Soul

14 Loucura


Notas iniciais
Demorei, nem preciso falar nada né?

Nós não tinhamos para onde ir. Os outros estavam do outro lado da estrada. O olhar de Frank, ainda parado no lado de fora do teto solar com seu arco armado mas abaixado, dizia o que todos pensavam. Não teríamos muita chance.



–Nico? — Eu disse mal me movendo. Todos ali dentro prendiam a respiração como se esperassem por algo ruim. — Alguém tem alguma idéia?

–Acelera. — Travis disse.

–O que?! — Ele só podia estar ficando louco.

–A entrada da van! É isso! — Nico exclamou como se fosse a melhor idéia de todas. Mas eu e Piper não estávamos entendendo nada.

–Do que vocês estão falando? — Quase gritei. O gigante estava apenas à alguns passos de nós.

–Não temos tempo para explicar, não acha? — Nico gritou de volta e eu me encolhi com medo do seu tom. — Só acelera.

–Pra onde? — Perguntei completamente confusa.

–Passa por entre as pernas do gigante.

–Ele vai nos esmagar! — Piper gritou de volta, assustada como eu.

–Não vai, se formos na hora certa. Quando eu disser você acelera o máximo que pode.

–Mas e os outros?

–Eles vão continuar. Essa é a regra. — Piper murmurou. — Mas eu não to entendendo pra onde a gente vai.

–Me dá sua espada. — Nico me pediu e eu dei a pedra pra ele. Ele fez uma careta e me devolveu para eu poder transformá-la em espada.



Apertei a pedra e ela virou uma espada. Mas quando ela se transformou ela quase estourou o vidro. Nico abriu a janela e colocou o braço com a espada para fora. Aquilo era completamente loucura. Eu não havia visto nenhuma outra entrada no caminho.

O gigante deu um passo e podíamos ver seus pés feios e sujos. Mas eu acho que o carro poderia passar por entre seus pés. Olhei apreensiva para Nico, esperando o sinal.

Ele deu mais um passo enquanto eu apertava o volante e respirava fundo.



– Agora!



Pisei no acelerador com tanta força que poderia tê-lo quebrado. O carro cantou pneus e fomos em direção ao meio de seus pés.

Enquanto passávamos por entre suas pernas, Nico estendeu a espada e fez um corte enorme na perna do gigante. Ele urrou de dor e eu juro que pude sentir meus ossos tremerem pela altura e o tom. Novamente, eu não iria tirar o pé do acelerador.



–Ele está nos seguindo ainda? — Perguntei não querendo olhar no retrovisor, por medo da resposta ser sim.

–É, está. — Connor disse.

–Mas que droga! — Gritei batendo no volante e fingindo não sentir dor ao fazer isso. Respirei fundo, meu corpo inteiro estava tenso e eu não conseguia relaxar. — E para onde infernos a gente vai?! — Gritei novamente. Eu estava quase chorando, e gritar só aumentava a minha raiva e consequentemente a vontade de chorar.

–Só vai reto. — Nico disse com a sua habitual voz calma e rouca. — Eu te aviso quando for para virar.



Nico colocou a espada ao seu lado, ainda segurando ela. Não havia espaço para fazê-la virar uma pedra novamente. Dirigimos por um tempo, desviando de coisas que o gigante jogava. Pelo menos ele estava mancando, então não era tão rápido. E era óbvio que ele estava ficando com mais raiva. E eu estava ficando mais assustada.

Pouco a pouco ele foi ficando mais longe, para a nossa tranquilidade. E a cada meio minuto eu olhava para Nico, esperando um sinal. Mas ele apenas emcarava a estrada e nada mais.



–Vira ali. — Ele disse, apontando para um desvio de terra.



Em um movimento brusco, virei o volante quase completamente para poder seguir o caminho da estrada. E então, nós estávamos indo em direção ao Acampamento.

A questão era que, estávamos seguindo a mesma direção que antes. E o gigante era esperto. Ele apenas atravessou o mato que estava entre nós e a estrada cimentada, e então ele estava quase na nossa frente. Quase.

Dei mais uma acelerada e apareceram para me alertar.



–Sophie acho que não é uma boa idéia andar a 100 km/h em uma estrada de terra. — O tom de voz de Piper era diferente. Era como se eu pudesse sentir o medo em suas palavras.

–Não temos outra opção, temos? — Falei deixando transparecer minha raiva e cansaço psicológico. — Quando falta?

–Uns quarenta quilômetros. Porque a gente voltou. Mas esse caminho é um pouco mais curto que o outro.



Cerca de meia hora à 80 km/h, minha mente raciociniou sem que eu quisesse. Outra parte da minha cabeça disse que era impossível manter aquela velocidade constantemente, já que eu tinha que fazer curvas, passar por buracos e etc. Devia ter um jeito melhor.



□■□■□■



O gigante não nos perseguia mais. E isso não me tranquilizou nem um pouco.

Nós estávamos quase lá. Eu podia ver uma enorme colina que, pelo que me explicaram, cercava o Acampamento. E dentro dessa colina havia um túnel onde eles estacionavam as vans para entregar morangos e levar os semideuses.



–É só um túnel ou tem algum tipo de portão? — Perguntei tentando entender o que teríamos que fazer ao chegar lá.

–Tem um portão de grades feito de bronze celestial. — Assenti para mostrar que estava acompanhando seu raciocínio. — É por isso que daqui a pouco eu vou descer.

–O que?! — Quase todos dissemos em uníssono.

–Eu vou descer do carro, mais ou menos perto daquela árvore — Ele apontou para uma árvore próxima. — e vou fazer uma viagem nas sombras.

–Você já esteve naquele túnel para fazer uma viagem nas sombras? — Perguntei.

–Não mas sei de um lugar que é quase ao lado.

–Aí você vai sair correndo para poder abrir? E se aparecer algum contra tempo? — Piper perguntou pensando em um ponto de vista diferente.

–Eu dou um jeito. Só não parem até chegarem lá.

–Ah, boa idéia. — Ironizei.



Eu estava de mau humor. Eu não deveria ter saído da cama hoje. Porque simplesmente não estava funcionando pra mim. Eu só quero conhecer o Acampamento, os campistas, ver coisas diferentes e legais. Isso é pedir demais? Reclamei em minha cabeça enquanto dividia meu foco entre reclamar e dirigir. E também, eu quero curtir um pouco do meu rolo recém formado com Nico. Eu estava sendo muito dramática? Talvez eu estava na TPM e não percebi. Mas na verdade, minha vida estava sendo pior do que eu imaginava quando era fantasma. Eu pensava em morar em um apartamento sozinha, trabalhar com algo que eu goste, me apaixonar, casar e ter filhos. Pelo menos no quesito de me apaixonar eu não estava tão fora dos trilhos.

Enquanto eu refletia sobre o meu drama de vida, nós nos aproximamos mais ainda da colina. E obviamente nós estávamos nos aproximando do ponto onde Nico iria pular.



–Diminua a velocidade. — Nico disse, e eu notei que sua frase era estranhamente formal. E não era a primeira vez que eu notava aquilo.

–Você é louco. — Murmurei enquanto tirava o pé do acelerador e freiava pouco a pouco.

–Melhor ser louco e fazer isso do que não fazer nada e morrer. — Ele disse isso com seu rosto fechado, quase como o habitual. Mas olhei em seus olhos e notei que ele estava inquieto. Era fácil deduzir que ele estava com medo de falhar. De não conseguir fazer a viagem nas sombras, de não conseguir chegar a tempo até os portões, qualquer coisa.

–Você consegue. — Connor disse antes que eu pudesse e deu um tapa em seu ombro. Nico fez uma cara estranha com o tapa de Connor e eu escondi um sorriso.

–Até daqui a pouco. — Piper disse.



E no mesmo instante ele abriu a porta e pulou do carro. Foi difícil me conter para não freiar o carro e ir atrás dele. Mas fui obrigada a seguir em frente. Acompanhei pelo retrovisor ele desaparecer nas sombras fracas da árvore e o lugar onde ele estava antes, ficar vazio.

Algo apareceu na frente do carro, e antes q eu pudesse notar eu estava freiando o carro e desviando. Como um borrão, o mundo girou de cabeça para a baixo. O céu virou terra e a terra virou o céu e por uns segundos eles trocaram de lugar várias vezes. Bati minha cabeça e estilhaços atingiram meu rosto e braços, ouvi os gritos sem conseguir distinguir se eram meus ou dos outros. Nosso carro havia saído da estrada e havíamos capotado.



–Mas que merda. — Consegui dizer quando tudo parou, o carro estava no sentido certo pelo menos. Eu não estava a fim de lutar para sair de um carro de cabeça pra baixo.

–Droga de Gigante. — Piper disse com raiva.



Soltamos os cintos e saímos do carro, a minha porta não estava mais presente e em condições de uso. Então apenas sai. Mas a de Travis estava travada e ele teve que sair pelo outro lado. Estava uma ventania digna de filme de ação ou aventura, em que na hora da luta o clima ficava suspeito e escuro.



–O que a gente faz agora? — Perguntei vendo o Gigante vindo em nossa direção.



E olhando assim ele era enorme. Sua pele parecia ser grossa e seca, era de um tom estranho. Tipo a pele do cotovelo das pessoas que não passam creme. Só que pior. Ele tinha cabelos desgrenhados e longos, suas roupas eram tecidos velhos e muito sujos. Na sua mão havia um machado improvisado, feito de um material que eu não fazia idéia do que era e não tinha interesse algum em descobrir. Muito menos estava a fim de descobrir o quanto aquilo podia durar.



–Acho que só dá pra correr. — Piper disse.



E então começamos a correr. O sol estava a pino, mas só faltavam alguns metros para chegarmos lá. Um pouco menos de um quilômetro. Mas o meu problema mesmo era correr. Eu não estava acostumada a correr, ainda mais distâncias grandes assim. Mas até que ter um Gigante através de você é um incentivo e tanto.

Nos aproximamos mais e eu pude ver o portão fo qual Nico falou. Ele era grande e preto, completamente fechado, nenhuma brecha. Não havia nenhum sinal de Nico por ali e isso me preocupava muito.



–Cadê o Nico? — Consegui falar entre as respirações rápidas e curtas.

–Eu não sei. Mas ele já deveria estar lá.



E então os portões se abriram, e foi como se as nossas forças fossem renovadas. Aumentamos nosso ritmo, e finalmente nos distanciando do Gigante. Havia uma barreira que protegia o Acampamento dos monstros, e eu esperava que ela estivesse funcionando bem no momento em que entrássemos pelos portões.



–Volte aqui, Espectro! — Disse uma voz grossa e arranhada, e as minhas pernas congelaram.



Espectro. Era a segunda vez que eu ouvia aquilo. E me parecia que eles não me chamaram assim por pura coincidência. Havia um motivo para aquilo. E eu estava com uma chance de descobrir o porque.



–Do que você me chamou? — Gritei acima do vento. Ele sorriu, seus dentes amarelos e cheios de tártaro fizeram meu estômago ficar estranho. — De onde você tirou esse nome?

–Eu não respondo à você.

–Eu exijo saber. — Não sei de onde eu havia tirado toda aquela autoridade em minha voz. Eu nunca havia dito nada naquele tom, nem mesmo tinha certeza se possuía autoridade o suficiente para exigir algo de um monstro. Parecia que de um dia para o outro as coisas se tornaram estranhas para mim. — Diga-me. De onde você tirou esse nome?

–Sophie! — Ouvi a voz de Piper gritar atrás de mim, mas não ousei virar para trás.



O vento se tornou pior, meus cabelos chicotearam meu rosto. Vi a expressão presunçosa do Gigante o deixar. Peguei a pedra em meu bolso e apertei forte. Minha espada apareceu e eu a levantei, a colocando entre nós. Ouvi vozes diferentes atrás de mim, murmúrios, mas mesmo assim eu não ousaria me virar. Tinha que manter o foco nele porque de qualquer modo, ele podia me matar com um golpe.

Mas eu também podia matá-lo com um toque.

Foi ai que eu me dei conta do poder que eu tinha. Em um momento de medo e coragem ao mesmo tempo, um momento completamente estúpido se querem saber a minha opinião.

Apertei mais a espada sentindo a raiva percorrer meu corpo. E algo mais. Eu queria matá-lo. Mas aquele era um sentimento que eu nunca havia sentido antes e achei sombrio demais, até para as circunstâncias. Mas eu não conseguia ignorar.

Cerrei os dentes e perguntei mais uma vez.



De onde você tirou esse nome? Como você me conhece?

–Não tenho a obrigação de te contar. Eu não te obedeço.



Apertei o cabo da espada e senti um ar frio correr pelas minhas mãos e braços. Olhei para minhas mãos e assustei ao ver elas marcadas com as veias pretas. Eu não estava me focando e nem queria que aquilo aparecesse. Não precisava ser gênio para descobrir que aquilo não estava certo. Aquela não era eu.

O Gigante percebeu a confusão em meu rosto e aproveitou a oportunidade. Ele pegou o machado com as duas mãos e ergueu acima da cabeça.

Eu estava naquele estado em que você vê as coisas acontecerem mas não consegue agir. Eu não estava nem mesmo pensando direito.

No último segundo, ouvi alguns gritos e braços deram a volta em minha cintura e me puxaram para trás com força e bruscamente.

O machado bateu no chão de terra em um baque surdo, e o ar se encheu de poeira.



–Me solta! Por favor me solta! — Eu gritei em desespero, com medo de machucar quem me segurava. Me debati do jeito que consegui.



Antes que eu percebesse, estávamos no túnel embaixo da colina e os portões se fecharam. Quem quer que estivesse me segurando, me soltou e eu cai no chão de pedras como esses estacionamentos.



–Você está louca? — Percy gritou.



Era ele que tinha me agarrado e me arrastado. Eles devem ter corrido pra cá assim que o carro freiou, pensei Eu podia ouvir o Gigante gritando de raiva lá fora. Não respondi.



–Vem. — Jason disse estendendo a mão para me ajudar a levantar. Antes que eu pudesse responder Nico disse.

–Melhor nem chegar perto das mãos dela.



Ele olhou para minhas mãos, que estavam estendidas aos meus lados porque eu estava apoiando para não cair. As pedras eram pontiagudas e faziam minhas pernas descobertas doerem. Sem ajuda, eu levantei. Meus joelhos e algumas partes das minhas pernas estavam vermelhas por causa das pedras e elas doiam. Fiz uma careta. O túnel não era escuro como eu imaginei. Haviam duas vans brancas com um adesivo na lateral que eu não perdi tempo para ler.



–Você tá bem? — Perguntei para Percy para me certificar de que eu não havia tocado nele.

–Você fez uma loucura, suas mãos estão pretas, seu carro capotou e você pergunta se eu to bem? — Seu tom soou estranho pra mim. Parecia quase ofendido.

–É. — Falei estendendo os braços em um sinal exagerado e logo os encolhi ao me lembrar de que apenas um esbarrão em minhas mãos podia matar alguém.

–Posso ver? — Annabeth disse.

–Melhor não chegar perto. — Alertei e ela deu um passo atrás.



Ouvi sons estranhos e olhei para a entrada do túnel. Havia alguém montado em um cavalo. Espera. Era um centauro! Com um pouco de medo, recuei alguns passos e escondi as mãos atrás de mim.



–Quíron, nós estávamos quase indo pra lá. — Annabeth disse.

–Já passou. — Nico sussurrou em meu ouvido e sua respiração fez cócegas em meu ouvido.



Discretamente olhei para minhas mãos e vi que elas haviam voltado a ser branquinhas e frias como gelo. Coloquei elas no bolso do short e sussurrei um "obrigada" para Nico. O centauro se aproximou mais. Sua parte de baixo era a de um cavalo branco já a sua de cima era de um homem de cerca de 40 anos. Me encolhi mais um pouco quando ele se aproximou galopando.



–Vocês demoraram então eu vim ver se estava tudo bem. — Ele olhou para mim. — Eu sou Quíron. Você deve ser Sophie.

–Sou. — Tentei ser simpática. Não era sempre que se conhecia um personagem de histórias gregas. Dei um sorriso tímido. — É um prazer conhecer você.



Ele estendeu o braço para um aperto de mão e eu a apertei um pouco hesitante. Com medo dos meus poderes atacarem e eu matasse o treinador-de-heróis-das-histórias-gregas. Quando ele apertou minha mão seu sorriso amigável desapareceu pouco a pouco.



–Suas mãos estão frias demais. Você está bem?

–Sim. Não é nada. — Disse recolhendo minha mão e a escondendo no bolso do short. Desviei o olhar dele porque seu olhar fixado em mim me assustava. Acho que ele não era tão inofensivo quanto parecia. Encarei um chão por um bom tempo antes que ele evoluísse.

–Então é melhor irmos. — Ele disse se virando e caminhando devagar para todos nós podermos acompanharem.



Fiquei atrás da 'fila' junto com Nico de um lado e Hazel de outro. O que era meio que humor negro, já que éramos os que vinham do Mundo inferior.



–Onde a gente tá indo? — Perguntei baixinho para os filhos de Hades/Plutão.

–Acho que vamos para os chalés, tomar um banho. Depois vamos almoçar e depois vai ter a reunião. — Hazel uma ideia da programação.

–Acho que vai ser: almoço, reunião e depois chalé. — Nico deu sua opinião.



Arrumei o cabelo e as roupas enquanto estávamos caminhando pela floresta. Uma hora ou outra ouvia passos e folhas balançando mas não via ninguém. Comecei a cogitar a ideia de fantasmas mas logo larguei mão. Se fosse um fantasma eu teria visto.



–O que você está procurando? — Hazel perguntando ao me ver encarando as árvores.

–Nada, só ouvi uns barulhos.

–Devem ser as Ninfas. — Ela murmurou.

–Ninfas? Dríades? Elas também existem? — Perguntei maravilhada.

–É. Apesar de terem medo de mim e provavelmente terem de você todos dizem que elas são legais. — Nico comentou colocando as mãos nos bolsos.

–Que legal! — Falei como uma criança e com um sorriso enorme.



Fiquei observando todo o caminho, imaginando se todas as árvores ali eram Dríades. Pensei ter visto um rosto esverdeado enquanto observava mas provavelmente era uma ilusão de ótica por eu estar tão fissurada com a ideia.

Enquanto atravessávamos a floresta arrumei minhas roupas, meu cabelo e tirei algumas marcas de sujeira. Fiz uma trança bagunçada e de lado, para disfarçar a bagunça do cabelo.

Quando saimos da floresta, a luz do sol bateu em meus olhos e os fez doerem. Fiz uma cara de cachorro no sol e tapei o sol com a mão do melhor jeito que consegui para poder olhar o que estava na minha frente. E era um dos lugares mais lindos que eu já havia visto.

Havia uma grama verde vivo bem aparada e caminhos de pedras claras. Pégasos voavam no céu, alguns com campistas montandos neles e outros não. Eu podia ver que havia uma casa grande e azul muito parecida com essas casas de fazendas, um pouco mais distante do lugar de onde estávamos. Podia ver uma arquibancada, e ao olhar direito vi que era um anfiteatro. Havia uma construção completamente aberta apenas com colunas, um teto e cortinas brancas e limpas que cercavam o local. Uma arena, alguns chalés, e uma outra construção aberta só que bem mais maior. E bem mais ao longe de tudo, eu podia ver uma ponta da água azul do mar. Era perfeito.



–É lindo. — Murmurei.

–Eles provavelmente vão te tratar do jeito que nos tratam. — Hazel disse apontando para ela e o seu meio irmão.

–Bem vinda ao inferno. — Nico disse para mim, e aqueles dois conseguiram acabar com todo o ânimo que eu estava sentindo. Não havia como negar. Se eles eram tratados mal por serem filhos de Hades/Plutão, eu sendo filha de Tânatos poderia ser tratada bem pior que eles. Afinal, quem gosta da morte?

Notas finais
Perguntas básicas: Como estão as férias de vocês? O que estão achando desse novo rumo da fic? E o que acham que essa coisa toda de espectro significa?