Sonhos e Realidades

17 Capítulo 16 - Eu Te Amo.


Notas iniciais
Nada a declarar, só sentir :D Boa leitura!

— Cê... Cebola? — Chamei-o, ainda assustada com sua expressão.

Ele continuou mudo, olhando atentamente para a minha foto.

— Cebola. — Dei alguns passos em sua direção.

Como se estivesse saído de um transe, Cebola atenuou a expressão estranha e olhou pra mim.

— O quê? Há sim. Era isso que eu queria te mostrar. — Ele ergueu a foto.

Olhei em volta novamente, olhando o monitor que mostrava o quarto da Penha.

— O que é isso? — Eu apontei.

Cebola baixou a foto, colocando-a na mesa.

— Hã isso? Não se preocupe, faz parte do meu plano. — Vi uma das criadas entrar no quarto da Penha, percebendo que não havia som algum. Então ele não sabia o que tínhamos conversado.

— Essa foto... Eu tirei no dia do Ano Novo, você se lembra? — Cebola disse, chamando minha atenção.

—Sim. Eu me lembro. Depois disso a gente terminou. — Disse, convicta.

— Olha, eu sei que você está chateada comigo, Mô. Mas vou resolver isso em breve, e então ficaremos juntos, pra sempre. — Alguma coisa na voz dele, estava me deixando mais nervosa. — Ele se aproximou de mim, e me abraçou.

— Não... — Tentei sair de seu abraço, mas seus braços pareciam duas barras de ferro.

No mesmo instante, Do Contra arrebentou a porta, fazendo com que nós nos assustássemos. Cebola me soltou por um instante, aproveitei para me afastar.

— Do Contra! falei.

DC pegou no meu braço me tirando dali.

— Fique longe dela. — Ele disse para o Cebola.

Olhei por cima do ombro e vi Cebola sorrir de uma maneira sinistra, assim virando-se de costas.

DC me arrastou até o nosso quarto provisório. Em nenhum momento ele comentou sobre a cena de ontem à noite. O beijo que Cebola deu em mim. Eu queria dizer pra ele que aquilo não me abalou, mas a tensão no quarto estava muito grande. Resolvi não comentar nada.

— Arrume suas coisas. Vamos embora hoje. — Ele disse sério, jogando as suas roupas dentro da mala.

— Mas DC...

Ele olhou pra mim, com os olhos arregalados.

— O quê? Não me diga que mesmo depois de tudo aquilo que a Penha disse, e aquilo que você viu no quarto daquele cara, você ainda quer continuar aqui? — Então ele havia escutado a minha conversa com a Penha.

— E você? Não quer saber se é mesmo verdade? Eu não posso deixá-lo aqui sem saber a verdade. — Fiquei parada, olhando pra ele.

DC nervosamente passou as mãos nos cabelos, praguejando baixo.

— Você está assim por minha causa também, não é? Me desculpe.

— Você está falando...?

— Sobre eu ter mentido pra você. Me aproximei de você... — Ele não terminou a frase.

— Se aproximou de mim e me enganou. — Olhei pra ele, mas DC não estava olhando pra mim.

— É.

— Como você é idiota. — Me aproximei dele e o abracei. Ele parecia surpreso.

— Porquê? Ele me perguntou, não reagindo ao meu abraço.

— Você é o do contra. Você nunca faria nada que alguém mandasse. Nem que esse alguém fosse eu. Eu sabia que de alguma maneira, você tentava me contar sobre isso... Mas acho que eu descobriria por mim mesma. — Olhei nos seus olhos.

— O que vai fazer a respeito?

— Preciso descobrir se o que a Penha disse, é verdade. Se for, eu acho que estamos bem encrencados, e se não for, vou bater tanto nela, que a cara dela vai ficar da cor do vestido vermelho dela. — DC riu baixo.

Amanhã, pensei. Não, hoje mesmo colocaria meu plano em prática.

— Eu vou fazer uma coisa que você vai odiar. Me prometa que você não vai acreditar. — Apertei os meus braços envolta dele.

— Eu prefiro acreditar que sim, vou te odiar. — Sorri. — Mas falando sério, não faça nada imprudente, se tratando do Cebola, ele é bem inteligente.

Concordei com a cabeça. Eu sabia que o Cebola estaria nos vendo naquele momento, mas eu havia pensado em tudo. Pra quem nos visse sem nos ouvir, era como se estivéssemos num momento romântico, nada mais. Ele até podia ser inteligente, mas sei que ele tem uma falha: Os Planos Infalíveis. Em todos os anos nunca deram certo. E não seria dessa vez, assim espero.

Passamos o resto do dia como se nada estivesse acontecendo. Sabrina ficou meio perplexa com o casamento repentino.

— Vocês dois estão com muita pressa mesmo. E vão se casar justo no dia que nossos pais voltam. Ate parece que vocês estão querendo apressar para esconder algo. — Ela olhou de soslaio para Penha. — Não me diga que você engravidou a Penha, Cê. — Dei uma pequena engasgada com a menção da palavra ``Grávida´´.

Penha, baixou o olhar, parecia constrangida, mas ao mesmo tempo, com medo. Cebola estava impassível.

— O quê? Será que... — Sabrina estava agora sem graça. Penha olhou para nós.

— E-Eu... — Quando ela estava para responder, Cebola a cortou.

— Amanhã... Teremos uma ``novidade´´ para vocês.

Minha respiração parou. Não era possível. Penha estaria grávida?

Do Contra, apertou minha mão, por debaixo da mesa.

— Por enquanto vamos nos retirar. — E então se levantou da mesa, esperando Penha fazer o mesmo. Eles saíram logo em seguida.

— Será mesmo? — Sabrina olhou para nós.

Eu apenas dei um sorriso amarelo, voltando minha atenção para o DC.

— Vamos dar uma volta, estamos aqui faz uns dias... Nos vemos mais tarde, Sabrina.

— Está bem, vocês não tiveram tempo de se aproveitarem. — Ela deu um sorriso malicioso.

Arrastei o DC dali, antes que esse, soltasse outro comentário provocador.

— Pra onde você está me levando, dona Mônica? — Percebi que eu ainda estava segurando seu braço.

— Não sei, estou pensando ainda. — Soltei-o, olhando em volta.

— Que tal ali? — Ele apontou para a Torre Eiffel.

Olhei maravilhada para a Torre.

— Vamos subir nela. — Disse, sorrindo.

Subimos na Torre e ficamos lá, vendo o Pôr-do-Sol.

— É lindo. — Falei.

— Nem tanto. — Fiz uma careta.

— Você é difícil de se surpreender.

— Tem certas coisas que devem ser vistas com outros olhos. Essas coisas não me surpreendem mesmo, pois é coisa que todo mundo faz. — Ele sorriu.

— Então, namorar, casar e ter filhos... Você nunca vai querer? — Fiz bico.

— Tem certas coisas que não dá para contrariar. — Essa resposta me deixou um pouco feliz.

— Eu queria te perguntar... Tudo aquilo que aconteceu com a gente... Fazia parte do Plano? — Eu precisava saber dele próprio.

— Nada que eu fiz... Foi parte do Plano. Nada do que eu faço, aliás. — Do Contra pegou no meu rosto. — Tudo que eu fiz, foi verdade, foi porque eu quis.

Olhei pra ele, meu rosto esquentando. A temperatura aqui em cima estava muito baixa. Minhas mãos estavam começando a congelar.

— Mônica, eu te disse isso uma vez, e volto a ressaltar: Eu te amo.

Essas palavras me fizeram esquentar meu corpo todo. Eu estava feliz com isso. Saber se ele estava comigo esse tempo todo de verdade, e não por causa do Plano do Cebola, me fazia ficar mais tranquila.

— Eu... — DC colocou os dedos nos meus lábios, como havia feito uma vez.

— Não preciso saber agora. — Ele sorriu. — Teremos muito tempo pra isso. — E tirou os dedos, colocando seus lábios no lugar, me dando um beijo.

Eu iria fazer uma coisa, que se eu não soubesse que DC estaria me esperando, diria que seria uma missão suicida.

Iria tirar a máscara do Cebola.

Notas finais
:D Esses dois DC e Mô são uns amorzinhos juntos.