Sonhos e Realidades

19 Capítulo Extra - Mudança de Humor Parte 1


Notas iniciais
Oláaaaaaa! Aqui vai um capítulo extra, adivinha? Tcharaam, vocês vão saber em detalhes, como e porquê o Cebola mudou de personalidade assim tão rápid (ou não) Contado pelo ponto de vista do Cê. Nos vemos nas notas finais. Boa Leitura!!

~~ Primeiras semanas na Mansão de Penha ~~

Eu estava na varanda observando o jardim da mansão de Penha. As flores eram regadas diariamente e tudo estava sob controle. O jardineiro era um senhor de uns sessenta anos, e sabia exatamente o que tinha de fazer. Fiquei fazendo isso pelo menos duas semanas seguidas. Um dia, o jardineiro faltou e as flores não foram regadas.

Isso me despertou um certo interesse. Cheguei a seguinte conclusão: Se você deixar de regá-las todos os dias, elas morrerão. Elas dependem do jardineiro para viverem. Isso poderia ser aplicado nas pessoas, certo? Se você as têm sob seu poder, elas dependerão de você. Serão como flores. Se não as regarem, morrerão. Fiquei com isso na mente, tentando bolar alguma coisa. Finalmente eu sabia o que fazer para me vingar dela e de todos.

~~ Dois meses depois ~~

Liguei para o DC, pois já fazia um bom tempo que nós não nos falávamos. O telefone logo foi atendido.

— Oi. — DC falou.

— Do Contra. Como a Mônica está? — Perguntei, impaciente pela falta de informações.

DC deu uma risada debochada antes de responder.

— Ela? Está ótima. — Ouve uma pausa. Eu já estava irritado.

— O que aconteceu DC? Faz uns dias que você não me liga para dizer sobre ela. Você sabe que ela é MINHA, certo? Espero que não esteja pensando que eu a deixei.

— Não. É claro que não. Eu não estou fazendo isso por você. — Eu já estava a ponto de xingá-lo.

— Tome cuidado com suas decisões, Cebolinha.

— Bom, eu também não estou fazendo isso por você. Só pedi a sua ajuda com isso, porque eu sabia que você seria a única pessoa a quem Mônica podia confiar. — Meu plano já tinha começado desde aquela época, quando eu pedi a ele que cuidasse e ficasse ao lado da Mônica quando eu fosse embora. — Vou desligar, já que não vai desembuchar mesmo. — Sabia que com isso, ele falaria alguma coisa.

— Espera. Ela descobriu que você vai se casar. — Arregalei meus olhos.

— O quê? Mas como? Foi você...? — Isso não poderia estar acontecendo logo agora. Isso faria com que ela viesse atrás de mim, estragando meus planos.

— Não. Foram seus pais que contaram. Ela ficou arrasada. Agora ela está em casa. — Eu precisava agilizar as coisas.

— OK. — Respondi. — Eu preciso dar um jeito nessa história logo, já não aguento mais ficar nessa casa. — Usei um tom de voz como quem está falando com um amigo bem íntimo.

— Não quero saber se você aguenta ou não. Apenas quero que você acabe logo com isso. A Mônica está sofrendo demais, mesmo eu estando aqui. — Sorri com esse comentário. Esse babaca acha que consegue ser melhor que eu, mas isso ele nunca será. — Eu vou desligar antes que a sua ``noiva´´ perceba algo. — Xinguei-o e desliguei na sua cara.

Depois disso caí na gargalhada. Mas que imbecil. Penha já estava dominada a muito tempo. Foi apenas jogar meu charme pra cima dela que a idiota já se derreteu toda. Ela acreditava que eu estava apaixonado por ela, mas eu apenas estava seguindo o plano, enquanto ela estava falando mil maravilhas para os pais dela, eu apenas estava construindo minha vingança.

Mas é claro que ela foi percebendo que esse `` amor´´ que eu sentia por ela era pura mentira. E quando ela descobriu já era tarde demais. Penha até tentou me queimar para os pais dela, mas isso já não funcionava mais. Tentou de tudo até jogou uma das criadas no meu quarto, enquanto eu tomava banho, para tentar dizer que houve uma traição. Mas de nada adiantou, eu sempre estava um passo a frente dela.

Mas uma coisa ainda eu não consegui. Mônica.

Eu precisava tê-la, afinal, ela era minha. Todos sabiam disso, mas insistem em dizer o contrário. Aquela despedida não precisava ter sido conturbada, mas ela mereceu sofrer um pouco. O que eu não imaginaria, era que esse sofrimento durasse pouco. Tudo culpa daquele cara. Ele achou que me faria de trouxa? Achou que eu não fosse descobrir? Eu acho que terei de ser um pouco mais radical quanto à isso.

Penha entrou no meu quarto, eu a olhei de lado, esperando ela falar.

— Cê. — Eu a odiava quando me chamava como a Mônica fazia. — Vamos tentarr nos acerrtar, sim? Logo iremos nos casarr. — Ela depositou sua mão na minha coxa.

Tirei sua mão bruscamente e segurei seu pulso.

— Não brinque com isso. Você acha que eu posso te amar? é muito ingênua mesmo. Isso já está como planejei. Eu vou me casar com a Mônica. E vou fazer isso depois de acabar com tudo que você tem. E você sabe o porquê, Penha? — Olhei com raiva para ela, que se encolheu toda. — Porque foi você quem começou. Eu jurei para mim mesmo, quando você tentou matá-la, que eu te faria sofrer de todos os jeitos.

— O que você está fazendo, está errado. — Ela ousou dizer. — Você está enganado meus pais.

Sorri para ela.

— Você enganou a todos. Então estamos quites. Logos nos casaremos, e depois disso, você vai me ver indo embora com a Mônica.

— Você não pode fazerr isso. — Sua voz estava baixa, quase inaudível.

— E por que não? — Eu provoquei.

Penha ficou em silêncio, quando eu estava dando as costas para ela, ouvi-a dizer.

— Cebola, eu estou grrávida. — Parecia que tudo ficou em silêncio e suas palavras saíram altas.

— O quê? — Eu a olhei, surpreso, com os olhos arregalados.

— Estou esperrando um enfant* seu. *criança em francês.

Minha cabeça começou a girar.

— Você? Mas você não tomou o remédio? Como isso foi acontecer? — Eu estava tão nervoso, que não conseguia olhá-la.

— Então é por isso que você não pode se separrar de mim.

Olhei para seu rosto e me acalmei.

De repente caí na gargalhada.

— HAHAHAHAHAHAHA. — Penha ficou imóvel, assustada.

— Se você pensa que isso vai me impedir em algo, está muito enganada.

Olhei para ela novamente e abri um sorriso sombrio.

Notas finais
Aqui está a parte 1 do Capítulo extra. Eita Pindarolas. Comentem. Bjss e até a próxima. Sayonará.