Sos mi más bello error
7 Princess saves prince
Notas iniciais
Por que te entregas a esta paixão desenfreada, interminável? Todas as minhas preces dirigem-se a ela, na minha imaginação não há outra figura senão a dela, e tudo que me cerca somente tem sentido quando relacionado a ela. E isso me proporciona algumas horas de felicidade — até o momento em que preciso novamente separar-me dela! Ah, Whilelm!, quantas coisas o meu coração desejaria fazer...
– Somos dois, Werther. — a loira soltou um longo suspiro fechando a página do romance que lia. — Meu coração também deseja tantas coisas... — ela balançou a cabeça. Havia sim feito as pazes com German, eles conversaram e tinham trocado um abraço rápido mas carinhoso. Mas ela ainda sim estava confusa e com certo medo. Naquela mesma noite Priscilla se encontraria com a misteriosa pessoa do telefone, e Angie sentia dentro de si que deveria ir. Ela não conseguia tirar aquilo de sua mente, e se não fosse carregaria uma culpa para o resto da vida. Olhou o relógio e suspirou. Se fosse mesmo, deveria se apressar.
No fundo, Angie estava com raiva. Por que cabia a ela resolver essa situação? Normalmente é o príncipe que salva a princesa, e não a princesa o príncipe. O mundo real era tão desanimador...
– Ok. Ok. Eu vou. Respira fundo, Angeles. — a loira se olhava no espelho, ajeitando o vestido preto que havia colocado. Seria mais difícil Priscilla reconhecê-la se ela estivesse com uma roupa escura. Colocou também uma tiara preta, colocando sua franja loira para trás. Sem nenhuma maquiagem, saiu de casa.
Respirou fundo e entrou no carro. Seus dedos batiam no volante enquanto ela criava coragem para dar a partida. Angie sentiu um frio no estômago, ela estava com medo. Não sabia o que esperar de Priscilla. Sabia que aquela mulher era capaz de muitas coisas, mas não tinha ideia de seu limite. O que mais a intrigava era que tipo de coisa que aquela mulher estaria tramando... Tudo se passou pela imaginação fértil de Angeles, até mesmo um sequestro ou assassinato. German era um homem muito reconhecido e tinha muitos domínios, afinal.
– Que assassinato o que — a loira balançava a cabeça rindo da sua própria idiotice — Ela não chegaria a esse ponto. — Angie pensava alto enquanto prestava atenção na rua e no semáforo. Acelerou para passar no amarelo e depois foi estacionar discretamente em uma rua escura ao lado do shopping. Engoliu em seco ao descer do carro e olhar ao redor. Suas mãos tremiam levemente, e o medo invadia até a última célula de seu corpo. Quase que desistiu, seria muito mais fácil entrar naquele carro novamente e dirigir correndo até sua casa. Mas seu amor por German falou mais alto. Seja lá o que fosse, seu instinto feminino dizia que ele precisava de ajuda.
Angeles então caminhou rapidamente até a rua ao lado, onde ficava a entrada do shopping. Lá, pelo menos era mais iluminado e movimentado. Por um momento se sentiu mais segura. Sem querer chamar muita atenção, Angie olhou em volta buscando por uma figura loira e alta. Assim, no canto da escadaria de mármore que levava até a entrada do shopping, ela viu Priscilla e uma figura desconhecida. Rapidamente se escondeu atrás da estátua negra que havia naquele mesmo local, que era perto o suficiente para que ela pudesse escutar a conversa.
– Ahm.. muito obrigada por me ajudar nisso, Frederick. — Priscilla pareceu esperar alguma coisa para começar a falar.
– De nada, amigos servem para isso. — o tal homem respondeu — Bem, então confirmando... vai ser quinta à noite, na mansão mesmo? — Frederick continuou normalmente enquanto Angie tentava ligar suas falas ao que ela havia escutado da ligação deles no dia anterior.
– Isso mesmo. Nossa, ainda não acredito no quão genial esse meu plano foi. Fingir uma crise de ciúmes para ficarmos brigados e depois eu aparecer com essa festa surpresa... vai ser o melhor e mais inesperado presente de aniversário. Ele caiu direitinho na primeira parte! — Priscilla exclamava animada e Angeles logo bufou. Então era isso? Uma festa de aniversário surpresa?
– Ele não suspeita de nada? — o tal Frederick pareceu rir.
– Nadinha, ele ficou com cara de medo, lembra que eu te disse? Ele com certeza não está esperando por isso! — Priscilla sorria vitoriosa, infelizmente Angie não podia ver.
– Então está tudo certo. Já sabe como tirar ele de casa na quinta para podermos arrumar tudo? — o homem questionou.
– Isso é o de menos, vou pedir ajuda do Ramalho para isso.
– Ótimo. Acho que está tudo resolvido então — o homem de sotaque estranho sorriu.
– Fechado, então. — Priscilla apertou a mão do amigo. — Vou indo, Fred, senão aí sim o German começa a suspeitar de alguma coisa. — ela riu e ele assentiu. Se despediram e cada um seguiu seu caminho.
Priscilla, para ir de volta a seu carro, passou pelo lado da estátua, fazendo com que Angie tivesse que dar a volta nela para que a mulher não a visse. Angeles então respirou fundo, um tanto aliviada. Talvez. No fundo, na verdade, ela queria que Priscilla estivesse planejando algo ruim. Assim, haveria um motivo para German odiá-la e para que eles terminassem. Mas no final das contas a mãe de Ludmila só ganhava pontinhos para ficar com o homem; enquanto Angie criava raízes cada vez mais profundas no esquecimento.
Vendo Priscilla ir embora, a loira apenas deu um sorriso torto para si mesma e saiu andando novamente para o seu carro. Não, Angie não seria um tipo de heroína da história. Não, Priscilla e German não acabariam. Não, Angeles e German jamais teriam sequer uma oportunidade de ficarem juntos. O que mais angustiava a loira era que por um momento ela realmente sentiu que sua família corria perigo. Seus instintos não costumavam falhar antes.
– Isso que dá deixar a paixonite consumir os seus neurônios, Angeles — a mulher dizia a si mesma — Afetou até os seus instintos — riu irônica, cruzando os braços com frio enquanto adentrava a rua escura aonde tinha parado o carro. — Eu preciso de um psicólogo... — ela pensava alto quando de repente sentiu seu braço ser puxado bruscamente para trás. Quis gritar, assustada. Mas ao se virar e ver a pessoa que se encontrava ali, respirou de uma maneira tão aliviada como nunca antes. Por um segundo, pensou em todas as coisas ruins que poderiam acontecer com ela naquele instante.
– Posso saber que tipo de loucura você está fazendo? — Pablo quase berrava com a amiga. — São quase dez da noite, o que raios você está fazendo andando sozinha nessa rua deserta e escura? Ficou maluca?! Sabia que existem homenzinhos maus que estão apenas esperando a mocinha ingênua passar para eles atacarem, ou sua mãe nunca te ensinou isso não? — o homem dizia quase que desesperado enquanto Angeles apenas se questionava da onde o amigo havia surgido.
– Pablo, calma! — Angie tentou acalmá-lo e olhou ao redor — Vamos conversar no carro, rápido, vem — ela puxou-o até seu carro vermelho e eles assim entraram. A loira deu a partida e saiu rapidamente daquela rua. — Eu estava fazendo o que você me incentivou a fazer, idiota, tentando "salvar" o German ou coisa assim — a mulher bufou.
– Você não disse que isso envolvia arriscar ser estuprada ou algo assim — o homem continuava nervoso.
– Eu não ia ser estuprada, para de ser imbecil! — Angeles começou a gritar junto com ele. — Não tinha ninguém naquela rua! Eu sei me cuidar! Aliás, o que raios você está fazendo aqui?
– Não tinha ninguém que você estivesse vendo, estava tudo escuro! — Pablo respirou fundo, olhando pela janela e tentando se acalmar. – Eu estava saindo do shopping quando te vi caminhando até aquela rua e resolvi te seguir. De nada, Pablo, por ser um amigo atencioso e que se preocupa com o bem da melhor amiga! – ele bufou, irônico, numa tentativa de imitar a voz de Angie.
– Olha, desculpa, beleza? – Angeles parou no semáforo. – Mas você precisa se acalmar, eu estava atenta ao meu redor. Se houvesse alguém suspeito eu não arriscaria.
– Só acho que você podia ter me chamado para te ajudar. Além do mais, Priscilla é perigosa, poderia muito bem ser uma armadilha para você, ser refém enquanto German não pagar sei lá quantos mil pesos. – ele disse mais calmo.
– Que nada – Angie soltou uma risada abafada – Priscilla de perigosa não tem é nada. No final das contas fiz tudo isso por causa de uma festa de aniversário surpresa. – a loira soltou um suspiro. – Eu sei que o aniversário dele é essa quinta, como eu não tinha pensado nisso antes? Eu realmente estava cega para achar um motivo que os fizessem terminar.
– Jura? Uma festa? – Pablo questionou confuso. – Você engoliu mesmo essa?
– Engolir na verdade não engoli, mas você quer que eu faça o quê? Tudo o que eu a ouvi dizer batia com o que eu a escutei dizer no telefone ontem... então faz sentido que seja verdade. – Angie virou na rua de uma Starbucks e estacionou o carro. – Preciso relaxar, vamos?
– Claro, eu pago – o homem sorriu carinhoso. Ambos desceram e entraram na Starbucks. Fizeram o pedido e continuaram a conversa enquanto esperavam.
– Sim, faz sentido que seja isso mesmo... – Pablo disse pensativo. – Mas você não parece estar muito feliz com o fato de que German e Violetta não correm nenhum tipo de risco.
– Para falar a verdade, você tem razão. Eu não estou feliz. Devia estar, mas não estou.. – Angie e Pablo pegaram suas respectivas bebidas e foram se sentar em um sofá em um canto da cafeteria. – Eu vi nisso a oportunidade perfeita de fazer o German odiar a Priscilla. De alguma maneira eu criei esperança novamente. Isso me deixa frustrada. Esperança precipitada é a pior coisa que se pode ter, principalmente quando ela é facilmente quebrada. Agora eu enxergo as coisas com mais clareza. Priscilla ama German e ele a ama também. Eles fazem bem um ao outro. E a Angie como fica? Da maneira que sempre ficou. Juro que dessa vez prometo não esperar que isso mude.
Pablo não sabia o que dizer, no final das contas. O único que pode fazer foi abraçar a amiga e tentar distrair sua mente até o momento em que cada um foi para sua casa, finalizar o dia com uma boa noite de sono.
XX
Quinta-feira chegou mais rápido do que todos esperavam. Priscilla contou à Violetta sobre a festa surpresa de German e, sem nem pedir permissão para a madrasta, a menina convidou a tia. Seria algo reservado, apenas para a família. Estava mais para um jantar especial surpresa do que para uma festa, na verdade. Parecia algo muito... improvisado. Criado apenas para cobrir certo buraco, esconder algo. Fingir.
Ou talvez Angeles estivesse mais uma vez buscando meios de suspeitar de Priscilla.
– Não, Angie, Priscilla não criaria uma festa surpresa à toa apenas para te fazer acreditar para que você saia do caminho dela – Angie dizia a si mesma, com certa impaciência. Era como se ela conversasse com a parte de si que queria acreditar naquilo. – Ela não se daria o trabalho – a loira balançou a cabeça enquanto calçava o sapato para ir ao Studio naquela manhã.
Pegou a bolsa e correu para o carro. Não que fosse algo muito notável, mas ela tratou de se arrumar melhor naquela manhã. Não que fosse algo que ela fosse admitir também, mas Angie queria sim chamar a atenção de German. Ao entrar no carro, olhou-se rapidamente no espelho do retrovisor. Ajeitou o vestido e o cabelo. Então respirou fundo. Sua autoestima costumava estar lá embaixo, mas hoje Angeles decidiu estar confiante. Assim, deu partida e rumou para o trabalho.
Pov Angie
– Bom dia! — German sorri para mim quando eu entro na sala dos professores. O olhei bem, correspondendo o sorriso. Apenas ele se encontrava ali.
– Bom dia — mordo meu lábio e me faço de desentendida. German age com naturalidade e se senta em uma cadeira, com uma caneca de café em mãos.
– Angie, que bom que está aqui, temos que reorganizar os valores do.. — ele começou a abrir arquivos e mais arquivos no notebook e eu me sentei na mesa, fechando o aparelho. German me olhou confuso.
– Feliz aniversário — sorri meigamente. Ele franziu a testa.
– Você.. você.. — German estranhou. — Como você sabe que..?
– German, qual é, te conheço há três anos e você acha que eu não decorei a data do seu aniversário? — falei rindo. Ele sorriu.
– Obrigado, Angie. — me olhava carinhosamente, daquela mesma maneira que fazia meu estômago embrulhar e meu coração palpitar.
– Eu te trouxe um presentinho — falei meio nervosa e retirei uma caixa pequena e cinza da bolsa. — É coisa simples, mas.. bem — ri nervosa — Você merecia ganhar algo e..
– Sério? — ele sorriu grande — Muito obrigado! — pegou o presente e abriu no mesmo instante, como uma criança curiosa que rasga o embrulho desesperadamente quando dá meia-noite no Natal. Fiquei observando atentamente sua reação em seu rosto. German abriu um enorme sorriso ao ver o suéter cinza que eu lhe havia comprado. — Nossa, Angie! Muito obrigado, sério! É muito bonito, do jeito que eu gosto – ele riu.
– Você gostou? — falei baixo.
– Claro que sim — ele sorria. Levantou-se e colocou o suéter em sua frente — Eu estava precisando de um dessa cor — rimos. — Obrigado mesmo — ele puxou minha mão, fazendo-me descer da mesa. O olhei de forma estranha.
– Que foi? — ri brevemente.
– O quê? Eu não ganho um abraço de aniversário? — German me olhava com os mesmos olhos de anos atrás. Os mesmos olhos pelos que me apaixonei e estou me apaixonando cada vez mais, novamente.
– Ah, bobo, claro que ganha — sorri tímida e abracei-o fortemente. Foi um abraço mais longo do que o esperado, mas foi bom. Soltá-lo exigiu um pouco de esforço, e eu prefiro não acreditar que isso foi recíproco. German me olhou nos olhos e eu vi no fundo deles algo brilhar. Então, por um breve intervalo de segundos, seu olhar desceu para meus lábios. Ele pareceu ficar nervoso, e se afastou delicadamente.
– Er... eu preciso resolver algumas coisas da empresa e depois volto para continuarmos o assunto que íamos falar até você fechar o meu notebook – ele riu — tá bem? — German me olhou. Assenti. — Se cuida. — ele beijou meu rosto e saiu rapidamente dali.
xx
Entrei na mansão com um vestido simples, florido. O cabelo estava preso de lado e a maquiagem simples. Olga e mais uma equipe supostamente arrumada por Frederick que prepararam a comida para o jantar especial surpresa de German naquela noite. Eu estava meio receosa, Priscilla com certeza não gostou da minha presença ao me ver, porém para minha sorte ela não disse nada. Violetta e Ludmila estavam ajeitando os vasos de flores na mesa do jantar, que estava arrumada de uma forma mais formal. Confesso, estava tudo muito bonito.
Vilu, quando me viu, correu para me dar um abraço forte.
– Como você está bonita, menina – eu beijei o rosto de minha sobrinha – Estou ficando desesperada, cada vez que eu te olho você está maior. Menos garotinha, mais mulher. – falei rindo e Violetta mordeu os lábios enquanto sorria.
– Está falando igual uma tia chata – ela riu brevemente.
– Ei, eu sou sua tia! Só não sou chata, rum – fiz bico e ela me abraçou novamente quanto ria.
– Violetta, dá pra vir ajudar aqui ou está muito difícil? Ramalho disse pra minha mãe que eles já estão chegando! – Ludmila exclamou irritada com duas jarras de suco em mãos. Minha sobrinha foi ajudá-la.
– Eles estão entrando, vem! Escondam-se! – Priscilla correu para a cozinha, e eu fui junto. Nos juntamos todas ali no canto ouvindo Ramalho e German entrarem na casa conversando sobre algo qualquer. Enquanto esperávamos o momento certo, observei Priscilla discretamente. Ela estava arrumada demais para um simples jantar.
– Vamos? – Violetta sussurrou.
– Um, dois, três... – Priscilla contou baixinho. – Surpresaaaa! – todas nós saímos da cozinha cantando parabéns, enquanto German nos olhava de fato surpreso. O olhei bem e notei que seu traje era familiar. Sorri grande ao ver que ele usava o suéter que lhe dei naquela mesma manhã. Ele realmente havia gostado. Parei de cantar e sorri de uma maneira um tanto boba, e ele fez o mesmo enquanto Priscilla tagarelava alguma coisa e corria para abraçá-lo.
– Tia lindaaa — Violetta surgiu do nada me abraçando fortemente – Quero que se sente do meu lado — ela se afastou e eu sorri sem mostrar os dentes, acariciando seu rosto. Estava claro o nervosismo em meu olhar.
– Claro que sento, vamos lá — peguei sua mão e a fiz dar um girinho no lugar. Violetta riu. Fui com ela até a mesa e sentamos uma ao lado da outra, enquanto um dos funcionários de Frederick deixava a comida no centro.
– Uhhh, lasanha — a menina sorriu e me olhou divertida. Eu e Violetta somos apaixonadas por lasanha. – Eu sei que você quer pegar primeiro, pode pegar, eu deixo! – ela riu divertida.
– Hummmm não tanto quanto você, primeiro as mais novas – ri e minha sobrinha rolou os olhos sorrindo. Ela me serviu enquanto todos sentavam à mesa. Priscilla dizia que tudo havia sido um plano e falava sem parar na orelha de German enquanto ele olhava para a lasanha ansioso para comê-la.
Algo me dizia que ele não estava tão animado com a surpresa tanto quanto sua esposa estava.
German não estava sentado na ponta da mesa que ele costuma sentar, e sim na outra ponta. Quando meu olhar bateu no dele eu abri um sorriso involuntariamente. Ele fez o mesmo.
– Angie, poderia me passar o suco, por favor? — Priscilla sorriu falsamente para mim, quando viu que eu e German sorríamos um para o outro. Olhei para ela, sentada na cadeira que Matias costumava sentar, e sorri de volta, fingindo simpatia.
– Claro — respondi e entreguei-lhe a jarra que estava próxima de mim.
– Não gosto de lasanha — Ludmila murmurou, brincando com o garfo. Ela não tinha uma cara muito contente. Na verdade, ela nunca tinha.
– Ludmila, você vai comer o que tiver e pronto – Priscilla murmurou e a filha revirou os olhos mau-humorada. Violetta e German trocaram um olhar, afinal, a relação de Priscilla e Ludmila não era uma das que trazia um clima agradável para a mesa. Mas logo a situação foi esquecida e o jantar continuou tranquilamente.
Pov Off
Ludmila já havia subido para o seu quarto, assim que acabou de comer ela entregou seu presente a German e se retirou. Todos estavam conversando animados enquanto a Olga começava a recolher a mesa discretamente.
– Olguinha, eu te ajudo, espera aí. – Angie se levantou e começou a recolher os pratos no mesmo instante, deixando apenas German, Violetta e Priscilla na mesa.
– Pai, eu quero te dar o meu presente – Violetta disse ao homem e ele sorriu gigantescamente para a menina. Priscilla fingiu um sorriso para os dois e se levantou da mesa.
– Eu vou ao banheiro, já volto. – ela disse enquanto os outros dois assentiram.
– O que você tem aí? – o homem tentou olhar na sacola que a filha tinha em mãos.
– Duas coisas. Espero que goste – a menina sorriu e entregou ao pai.
German retirou da sacola primeiramente uma caixinha pequena. Abriu-a com cuidado e seus olhos brilharam quando ele viu o relógio que ele comentou que havia gostado, uma vez que saiu com a filha para passear no shopping.
– Ah, meu Deus – ele abraçou a filha com força – Você sabe que é a melhor coisa que já me aconteceu, certo? – German sorria.
– Pai, tem mais! Olha dentro da sacola.
German então olhou retirou de lá um objeto que ele claramente reconhecia o que era. Aquele chaveiro pom-pom colorido. Este mesmo, que pertencia à Angie e que Priscilla atirou pela janela do quarto dias atrás. Violetta sabia que aquilo significava muito ao seu pai. Ele observou o chaveiro e olhou para sua filha com ternura.
– Eu sei que você a ama – Violetta sussurrou e German rolou os olhos.
– Obrigado, pestinha – ele disse rindo e abraçou a filha novamente.
Na cozinha, Angie equilibrava os pratos enquanto Olga os pegava de sua mão e colocava na pia. Foi quando o último deles escorregou das mãos da loira e virou em cima de seu vestido, formando uma pequena mancha.
– Ai, e agora? – Angeles bufou esticando o tecido machado para a frente e tentando tirar com os dedos.
– Meu amor, assim não vai sair – Olga olhou-a – Na lavanderia tem um tanque, vai lá passar uma água que eu vou buscar no carro um produto que eu comprei hoje mesmo para manchas. – ela sorriu para Angie e a loira assim fez. Entrou no corredorzinho por trás da cozinha e entrou na lavanderia.
Até o som de seu nome soar na voz de outra pessoa chamar-lhe a atenção. Não, não a estavam chamando. Estavam falando dela, com certeza. Angeles voltou para o corredor e encostou o ouvido na parede, para escutar a voz que vinha da cozinha.
– Sim, Fred! Conseguimos, deu tudo certo. Angeles caiu perfeitamente – Priscilla dizia rindo – Ótimo, agora que a tiramos do caminho, podemos voltar ao plano original.
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