Sorrisos Mortais
6 Libertei-me De Toda A Dor
Notas iniciais
Depois de arrancar todos os seus dedos, levantei-me, empunhei a Katana que eu estava segurando e posicionei-a em cima do seu peito. Ameacei enfia-la no seu coração, ele clamou pela sua vida, então eu pisei na sua genital.
– Você vai calar a boca e aceitar sua morte, ou quer um pouco mais de tortura?
Ele finalmente se calou e ficou esperando.
– Sayonara!
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Fui cortando seu peito aos poucos até perfurar seu coração. Seu grito foi diminuindo até chegar sua morte. Arranquei a espada de dentro do seu corpo, limpei-a e guarde-a. Passei a levar comigo todas as 6 Katanas, não as larguei. Larguei aquele cadáver no local em que morrera, ele não merece ser nem mesmo enterrado. Ouvi sirenes de polícias, corri até a janela da sala e olhei para fora, havia viaturas em frente a minha casa. Os vizinhos os chamaram, só pode! Sai correndo assustado até os fundos da casa, nunca havia lidado com tal tipo de coisa. Subi no muro que cercava o local, olhei para o portão e vi policiais invadindo minha casa. Eles me viram, alguns vieram correndo na minha direção, outros entraram pela porta da frente, então eu pulei o muro e sai correndo. Corri o mais rápido possível, estava com muito medo do que poderia acontecer comigo. Ao olhar para trás, não foi possível ver ninguém. Estava livre! Comecei a rir sozinho, fiquei muito feliz, finalmente! Finalmente me livrei do meu maior pesadelo! Sabem aqueles sonhos em que você não consegue se mexer e que sua respiração vai diminuindo? Eu finalmente acordei desse sonho! Nunca me senti tão feliz como estive! Mas... O que eu faço daqui pra frente? Como vou me sustentar? Como vou viver sem uma moradia, sem comida, sem água, nem sei como faço para sobreviver sozinho. Bom, pensei bem enquanto rodeava as ruas de Tokyo. Vi mulheres lindas e ricas saindo de um Buffet acompanhadas de homens, provavelmente, seus maridos ou namorados.
“Eu poderia rouba-los, mas acho que não conseguiria... São homens grandes e fortes, vários deles. Como parecem ricos, alguns podem até possuir armas para se proteger de ladrões. Acho melhor não mexer com eles.”
Andei um pouco mais, até que cheguei numa rua um pouco deserta. Olhei mais a frente e vi aqueles mesmos casais, todos dentro de uma Limusine, apenas uma das belas mulheres se despediu e saiu andando. Eu a segui, até vê-la entrando em seu carro.
“Droga, já era, ela vai embora.” Pensei ao parar, desistindo da garota.
Alguns minutos se passaram, mas seu carro não ligava. Aproximei de seu carro, abri silenciosamente a porta de trás enquanto estava presente o barulho do motor tentando pegar. Ela não reparou na minha presença. Dei uma leve risadinha, ela se virou olhando para mim e, na mesma hora, cortei fundo sua garganta. A garota não teve tempo de reagir, morreu na mesma hora. Passei para o banco da frente e roubei sua carteira, sua bolsa, levei comigo todos os acessórios do seu carro, só não levei o carro junto, por que não sabia dirigi-lo. Saí correndo de lá, deixando o corpo dentro do carro.
Assim como este dia, eu passei a matar mulheres aparentemente ricas, aproveitando para rouba-las e vender os objetos roubados. Assim, com o dinheiro das vendas, foi possível sobreviver na rua. Vivi assim até os 13 anos, lembrando que matei meu pai com 10. Um dia encontrei uma grande mansão, enorme mesmo, ficava num condomínio onde viviam os Matsuda e os Nakamura, os dois clãs mais rico de Tokyo (Um exemplo de um Nakamura é o Karui, da fanfic O Que Ele Me Diz da qual mencionei nas notas iniciais do capítulo 1). A mansão era a maior do condomínio onde fora construída. Vi uma garota entrando, uma da qual já havia visto na escola em que eu frequentava antes de ser livre. Se parecia com uma das garotas mais metidas do colégio, Kayane Matsuda. Deveria ser a própria. Se for ela, é muito nova pra ser metida ao ponto. Pelo que eu saiba, Kayane estava a ponto de completar 13 anos... Ela tinha cabelos castanho claro ondulado, olhos claros, dos quais não pude ver a cor, usava um vestido rosa claro, sapatos da mesma cor de seu vestido com um pequeno laço cinza, uma fita branca prendendo uma parte de seu cabelo, que estava posicionado de lado, duas pulseiras cinza e um colar de puro ouro. Ela passou pelo portão da grande mansão e entrou em sua “casa”. Okay, eu já sabia onde morava uma garota muito rica, esperei chegar à madrugada, mas como invadiria aquele local se estava completamente cercado por seguranças?? Dizem que ao amanhecer ou um tempo antes, é o horário em que sentimos mais sono. Esperei chegar às 5 horas, foi quando vi uma Ferrari vermelha se aproximar do local. Ela parou no semáforo, estava com o rádio ligado, o volume no máximo. Dentro havia uma mulher com roupas caras, brincos, colares, pulseiras e anéis de ouro e prata, o vidro estava aberto e sua mão estava apoiada nele enquanto batia levemente seus dedos na lataria da Ferrari. Havia escrito na lateral de seu carro o sobrenome “Matsuda” tingido a ouro, assim como o mesmo se encontrava em suas rodas, também tingido a ouro.
“Todo o clã Matsuda mora naquele condomínio... Essa será minha única chance de invadir o local.”
Me dirigi em direção ao carro, abri a porta, que pelo visto a mulher havia esquecido de trancar, entrei no carro e ela me olhou assustada. Peguei uma de minhas Katanas e apontei para o pescoço dela.
– Fique quieta, você vai para o condomínio, né?
– S-Sim... -- Respondeu.
– Fale que estou junto a você. Caso ouse mentir ou fazer gestos e expressões que dê a insinuar algo, irei mata-la! Vá!
Ela se calou, somente fez o que mandei. Guardei minha espada e ela entrou no condomínio com seu carro e passou pelo portão da mansão que eu pretendia furtar.
“Estou me dando bem.” Uma leve risada acompanhou meu pensamento.
Lá haviam várias garagens. Ela estacionou em uma. Saí do carro e mandei que dissesse aos seus seguranças que eu sou seu convidado. Ela obedeceu, então entramos juntos em sua casa.
– Vá para o seu quarto e não saia de lá até eu mandar!
– Por que está fazendo isso?
– Sem perguntas. Quer que eu lhe mate junto com a metida da Kayane? -- Me olhou surpresa e negou. — Então somente vá. -- Ela subiu correndo as grandes escadas que havia no hall.
Fui andando pela mansão procurando algo de muito valor. Mas que casa enorme! Um labirinto! Me perderia morando lá, levaria meses para decorar onde fica cada cômodo. Tudo que fosse de maior valor eu guardava em meus bolsos. Quando finalmente encontrei o hall novamente, subi aquelas escadas e procurei o quarto onde aquela mulher estava. Abri uma porta, e, para a minha surpresa, encontrei a Kayane dormindo. Não podia perder a chance de roubar seus pertences, assim como suas joias e aquela corrente de ouro que estava usando quando entrou no condomínio. O ruim é que ela estava dormindo com a corrente em seu pescoço. Tudo bem. Entrei em seu quarto devagar, com muito cuidado, o máximo de cuidado. Vi uma penteadeira do lado de sua cama. Me dirigi até lá e vi várias caixinhas e perfumes do lado. Abri as caixinhas e tinham muitas joias, anéis de pérolas, diamantes, ouro, prata, os melhores dos melhores. Peguei algumas e guardei. Peguei 2 perfumes, os melhores que se encontravam lá e guardei também. Olhei para ela, parecia uma princesa dormindo. Aproximei-me encostei no seu colar, segurei-o e o puxei. Ela abriu seus olhos um pouco assustada, olhou para mim e gritou. Tampei sua boca logo de início.
– Shhh... Quietinha, linda. Meu objetivo não é machuca-la, a não ser que você não seja uma boa garota!
Ela ficou me encarando com um olhar de medo, seus olhos ficaram inundados por lágrimas. Soltei sua boca e guardei o colar que eu havia pego.
– S-Saia daqui... Pare com isso, senão eu vou gritar -- Afirmou ela ao fechar fortemente seus olhos.
Dei uma risadinha leve.
– Pare de ser metida. Que nojo! Odeio garotas como você! Saiba que gritar não vai me fazer mal, pois sua mãe sabe que estou aqui e provavelmente seu pai também já sabe e como esta casa é gigante, assim como todas as outras, ninguém vai ouvir seu grito!
Ela não teve o que dizer, apenas ficou quieta, assim como eu havia pedido. Mas logo o silêncio se quebrou.
– D-Devolva-me o meu colar.
Retirei-o do meu bolso e o observei. Após olha-lo, neguei o seu pedido.
– P-Por que?
– Não quero devolve-lo.
– Devolva-me! Isto é um objeto precioso! Não é como qualquer colar que se compra por aí! -- Olhei-a e a desafiei. — Por que insiste?
– U-Um garoto que eu gostava me deu ele de presente um tempo antes de morrer...
Me surpreendi, fiquei com dó dela. Dei o colar em sua mão e me dirigi até a porta de seu quarto.
– Se você disser algo sobre esta noite a alguém, eu volto aqui e te mato.
– ... -- Calou-se.
Saí do quarto e continuei a procurar o quarto da possível mãe de Kayane.
Quantas portas! Abri uma por uma a procura dela. Quando encontrei, ela estava deitada em sua cama acordada. Eu entrei lá e peguei suas joias e objetos aparentemente caros. Ela ficou quieta, parecia ter medo.
– Acompanhe-me até a porta.
Ela obedeceu. Agiu como se eu fosse mesmo seu convidado. Saí de lá normalmente e fui para um local vazio. Peguei tudo o que consegui, foi meu maior lucro! Joguei tudo no chão, observando como me dei bem aquele dia.
– Agora vou poder vencer esse inferno de vida!
Continua...
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