Capitulo 3

Dou algo que se parece com um suspiro, me sinto triste, deve ser por causa do flash de lembranças que tive, realmente odeio essa sensação, consigo sentir que desta vez estava realmente acordada, abri devagar meus olhos e pelo o que pude perceber estava em uma sala – Suspeito que seja a sala de um hospital por causa do estado em que me encontro.

Ouço vozes mas não conseguia as distinguir, meus sentidos ainda não estava normal, aos poucos conseguir abri meus olhos e vi as pessoas que estavam ali, consegui distinguir, Jorge a minha Robons e meu chefe.

−Aghata, ainda bem que você acordou estava tão preocupado com você, está se sentindo bem? − perguntou meu irmão

− Sim... mais ou menos .... Espera, eu estou viva!

− sim, é claro que esta, mas por que isso agora?

− se eu estou viva... Maicon! ... Maicon também está vivo, diga Jorge onde ele está? – tento me levanta da cama, Jorge me colocar novamente na cama.

− o que foi Jorge? Por que isso agora vamos deixe-me ver Maicon! – A sala fica completamente em silêncio, todos estavam tristes.

− Aghata, você tem que ser forte, infelizmente quando a central chegou ao local do onde vocês estavam, já era tarde demais, foi um grande alivio para nós quando soubemos que conseguiram salvar você, mas ... Aghata... infelizmente não conseguimos salvar o Maicon e ele... faleceu no local...

Meu peito dói como se tivesse realmente levado uma facada, sinto vontade de chorar, me sinto zonza e como se meu mundo tivesse se desmoronado novamente, por um momento senti algo que me fez acreditar que Maicon estava vivo, não sei dizer o que era mas foi algo tão forte e agora já não sinto mais nada, está vazio

− Impossível, como? Como? Ele levou menos danos do que é praticamente ilógico eu ter sobrevivido e ele ... morto.

−Infelizmente isso não é algo verdadeiro, os dados dizem que Sr. Macon faleceu – disse Robons

− Mas, cale a boca sua lata de atum velha e enferrujada, ninguém pediu sua opinião.

− Aghata se acalme por favor, eu sei que essa situação é delicada, mas a siw não tem nada a ver com isso, Maicon, infelizmente faleceu, é uma perda e tanto, um dos nossos melhores agentes, mas infelizmente, ninguém teria imaginando que algo deste nível aconteceria...

− Imaginado? Não tem como vocês terem imaginado, não estavam lá, não estavam lá!

− Aghata, minha querida, vai ser difícil pra você superar isso ... mas, você tem que ser forte, minha irmã...

− forte? Horas por favor, não me diga uma merda dessa, hein?

− Aghata eu entendo que esteja frágil, mas ninguém nessa sala tem a ver com isso

− Você estão certo não tem nada a ver com isso, já que é assim, por favor, vocês podem se retirarem...

− mas Aghata –

− SAIAM DAQUI AGORA!!!!

Todos saem, e fico sozinha novamente, a única coisa que conseguia pensar é no que a Cibeliyus me disse “ eu posso me vingar de quem matou Maicon”. Não seria uma ótima opção, ela poderia acabar com essa dor que está no meu coração, ainda é difícil engolir isso, saber que não o verei todas as manhãs. O mais engraçado que não tive tempo de dizer o que sentia, sempre enfrentei tantos monstros, que nem um ser humano conseguiriam dormir à noite, e que para mim era apenas uma coisa qualquer, nunca sentia medo, e algo simples como me declarar me deixava tão espantosa, com tanto, medo. Ficava ressentida ao pensar em me declarar, tanto medo e de nada me serviu, acabei vendo ele morrer sem conseguir dizer que o amava. Droga como me odeio por isso, se pudesse mudar o passado, se pudesse voltar no tempo….

Ouço batidas na porta, perguntando se podia entrar numa voz suave, aquela voz só podia ser da minha mãe, enxugo as lagrimas que estava caindo e deixo ela entra, ele senta na ponta da cama me olha com aquele olhar, de quando eu era pequena e acabava aprontando uma das minhas e me machucando, aquele olhar de alivio por saber que não tinha me machucado muito.

− oi, minha querida, como está se sentido?

− bem mamãe, pelo menos agora, estou... – se é que possível estar bem numa situação dessa

− eu sinto muito pelo o que aconteceu com seu amigo...

− Oh sim... Mas isso não importa mais, eu falhei... – viro por outro lado da cama tentando esconder as lagrimas

− filha não jogue a culpa em suas costas – Ela faz um carinho em minhas costas e me dá um abraço – você fez o possível que podia para salva-lo, mas infelizmente, ninguém podia prever o que ocorreria ....

− vamos falar de outra coisa, por exemplo quando vou ter alta? Já não aguento mais o cheiro deste hospital!

− os médicos ainda não ti deram alta, você ficou com muita febre durante o seu coma...

− coma?

− sim, você ficou um bom tempo em coma, filha.

− quanto tempo eu fiquei em coma mamãe?

− isso, isso não importa filha, o importante que você está bem! – ela olha pra os lados, tentando desfaçar seus olha para Aghata que odeia quando ela faz isso...

− quanto tempo!?

− 2 meses, não foi muito...

− 2 meses !?

Dois meses, essas palavras ficaram se repetindo na minha cabeça por um bom tempo, não conseguia crer no que acabava de ouvi... dois meses, como pude passa dois meses em coma, como? – sinto minhas costas contra os travesseiros, já que tinha me exaltado e ter quase me levantado, foi como se tivesse levado uma grande queda, que não deixa de ser verdade – então perdi tudo... o enterro do Maicon, a última vez de velo, pedir tudo isso.

− Mãe... você sabe, como ficou as investigações do casso, durantes esses dois meses? − há? – ela fica com uma cara, como se não tivesse entendido Mais nada.

− Mãe, as investigações para descobrir.... Quem .... Atacou... Maicon e eu! – ela me olha com aqueles olhos de novo que me irritam profundamente

− filha... vamos entenda, ninguém matou Maicon ... quer dizer ninguém que se já racional, foi sim aquele monstruoso vampire, ser irracional que acabou atacando o Maicon pelas costas enquanto ele estava distraído.

– enquanto falava me levantava da cama, e em um momento de raiva agarrei minha pelos braços e a sacudi, meus aparelhos quase saíram da veia, por causa do movimento que fiz para levantar da cama – senti uma grande falta de ar− ISSO NÃO PODE SER VERDADE!!

− Controle-se filha, e realmente compreenda a verdadeiro fatos, sim foi o vampire maldito que fez o corte na costa, ele apenas teve uma parada cardíaca, pobre rapaz, eu gostava tanto dele, era um bom moço...

− Hora mamãe como você pode acreditar nisso, eu vi aqueles dois caras, um era mais alto e outro um pouco mais baixo, um era loiro e ele que matou Maicon, e ainda por cima me atacou por ter desafiado, ou você realmente acha que um vampire fez um ferimento deste nível em mim!? – levanto a blusa, e mostro a cicatriz horrenda, causada pelo ataque, eu que achava que a aberta era horrível, fechada e cicatrizada era pior ainda, minha mãe quase vomitou de medo, e então ela se virou de costas pra mim

− filha seus ferimentos... foram causados, por que aquele maldito vampire que pegou a arma de Maicon e te atacou enquanto socorria o Maicon, e atirou em suas costas... Acho que você não deve estar ainda muito bem, deve dormir um pouco mais, minha filha, só de saber que está viva é um grande alivio pra mim

− mãe, a senhora não deve ser tão idiota ao ponto de acreditar mesmo, que um ser irracional como um vampire realmente podia ter me atacado pelas costas e pior enquanto eu cuidava de Maicon, o que ser tona MEIO INLOGICO JÁ QUE EU NUNCA DEIXARIA UM VAMPIRE FILHO DA PUTA ARRANCAR UMA ARMA DE PERTO DE MAICON E PIOR ME ATACAR PELAS COSTA!!! – Ela, em um ato de raiva acaba dando um tapa na minha cara, o que me deixa em estado de choque, começo a me sentir muito mal, minha respiração realmente fica desregulada – Mãe chame Jorge para mim, cof

− filha acho melhor não, realmente precisamos chamar o médico, acho que você não está muito bem

− Chame o Jorge!

Minha mãe saiu chorando, me desculpe mãe mas essa história está muito mal contada, droga que papo esse? Eu sei que Maicon não faleceu, pelo menos não desse jeito, aqueles rostos, ainda estão na minha mente, Jorge vai ter que explicar isso... E eu e Maicon não somos muito burros ao ponto de ser tão negligentes assim...

− mandou me chamar? Madame...− Acho que ele deve ter visto mamãe chorando, sua cara era de raiva.

− Jorge, me diga a verdade, não a verdade que contou mais cedo ou o que disse a mamãe, não sou idiota e nem nada do tipo e mesmo assim continuam a me tratar como se eu fosse, você deve saber muito o que ocorreu lá, então é nada desta baboseira que você contou a mamãe

− minha querida Aghata, vamos começar a pensar racionalmente, e isso que você falou que é história, querida, é o que realmente ocorreu.

− Jorge meu querido, eu estava lá eu vi o que realmente ocorreu, e essa historinha para fazer criança dormir não tem nada a ver com a realidade, você como um bom agente deve saber que nesta história nada bate com nada, eu vi aqueles dois caras, por favor vamos tenha bom senso – Jorge virar de costas e começa a mexer nas mãos,

− Irmãzinha se vamos realmente falar de bom senso.... Essa história de que dois caras supostamente atacaram você e ele, não pode ser algo inventado pela sua mente para amenizar a sua dor de perder Maicon e ainda por cima a sua incapacidade de ter salva-lo? – Seus olhos estão em cima de mim, sim aquele mesmo olhar que desde de criança me faz senti menor e como se tivesse algo de erado comigo, o olhar que eu mais odeio, meu corpo todo gela quando ele faz isso. Mas não posso parecer fraca não na frente dele.

− Hora ... por favor, Jorge no mínimo você deve achar que eu sou alguma idiota, ou retardada mental, olhe pra mim, melhor, olhe para cicatriz horrível e você deve ter visto esse ferimento aberto, acha mesmo que isso poderia ter sido feito por vampire que nem consegue pensar em? Você acha que eu e ele seriamos incapazes de cuidar de um vampire − dou uma risada irônica – ou melhor ainda! Deixar ser atingido por ele acha mesmo que eu em vez de acabar com esse suposto “vampire” que mesmo sendo um ser irracional conseguiu matar Maicon e me atingir com a arma de outro agente, serio, me conte mais historinhas de dormir, mas desta vez uma mais assustadora, irmãozinho – deito de novo na cama e pego o travesseiro fingindo ser um ursinho, nesta hora ele fica realmente sério.

− Sim! – ele bate as mãos na cabeceira da cama – se o suposto agente estivesse distraído, e não com seus olhos no devido lugar, sim ele poderia ser atacado por este suposto “vampire”, e se esta suposta agente fosse loucamente apaixonada pelo Maicon, e em vez de matar de vez o maldito vampire fosse socorre seu grande amor ela poderia ser atacada por este vampire.

− EU ESTIVE LÁ EU VI O QUE REALMENTE ACONTEÇEU, ESSA HISTORIA NÃO BATE COM O QUE REALMENTE ACONTEÇEU, NUNCA FICARIAMOS DISTRAIDOS, EU E MAICON SOMOS OTIMOS AGENTES E NUNCA JORGE, NUNCA! DEIXARIAMOS ALGO ASSIM OCORRER! – Os aparelhos desta vez realmente saem dos meus braços e a falta de volta novamente, minha cabeça come a girar e ... Imagens, estranhas uma menina, aquela mulher levando um neném, minha cabeça estava girando, eu pequena segurando a mão de um garoto, minha mãe me puxando, Cybellius dizendo que se vingaria de mim− droga tenho que parecer forte! – o barulho do sinal do quarto começa a tocar, os medico entra no quarto, pelo que quase pude ver – o que nessa altura é muito – minha pressão arterial estava alta muito alta, meus batimentos cardíacos elevados.

− Enfermeira prepare um calmante, a paciente está muito alterada – A enfermeira começa a preparar os medicamentos, Jorge me olha com uma cara que reconheço bem e que consigo identificar mais rápido do que a cara que eu realmente odeio, a de mentiras, a de pavor de ser contrariado.

− sim senhor

− ANDA AINDA VAI DIZER QUE É MENTRA? OLHE PARA SUA CARA, VOCÊ SABE .... VOCÊ SABE ... QUE …NÃO ESTOU – Os médicos tentam me segurar – ME SOLTEM! DIGA JORGE , DIGA A VERDADE , DIGAA! – Nesta hora minha mãe entra no quarto e Jorge...

− JÁ CHEGA! mamãe vou embora, fique com ela , se ficar mais um minuto vou perder a compostura!

− Jorge, o caso, eu quero investigar o caso!

− Não! O caso já foi fechado, e mesmo se estive-se aberto, não poderia ser envolvida já que você foi uma das vítimas, além de ter um relacionamento mais próximo do falecido, nunca deixaria alguém que de longe percebe-se que não está bem das ideias, espero que realmente se recupere, de mente e corpo! – Não sei se ele fala baixo ou se meus ouvidos estavam ficando menos aguçados. Jorge foi embora, um pouco incomodado, pelas minhas afirmações, minha mãe ficou comigo no quarto, me olhando com aquela cara de pena, eu odeio isso. Por que eles não acreditam em mim? Ou será que tudo não passou de uma ilusão de medo criada por mim, mas... mas não pode ser isso, eu tenho certeza, eu não estou louca, eu vi, eu vi aquela pessoa ou monstros, será que não existe ninguém que acredite em mim!