Soul Angel

11 Podemos conversar?


Notas iniciais
SAUDADES?

Capítulo 11 — Podemos conversar?

O mundo devia estar lhe pregando uma peça, essa era a única explicação. Afinal, nada podia ser mais azar do que nascer como um semideus. Mas ele estava conseguindo extrapolar todos os limites do azar normal de qualquer semideus. Talvez ele até pudesse tomar o lugar de Édipo como semideus mais azarado do mundo. Pelo menos desta vez ele não corria nenhum perigo de morte nem nenhuma guerra se assolava sobre eles. Ou talvez sim. Will andava tão furioso sempre que entrava em casa que Nico realmente chegara a pensar que ia acabar apanhando mais cedo ou mais tarde.

Isso se devia a que Percy vez ou outra estava no térreo pegando as cartas para sua mãe, justo quando eles estavam de saída, e quando voltavam, ocasionalmente ele estava pegando o jornal. Will ficava vermelho cada vez que Nico cumprimentava-o, mas ao menos não parava para discutir com Percy como acontecia no acampamento. Ele tentava convencer Will de que estava tudo bem, que Percy estar ali não mudava nada entre eles. Mas o ciúme continuo que Will mostrava ao ter que entrar e sair de casa começava a incomodá-lo. Todo dia ele segurava forte sua mão ao entrar e sair do prédio, olhando para os dois lados antes de largar sua mão novamente.

Quando eles se mudassem e saíssem desse convívio exaustivo, Nico jurou que queimaria não só parte do jantar para o pai, mas a janta inteira. Os dias para ele iam se arrastando, desgastando sua paciência já frágil. E foi num desses dias que o ciúme de Will chegou a seu auge.

– Como assim? — Will exclamou indignado para o pai — Você está brincando comigo.

– Não, chegou hoje de manhã. — comentou ele trocando de canal.

Nico estava refestelado no sofá, coberto com uma colcha espessa, encostado no tronco de Will, que mantinha um braço a sua volta. O pai de Will estava em sua poltrona, meio sonolento, enquanto passava os canais sem prestar muita atenção.

– Porque o senhor não me avisou antes? — Will passou a mão pelos cabelos dourados, o rosto vincado de preocupação.

– Eu me esqueci querido — bufou o Sr. Johnson revirando os olhos — Pode ler se quiser, está atrás do vaso de flores ali na estante.

Então Will se levantou de um salto, fazendo com que Nico rolasse do sofá e caísse no chão com um baque audível. Por um momento, sua cabeça girou pelo tombo inesperado.

– Ai, desculpa! — Will pareceu surtar, e se pôs a ajudá-lo a levantar — Você está bem meu amor? Pai, cadê o Ibuprofeno?

– Eu estou bem — retrucou Nico se firmando em sua mão para levantar, e então o mirou cortante — Desculpa você pede quando pisa no pé de alguém no cinema! Você me derrubou no chão!

Will lhe deu um abraço de esmagar as costelas.

– Me desculpe, me desculpe! Eu estava nervoso!

– Argh, tudo bem Will, me larga, eu não consigo respirar! — reclamou Nico tentando afastar o garoto.

Will o largou e Nico massageou as costelas.

– Vá logo ler essa carta.

– Tudo bem — concordou Will dando uma corridinha até o armário e pegando a carta de trás do vaso de flores.

Então ele voltou quicando no mesmo lugar praticamente. Parou na frente de Nico e lhe encarou com aquela sua cômica expressão de nervosismo.

– O quê? — perguntou ele com as sobrancelhas erguidas — Por quê está me encarando?

– Você pode ler pra mim? — ele lhe ofereceu a carta com as mãos trêmulas.

Nico pegou a carta de suas mãos e se pôs a ler. Tinha impressão que Will provavelmente desmaiaria se fosse obrigado a ler aquilo sozinho.

– Tudo bem. Sente-se Will, você está tremendo. Bem, vamos lá: Caro Sr. William Solace, comunicamos que sua matrícula foi aceita na faculdade de ensino superior Divina Minerva... Espera esse é o nome da sua faculdade? — Nico sufocou uma risada.

– EU FUI ACEITO! — Will subiu no sofá e começou a pular — PAI EU FUI ACEITO!

– Filho, o sofá... — objetou o Sr. Johnson.

Mas Will estava muito fora de si para ligar.

– UHHUUULL! — ele berrou pulando para fora do sofá.

– Will calma! — Nico pegou sua mão para impedi-lo de cair — Você tinha alguma dúvida de que ia ser aceito, sinceramente?

Will lhe mirou, sorrindo de orelha a orelha, e então lhe chapou um beijo na boca. Nico recuou assustado. Nunca tinha beijado Will na frente do padrasto dele, mas o garoto pareceu não dar a mínima, assim que Nico recuou assustado ele saiu correndo até a sacada, onde berrou:

– EU ESTOU NA FACULDADE VADIAS!

– Não é melhor...? — Nico começou, com medo de que Will acabasse caindo da sacada.

– Não, deixe ele — riu o Sr. Johnson — Ele sempre foi bem alegre, pra não dizer exagerado. Afinal, não tinha como ele não entrar, ele é muito esforçado.

Nico puxou a carta de novo, com o intuito de fazer Will parar de berrar lá fora.

– Tem mais Will! Volte aqui! — ele berrou por cima dos gritos de Will.

O garoto voltou com lágrimas nos olhos.

– O quê?

Nico não pode evitar sorrir.

– ... Juntamente com a matrícula do Sr. Nico di Angelo — falou ele com uma careta — Seu requerimento para moradia provisória está em andamento, sendo tratado pela pretora da décima-segunda legião Reyna Avila Ramírez-Arellano... blá, blá, blá... Alguns títulos da Reyna... Ei, sabia que nos títulos dela está escrito "Amiga dos cavalos"?

Will revirou os olhos.

– Você foi aceito também! — ele sorriu exuberante.

Por um momento Nico se perdeu em seus olhos absurdamente claros. Pareciam contas de vidro, de tão cristalinos. Algo entre o verde e o azul. Então Nico desviou os olhos dos seus corado.

– Por favor, pedimos que assim que receba esta carta de confirmação venha ao Acampamento Júpiter — Nova Roma para acertar a papelada da moradia provisória. Dentro do envelope está sua passagem de linha aérea "Caládria".

– O que é uma "Caládria"? — perguntou Will meio confuso.

– São tipo as Harpias de Zeus. Não são lá muito poderosas, só voam, sabe? Tem uns poderes de cura — comentou Nico dobrando a carta.

– Você já viu alguma ou tirou isso do seu jogo de mitomagia? — perguntou Will se sentando e catando as passagens dentro do envelope.

Nico não respondeu, apenas tentou não ruborizar e amaldiçoar Will.

– Tome, guarde isso — Nico lhe estendeu a carta.

Mas então ele notou que havia algo errado com a expressão de Will. Ele parecia completamente indignado outra vez.

– Will? O que foi? — Nico perguntou apertando seu braço de leve.

Will lhe mirou como se a culpa do que quer que o tivesse aborrecido fosse sua.

– Precisamos conversar lá no quarto.

– Não podemos... — começou Nico.

– Não — Will o cortou — Você já vai deitar pai?

– Daqui a pouco. Não se preocupe, nem estou ouvindo — disse o Sr. Johnson apontando meio entediado para os ouvidos.

– Boa noite então. Eu não sei se vou sair ainda viu?

– Não volte muito tarde, já são nove horas. Não quero vocês aqui depois da meia noite, entendido? — disse o Sr. Johnson fazendo um gesto com os dois dedos como se estivesse de olho.

– Ok, estaremos antes, não se preocupe. Nico? — Will chamou, indo até o quarto.

Quando Nico entrou, esperava que Will lhe falasse tudo, menos o que estava prestes a lhe dizer. O garoto lhe mirou com uma cara preocupada, mordendo o lábio. Nico não pode deixar de reparar o quanto ele parecia atraente quando fazia isso, mas decidiu não comentar.

– Olhe — disse Will lhe mostrando uma passagem aérea.

– O quê? Não são da primeira classe? — brincou Nico.

– O quê? — Will pareceu aturdido — Não, não é isso. Só tem uma Nico.

Nico pensou um pouco.

– E?

– E que eles querem que eu vá sozinho resolver a casa! — Will se escandalizou — E você?

Nico sorriu pra ele.

– Tudo bem, posso viver uns dias sem você.

– Como assim? — Will pareceu chocado — Você me abandonaria assim, tão fácil?

– Ah, pare, não seja dramático! — Nico deitou de costas na cama.

– Eu não estou brincando! Como eu posso deixar você aqui? Não! Totalmente fora de cogitação! — Will começou a levantar um pouco a voz.

Nico levantou um pouco a cabeça para encará-lo.

– Por que está gritando?

Will lhe encarou nos olhos, depois ruborizou e seus olhos claros se marejaram de lágrimas, fazendo com que o garoto virasse o rosto. Nico pulou da cama e passou os braços a sua volta.

– Ei, ei? Pode me contar tudo, você sabe disso, não sabe?

Will assentiu, as lágrimas se desprendendo dos cílios claros.

– M-me desculpe. Eu não queria gritar — disse ele lhe abraçando apertado — E-eu só ando com tanto medo. Sei que devo estar sendo um chato.

Nico o sentou na cama e se ajoelhou a sua frente, limpando suas lágrimas.

– O que foi Will? Do que você tem medo?

Will limpou o rosto molhado e respondeu sem lhe olhar:

– Eu tenho medo que você me deixe. Eu tenho medo que você decida ficar com o Jackson agora que ele está correspondendo.

Nico ficou estático por um momento, depois compreendeu.

– É por isso que você não quer me deixar sozinho.

Will assentiu outra vez, fazendo com que mais lágrimas caíssem no seu colo. Nico se levantou e apertou fortemente o rosto com as mãos, tentando dar vazão a própria frustração.

– E eu Will? — ele perguntou apontando pra si — O que eu digo não conta? Você não confia em mim, é isso?

– Não! — Will gritou com a voz embargada.

– Pare de mentir! É exatamente isso! — Nico se agarrou aos próprios cabelos — Será que você não pode só esquecer essa história, deixar ele de fora das nossas vidas? Porque você faz questão de lembrar? De esfregar na minha cara?

Will pareceu surpreso com sua raiva.

– Eu estou cansado disso! — Nico continuou — Estou cansado de você me tratar desse jeito, como se eu fosse seu bichinho de estimação ou coisa parecida! Me levando pela mão quando passamos pelo Percy, afinal, o que você está tentando provar?

– Nico, eu...

– Como você espera que a gente seja feliz se você fica toda hora metendo o Percy no meio? Sabe como eu me senti na última semana? Como se ele estivesse aqui no meio toda noite, entre nós! Por favor, se você for agir assim sempre que ele está por perto, me avise, porque talvez o meu pai tenha uma casa linda pra gente no inferno, que é o único lugar que nós vamos estar livres dele — Nico gritou pra ele, gesticulando furioso — Até ele morrer é claro.

Nico parou e o encarou. Will não estava mais chorando. Parecia muito magoado agora. Mas Nico não ia se arrepender, pois tudo que ele o dissera era verdade. Aquilo ia ser resolvido. Mas Will não lhe disse nada, ele o encarou por um momento, então se levantou e saiu do quarto.

Nico contou até sessenta antes de ir atrás dele, e então saiu do quarto, dando de cara com o pai de Will.

– Ei, Ei — O Sr. Johnson colocou as mãos em seus ombros para pará-lo — Um minuto filho.

E então o homem coçou o braço peludo meio incomodado:

– Eu não sou de me meter, você sabe. Eu só queria dizer que independente de qual seja o motivo da briga, que você é muito importante para o Will — falou o Sr. Johnson lhe encarando com seus grandes olhos redondos — Eu sei disso. Ele nunca antes demostrou que se importava assim com alguém. Então... bem, só tenha isso em mente, tudo bem? Ele não é uma pessoa muito fácil de lidar quando o gênio ataca, mas nunca duvide que ele gosta muito de você.

Nico corou um pouco.

– Hã...

– Não precisa responder — disse ele lhe dando um tapinha no ombro — Agora eu vou dormir. Boa noite.

E dizendo isso se meteu na porta ao lado que dava para o seu quarto. Nico sabia que Will gostava muito dele. Mas suportar aquela situação não era mais uma opção. Ele só tinha que concordar em esquecer o seu passado. Só assim eles conseguiriam seguir em frente. Will estava sentado na sacada, a cabeça encostada na parede. Ele não deu indícios que tinha o visto chegar quando Nico parou de pé a seu lado.

– Ei, nós não terminamos.

– Tenho a impressão que você deixou tudo bem claro — Will murmurou com a voz meio falhada.

– Olha, desculpe por gritar com você. Mas o que eu disse é verdade.

– O que você quer que eu faça? — Will falou cortante.

Nico lhe encarou por um momento.

– Quero que você me prometa não por mais o Percy entre nós. Nunca mais.

Will se pôs de pé e lhe olhou nos olhos, muito, muito de perto.

– Tudo bem. Eu posso fazer isso. Por você. Eu só espero que possa fazer o mesmo por mim.

E então saiu, o deixando sozinho no escuro da noite.

...

Na manhã seguinte, Will estava bem melhor. O tratou com a dedicação de sempre, mas Nico ainda podia sentir que ele estava chateado. Ele ficou meio quieto enquanto dirigia até o aeroporto, e por um milagre, estava muito concentrado nos espelhos e na frente. Então chegou a hora de dizer "Adeus". A catraca estava a frente, então Nico só poderia acompanhá-lo até ali. Nico não gostava muito de beijá-lo na frente de outras pessoas, mas sentia que devia isso a ele de alguma forma.

– Vou sentir sua falta — disse ele lhe encarando.

– Eu também vou sentir a sua — Will lhe sorriu tristonho — Eu te amo muito, você sabia disso?

Nico fez que não.

– Como assim? Eu digo isso todo o dia de manhã — ele lhe deu um sorriso tímido.

– Hoje de manhã você não disse — Nico lhe retribuiu o sorriso.

– Então saiba que eu te amo mais que tudo — Will o abraçou — Vou pensar em você o tempo todo.

– Eu também. O tempo todo — Nico afagou suas costas.

Então depositou um pequeno beijo em seus lábios e se afastou. Will lhe encarou surpreso, mas depois lhe abriu o costumeiro sorriso de orelha a orelha.

– Nós vamos ser muito felizes lá. Eu prometo — Will falou.

Então o aviso que o voo sairia ressoou.

– Vai! — Nico o apressou — Ah, as chaves!

– É verdade! — Will tirou as chaves do bolso e lhe entregou — Aqui.

– Tchau! — Nico acenou para Will quando ele atravessou a catraca.

Will lhe acenou sorrindo e então desapareceu pelo corredor. Só então Nico se sentiu meio deslocado. Não percebeu o quão perdido estaria até que Will tivesse ido embora. Então voltou para o carro.

Ele não sabia bem o que fazer do resto do seu tempo, pensou enquanto dirigia para casa. O padrasto de Will não fora o levar no aeroporto porque estava trabalhando, Will a essa altura estava no avião. Só lhe restava voltar pra casa e mandar uma mensagem de íris para Jason e Hazel.

E foi o que ele fez. Quando chegou em casa e entrou novamente em casa, catou um prisma no fundo da mochila de Will e fechou as cortinas da casa, deixando apenas um vãozinho por onde um filete de luz iluminava o cristal. Então um arco-íris despontou na sala. Nico verificou os bolsos e tirou dois dracmas. Decidiu que ligaria primeiro para Hazel.

Então atirou a moeda no arco-íris.

– Hazel Levesque, Acampamento Júpiter.

Então a moeda foi engolida pelo arco-íris, que arrotou a imagem de Hazel. A garota parecia estar dormindo em um sofá.

– Hazel? — Nico chamou. Mas a garota não mexera um músculo — EI! HAZEL!

Então Hazel levantou alarmada, dando um gritinho ao ver sua imagem no ar.

– Nico? — ela pareceu assustada — Nossa, que susto! Eu... Tudo bem?

– Onde você está? — perguntou Nico olhando a sua volta — Não estou reconhecendo...

– Ah, nada, esquece isso! — ela enrubesceu — Conta então, hã... Como você vai?

Nico ergueu as sobrancelhas.

– Bem. Eu vou para o Acampamento Júpiter semana que vem.

– Ah, eu sei — ela sorriu para ele com afeto — Você e aquele garoto, Will Solace, não?

Nico ruborizou. Ele ligara várias vezes para Hazel nesse verão, mas em nenhuma ele contara que estava com Will. E em nenhuma Hazel disse a ele que sabia.

– C-como? — ele gaguejou.

– Reyna me disse — Hazel sorriu bondosamente — Ela conversou com o seu namorado por carta.

Nico queria morrer. Nunca imaginou ouvir aquilo da boca da irmã. Esperava que Hazel lhe desse uns cascudos a qualquer momento, mas ela não o fez.

– Eu não vou mentir, isso tudo é bem novo pra mim — Hazel comentou baixinho — Mas eu quero que você seja feliz Nico. Se é isso que você quer, então eu estou feliz por você.

Nico assentiu, assumindo uma cor de rabanete.

– Então... Todos já sabem?

– Hã... Eu acho que sim — Hazel juntou as mãos e olhou para baixo — Não achei que você ia se importar se eu contasse ao Frank.

Nico enfiou a mão no rosto.

– Ele disse que está muito feliz por você Nico. Todo mundo está.

Nico assentiu pela segunda vez.

– Estou com saudades, vou ficar muito feliz em ver você — ela sorriu — E em conhecer o Will. Podemos sair juntos, o que acha? Eu, você, o Will e o Frank!

– É — Nico engoliu em seco — Talvez.

E então Nico ouviu a voz de Frank e Hazel empalideceu.

– Te vejo depois! — disse ela espanando a névoa.

E então a conexão caiu.

Nico não pode evitar pensar que envergonhada do jeito que Hazel era, devia estar com vergonha de contar a ele que devia estar namorando com Frank naquele momento. Ou qualquer coisa parecida. Sem querer pensar muito no assunto, ele jogou outra moeda no arco-íris.

– Jason Grace, Acampamento Meio-Sangue.

E então a imagem de Jason rindo se formou a sua frente. O garoto pareceu alegre ao vê-lo.

– Ei, espera! Nico! — Jason gritou — Que saudades cara, como você está?

Nico olhou para a algazarra em volta do garoto.

– Quem está aí? Posso falar agora?

– Pode sim — Jason sorriu — Estamos eu, a Pipes, o Leo e a Calipso aqui no meu chalé!

– ME DEIXA FALAR COM ELE! — a voz de Leo estourou.

Então o garoto enfiou a cara bem perto da névoa.

– DI ANGELO!

– Ai, fale baixo! — Nico cobriu os ouvidos com as mãos.

– Não tive tempo de falar direito com você no acampamento! Aposto que estava apostando que eu estava morto heim? Pois eu estou vivo! VIVINHO!

– Ei Leo, não grite! — Jason o empurrou.

– Ei, Di Angelo, você viu a minha namorada? — e Leo puxou Calipso até a frente da névoa.

– É, eu conheci sim, no dia que vocês voltaram — Nico acenou para a garota, que lhe deu um adesinho de volta.

– Ela é mais bonita que o seu namorado Di Angelo, por mais que eu concorde que os músculos do Will Solace sejam ma-ra-vi-lho-sos.

Nico corou de novo.

– C-como você?

– Ah, nem vem — Leo tentava resistir a Jason que lhe empurrava pra fora da névoa — Todo mundo sabe cara, você não fez nenhuma tentativa de esconder. A propósito, meus parabéns! Se eu soubesse que você gostava de homens teria pedido seu telefone mais cedo — Leo mandou beijinhos para Nico.

– Leo! — Jason finalmente conseguiu afastá-lo — Nico é tímido!

– Tímido? — Leo riu — Ai, então está bem. Desculpa, viu Nico?

– Leo não quis ofender Nico — Piper enfiou a cara na mensagem.

– Estamos com saudades! — Jason lhe sorriu.

– Eu também estou — Nico se permitir sorrir um pouquinho, ainda encabulado — Estou indo pra Nova Roma semana que vem.

– Mande lembranças a Reyna! — Piper sorriu.

– E a Hazel! — Leo berrou de algum lugar que Nico não podia ver.

– E ao Frank — Jason sorriu outra vez.

– Pode apostar que eu vou dar o recado sim. Bem era só pra dar notícias mesmo. Espero vocês no próximo verão para um visita! — Nico sorriu.

– Estaremos lá — Jason confirmou.

Então alguém bateu na porta.

– Ei, eu vou ver quem está batendo, até mais! — disse Nico se levantando e passando a mão na névoa para diluí-la.

Nico se encaminhou até a porta e a abriu. Percy pareceu encabulado ao lhe ver.

– Ei Nico. Podemos conversar?

Notas finais
Vamos interagir pessoal, tem uns duzentos favoritos e metade de vocês (lindos) vem conversar aqui. Um BEJO NA BUNDA de vcs. P.S: parem de odiar o Percy.