Sou Meu Pior Pesadelo
3 Que se dane mesmo ...
Nem acredito que já estou em casa.
É um alivio. Sinceramente.
Assim que chego em casa, já se passava das nove da noite. Largo minha mochila no sofá, pego o suco em cima da mesa da cozinha e vou para o meu quarto. Para fazer porcaria nenhuma. Ou vários nada. Que deve dar no mesmo.
Ainda acho desnecessário ter um notebook. Principalmente que não faço nada além de criar algumas poesias e escutar musica — que não adianta nada, já que tinha um iPod — mas meus pais fizeram questão de me dar.
Jogo-me na cama, escutando música e tomando o suco que trouxe quando fico com sede. Ou quando quero. Tanto faz.
Meu celular ao lado da cama vibra. Ignoro ele, mas parece que é insistente. Pois não para.
Continua a vibração. Tento ignorar, aumentando o volume da música, mas não adianta.
Pego ele, nervosa. Tinha uma mensagem:
“Para todas que lerem isso, respondam-me: Aquela gótica estranha da escola é drogada, bêbada ou só quer se aparecer para o garoto novo?”
Número desconhecido.
Com toda certeza era uma das líderes de torcida que deve ter recebido e me mandou de propósito.
Sinceramente estava nem ai com a opinião dos outros. E pouco me importava se alguém repara em mim ou não.
Só isso.
Não entendo por que pegam tanto no meu pé.
E também não reparo se tem garoto bonito ou novo na escola.
É idiotice demais!
Jogo meu celular do outro lado do quarto. Aumento o volume da música no máximo e fico deitada. Fitando o teto escuro do meu quarto.
Enfim, acabo dormindo.
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