Soul Angel

15 O que fazer quando se é pego tentando tirar a blusa de Will Solace.


Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado a Logaia, minha amiga que fez essa arte maravilhosa para a fic! Estou apaixonada pelos desenhos dela. É também dedicado ao pessoal do Nyah!Fanfiction que recomendou a fic: Shadow Girl, Vamp, Naiane Pitzer, Joy the Human e Ráh di Angelo. Garotas, foi lindo. Eu fiquei a beira das lágrimas ao ler o que vocês escreveram. Sinceramente, eu amei tanto que fiquei emocionada!!!!!!! Também gostaria de agradecer aos leitores do último capítulo: FilhadeNix, RáhdiAngelo, Laah Bane, dthmortenson, wond3r, Mary, Luna di Angelo, Iwasawa Sayuki, Srta Claw, Alice Valdez Carstairs, Mini Love, Naiane Pitzer, CarlaC, PedroSantos, Black Canary, Joy the human, Alore, Daydreamer, Kawaii, Douglas Eremita, AshGirlXD, porracheondung, Twi_Corujinha, Luizarezende, OhMyGlob, RenaPotter, Lily62442, goodvibes, solanico, Joy_Malfoy, Loi (logaia), Nataliewood, Kiharol, Wendell24091997, Bcld2002, Oiliestafanfic, Shina-Haruko, ThatahNamizake, ThaidiAngelo, Nasu-Baru, misswriting, Luckian e Victu! Se eu pulei seu nome sem querer, peço perdão. É 4:51 da manhã e eu tenho que levantar as oito. kkkk

Onde você não pode ter o que quer

Mas pode ter a mim

Então vamos partir para o mar

Pois você é o meu remédio

Em que você estará perto de mim

Em que você estará perto de mim


– On the Melancholy Hill

Capítulo 15 — O que fazer quando se é pego tentando tirar a blusa de Will Solace.

Havia qualquer coisa de bom em acordar nos braços de Will Solace. Mesmo com o garoto completamente adormecido. Aliás, talvez um pouco do conforto de acordar dessa forma fosse ver seu rosto cheio de paz, sucumbido à inconsciência... Nico sentia uma espécie de calma, de proteção.

Ele ficou ali por vários minutos, apenas observando o rosto do garoto, ouvindo sua respiração lenta. Sinceramente, era a coisa mais bonita que Nico já havia visto. Suas pálpebras eram suaves, os cílios longos e claros projetando-se. Os cabelos loiros pendiam em cachos, completa e selvagemente descabelados. Um braço estava esticado para cima, cobrindo metade do rosto. O outro se encontrava segurando Nico perto de si. Do pescoço nu caia seu cordão, com quatro contas coloridas.

Cada uma delas representava um ano que Will Solace havia sobrevivido após ser descoberto pelos monstros como um legítimo semideus. Nico jamais lhe dera muito crédito por isso, mas olhando para elas, conseguia sentir a coragem que o garoto precisara para chegar até ali. Afinal, não era qualquer um que passasse pelo que Will passara que continuaria feliz como ele. Com a vontade de viver que ele tinha. Era fácil pensar que Will não sabia o que era a dor ao vê-lo sorrir. Afinal, seu sorriso era a coisa mais natural para ele. Sempre que Nico estava infeliz, Will tinha um sorriso para ele.

Mas é claro, no fundo, Nico sabia que não era assim. Will vivera na pobreza durante a infância. Sem o pai. Com a mãe tendo que se prostituir para mantê-los. Então depois que sua mãe encontrara alguém, e Will poderia ter uma família comum, ele descobrira ser um semideus. E então, tão rápido quanto a morte poderia ser, sua mãe foi levada para sempre.

Ali, com Will sucumbido a inconsciência, a ideia do perigo de perdê-lo se tornava mais real. Qualquer monstro podia invadir o quarto deles a noite, e matá-lo enquanto dormiam. Era uma ideia bem exagerada, mas Nico sentia medo, e sempre dormia atento a qualquer barulho. Afinal, o aviso de seu pai nunca deixara de rondar seus pesadelos.

Will pestanejou e lhe encarou sonolento, sua preguiça matinal o impedindo de abrir os olhos completamente. Então ele se espreguiçou como um gato, esticando-se e virando-se de bruços.

– Não. Você não vai voltar a dormir — Nico lhe censurou puxando seu cabelo de leve para que o garoto lhe olhasse.

Will fez um barulho de frustração abafado pelo travesseiro.

– Pare de puxar o meu cabelo, você sabe que isso me arrepia — reclamou o garoto lhe empurrando com a mão até a beirada da cama — Só mais cinco minutos.

Nico olhou para o despertador. Só podia ser brincadeira.

– Will, é dez para o meio dia. Ou você arruma esse relógio ou eu vou comprar outro — Nico deu umas pancadas nele para ver se funcionava.

Então um alarme forte soou. Will se sobressaltou, soltando um palavrão.

– Droga Nico, desligue isso, eu já acordei! — Will colocou uma mão no peito, tentando voltar a respirar normalmente.

– Eu não fiz por querer! — Nico se irritou — Eu troquei as pilhas disso essa semana, porque essa droga está tão louca?

Então o garoto tirou as pilhas do relógio para parar o alarme. Will sentou-se na cama, então Nico pode ver.

– Will, você está com a minha cueca outra vez — avisou o garoto revirando os olhos.

Will deu de ombros.

– Ontem de noite estava escuro, o que é que você queria meu amor? Pelo menos agora eu sei porque está apertada — Will lhe dirigiu um sorriso divertido.

Nico lhe encarou incrédulo.

– O quê?

Will deu de ombros, ainda sorrindo.

– Esqueça.

Nico se levantou e catou suas calças no chão, e então começou a enfiá-la. Will lhe encarava de braços cruzados, os olhos calmos fixos em sua barriga.

– Perdeu alguma coisa aqui? — perguntou Nico espiando dentro das calças ironicamente.

Will riu.

– Mas fácil você ter perdido uma coisa aqui, Mr. Dark — disse ele brincando com a barra da cueca.

Nico lhe mirou sorrindo de canto. Mr. Dark era o vilão de Fables, a revista que ele tinha lhe emprestado. Alguma coisa o encantou em que Will lhe comparasse a ele. Nico adorava o personagem.

– Mr. Dark?

– É — Will afastou os cachos loiros que lhe caiam preguiçosamente sobre o rosto — Você tem as mesmas neuras dele. Se bem que eu concordo que em aparência você dá de dez a zero nele.

Nico riu alto, e Will começou a rir com ele.

– Eu já disse que o som mais lindo do mundo é o som do seu riso? — Will lhe perguntou meio bobo.

Nico corou de prazer e assentiu.

– Se você fosse alguém do gibi... Você seria o Boy Blue.

Will levantou as sobrancelhas.

– Uma escolha interessante... Porque?

Nico deu de ombros enquanto procurava a blusa entre os lençóis.

– Não sei... Você é como ele. Ele é tão calmo. Tão... em paz. Ao mesmo tempo corajoso, mesmo não sendo o melhor lutador, ele com certeza foi o mais bravo. E ele fez tudo pelas pessoas que amava.

Will revirou os olhos.

– Ele é fraco. E morreu no final. E sem a pessoa que ele amava.

Nico continuou:

– E ele também é loiro com olhos azuis. É a pessoa mais bondosa e compreensiva de lá. Ele é bem bonito, como você.

Will semicerrou os olhos sorrindo.

– Já transei com você duas vezes ontem, está tentando me chamar para uma terceira?

Nico corou outra vez.

– Você me entendeu.

Will lhe sorriu radiante, espreguiçando-se na cama.

– Sim — sua ele falou em um bocejo — Foi lindo. Acho que estou te transformando em um nerd de revistas em quadrinhos.

– Eu gosto delas — Nico comentou desembaraçando os cabelos negros e compridos na frente do espelho — Estou pensando em cortar o cabelo.

Will se sentou melhor para mirá-lo. Fez uma cara como se o avaliasse, então falou com autoridade:

– Prefiro comprido. Fica diferente.

Mas Nico não teve tempo de responder. A porta do quarto se escancarou.

– Filho, tem alguém na porta.

Will puxou o lençol para cobrir-se, e jogou o travesseiro na porta para fechá-la.

– Pai, bate na porta! Eu estou de cueca!

– Oras, eu ouvi vocês conversando, achei que já estavam de pé! — a voz do Sr. Johnson soou ofendida.

– Um dia você vai ver algo que não gostar, vai ser nesse dia que você vai bater na porta, pai — Will muxoxou.

– Tem alguém na porta, é aquele garotinho que parece o Robin! — disse a voz do Sr. Johnson se afastando — Vem atender!

E Nico agradeceu internamente por estar vestido.

– Eu atendo. Se vista e venha — Nico apontou para ele.

Will revirou os olhos.

– Está bem. Diz para a Ariel que eu coloquei as bacias na pia da cozinha, é só encher de água.

Nico se curvou e lhe roubou um beijo antes de sair, e ele pode jurar que viu Will sorrindo ao se afastar. O Sr. Johnson estava na porta, conversando com Percy.

– E sabe do que mais? O aquaman nem é fraco como dizem. Eu particularmente sou fã dele — dizia ele contente. Então notou a presença de Nico — Nico! Eu vou deixar você com ele. Tenho que ir trabalhar sabe? Até mais genro. Até mais Robin — e então soltou um berro de estremecer ar paredes — ATÉ MAIS WILL.

– BOM TRABALHO PAI! — um berro veio do quarto de Will.

Então o Sr. Johnson passou quase varrendo Percy com a barriga. Nico foi até a porta para cumprimentá-lo.

– Ei, Percy.

Percy tirou os olhos do Sr. Johnson, que ia descendo a escada, então lhe olhou surpreso.

– Quem é ele?

– É o padrasto do Will — falou Nico se encostando na porta.

– Ele é bem legal — Percy sorriu — A mãe dele está em casa?

Nico olhou para o chão, brincando com o áspero do carpete onde dizia: "Bem Vindo!"

– Ela morreu há muito tempo.

Percy pareceu desagradavelmente surpreso.

– Que droga.

– É — Nico assentiu — Vêm, entra.

Então abriu espaço para que Percy passasse. O garoto entrou olhando em volta.

– É bem parecido com o da minha mãe — comentou Percy — Só que a mobília é bem diferente.

– Como vai a Sally? — perguntou Nico indo até a cozinha e pegando as bacias. Sua perna estava começando a doer.

– Bem — comentou Percy se encostando na geladeira — Ela perguntou de você esses dias. Eu contei que você estava morando aqui, e ela me perguntou o porque de você não ir lá nos visitar.

Então Will entrou na cozinha.

– Provavelmente porque ele tem namorado — comentou ele — Licença Jackson, eu quero um copo de suco.

Então Nico se desviou do que estava fazendo para mirá-lo. Seu rosto esquentou de vergonha.

– Merda Will, vai por uma roupa!

Percy encarava Will numa mescla de surpresa e indignação. Will estava com sua camiseta preta com a estampa de caveira, com sua cueca, e sem as calças. E Nico teve uma certeza muito grande que ele fizera aquilo para provocar Percy, pois ele nem ao menos estava usando aquela camisa ontem.

– Primeira vez que eu escuto você falar isso na vida — disse Will abrindo a geladeira e pegando a jarra.

– Se você quer se mostrar, porquê não sai já pelado na rua? — Nico ergueu a voz.

Will lhe sorriu enquanto pegava um copo e se servia de suco.

– Não precisa ficar brabo comigo. Eu já estou indo.

Percy revirou os olhos.

– Se você quer mostrar que o Nico é seu, porque não faz que nem os cachorros e faz xixi nele? Assim ia demarcar melhor seu território.

Will falou desbocado enquanto voltava para o quarto com o copo na mão:

– Boa ideia, Jackson!

Percy pareceu querer atirar alguma coisa em Will.

– Hã... Desculpe por isso — Nico começou — Ele deve ter comido algo estragado. Me ajude a levar essa bacia para a sala, está bem?

Percy então desviou o olhar mortal que dirigia à porta em que Will desaparecera para ajudá-lo com a bacia. Nico colocou a que levava no chão.

– Você pode deixar essa no sofá — Nico disse se sentindo mais dolorido.

Percy se sentou a seu lado, descalçando um chinelo e colocando o pé na bacia. Então Nico colocou o pá descalço na bacia também. Na mesma hora o garoto se sentiu melhor. Sua perna parou de doer, e seu corpo se descontraiu. Era como entrar numa banheira de néctar, só que sem morrer. Nico suspirou de alívio e fechou os olhos.

– Vêm, vai curar mais rápido se você por a mão na bacia — disse Percy.

Então Nico abriu os olhos e colocou a mão dentro da bacia em cima do sofá, onde Percy brincava de espirrar água com o punho fechado. A água subia, dava um 360 no ar e voltava a cair na bacia sem que uma gota caísse no sofá.

Will voltou para a sala com o copo vazio na mão, dessa vez usando uma bermuda azul. E ainda com a sua camisa preta, Nico notou. Ele nem pareceu passar recibo de Percy em seu sofá. Parou na frente de Nico e lhe perguntou:

– O quê você quer almoçar?

Nico coçou os pontos distraído, arrancando uma careta de Percy.

– Não sei. Eu não estou com fome. Não precisa fazer comida.

Então Will ergueu os olhos para Percy.

– Você já almoçou? — ele perguntou numa voz cinicamente educada.

Percy assentiu.

– Sim, obrigado.

– Vou fazer um sanduíche pra você — Will falou a Nico, passando a mão pelos seus cabelos ao se encaminhar para a cozinha.

Percy revirou os olhos.

– E então, como está a perna?

Nico deu de ombros. Sua perna não tinha o incomodado realmente. Só doendo um pouco.

– Eu estou legal. Mais uns dois dias e vou estar novo em folha.

Percy lhe sorriu.

– Quer ver uma coisa legal?

E sem esperar resposta fez a água da bacia em que suas mãos estavam levitar e voar em círculos pela sala, como um inseto gordo e transparente. Nico riu. Era uma das coisas mais estupidamente engraçadas que ele já tinha visto.

– Eu me esqueço de vez em quando do quanto seu senso de humor é infantil — o garoto comentou quando a água pousou na bacia de novo — Como você faz isso?

Percy deu de ombros, ainda sorrindo.

– Eu não sei. Acho que é só evaporar até ela voar, algo assim.

Nico não pode evitar sorrir de volta.

– É legal. Eu queria saber fazer isso.

– Ah, você invoca exércitos e mexe com as sombras. Isso é mais legal — Percy comentou, fazendo um pequeno redemoinho na água — E mesmo assim, isso aqui é água doce. Funciona melhor com água salgada.

Will voltou com três sanduíches empilhados em um prato. Então se sentou na guarda do sofá, estendendo o prato para Nico. O garoto se serviu de um. Mas Will não retirou a mão. Em vez disso pigarreou alto para chamar a atenção de Percy, que o olhou como se o garoto fosse um alien.

– Você fez um pra mim?

– Sim — falou Will secamente — Pegue antes que eu me arrependa.

– Obrigado — falou Percy sincero, pegando um sanduíche.

– Obrigado, Will — falou Nico de boca cheia.

Will o mirou sério. Nico achou que talvez fosse o seu jeito de ficar infeliz. E então deu um sorriso fraquinho.

– Por nada meu amor.

E Nico sentiu seu coração dar uma volta completa. Ele não sabia bem o porquê, mas se enchia de prazer quando Will o chamava assim. Percy então falou meio impressionado:

– Você tem as revistas do Super Homem!

Will acariciou os cabelos de Nico com a mão livre.

– Sim. Mas eu não gosto muito dele. Prefiro o Batman.

– O Coringa é melhor — Nico rebateu.

– Ele não é um super-herói, querido — Will falou em sua voz calma, afagando seu pescoço com a ponta dos dedos.

– Eu gosto do Super Homem — Percy pareceu ofendido.

– Tudo bem, Nico gosta do Coringa e nem por isso eu julgo — Will comentou disperso, gesticulando com a mão.

Percy levantou as sobrancelhas.

– Você sabia que dá pra perceber que você é gay pelo jeito que você se mexe? — Percy comentou aleatoriamente.

Will riu de verdade daquela vez. Nico se engasgou com o sanduíche.

– Não. Mas obrigada pela informação — disse o garoto batendo nas costas de Nico para desengasgá-lo.

– Desculpe, eu não queria... Não era minha intenção... — Percy se enrolou quando Nico quase respirou a alface do sanduíche — Eu sei que você não gosta de falar disso.

Will apoiou a cabeça nas mãos.

– Você ia ficar surpreso com o quanto Nico mudou de opinião no quesito "vergonha" — soltou ele.

Nico corou.

– Will. Pare.

Will deu de ombros.

– De qualquer forma, eu acho que dá mesmo pra notar. Se você olha para o Nico não consegue dizer. Eu mesmo fiquei um tempo me decidindo antes de ir falar com ele.

Nico queria morrer. Esse não era um assunto que ele gostasse de debater em uma conversa com Percy e Will. Aliás, esse era um assunto que ele gostaria de nunca falar sobre. Nisso Percy tinha razão. Nisso Percy talvez até pudesse lhe entender.

– É, ele não tem muita cara mesmo — Percy concordou, como se o avaliasse.

– Vocês querem calar a boca? — Nico falou corado, enfiando metade do sanduíche na boca.

– Mas pode ter certeza que é — comentou Will sorrindo maliciosamente para o nada.

Então Nico se sobressaltou. Percy pegara sua mão que estava na bacia. Nico o encarou com os olhos surpresos, mas Percy mantinha uma cara inocente.

– Que é? Eu consigo te curar melhor encostando em você sabe? — comentou o garoto.

Nico engoliu o sanduíche que ameaçava pular para fora de seu estômago. Por uma razão completamente desconhecida, Nico assentiu e não a soltou.

Will deslizou da guarda do sofá para o lado de Nico, pegando sua outra mão. Aquela ia ser uma tarde bem complicada.

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– Você vai ficar me provocando o resto do dia? — perguntou Nico grosseiramente.

– Não sei do que você está falando.

Will e Nico estavam aconchegados no sofá vendo um filme, abraçados. Deviam ser quase nove horas, e Percy já havia se ido há tempos. Will chupava um pirulito de morango de uma forma quase obscena. Ninguém normal comia pirulito desse jeito. Se Will continuasse a fazer aquilo, Nico ia começar a gostar. E então o pai de Will chegaria. E seria um "gostar" bem frustrado.

O loiro lhe encarou, os olhos azul-céu lhe mirando tão de perto que Nico por um momento se esqueceu o nome do filme que estavam olhando. Então semicerrou os olhos, encarando sua boca.

– Quer um pouco? — perguntou ele tirando o pirulito da boca e lhe oferecendo. Nico o pegou com os dentes.

Will sorriu de leve.

– Guloso.

Nico tirou o pirulito da boca.

– Pare com isso. Senão eu não vou conseguir me controlar. E não vai ser de bom tom seu pai chegar e a porta do nosso quarto estar trancada.

– O quê? Você não consegue ficar olhando? — Perguntou ele, seus lábios roçando nos dele — Sabe de uma coisa? Adoro quando você fala "nosso quarto".

Então Nico o beijou, uma mão lhe segurando a cabeleira loira com firmeza. Ele rolou até ficar sentado em cima de Will, e estava puxando sua blusa para cima quando uma voz os sobressaltou:

– Hem, hem.

Nico caiu do sofá com a visão. Will soltou um grito de susto. O pai de Will havia chegado afinal. Mas não era o Sr. Johnson. Era Apolo.

Notas finais
Nossa, esse capítulo deu trabalho hahaha UM BEJO!