.

– Você quer calar a boca e vir aqui logo? — reclamou Will.

E Percy se agachou a seu lado. Will colocou a perna quebrada de Nico na bacia, que jazia no sofá com os olhos e a boca entreaberta. Então Will puxou a mão de Percy com violência e a colocou na bacia. Imediatamente a perna do garoto fez um estalo ao voltar para o lugar. Will se levantou parecendo frustrado.

– Ah, eu não acredito. Eu mereço! — reclamou o garoto afundando o rosto nas mãos.

– É... — Percy comentou encabulado — Bem, mas então, você sabe como fazer para que isso de cura fique tipo... Pra sempre?

Will lhe lançou um olhar mortal.

– Sim — respondeu o garoto cheio de raiva — Nico vai ter que vir aqui algumas horas por dia. Até que o osso esteja completamente curado e não reste nada, nem pontos, nem fissura, nem dor.

Will se jogou numa poltrona atrás dele, enfiando o rosto na mão. Por um momento, o único barulho era a respiração pesada de Nico. Então Will sussurrou, a agressividade indo embora de sua voz.

– Obrigado.

Percy ergueu os olhos da bacia confuso.

– Perdão?

Will lhe encarou.

– Por salvá-lo.

Percy assentiu desviando o olhar.

– De nada — e então suspirou amuado — O que mais eu poderia ter feito? Deixado ele sangrar até a morte? Eu vi esse garoto crescer.

Will assentiu, o rosto vazio.

– Eu não sei o que faria sem ele — Will falou.

– Sinceramente? — perguntou Percy — Eu também não.

Will soltou uma risadinha amarga.

– Como foi que chegamos aqui? Eu e você, conversando sobre ele — Will apontou para Nico com um aceno de cabeça — O mundo é estranho, não?

Percy concordou com a cabeça.

– É — e então o mirou — Mas é diferente. É de você que ele gosta afinal.

Will deu aquela risada estranha outra vez.

– Claro. Por que?

– Bem, é você que está com a aliança, não? — Percy perguntou, brincando com a água da bacia.

Will rodou o anel no dedo sem pensar.

– E de qualquer forma, eu desisti de tentar — Percy comentou, fazendo a água rodar na bacia em volta da perna de Nico — Ele está bem feliz com você.

Will lhe encarou surpreso.

– Por favor. Não vamos mentir um para o outro, tudo bem?

– Eu não estou mentindo — afirmou Percy.

Will sentou na ponta da poltrona, se inclinando para ele.

– Você pode mentir para você. Mas não para mim Jackson. Eu sei que você quer tirar ele de mim. Você não é bom para ele.

– Eu estou falando sério — Percy ficou vermelho de raiva.

– Deixe-me ver — Will fingiu pensar — Você deve ter ficado muito curioso sobre garotos depois que beijou o Jason naquela comemoração do acampamento depois da guerra, e agora que sabe que o Nico gostava de você arranjou a oportunidade perfeita?

A água na bacia começou crepitar. Percy abriu a boca surpreso.

– Como você...?

Will lhe encarou com raiva.

– Dante é meu melhor amigo. Ele me contou. Ele mesmo que levou as bebidas, não é mesmo? Então estão lá, todos felizes, Annabeth e Piper já tinha dormido nos pufes há tempos. E vocês estavam tão bêbados. Tão felizes. Alguém os instigou a fazer aquilo. E você fizeram. Um beijo. De língua não foi?

Percy levantou tremendo.

– Pode me bater — Will o encarou sem piscar — Eu não ligo. Só não minta para mim.

– Você... — Percy parecia tentar a todo custo não pular em cima do garoto e estrangulá-lo — Não vai contar isso para ninguém.

– Eu não vou — Will retrucou — Eu não ligo. Não é da minha conta.

– Eu gosto dele — Percy apontou para Nico tremendo — Não é como você disse. Eu não quero só "matar curiosidade". Eu me importo.

Will deu de ombros.

– Por quê você nunca gostou dele antes então? Antes de ele contar?

Percy fechou os punhos trêmulos.

– Eu não sei.

– Você não sabe — Will ergueu as sobrancelhas — Eu sempre gostei dele, sabe... Eu sei. Costumava ficar olhando para ele treinar. Mas ele nunca olhou para trás. Estava muito ocupado indo pra cima e pra baixo com você. Eu tinha um pouco de vergonha de ir até ele conversar. Eu nem sabia se ele era gay. Então eu encontrei ele naquela missão. E ele estava tão... sombrio. Morto. Eu não consegui. Sempre tive medo de me apaixonar. Eu não queria gostar dele. Mas não teve nada que eu pudesse fazer. Ele puxava toda a minha atenção.

Percy escutava quieto, os punhos ainda cerrados.

– Ele não queria nem saber de mim, só queria matar o Octavian — Will continuou — Mas eu fui atrás dele depois. Eu ganhei a confiança dele. Eu cuidei dele. Eu não consegui ficar com medo. Ele me atraía demais. Sabe a bunker onde você beijou o Jason? Foi ali que nós demos nosso primeiro beijo.

Percy desviou o rosto vermelho de ódio.

– Vá para o inferno Will.

– Eu iria, se fosse por ele. E você, faria o mesmo?

Percy sorriu de canto.

– Eu fiz o mesmo. Eu e ele já fomos juntos para lá. Ele estava comigo quando eu me banhei no Estige para me tornar invencível. Ele estava na outra margem, esperando por mim.

E Percy ergueu os olhos para um Nico desacordado no sofá.

– Por que ele não acorda? — Percy perguntou.

– Ele estava sentindo muita dor, então eu dopei ele — Will respondeu.

Um filete de baba escorria pela boca do garoto. Percy puxou a manga da blusa e o limpou.

– Ele é bem impressionável — Will comentou — Jason me disse que ele se apaixonou por você porque o via como um herói. Talvez seja por isso que ele nunca olhou para mim. Eu nunca saí numa missão perigosa. Eu nunca fui um bom lutador. Eu nunca fui realmente importante. Eu sempre estou ali nas batalhas, curando as pessoas. Mas ninguém lembra de mim.

Percy baixou a cabeça.

– No entanto ele está com você.

Will deu de ombros outra vez. Então levantou e foi até Nico, pegando-o no colo.

– Eu o trago aqui amanhã ou você vai até lá em casa? — Will perguntou sério.

– Tanto faz. Acho que ele não ia ficar muito feliz aqui. Eu vou até lá. Mesmo horário? — Percy perguntou ainda sentado no chão, brincando com a água da bacia.

E Will assentiu. Percy se levantou e abriu a porta.

– Quer ajuda para levá-lo até lá?

– Não, obrigado. Ele é bem leve. Até Percy.

– Até Will.

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– Eu ainda não estou acreditando que você me levou para o Percy — Nico comentou meio impressionado, deitado em sua cama enquanto encarava Will dobrar as roupas limpas e guardá-las no armário.

Will deu de ombros. Parecia meio retraído desde que Nico acordara.

– O que eu podia fazer Nico? Você precisa disso. Vamos continuar vendo ele até o fim da semana.

Nico levantou, e Will fez uma careta.

– Por favor, não levante.

Mas Nico foi até ele e o abraçou.

– A culpa é minha. Se eu não tivesse ido com ele nada disso teria acontecido. Agora eu estraguei a nossa semana juntos — Nico murmurou infeliz.

Will acariciou seus cabelos e beijou o topo de sua cabeça.

– Pare com isso. Eu fui bobo de ter ciúme. Você tem todo direito de ter amigos. Se Jackson quer competir, então deixe. Eu vou mostrar que sou melhor que ele — Will falou com um tom atípico de agressividade.

Nico o abraçou mais forte.

– Não há competição.

Will riu e se separou dele.

– Claro que não. Agora me deixe dobrar essas roupas sim?

Nico se afastou um pouco e assentiu.

– Claro — Falou ele puxando a blusa pela cabeça — Dobre esta pra mim.

E a jogou no chão. Will o encarou sorrindo, uma expressão de divertida incredulidade no rosto.

– Você não está fazendo o que eu penso que você está fazendo.

Nico fez cara de quem não entende.

– O quê? — perguntou ele abrindo a o fecho das calças — As roupas precisam ser dobradas!

E então tirou as calças. Will o analisou.

– Nico, suas costelas não estão cem por cento.

Nico chegou mais perto de Will, encostando-o na parede.

– Você ia se surpreender com o que eu consigo fazer mesmo com as costelas quebradas — e então passou a língua por seu pescoço, parando para mordê-lo de leve.

Will tremeu de leve fechando os olhos.

– Nico... não me provoque...

Nico pegou seus cabelos firmemente em uma mão, movendo sua cabeça para que tivesse mais acesso a seu pescoço. E então depositou um chupão ali. Will arquejou.

– Eu estou com tanta vontade — Nico sussurrou em seu ouvido — Com tanto desejo de você.

Will o calou com os lábios. E de novo, não havia mais nada no mundo que não fosse os dois. Que não fosse a língua dele deslizando pela sua. Que não fosse seus braços em volta dele. Que não fosse o calor veranil de sua pele. Nico puxou sua blusa pela cabeça, e Will levantou os braços para permiti-lo. Seu corpo era perfeito. Forte na medida certa, bronzeado na medida certa. O contraste de suas peles era visível. A pele clara de Nico parecia ainda mais branca do lado da de Will, queimada pelo sol.

Nico o encaminhou até a cama, mas Will tropeçou e ambos caíram de costas nela, rindo alto. Nico o mirou, bem de perto. Will deu um daqueles sorrisos enormes outra vez. Então Nico fechou os seus olhos, beijando-o apaixonadamente. Will sussurrou em seus lábios:

– Tudo bem. Faça o que quiser comigo. Sou seu.

Os minutos passavam, o suor se desprendia de seus corpos. Os arquejos, os arranhões, os apertos. Soava como um tipo de acordo para ele. Para Nico. Uma promessa. A promessa de que ficariam juntos, não importa o que fosse. Cada vez que ele sussurrava seus nome. Cada vez que seus pálpebras fechadas se contraíam de prazer. Cada vez que ele tremia. Que ele o abraçava mais forte.

Quando Will arquejou pela última vez, então desabou cansado em baixo de seu corpo, Nico beijou a base de suas costas ternamente, o abraçando. Ele era seu, como ele mesmo havia dito.

Notas finais
Muito obrigada por ler!